<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>(MN) Redação, Autor em Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/author/redacao-mundo-negro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/author/redacao-mundo-negro/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 18:23:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/cropped-faviconMN-1-32x32.png</url>
	<title>(MN) Redação, Autor em Mundo Negro</title>
	<link>https://mundonegro.inf.br/author/redacao-mundo-negro/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Julho das Pretas: Construir uma carreira também é construir novas referências</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/julho-das-pretas-construir-uma-carreira-tambem-e-construir-novas-referencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:09:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[carreira feminina]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[julho das pretas]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=97069</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por: Dayane Oliveira Quando eu era mais nova, acreditava que construir uma carreira dependia apenas de compet&#234;ncia. Bastava estudar, trabalhar duro, entregar resultados e as oportunidades chegariam. Com o tempo, descobri que existia uma camada muito mais complexa: tamb&#233;m era preciso aprender a ocupar espa&#231;os onde eu quase nunca encontrava mulheres negras como refer&#234;ncia. Essa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/julho-das-pretas-construir-uma-carreira-tambem-e-construir-novas-referencias/">Julho das Pretas: Construir uma carreira também é construir novas referências</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Dayane Oliveira</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu era mais nova, acreditava que construir uma carreira dependia apenas de competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bastava estudar, trabalhar duro, entregar resultados e as oportunidades chegariam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, descobri que existia uma camada muito mais complexa: também era preciso aprender a ocupar espaços onde eu quase nunca encontrava mulheres negras como referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa ausência nunca impediu que eu continuasse caminhando. Mas fez com que eu entendesse, muito cedo, que construir uma carreira também significava construir novas referências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrevo este artigo no Julho das Pretas olhando para a minha trajetória, mas principalmente para as mulheres negras que estão começando suas carreiras ou que ainda sonham em ocupar posições de liderança. Porque, por muito tempo, eu também procurei alguém que me mostrasse que aquele caminho era possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sou formada em Publicidade e Propaganda e iniciei minha carreira na Bahia, um estado reconhecido pela potência criativa, mas que ainda está distante do centro das grandes decisões da indústria da comunicação. Durante anos, ouvi que, para crescer profissionalmente, seria necessário estar no eixo Rio-São Paulo. E talvez essa seja uma das primeiras barreiras invisíveis que muitas mulheres negras enfrentam: a sensação de que o lugar onde nasceram, ou de onde vieram, determina até onde podem chegar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de esperar que o mercado criasse espaço para mim, decidi construir o meu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi assim que nasceu a Asminas. Mais do que uma agência, ela representava uma inquietação: mostrar que Norte e Nordeste não eram apenas mercados consumidores de campanhas, mas territórios que produzem repertório, comportamento, cultura e inovação. Durante essa jornada, tive a oportunidade de liderar equipes, negociar projetos com algumas das maiores marcas do país, desenvolver estratégias para empresas nacionais, participar do Festival Internacional de Criatividade em Cannes e entender que criatividade também é uma ferramenta de transformação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seria desonesto contar essa história apenas pelos resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também existiram dias de dúvida. Dias em que precisei sustentar uma empresa enquanto lidava com as inseguranças que quase todo empreendedor conhece. Dias em que entrei em salas onde era uma das poucas — ou a única — mulher negra presente. Momentos em que percebi que competência, embora indispensável, nem sempre era suficiente para garantir acesso às mesmas oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi nesse percurso que compreendi uma diferença importante: entrar em uma empresa não significa, necessariamente, conseguir construir uma carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o debate sobre diversidade avançou de forma significativa. Felizmente, vemos mais mulheres negras sendo contratadas e ocupando espaços que, por muito tempo, lhes foram negados. Mas acredito que a próxima grande conversa precisa ir além da porta de entrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela precisa falar sobre permanência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre quem participa das decisões mais importantes das organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo levantamentos do Instituto Ethos e do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), mulheres negras seguem amplamente sub-representadas nos cargos de alta liderança das grandes empresas brasileiras. Ao mesmo tempo, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que elas continuam concentradas nas ocupações de menor remuneração e enfrentam barreiras persistentes para ascensão profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses números revelam que o desafio já não é apenas ampliar o acesso. É garantir desenvolvimento de carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, tomei uma decisão importante: depois de anos empreendendo, escolhi voltar ao mercado corporativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muita gente poderia interpretar esse movimento como um recomeço. Eu prefiro enxergá-lo como uma expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estar novamente dentro de uma grande organização me fez perceber que a diversidade precisa ser acompanhada por algo igualmente importante: ambientes capazes de desenvolver talentos, oferecer oportunidades reais de crescimento e formar novas lideranças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carreiras não crescem apenas por competência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas crescem por visibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por confiança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por boas lideranças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por pessoas que patrocinam talentos, compartilham conhecimento e indicam profissionais para projetos estratégicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse talvez seja um dos maiores desafios das mulheres negras no mundo corporativo: transformar presença em influência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da minha trajetória, aprendi que construir uma carreira não é apenas acumular experiências ou conquistar cargos. É ampliar repertórios, abrir caminhos e desafiar imaginários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque referências mudam perspectivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E perspectivas mudam destinos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, achei que meu maior objetivo era ocupar espaços. Hoje entendo que meu maior compromisso é fazer com que outras mulheres negras não precisem chegar nesses mesmos lugares acreditando que estão sozinhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quero que elas saibam que é possível liderar equipes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Negociar grandes projetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentar nas mesas onde decisões são tomadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empreender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomeçar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudar de rota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Construir autoridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, acima de tudo, permanecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se hoje uma jovem profissional consegue olhar para uma mulher negra ocupando uma posição executiva, liderando projetos estratégicos, escrevendo sobre mercado e cultura ou sendo reconhecida por sua capacidade analítica, ela passa a enxergar essas possibilidades também para si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E talvez esse seja o maior legado que uma carreira pode deixar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não apenas os resultados que conquistamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas as possibilidades que ajudamos outras mulheres a imaginar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, no fim das contas, construir uma carreira também é construir novas referências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/julho-das-pretas-construir-uma-carreira-tambem-e-construir-novas-referencias/">Julho das Pretas: Construir uma carreira também é construir novas referências</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como o exercício físico potencializa a criatividade de pessoas pretas?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/como-o-exercicio-fisico-potencializa-a-criatividade-de-pessoas-pretas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:08:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[atividade fisica]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[exercicio]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=97050</guid>

					<description><![CDATA[<p>O movimento nos traz muitos benef&#237;cios para a sa&#250;de e uma delas &#233; aprimorar a nossa criatividade! Por: Juliana Oliveira Estamos acostumados a associar a criatividade nos &#226;mbitos da arte, m&#250;sica ou inova&#231;&#227;o, mas ela tamb&#233;m nasce no movimento. Enquanto nos exercitamos, seja em qualquer tipo de modalidade, o c&#233;rebro aumenta a libera&#231;&#227;o de neurotransmissores [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/como-o-exercicio-fisico-potencializa-a-criatividade-de-pessoas-pretas/">Como o exercício físico potencializa a criatividade de pessoas pretas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O movimento nos traz muitos benefícios para a saúde e uma delas é aprimorar a nossa criatividade!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por: Juliana Oliveira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos acostumados a associar a criatividade nos âmbitos da arte, música ou inovação, mas ela também nasce no movimento. Enquanto nos exercitamos, seja em qualquer tipo de modalidade, o cérebro aumenta a liberação de neurotransmissores como: dopamina, serotonina e endorfina, substâncias relacionadas ao bem-estar, à motivação e à capacidade de encontrar soluções para problemas. Ou seja, movimentar o corpo também movimenta ideias, aprimorando nosso lado criativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para pessoas pretas, esse processo tem um impacto ainda mais profundo. A população negra convive, com maior frequência, com muitas situações de estresse como: situações de racismo, estresse crônico e sobrecarga emocional, são fatores que quando afetados, desregulam funções cognitivas como atenção, memória e criatividade. O exercício físico auxilia na redução de todo estresse, melhorando e criando espaços para novas ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos alguns exemplos no aspecto cultural de como o exercício físico ajuda, cotidianamente, a população negra. Muitas manifestações corporais negras sempre foram espaços de criação coletiva. Da capoeira ao passinho, do breaking ao dancehall, do hip-hop às danças afro-brasileiras: movimento nunca foi apenas exercício para nossa população e sim, um ato de resistência e identidade. O corpo preto produz cultura quando se movimenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns ambientes que valorizam a cultura preta fazem esse sentimento de pertencimento ser ainda mais significativo. Quando um corpo preto frequenta um local onde a música, estética e história são celebradas, ele tende a experimentar mais a liberdade para criar, experimentar e se expressar!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência já nos mostrou que caminhar, correr ou fazer musculação já favorecem a criatividade. Mas quando o exercício acontece em locais de pertencimento, os efeitos vão além da atividade física. Quando o corpo encontra liberdade para se mover, a mente também encontra liberdade para criar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/como-o-exercicio-fisico-potencializa-a-criatividade-de-pessoas-pretas/">Como o exercício físico potencializa a criatividade de pessoas pretas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando as apostas dominam a publicidade, o que isso diz sobre o Brasil e os efeitos econômicos da população negra?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/quando-as-apostas-dominam-a-publicidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 20:51:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[apostas online]]></category>
		<category><![CDATA[bets]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=97042</guid>

					<description><![CDATA[<p>Bets dominam a publicidade e levantam debate sobre impactos econômicos e sociais na população negra no Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/quando-as-apostas-dominam-a-publicidade/">Quando as apostas dominam a publicidade, o que isso diz sobre o Brasil e os efeitos econômicos da população negra?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Dayane Oliveira</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalho com publicidade há mais de uma década. Ao longo da minha carreira, aprendi que acompanhar os maiores investimentos em comunicação é uma forma de entender para onde a economia está caminhando. A publicidade sempre funcionou como um retrato do seu tempo: ela revela quais setores estão crescendo, quais comportamentos estão sendo incentivados e quais narrativas passam a ocupar o imaginário coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma pergunta tem me acompanhado nos últimos meses: <strong>O que significa quando uma das categorias que mais cresce em investimento publicitário no Brasil é justamente a das plataformas de apostas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Basta assistir a uma partida de futebol, abrir uma rede social, ouvir um podcast ou acompanhar uma transmissão esportiva. As BETs estão em todos os lugares. Patrocinam clubes, campeonatos, influenciadores, programas de televisão, podcasts e criadores de conteúdo. Em poucos anos, deixaram de ser uma categoria pouco conhecida para ocupar um dos espaços mais disputados da comunicação brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E isso, para quem vive o mercado publicitário, não pode passar despercebido. Porque publicidade nunca foi apenas sobre vender produtos. Publicidade constrói imaginários. Ela influencia comportamentos, legitima hábitos, transforma determinadas práticas em algo cotidiano. Quando um setor investe bilhões em comunicação, ele não compra apenas espaço na mídia, ele compra presença cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, eram bancos, montadoras, empresas de tecnologia, alimentos, bebidas e varejo que disputavam essa atenção para construir reputação e relacionamento de longo prazo. Hoje, assistimos a uma mudança significativa nessa lógica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As plataformas de apostas passaram a ocupar uma parcela importante desse espaço. E talvez a discussão não seja se elas podem ou não anunciar. A pergunta que me interessa é outra: <strong>O que deixamos de comunicar quando um único segmento passa a concentrar uma parte tão expressiva dos investimentos em publicidade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Espaço publicitário é um recurso limitado. Quando uma categoria cresce rapidamente, outras deixam de ocupar esse lugar. Essa mudança revela transformações nas prioridades do mercado e também na forma como a atenção da sociedade está sendo disputada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existe uma camada ainda mais profunda nessa conversa. Toda campanha publicitária vende uma promessa: Algumas vendem bem-estar; outras vendem mobilidade; outras vendem pertencimento. As plataformas de apostas vendem a possibilidade de ganho. E, embora o entretenimento faça parte desse mercado, também sabemos que o jogo pode produzir consequências severas para uma parcela dos consumidores quando praticado de forma compulsiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos estudos já demonstram que famílias em situação de maior vulnerabilidade econômica tendem a sofrer impactos mais profundos diante de perdas financeiras relacionadas ao jogo. <strong>No Brasil, essa discussão também atravessa a questão racial.</strong> <strong>Dados do IBGE mostram que a população negra continua concentrada, em maior proporção, entre os grupos de menor renda e patrimônio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso não significa que apostar seja uma prática exclusiva da população negra. Mas significa que os efeitos econômicos de uma perda podem ser muito mais severos para quem já convive diariamente com menos margem financeira.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nesse ponto que acredito que a comunicação precisa assumir parte da responsabilidade da conversa. A publicidade não cria, sozinha, um comportamento social. Mas ela ajuda a legitimá-lo, amplia sua presença, reduz a sensação de estranhamento. E quanto mais natural uma prática se torna no cotidiano, menor tende a ser a percepção dos seus riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez por isso seja tão significativo perceber que essa discussão já começa a chegar ao poder público. No Rio de Janeiro, projetos de lei passaram a discutir a restrição da publicidade de plataformas de apostas em determinados espaços e contextos. Independentemente do desfecho dessas propostas, elas demonstram que a publicidade das BETs deixou de ser apenas uma pauta de mercado para se tornar também uma pauta social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mudança me faz lembrar de outros momentos da história da comunicação. Assim como aconteceu com a publicidade de cigarros e, posteriormente, com as discussões sobre bebidas alcoólicas, começamos a refletir sobre os limites da comunicação apenas quando o impacto social passa a ocupar o centro do debate. Talvez estejamos vivendo esse mesmo momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como profissional da comunicação, não acredito que a publicidade deva abrir mão da criatividade ou da inovação. Mas acredito que ela precisa ampliar sua responsabilidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, talvez a pergunta mais importante não seja quanto as BETs investem em publicidade. A verdadeira pergunta é: <strong>que futuro estamos financiando quando as plataformas de apostas se tornam um dos principais rostos da comunicação brasileira?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o fato mais simbólico nem seja o avanço de propostas para restringir esse tipo de publicidade. O mais simbólico é perceber que começamos a discutir os limites dessa comunicação apenas depois que ela já ocupou estádios, podcasts, influenciadores, redes sociais e parte significativa da paisagem publicitária do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque a publicidade nunca é apenas um espelho da sociedade. Ela também ajuda a desenhar o futuro que estamos construindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/quando-as-apostas-dominam-a-publicidade/">Quando as apostas dominam a publicidade, o que isso diz sobre o Brasil e os efeitos econômicos da população negra?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Luh Maza &#124; 10 criadoras negras para acompanhar na TV e cinema</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/criadoras-negras-audiovisual-brasileiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:12:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[criadoras negras]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[julho das pretas]]></category>
		<category><![CDATA[Luh Maza]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<category><![CDATA[series brasileiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96995</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conheça 10 criadoras negras incríveis do cinema e TV brasileiros que você precisa acompanhar, em uma curadoria especial de Luh Maza no Julho das Pretas!</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/criadoras-negras-audiovisual-brasileiro/">Luh Maza | 10 criadoras negras para acompanhar na TV e cinema</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: <a href="https://mundonegro.inf.br/noiz-por-noiz-serie-luh-maza-slam-juventude-periferica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luh Maza</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de hoje, passo a colaborar com o portal<strong> Mundo Negro</strong> que tanto nos forma e informa enquanto integrantes ativos da sociedade, o que me honra como mulher preta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sejam bem-vindas a esse nosso novo ponto de encontro. Estou feliz por dividir experiências, reflexões e uma curadoria do que encontro de mais inspirador no cinema, nas séries e em outras manifestações que ampliam o nosso repertório e fortalecem a nossa comunidade. Acredito que poucas coisas são tão transformadoras quanto conhecer e consumir obras criadas por pessoas que compartilham nossas vivências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como estamos no<strong> Julho das Pretas</strong>, nada mais justo do que reunir dez criadoras que transformam o audiovisual brasileiro. Além de assistir às obras dessas artistas, vale acompanhar suas trajetórias. São roteiristas, diretoras, produtoras e atrizes. Muitas, inclusive, exercem todas essas funções ao mesmo tempo. Afinal, ser múltipla na arte é apenas o reflexo de ser múltipla para existir no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aliás, você sabia que a primeira mulher a dirigir um longa-metragem por aqui foi uma mulher negra? A mineira <strong>Adélia Sampaio </strong>realizou <em>Amor Bandido</em>, em 1984, e abriu o caminho para todas nós. Sua vida nos lembra que mulheres negras sempre movimentaram a história do audiovisual brasileiro, mesmo em um mercado que tantas vezes tentou e tenta invisibilizar nossas contribuições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que esta seja só a primeira de muitas conversas aqui no Mundo Negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alice Marcone</strong> (@alice.marcone)<br><em>Todxs Nós</em> • <em>Manhãs de Setembro</em> • <em>Eu Vou Ter Saudades de Você</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="349" height="466" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone.jpg" alt="" class="wp-image-96997" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone.jpg 349w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/AliceMarcone-300x401.jpg 300w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ceci Alves</strong> (@ceu_dos_santos)<br><em>Doido Lelé</em> • <em>Dona Beja</em> • <em>Carlinhos Brown: Meia Lua Inteira</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="550" height="733" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves.jpg" alt="" class="wp-image-96998" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves.jpg 550w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/CeciAlves-300x400.jpg 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Chica Andrade</strong> (@chica_andrade_)<br><em>Estamos Todos Aqui</em> • <em>Meu Pai, o Almirante Negro</em> • <em>Segura Essa Pose</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96999" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/ChicaAndrade.jpg 1003w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maria Shu</strong> (@shu.maria)<br><em>Onisciente</em> • <em>Bom Dia, Verônica</em> • <em>Sessão de Terapia</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-97000" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/MariaShu.jpg 1108w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rastricinha Dorneles</strong> (@rastricinha)<br><em>Erê: Criança no Axé</em> • <em>Para Italiano</em> • <em>A Lua e a Tempestade</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="750" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles.webp" alt="" class="wp-image-97001" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles.webp 500w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles-200x300.webp 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles-100x150.webp 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles-280x420.webp 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles-150x225.webp 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RastricinhaDorneles-300x450.webp 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Renata Di Carmo</strong> (@renata_di_carmo)<br><em>Vai Que Cola</em> • <em>Os Quatro da Candelária</em> • <em>(In)Vulneráveis</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-97002" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataDiCarmo.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Renata Martins</strong> (@recine12)<br><em>Sem Asas</em> • <em>Malhação: Viva a Diferença</em> • <em>Histórias (Im)possíveis</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="418" height="558" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins.jpg" alt="" class="wp-image-97003" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins.jpg 418w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/RenataMartins-300x400.jpg 300w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sabrina Fidalgo</strong> (@sabrinafidalgoo)<em>Rainha</em> • <em>Alfazema</em> • <em>O Projeto</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-97004" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/SabrinaFidalgo.jpg 1065w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Taís Amordivino</strong> (@taisamordivino)<br><em>Insubmissas</em> • <em>A Menina Que Queria Voar</em> • <em>Histórias de Roteiristas Negros</em></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="623" height="831" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino.jpg" alt="" class="wp-image-97005" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino.jpg 623w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino-112x150.jpg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/TaisAmordivino-300x400.jpg 300w" sizes="(max-width: 623px) 100vw, 623px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Viviane Ferreira</strong> (@aquatuny)<br><em>Um Dia com Jerusa</em> • <em>Ó Paí, Ó 2</em> • <em>Uma Família de Sorte</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-97006" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-1152x1536.jpg 1152w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/07/VivianeFerreira.jpg 1264w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Luh Maza é cineasta e dramaturga. Foi roteirista e diretora em séries como Sessão de Terapia, Os Quatro da Candelária e Da Ponte Pra Lá e do longa Insubmissas. Em 2026 recebeu o Prêmio Shell de Teatro. Já colaborou com veículos como jornal Folha de S.Paulo, revista Cult e portais UOL e Yahoo. Também está nas redes sociais (@luhmaza).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/criadoras-negras-audiovisual-brasileiro/">Luh Maza | 10 criadoras negras para acompanhar na TV e cinema</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Letramento racial nas empresas não pode ser restrito a uma pauta de recursos humanos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/letramento-racial-empresas-precisa-acao-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:54:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[Antirracismo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade e Inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[letramento racial]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96967</guid>

					<description><![CDATA[<p>O letramento racial nas empresas exige a corresponsabilidade da sociedade. Descubra por que o combate ao racismo corporativo vai além dos treinamentos.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/letramento-racial-empresas-precisa-acao-social/">Letramento racial nas empresas não pode ser restrito a uma pauta de recursos humanos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em><a href="https://mundonegro.inf.br/desafios-construcao-riqueza-familias-negras-brasileiras/" data-type="link" data-id="https://mundonegro.inf.br/desafios-construcao-riqueza-familias-negras-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por: Rachel Maia</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que as empresas são feitas de pessoas, não há como discutir assuntos raciais sem a coparticipação da sociedade. Sempre que um caso ganha repercussão nas mídias, há uma tendência de concentrar a atenção no ato falho, na ação criminosa ou no comportamento individual. Mas é o pós-mídia que merece maior reflexão. O que acontece depois da injúria racial e da indignação? Como as instituições, as escolas, as universidades, as igrejas e até mesmo as rodas de conversa entre amigos transformam o crime de racismo em combate coletivo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costumo dizer que mudanças exigem intenção seguida de ação. Todo indivíduo precisa se compreender socialmente como corresponsável pelo bom funcionamento das leis e dos princípios que regem a convivência em sociedade. Essa reflexão faz diferença porque o racismo não é um fenômeno que nasce nas empresas; ele chega até elas por meio das pessoas, das crenças, dos silêncios e das estruturas sociais que moldam as relações cotidianas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quando um crime de racismo ocorre no ambiente corporativo, a discussão não pode se limitar ao desligamento do funcionário ou à emissão de uma nota de repúdio. A legislação brasileira trata o racismo como crime, mas a punição, não é suficiente para enfrentar um problema cuja origem antecede o episódio em si. Precisamos entender — e combater — determinadas “piadas”, expressões e comportamentos que se naturalizam a ponto de muitos sequer reconhecerem a gravidade de seus atos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O letramento racial ganhou espaço nas empresas como uma ferramenta para ampliar a consciência sobre discriminação e desigualdades. Mas é impossível esperar que treinamentos corporativos resolvam sozinhos um problema que acompanha a formação social do país. A empresa pode estabelecer regras e criar mecanismos de responsabilização, mas não substitui a família, a escola, os espaços religiosos, os meios de comunicação e as demais instituições que participam da construção de valores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o racismo é um crime, sua prevenção também deve ser encarada como uma responsabilidade compartilhada. O letramento racial não pode ser entendido apenas como uma pauta de recursos humanos ou uma resposta às exigências de governança e reputação. Temos, juntos, que revisitar hábitos, questionar privilégios e compreender que a convivência democrática exige consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez o maior desafio esteja em abandonar a crença de que os casos de racismo são desvios ocasionais provocados por indivíduos isolados. Se assim fosse, não veríamos episódios semelhantes se repetindo em diferentes setores do país. O que se repete merece ser analisado como estrutura social, e não apenas como uma sucessão de exceções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas têm o dever de criar ambientes seguros e de agir com rigor diante de práticas discriminatórias. Mas a sociedade também precisa se perguntar que valores está transmitindo às próximas gerações. Sabemos que nenhuma organização contrata preconceitos; ela contrata pessoas. E pessoas carregam consigo referências que foram construídas muito antes da assinatura de um contrato de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discutir o tipo de sociedade que seguimos formando é fundamental para tratar do assunto de maneira efetiva. Porque a mudança institucional depende de políticas, mas também de escolhas individuais. As lideranças precisam ter consciência das leis e das estruturas reais da sociedade. É preciso compreender que nenhuma transformação coletiva acontece quando a responsabilidade é minimizada, atribuída ao outro, ou quando o arrependimento acontece apenas nas plataformas de comunicação. Que o antirracismo ecoe até que toda a sociedade compreenda os malefícios do racismo.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/letramento-racial-empresas-precisa-acao-social/">Letramento racial nas empresas não pode ser restrito a uma pauta de recursos humanos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>FOTO 3X4: Hiran e o rap que insiste em ampliar as próprias fronteiras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/hiran-rap-insiste-ampliar-proprias-fronteiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 16:11:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[NEGRX E LGTB]]></category>
		<category><![CDATA[hiran]]></category>
		<category><![CDATA[imundo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[lgbtqia]]></category>
		<category><![CDATA[música baiana]]></category>
		<category><![CDATA[rap nacional]]></category>
		<category><![CDATA[rapbox]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96957</guid>

					<description><![CDATA[<p>"Hiran desafia preconceitos no rap com o álbum IMUNDO e participações no RapBox. Conheça a trajetória do artista baiano que transforma a música em manifesto."</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/hiran-rap-insiste-ampliar-proprias-fronteiras/">FOTO 3X4: Hiran e o rap que insiste em ampliar as próprias fronteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em><a href="https://mundonegro.inf.br/foto-3x4-anderson-oliveira-rp/">Por: Rodrigo França</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda geração produz artistas que obrigam uma linguagem artística a rever as próprias certezas. Hiran pertence a esse grupo. Sua presença desafia uma narrativa construída durante décadas, a de que determinados espaços culturais pertencem apenas a determinados perfis e de que determinadas identidades não encontrariam lugar dentro deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rap nasceu como uma das mais importantes expressões da população negra periférica. Transformou dor em poesia, revolta em consciência política e sobrevivência em arte. Denunciou o racismo, a violência policial, a desigualdade social e a ausência do Estado. Mas, como qualquer manifestação humana, também carregou contradições. Entre elas, a dificuldade histórica de acolher plenamente a diversidade sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nessa fissura que Hiran construiu sua trajetória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 31 anos, o artista vive um dos momentos mais importantes da carreira. Pouco mais de dois meses após lançar <strong>IMUNDO</strong>, disco que marca seu retorno ao rap de maneira direta e madura, ele passou a integrar dois dos projetos mais importantes do RapBox, plataforma que há quase quinze anos ajuda a revelar e consolidar nomes da cena nacional. Entre eles estão o single <em>Escombros</em> e a terceira edição da série <em>LEGADO</em>, uma cypher formada exclusivamente por artistas LGBTQIA+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento confirma uma caminhada construída com consistência. Mas também escancara o quanto ainda há de resistência quando pessoas LGBTQIA+ ocupam espaços historicamente considerados masculinos e heteronormativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o lançamento de <em>IMUNDO</em>, Hiran passou a receber uma avalanche de comentários homofóbicos nas redes sociais. “Rap nunca vai fechar com LGBT”, escreveu um internauta. Outro afirmou que o cantor “merecia receber todo o nosso ódio”. São frases que revelam menos sobre o artista do que sobre uma parte da sociedade que ainda acredita que identidade e talento precisam obedecer às mesmas regras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hiran escolheu responder com permanência. “Quanto mais tentam me excluir, mais eu entendo a importância de estar aqui. Minha existência dentro do rap já é uma resposta para quem acha que pessoas LGBTQIA+ não têm espaço na cultura”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua fala revela uma compreensão profunda do próprio papel. Em vez de transformar o preconceito no centro da narrativa, ele faz da música o principal instrumento de transformação. Essa postura tem raízes muito anteriores ao sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido em Salvador e criado em Alagoinhas, no agreste baiano, Hiran costuma dizer que viveu uma infância típica do interior. Caminhava pelas ruas sem medo, sonhava olhando para um mundo que parecia distante e encontrava na televisão uma janela para outras possibilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi diante da MTV que aconteceu seu primeiro encantamento. Enquanto outras crianças passavam horas assistindo a desenhos, ele ficou hipnotizado pelos videoclipes. Ali descobriu o Hip Hop, o Soul, o Pop e o R&amp;B. Não demorou para entender que queria dedicar a vida à música.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nunca tive outro objetivo desde então”, recorda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A influência da família foi decisiva. Foram seus pais que despertaram esse interesse e permitiram que a música ocupasse um espaço central dentro de casa. Esse ambiente ajudou a formar um artista que jamais enxergou fronteiras rígidas entre os gêneros musicais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Racionais MC’s, MV Bill e Thaíde dividem espaço, em sua formação, com Jay Z, Beyoncé, Alicia Keys e Mariah Carey. Mais tarde, vieram a música popular brasileira e as sonoridades da Bahia. Essa mistura explica por que Hiran nunca pareceu interessado em seguir fórmulas prontas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu trabalho sempre esteve mais próximo da liberdade do que da obediência estética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica aparece de maneira ainda mais evidente em <strong>IMUNDO</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título do disco, por si só, provoca reflexão. Durante séculos, pessoas negras e LGBTQIA+ foram tratadas como indignas, desviantes ou “imundas”. Ao escolher essa palavra como nome de seu álbum, Hiran parece realizar um gesto de ressignificação. O que antes era usado como insulto transforma se em linguagem artística. O estigma vira manifesto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por acaso, o projeto reúne participações de artistas como Luedji Luna, Tássia Reis, Tom Veloso, Iara Rennó, Amabbi, Preta Chave, Del Jay, Ícaro Santiago e Thay Piazzi, ampliando o diálogo entre diferentes sonoridades da música brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto do álbum ultrapassou a crítica especializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os ataques aumentaram, importantes nomes da cultura brasileira decidiram responder coletivamente. Zélia Duncan convidou Hiran para dividir o palco da Concha Acústica, em Salvador. Djonga fez questão de leva-lo para seu show em Aracaju e, diante do público, criticou abertamente o preconceito dentro do próprio rap. Nas redes sociais, vieram manifestações de apoio de artistas como Luedji Luna, Teresa Cristina, Larissa Luz, Johnny Hooker, Ebony e Letrux.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que solidariedade, esses gestos revelam uma transformação em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de Hiran já não representa apenas uma experiência individual. Ela simboliza um movimento de ampliação do próprio Hip Hop brasileiro, que passa a reconhecer que defender liberdade também significa defender diferentes formas de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há outro aspecto pouco conhecido que ajuda a compreender sua personalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto muitos imaginam um artista dedicado exclusivamente à música, Hiran cultiva uma paixão intensa pela Física. Estuda diariamente temas ligados ao universo e às grandes questões da ciência. É um detalhe aparentemente simples, mas revelador. Sua curiosidade ultrapassa a arte. Ele demonstra a mesma vontade de compreender o cosmos que dedica às relações humanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa inquietação aparece em suas respostas. Quando perguntado sobre o legado que deseja deixar, evita qualquer grandiosidade. Prefere reconhecer a potência do próprio caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sair de Alagoinhas, construir uma carreira independente, lançar cinco discos em menos de uma década, preparar a estreia de uma turnê nacional, atuar pela primeira vez na televisão e finalizar seu segundo livro já representam, para ele, uma revolução suficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma beleza rara nessa escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos em que a indústria costuma medir sucesso apenas por números, Hiran parece interessado em algo mais profundo. Sua carreira não busca apenas ocupar espaço. Busca ampliar o espaço para quem virá depois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, sua maior contribuição para a música brasileira talvez não esteja apenas nas canções. Está na coragem de lembrar que o rap nasceu para confrontar exclusões, jamais para produzi las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada palco ocupado por Hiran reafirma essa ideia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua existência artística continua sendo uma pergunta dirigida ao próprio Hip Hop brasileiro. E a resposta, felizmente, parece estar sendo escrita a cada novo verso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/hiran-rap-insiste-ampliar-proprias-fronteiras/">FOTO 3X4: Hiran e o rap que insiste em ampliar as próprias fronteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O papel do letramento em saúde na equidade cardiovascular da população negra</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-papel-do-letramento-em-saude-na-equidade-cardiovascular-da-populacao-negra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:53:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[equidade em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[letramento em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[politicas publicas]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cardiovascular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96796</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Caroline Araujo Amorim As doen&#231;as cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, e a hipertens&#227;o arterial &#233; um dos seus principais fatores de risco modific&#225;veis. Apesar dos avan&#231;os no diagn&#243;stico e no tratamento, reduzir a incid&#234;ncia da hipertens&#227;o ainda representa um grande desafio para os sistemas de sa&#250;de. Quando observamos esse [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-papel-do-letramento-em-saude-na-equidade-cardiovascular-da-populacao-negra/">O papel do letramento em saúde na equidade cardiovascular da população negra</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por Caroline Araujo Amorim</p>



<p class="wp-block-paragraph">As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, e a hipertensão arterial é um dos seus principais fatores de risco modificáveis. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, reduzir a incidência da hipertensão ainda representa um grande desafio para os sistemas de saúde. Quando observamos esse quadro sob a perspectiva racial, a discussão torna-se ainda mais complexa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil e em diversos países, homens e mulheres negros apresentam maior carga de doenças cardiovasculares e, em muitos estudos, maior prevalência de hipertensão arterial e de suas complicações. Durante muitos anos, essas diferenças foram atribuídas quase exclusivamente à genética. Hoje, entretanto, a literatura científica aponta para uma realidade muito mais ampla: a saúde cardiovascular resulta da interação entre fatores biológicos, comportamentais, ambientais e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse entendimento muda completamente a forma como pensamos a prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta identificar quem apresenta maior risco. É preciso compreender por que esse risco existe e quais condições dificultam que determinadas populações consigam prevenir doenças antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, os determinantes sociais da saúde ocupam papel central. Escolaridade, renda, condições de moradia, acesso aos serviços de saúde, segurança alimentar, oportunidades para prática de atividade física, exposição ao estresse crônico e experiências de discriminação influenciam diretamente a saúde cardiovascular. Esses fatores não substituem a influência biológica, mas ajudam a explicar por que determinadas populações enfrentam maiores desafios para construir saúde ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nesse ponto que o conceito de letramento em saúde merece maior atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Organização Mundial da Saúde, letramento em saúde é a capacidade das pessoas de acessar, compreender, avaliar e utilizar informações para tomar decisões relacionadas à saúde durante toda a vida. Trata-se de uma competência essencial para a promoção da saúde e para a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que orientar uma pessoa a reduzir o consumo de sódio (a Organização Mundial da Saúde recomenda menos de 5 gramas por dia, cerca de uma colher de chá), praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana ou controlar o peso corporal pode não ser suficiente se ela não compreender por que essas recomendações são importantes, como elas atuam no organismo e de que forma podem ser incorporadas à sua realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção depende de escolhas. E escolhas conscientes dependem de compreensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse aspecto torna-se particularmente importante quando discutimos equidade em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Equidade não significa oferecer exatamente a mesma orientação para todas as pessoas. Significa reconhecer que diferentes grupos enfrentam diferentes barreiras para alcançar o mesmo direito à saúde. Homens e mulheres negros, por exemplo, podem enfrentar obstáculos relacionados ao acesso aos serviços de saúde, jornadas extensas de trabalho, menor disponibilidade de espaços públicos seguros para atividade física, dificuldades socioeconômicas e experiências de racismo que impactam direta e indiretamente sua saúde física e mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, estratégias de prevenção precisam considerar essas diferentes realidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comunicação em saúde deve ser acessível, baseada em evidências e culturalmente sensível. Não basta disponibilizar informação; é necessário garantir que essa informação seja compreendida e possa ser transformada em decisão e em comportamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse ponto, profissionais da saúde assumem um papel que vai além da assistência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A promoção da saúde exige profissionais capazes de traduzir o conhecimento científico para uma linguagem clara, respeitosa e aplicável ao cotidiano das pessoas. No caso da Educação Física, isso significa compreender que a prescrição do exercício representa apenas uma parte do cuidado. Explicar por que o movimento protege o sistema cardiovascular, como ele influencia o controle da pressão arterial e quais benefícios promove ao longo da vida também faz parte da prática profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Traduzir ciência é uma estratégia de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil já possui políticas públicas que reconhecem a necessidade de reduzir desigualdades em saúde. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra estabelece diretrizes para enfrentar as iniquidades raciais no Sistema Único de Saúde, reconhecendo o racismo como um determinante social da saúde e propondo ações voltadas para promoção da equidade, qualificação dos profissionais, fortalecimento da atenção à saúde e ampliação do acesso aos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, políticas públicas somente produzem impacto quando alcançam as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso depende da atuação integrada entre gestores, universidades, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil e comunidades. Também depende da participação social. Os Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde, as Conferências de Saúde e outras instâncias de controle social permitem que a população participe da construção, do acompanhamento e da avaliação das políticas públicas. Fortalecer esses espaços é uma forma concreta de transformar conhecimento em ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ampliar o letramento em saúde pode acontecer em diferentes espaços: nas Unidades Básicas de Saúde, em escolas, universidades, projetos comunitários, associações de bairro, igrejas, coletivos e também nas plataformas digitais. Democratizar o acesso ao conhecimento científico é ampliar as oportunidades para que mais pessoas compreendam seu corpo, reconheçam fatores de risco e participem ativamente das decisões relacionadas à própria saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez esse seja um dos maiores desafios da prevenção no século XXI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não apenas desenvolver novos tratamentos, mas garantir que o conhecimento científico produzido seja compreendido por quem mais precisa dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção da hipertensão não começa quando a pressão arterial aumenta. Ela começa muito antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Começa quando homens e mulheres têm acesso a informações confiáveis, compreendem como diferentes fatores influenciam sua saúde, reconhecem seus direitos dentro do sistema de saúde e encontram condições reais para transformar conhecimento em escolhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promover equidade significa reduzir barreiras. Promover letramento em saúde significa ampliar autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E uma sociedade que compreende melhor sua própria saúde está mais preparada para prevenir doenças, participar das políticas públicas e construir um futuro com menos desigualdades.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Como transformar esse conhecimento em ação?</h1>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção precisa sair do discurso e chegar ao cotidiano das pessoas. Algumas estratégias já encontram respaldo em políticas públicas e em recomendações internacionais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fortalecer ações de educação em saúde nas Unidades Básicas de Saúde, utilizando linguagem simples e acessível.</li>



<li>Produzir conteúdos científicos voltados para diferentes públicos, respeitando aspectos culturais, sociais e territoriais.</li>



<li>Incentivar a prática regular de atividade física em espaços públicos seguros e acessíveis.</li>



<li>Capacitar profissionais de saúde para desenvolver competências em comunicação e letramento em saúde.</li>



<li>Estimular a participação da população nos Conselhos de Saúde e nas Conferências de Saúde, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas.</li>



<li>Desenvolver projetos comunitários de promoção da saúde em parceria com escolas, universidades, coletivos e organizações da sociedade civil.</li>



<li>Investir em letramento em saúde não substitui o fortalecimento do Sistema Único de Saúde nem reduz a importância das políticas públicas. Pelo contrário: amplia sua efetividade, tornando a população protagonista das decisões relacionadas à própria saúde.</li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading">Referências</h1>



<ul class="wp-block-list">
<li>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Organização Mundial da Saúde (WHO). Health Literacy Development for the Prevention and Control of Noncommunicable Diseases (Volume 3: Recommended actions). https://www.who.int/publications/i/item/9789240055377</li>



<li>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Organização Mundial da Saúde (WHO). Health Literacy Development for the Prevention and Control of NCDs – Global Coordination Mechanism. https://www.who.int/groups/gcm/health-literacy-development-for-ncd-prevention-and-control</li>



<li>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/equidade/publicacoes/populacao-negra/politica-nacional-de-saude-integral-da-populacao-negra.pdf</li>



<li>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ministério da Saúde. Portaria nº 992, de 13 de maio de 2009. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2009/prt0992_13_05_2009.html</li>



<li>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude.pdf</li>



<li>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. https://abccardiol.org/article/diretrizes-brasileiras-de-hipertensao-arterial-2020/</li>



<li>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Organização Mundial da Saúde. HEARTS: Technical Package for Cardiovascular Disease Management in Primary Health Care. https://www.who.int/teams/noncommunicable-diseases/cardiovascular-diseases/hearts-technical-package</li>



<li>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; David R. Williams. Publicações sobre racismo, determinantes sociais da saúde e desigualdades em saúde (Harvard T.H. Chan School of Public Health).</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/o-papel-do-letramento-em-saude-na-equidade-cardiovascular-da-populacao-negra/">O papel do letramento em saúde na equidade cardiovascular da população negra</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os desafios da construção de riqueza das famílias negras brasileiras</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/desafios-construcao-riqueza-familias-negras-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[casa própria]]></category>
		<category><![CDATA[construcao de legado]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade financeira]]></category>
		<category><![CDATA[educacao patrimonial]]></category>
		<category><![CDATA[helen moraes]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[População Negra]]></category>
		<category><![CDATA[rachel maia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96777</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda os desafios na construção de riqueza de famílias negras e como a casa própria e a educação patrimonial funcionam como ferramentas de liberdade.   </p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/desafios-construcao-riqueza-familias-negras-brasileiras/">Os desafios da construção de riqueza das famílias negras brasileiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em><a href="https://mundonegro.inf.br/saude-tem-cor-acesso-populacao-negra-medicina/" type="link" id="https://mundonegro.inf.br/saude-tem-cor-acesso-populacao-negra-medicina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Por: Rachel Maia</a></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No dicionário, a palavra herdeiro significa &#8220;sucessor&#8221; e entre o povo negro esse contexto raramente é associado ao poder aquisitivo. Uma palavra que representa uma divisão entre aqueles que detêm liberdade de escolha e os que precisam correr atrás do prejuízo causado pelo sistema escravocrata e pela ausência de reparação aos descendentes de pessoas escravizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, a discussão sobre riqueza entre famílias negras não pode ser reduzida à capacidade individual de poupar, empreender ou conquistar a casa própria. É preciso compreender que patrimônio é resultado de tempo, oportunidades e transmissão de recursos entre gerações. Entender que existe uma dívida histórica que mantém pessoas negras em desvantagem financeira é fundamental para identificar os diferentes pontos de partida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Casa própria: patrimônio, herança e oportunidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A moradia é o principal instrumento de formação patrimonial. É a partir da tão sonhada casa própria que as famílias brasileiras têm a oportunidade de se projetar para o futuro e proporcionar aos seus herdeiros maior tranquilidade e melhores condições para alcançar estabilidade financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://mundonegro.inf.br/primeira-mulher-negra-a-liderar-construtora-no-pais-celebra-sucesso-com-habitacao-popular/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Helen Moraes é CEO da Habita Reurb e da Habita Moraes, a primeira mulher negra à frente de uma incorporadora de construção civil</a></strong>, alguém que cria oportunidades para que famílias iniciem o processo de formação patrimonial e compreendam que cada bem material adquirido representa um passo em direção à segurança financeira e geração de riquezas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitas famílias negras sonham com a casa própria, mas cresceram sem referências de investimento patrimonial dentro de casa. Quando não existe herança, imóvel ou reserva financeira familiar, cada geração precisa começar do zero”, enfatiza Helen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma família adquire um imóvel, ela não está apenas conquistando um bem material. Está criando uma base de segurança capaz de atravessar décadas, protegendo seus descendentes das instabilidades econômicas e ampliando suas possibilidades de escolha. Como defende Helen: “Incentivar a compra da casa própria, o planejamento financeiro e a cultura da sucessão patrimonial é contribuir para que as próximas gerações tenham mais oportunidades do que tivemos. Afinal, riqueza não se constrói apenas para uma vida, mas para um legado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto descendentes de europeus acumulam patrimônio há gerações — por terem adquirido concessões para compra de terras e imóveis —, famílias negras e indígenas, descendentes de pessoas privadas de sua liberdade e impedidas de adquirir recursos para iniciar suas vidas financeiras e acadêmicas devidamente, ainda estão construindo aquilo que deveria ter sido o ponto de partida de seus antepassados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acredito que a educação patrimonial é uma ferramenta de transformação social. Tenho procurado ensinar as pessoas da minha comunidade que a aquisição da casa própria não representa apenas segurança habitacional, mas também a construção de um ativo capaz de gerar estabilidade financeira e oportunidades para os filhos e netos. Um imóvel pode ser a primeira etapa para a formação de riqueza familiar”, contextualiza a empresária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos falado sobre reparação e sobre políticas de acesso, inclusão e informação para essa parcela da população, historicamente negligenciada, que ainda sofre os efeitos de quase quatorze décadas decorridas desde o fim da escravização. A ampliação do acesso à moradia, ao crédito, à educação financeira e às oportunidades de geração de renda para a população negra fortalecerá uma cultura de planejamento patrimonial, permitindo que os frutos das conquistas atuais não se encerrem em uma única geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Construir riqueza é um processo de longo prazo. Ele começa quando entendemos que patrimônio não é apenas um bem material, mas uma estratégia de liberdade econômica. Dados do IBGE demonstram que a renda da população preta e parda permanece significativamente inferior à da população branca, o que impacta diretamente a capacidade de poupar, investir e adquirir bens duráveis. Essa desigualdade não afeta apenas o presente, mas também a possibilidade de construção de herança e mobilidade social”, ressalta a CEO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Produzir riqueza e garantir que ela permaneça, cresça e seja transmitida de geração em geração entre as famílias afro-brasileiras e os povos originários é um desafio que estamos enfrentando há muito tempo. E esse tempo já se estendeu o suficiente para que a situação retratada nestas linhas não seja normalizada, mas combatida. Isso exige intencionalidade, perseverança e sobretudo corresponsabilidade de pessoas não-negras nesse processo de transformação. A palavra “herdeiro” precisa deixar de ser uma exceção na realidade das famílias negras brasileiras para se tornar parte de uma trajetória coletiva de prosperidade, autonomia e poder de escolha.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/desafios-construcao-riqueza-familias-negras-brasileiras/">Os desafios da construção de riqueza das famílias negras brasileiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia do Orgulho: sem negros e trans, a diversidade vira privilégio branco</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/dia-orgulho-negros-trans-diversidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2026 11:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NEGRX E LGTB]]></category>
		<category><![CDATA[branquitude]]></category>
		<category><![CDATA[dia do orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[movimento lgbt]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres trans]]></category>
		<category><![CDATA[racismo estrutural]]></category>
		<category><![CDATA[travestis negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96461</guid>

					<description><![CDATA[<p>O movimento LGBTQIAPN+ pode existir sem a população negra? Reflita sobre o racismo estrutural, apagamento e a busca por uma verdadeira libertação coletiva.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/dia-orgulho-negros-trans-diversidade/">Dia do Orgulho: sem negros e trans, a diversidade vira privilégio branco</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Rodrigo França </em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu estava em cima de um trio elétrico na <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/parada-lgbt-sp-2026-confira-as-atracoes-negras-que-sao-destaque-nos-trios-eletricos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parada LGBTQIAPN+</a></strong> de São Paulo, deste ano, quando uma imagem me atravessou mais do que qualquer música, qualquer discurso ou qualquer celebração. No meio de uma multidão que cantava, reivindicava, dançava e comemorava direitos conquistados, havia um jovem negro parado. Sozinho. Com um cartaz simples de papelão nas mãos. Nada elaborado. Nenhum slogan de marketing. Nenhuma produção sofisticada. Apenas uma frase: <strong>“Nenhum direito a menos”</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, enquanto o trio permaneceu praticamente imóvel, ele continuou ali. E eu não conseguia parar de olhar. Porque, de repente, aquela imagem parecia fazer uma pergunta que atravessa toda a história do movimento LGBTQIAPN+. Onde estão as pessoas negras? Onde estão as travestis negras? Onde estão os homens negros, mulheres negras? Onde estão aqueles que carregam as maiores estatísticas de violência, exclusão e morte? E, principalmente, quem pode estar aqui celebrando?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando olhei para a multidão, vi majoritariamente pessoas brancas. Muitos homens brancos. E não se trata de negar a legitimidade de suas existências, de suas dores ou de suas lutas. A questão é outra. Quem ocupa o centro da narrativa? Quem tem visibilidade? Quem aparece nas campanhas? Quem recebe os convites? Quem é lembrado quando chega o mês do orgulho?</p>



<p class="wp-block-paragraph">É impossível celebrar o orgulho LGBTQIAPN+ sem olhar para a questão racial. E é impossível falar da história desse movimento sem lembrar de <strong>Marsha P. Johnson</strong>. Durante décadas, a história hegemônica tenta embranquecer até mesmo as origens da revolta que se transformaria no maior símbolo da luta LGBTQIAPN+ mundial. Mas os levantes que ocorreram no entorno do <strong>Stonewall Inn </strong>não podem ser compreendidos sem reconhecer a presença decisiva de pessoas negras, latinas, travestis, transexuais e drag queens que viviam na margem da margem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas que não estavam lutando apenas pelo direito de amar. Estavam lutando para sobreviver. A diferença é profunda. Enquanto parte da população LGBT reivindicava reconhecimento social, outras pessoas reivindicavam o direito de continuar vivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é coincidência que até hoje as travestis e mulheres trans negras estejam entre as maiores vítimas da violência. Não é coincidência que a pobreza tenha cor. Não é coincidência que a exclusão tenha endereço. Não é coincidência que a morte seja distribuída de forma tão desigual. Por isso, quando observo grandes eventos LGBTQIAPN+, às vezes me pergunto se estamos diante de uma celebração da diversidade ou da vitória de um segmento específico dentro dessa diversidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque a branquitude possui uma capacidade histórica de ocupar espaços, inclusive aqueles construídos por outras mãos. Aconteceu no samba. Aconteceu na cultura popular. Aconteceu em inúmeros movimentos sociais. E acontece também dentro da comunidade LGBTQIAPN+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta nasceu profundamente marcada por pessoas negras, latinas, pobres e trans. Mas o protagonismo público, os microfones, os contratos publicitários, os espaços institucionais e a representação midiática acabaram sendo concentrados, muitas vezes, nas mãos de pessoas brancas. Mesmo quando pertencem a grupos historicamente discriminados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um debate que costuma gerar desconforto porque desafia uma ideia muito difundida: a de que sofrer uma opressão elimina automaticamente a possibilidade de reproduzir outras. Mas não elimina. Um homem branco gay continua sendo branco. Uma mulher branca lésbica continua sendo branca. E a branquitude não desaparece quando alguém sofre discriminação por orientação sexual. Privilégios não são anulados. Eles coexistem. É justamente por isso que tantas vezes vemos pessoas utilizando sua condição de grupo minorizado como uma espécie de certificado automático de consciência social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se sofrer preconceito em uma dimensão impedisse alguém de praticar silenciamentos em outra. A realidade mostra o contrário. Também existem hierarquias dentro da própria diversidade. Também existem exclusões dentro dos grupos excluídos. Também existe racismo dentro da comunidade LGBTQIAPN+. E a pergunta mais dura seja justamente aquela que me acompanhou enquanto observava aquele jovem negro segurando seu cartaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem está faltando nesta festa? Quem não conseguiu chegar? Quem está trabalhando enquanto outros celebram? Quem está na escala seis por um? Quem está limpando o chão da festa? Quem está servindo? Quem está cuidando das crianças? Quem está cuidando dos idosos? Quem está garantindo que a cidade continue funcionando enquanto a Avenida Paulista se transforma em palco?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas perguntas não são novas. Elas atravessam também uma crítica histórica ao feminismo liberal branco. Durante décadas, muitas conquistas femininas foram possíveis porque outras mulheres, quase sempre negras e pobres, permaneceram ocupando os espaços do cuidado. Enquanto algumas conquistavam o direito de ocupar escritórios, universidades e cargos de poder, outras continuavam responsáveis pela cozinha, pela limpeza e pela criação dos filhos que não eram seus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liberdade de umas frequentemente repousava sobre o trabalho invisível de outras. Já passou da hora de perguntar se algo semelhante acontece em parte dos espaços LGBTQIAPN+. Porque representatividade sem redistribuição de poder é apenas uma nova forma de desigualdade. E orgulho sem memória corre o risco de virar espetáculo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem daquele jovem negro continua comigo. No meio de uma multidão celebrando, ele parecia lembrar algo que não deveria ser esquecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum direito a menos. Mas para quem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a resposta não incluir as pessoas negras, especialmente as travestis e mulheres trans negras, então não estamos falando de libertação coletiva. Estamos falando apenas da ampliação dos privilégios de quem já estava mais próximo deles.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/dia-orgulho-negros-trans-diversidade/">Dia do Orgulho: sem negros e trans, a diversidade vira privilégio branco</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Badó Pães: A padaria que se tornou o novo hype gastronômico do Rio</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/bado-paes-padaria-hype-gastronomia-lapa-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 19:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[bado paes]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo negro]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia rio]]></category>
		<category><![CDATA[igor de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[lapa rj]]></category>
		<category><![CDATA[padaria artesanal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=96356</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conheça a Badó Pães na Lapa! Liderada por Igor de Oliveira, a padaria traz a excelência paulistana ao Rio com pães artesanais, doces e preço justo. Saiba mais!</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/bado-paes-padaria-hype-gastronomia-lapa-rio/">Badó Pães: A padaria que se tornou o novo hype gastronômico do Rio</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Breno Cruz (Preto Gourmet)</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se São Paulo é reconhecida pelas suas experiências em padarias e sempre o Rio de Janeiro talvez tenha sido reverenciado pelos botecos e pela sua boemia, a <strong>Badó Pães</strong>, liderada pelo sócio gestor <strong>Igor de Oliveira</strong>, promete entregar a excelência das padocas de São Paulo no bairro mais boêmio do Rio de Janeiro &#8211; a Lapa. Igor, um jovem paulistano de 32 anos, é reconhecido pela sua trajetória em abrir empreendimentos de sucesso na Gastronomia. É ele quem lidera a operação do mais novo point carioca gastronômico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96363" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_694075960_18582188623007932_1044898346168568000_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Badó é abreviação de Borogodó e tem como proposta entregar excelência na panificação com preços justos. Com um espaço amplo de 260m2,&nbsp; a Badó já se destaca pela produção de excelência de pães clássicos como baguetes, sourdoughs, focaccias e brioches, além de folhados (as chamadas viennoiseries), a exemplo de croissants, pain au chocolat, mil-folhas e palmiers. Uma das apostas da ala mais doce do cardápio é o rolinho de canela, que já é um sucesso de vendas com seu sabor equilibrado. Há também pastéis de nata, tortinhas com base de biscoito sablé, bolos, cookies, sonhos recheados e bombas de chocolate.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há sete anos empreendendo e com formação em Gastronomia e Marketing em Gestão Empresarial, o empresário Igor de Oliveira tem a Badó Pães como seu terceiro empreendimento &#8211; sendo a Absurda Confeitaria também parte de sua trajetória empreendedora de sucesso. Igor destaca que “nos outros negócios quem dava a canetada final eram pessoas brancas” &#8211; e agora é diferente. Claro que isso acaba por repercutir na relação com seus colaboradores &#8211; o letramento racial faz toda diferença e isso possivelmente contribui para que ele possa se afirmar como liderança profissional de excelência no setor de alimentos e bebidas. Inclusive, tenho uma ex-aluna (Ana Flávia) contratada e um aluno (Caioá) como estagiário atuando na Badó Pães &#8211; eles são só elogios à proposta do ambiente de trabalho e do negócio).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n.jpg" alt="" class="wp-image-96364" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n-631x420.jpg 631w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_655274251_17860043661616921_6023623259158788797_n-696x464.jpg 696w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">E como o espaço queridinho dos cariocas já nos primeiros meses de funcionamento, a Badó Pães abre às 08 horas da manhã e fecha às 19 horas &#8211; sendo folga coletiva às terças-feiras &#8211; decisão estratégica do sócio gestor por compreender que se fosse na onda de fechar às segundas como os empreendimentos gastronômicos vizinhos, a segunda seria “morta de possibilidades” para quem mora ou visita o bairro. No dia que visitei a padaria&nbsp; tinha uma pequena fila. Eu achei o máximo ter fila pois geralmente existe muita reclamação de empresários nos primeiros meses de um negócio. Na média, segundo Igor, visitam o local 250 pessoas diariamente. Pensei: “Uau, tem fila para entrar no empreendimento liderado por um homem preto! Que sucesso!”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="772" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-772x1024.jpg" alt="" class="wp-image-96365" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-772x1024.jpg 772w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-226x300.jpg 226w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-768x1018.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-317x420.jpg 317w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-150x199.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-300x398.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-696x923.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n-1068x1416.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/SaveClip.App_708304941_17870693568616921_7521982708231321675_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 772px) 100vw, 772px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reprodução/Instagram</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Se você estiver passeando pela Lapa ou se morar no Rio de Janeiro, vale muito a pena conhecer a Badó Pães. Preço justo, espaço confortável e excelência nos produtos vendidos. Fiquei com vontade de quero mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empreendimento: <a href="https://www.instagram.com/bado.paes/"><strong>@bado.paes</strong></a> Empresário: <a href="https://www.instagram.com/deoliveira.iigor/"><strong>@deoliveira.iigor</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://mundonegro.inf.br/a-confeiteira-de-bangu-que-entrou-na-ufrj-aos-51-anos-e-conquistou-podio-nacional-com-um-bolo-de-literatura-de-cordel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Preto Gourmet</strong>:</a> Breno Cruz é o criador do Prêmio Gastronomia Preta, do Pretonomia e do Festival Gastronomia Preta. Pós-doutor, professor de Gestão na Gastronomia, Empreendedor Social e autor de 15 livros nas áreas de Administração e Gastronomia</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/bado-paes-padaria-hype-gastronomia-lapa-rio/">Badó Pães: A padaria que se tornou o novo hype gastronômico do Rio</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
