Capa da nova edição da revista POP-SE, Erika Januza fala sobre negritude e afins

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Em sua quinta edição, a nova edição da revista POP-SE que está chegando às bancas e livrarias de todo o país discute, entre outras pautas, racismo e anti misoginia. 

Para a capa, a convidada é a atriz Erika Januza, em um papo sobre negritude, preconceito, racismo e seu papel enquanto mulher negra a atriz contou sobre suas experiências:

“Já fui aquela que se calava diante do preconceito. E eu entendo quem se cala. É um tipo de violência que a gente não está preparada. Ele acontece do nada e só por causa da cor da sua pele. Hoje, entendo que o preconceito pode acontecer em qualquer lugar e eu não o deixo passar. Se for preciso, vou para a Justiça. Racismo é crime! E temos a lei para nos defender. Não me calo diante de racistas”, afirma. 

Taís Araújo, Eika Januza, Jessica Ellen são hoje mulheres que inspiram crianças e jovens negras no Brasil, ter essas atrizes ocupando grandes espaços, significa mais portas se abrindo para os artistas do futuro. “Entendi que muitas meninas negras veem em mim a possibilidade de se inspirarem e acreditarem que podem ter um futuro melhor. E é isso o que eu quero incentivar. Quero que elas sonhem e acreditem que podem ter o que desejam. Com muita luta e foco, mas é possível, sim. Como mulher negra, a minha luta é manter as portas abertas para todas as outras que virão. Assim como fizeram no passado. Se hoje estou aqui é porque existiu uma Ruth de Souza, é porque existe uma Zezé Motta e eu quero preservar essa porta que elas abriram…”.

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