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	<title>Silvia Nascimento, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Cida Bento fala sobre pactos que poucos discutem: o da negritude</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cida-bento-fala-sobre-pactos-que-poucos-discutem-o-da-negritude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:43:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ENTREVISTAS]]></category>
		<category><![CDATA[Cida Bento]]></category>
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		<category><![CDATA[pacto da negritude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Muitas vezes, o embate entre n&#243;s, negros, &#233; mais f&#225;cil do que derrubar uma figura branca racista&#8221;, afirma a psic&#243;loga As redes sociais n&#227;o raramente t&#234;m um impacto na comunidade negra similar ao da Carta de Lynch. O texto, que n&#227;o tem comprova&#231;&#227;o hist&#243;rica mas &#233; usado como par&#225;bola por ativistas, fala da hist&#243;ria de [&#8230;]</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><em>&#8220;Muitas vezes, o embate entre nós, negros, é mais fácil do que derrubar uma figura branca racista&#8221;, afirma a psicóloga </em></h3>



<p><a href="https://substack.com/@sitemundonegro"></a><a href="https://substack.com/@silviahnascimento"></a></p>



<p>As redes sociais não raramente têm um impacto na comunidade negra similar ao da Carta de Lynch. O texto, que não tem comprovação histórica mas é usado como parábola por ativistas, fala da história de Willie Lynch, um suposto proprietário de escravos no Caribe que mantinha os escravizados sob controle, exaltando as diferenças que eles tinham entre si. A história serve como exemplo de como o “dividir para conquistar” é uma técnica eficiente para criar rivalidade em grupos historicamente oprimidos.</p>



<p>A suposta carta escrita em 1712 dizia: “Verifiquei que entre os escravos existem uma série de diferenças. Eu tiro partido destas diferenças, aumentando-as. Eu uso o medo, a desconfiança e a inveja para mantê-los debaixo do meu controle. Eu vos asseguro que a desconfiança é mais forte que a confiança e a inveja mais forte que a concórdia, respeito ou admiração.”</p>



<p>Cortando para o século 21, a comunidade negra no Brasil ainda interage com seus pares de forma desconfiada. A culpa, assim como no caso dos nossos ancestrais do século XVIII, não é das pessoas negras, mas do cenário onde o racismo gera escassez de oportunidades e onde nossa união é vista como ameaça.</p>



<p>Se para os brancos só ser branco já é um fator que gera empatia, acolhimento e oportunidades entre pares, para os negros é um pouco mais complicado.</p>



<p>Cida Bento é psicóloga, cofundadora e diretora do CEERT, referência em equidade racial no trabalho. Autora de&nbsp;<em>O Pacto da Branquitude</em>, ela influencia políticas públicas e práticas de inclusão, atuando como mentora de lideranças e estrategista contra o racismo institucional. O Pacto da Branquitude é um conceito que descreve um acordo não verbalizado e inconsciente entre pessoas brancas. Baseado em acordos tácitos, visa manter privilégios e posições de poder no Brasil, perpetuando o racismo estrutural e as desigualdades raciais mesmo após o fim da escravidão. É também um pacto narcísico.</p>



<p>Mas e a comunidade negra? Tem seus próprios pactos? Quando discordamos, é válido tornar isso um debate público? O financiamento comunitário pode suprir a fuga das marcas das nossas pautas? Nessa entrevista exclusiva, Cida responde essas e outras questões.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!h14D!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe5c4ecbd-d912-4cd6-b55a-d532ae11549e_1040x780.png" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!h14D!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe5c4ecbd-d912-4cd6-b55a-d532ae11549e_1040x780.png" alt="A escritora Cida Bento." title="A escritora Cida Bento."/></a></figure>



<p><strong>O pacto racial implica ignorar as falhas de membros do mesmo grupo?</strong></p>



<p>“É importante refletir sobre pessoas negras falando de maneira pejorativa sobre organizações e outras pessoas negras. É sempre bom lembrar que nós, brancos e negros, homens e mulheres, aprendemos como se trata os negros no Brasil. Aprendemos nos livros didáticos, nas novelas e na universidade. Aprendemos junto com os brancos.</p>



<p>Apesar dessa aprendizagem, podemos mudar essa realidade, mas precisamos falar sobre ela. Precisamos discutir como nós, negros, também podemos ter internalizado negatividades sobre o nosso próprio grupo e corpo, e como lidar com isso. Isso tem dimensões cognitiva, emocional, afetiva e ética: como cuidamos de nós mesmos?</p>



<p>Muitas vezes, o embate entre nós, negros, é mais fácil do que derrubar uma figura branca racista. Enfrentamos mais dificuldades no confronto com o branco do que com o negro, então as brigas acabam se dando entre nós.</p>



<p>Sobre aceitar as falhas dos nossos: eu acho que não devemos aceitar incondicionalmente. Porém, tenho uma tendência a conversar sobre falhas que ocorrem entre nós no que chamo de ‘cozinha’, na intimidade. Nunca fui a público falar algo negativo contra outra organização ou pessoa negra. Acredito que devemos conversar na ‘cozinha’ e, no máximo, ignorar aquela pessoa, mas deixo para os brancos a tarefa de batê-la.”</p>



<p><strong>Para a senhora, existe um “Pacto da Negritude” no Brasil? A escassez de oportunidades na sociedade dificulta a unidade da comunidade negra como povo?</strong></p>



<p>“Eu penso que existem pactos da negritude, sim. Vejo isso no nosso projeto do CEERT, o Prosseguir. Os participantes relatam como suas vozes são fortalecidas nesse espaço entre iguais, enfrentando dificuldades similares e compartilhando formas de lidar com elas. É o contato com pessoas negras que avançaram em pautas importantes e que compartilham essa experiência.</p>



<p>Esse pacto pode ser melhor compreendido e aprimorado quando discutimos o aquilombamento no conceito de Abdias do Nascimento. Ele traz essa dimensão política e de cuidado de nós para nós. O aquilombamento possui o conceito de luta política e de relações de fortalecimento e afeto. Um grupo precisa ter uma base afetiva, intelectual e de apoio mútuo para se validar e seguir em frente.</p>



<p><strong>O financiamento comunitário seria também uma forma de pacto? Quais outras a senhora destacaria?</strong></p>



<p>Acredito que podemos batalhar por um financiamento comunitário, que é também uma forma de pacto.</p>



<p>A batalha por apoio institucional deve ser intencional. Isso é crucial porque a extrema-direita supera em muito as redes progressistas em termos de engajamento e impacto, como mostra o Manchetômetro. Para mudarmos realidades drásticas, como uma população apoiando chacinas em favelas, precisamos disputar e fortalecer nossas redes com esse tipo de apoio.<br><br>*Entrevista publicada originalmente em Dezembro de 2025 .</p>
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		<title>No livro “14 de Maio”, Hélio Santos contesta o colorismo com dados e defende a união entre pardos e pretos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/helio-santos-contesta-colorismo-dados-novo-livro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:53:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[14 de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Colorismo]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[helio santos]]></category>
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		<category><![CDATA[movimento negro]]></category>
		<category><![CDATA[pardismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista, o intelectual Hélio Santos detalha seu novo livro '14 de Maio' e defende a união essencial entre pretos e pardos contra o racismo. Confira!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Em entrevista ao Mundo Negro, um dos maiores intelectuais da questão racial no Brasil fala sobre sua nova obra, “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo”</em></p>



<p>Temas ligados à questão racial são sempre garantia de engajamento nas redes sociais, com debates acalorados, julgamentos e acusações. Quando falamos de um país negro como o Brasil, falta discutir soluções embasadas em dados e em fatores históricos, por meio de conteúdos que reconheçam que a questão racial não deve ser tratada nesses fóruns públicos a partir de experiências pessoais, e sim como uma luta coletiva por igualdade.</p>



<p>Hélio Santos, um dos nomes mais importantes para a reflexão sobre o Brasil negro na perspectiva social e econômica, traz em sua nova obra, <em>14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo</em>, um conteúdo precioso e necessário. É a contribuição de quem viveu e estudou a negritude com profundidade e produz uma literatura ancorada em dados cruzados com aspectos históricos e políticos.</p>



<p>“Conclamo pessoas pardas e pretas, das mais diferentes tonalidades, a permanecermos juntas. Somos uma mesma família. Se não bastassem os dados socioeconômicos que nos vinculam como grupo historicamente discriminado, temos barreiras históricas, psicológicas e políticas a superar, e só as superaremos juntos. Não nos iludamos”, reflete o intelectual.</p>



<p>Santos é doutor em administração pela FEA-USP, professor e escritor. Pesquisador e ativista da questão racial, publicou o livro <em>A busca de um caminho para o Brasil: a trilha do círculo vicioso</em> (2000). Tem colaborado com diversas organizações da sociedade civil voltadas à equidade racial, como Oxfam Brasil, Instituto Ethos, Fundo Baobá e Pacto pela Democracia, entre outras. Atualmente, preside o Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra). É também Doutor Honoris Causa pela UFBA.</p>



<p>“Eu me formei ouvindo intelectuais negros como o professor Hélio Santos. A vida me deu a sorte de ser um de seus milhões de aprendizes”, diz o rapper Emicida no prefácio do livro.</p>



<p>Nesta entrevista, concedida à nossa editora-chefe Silvia Nascimento, ele explica a proposta da obra e fala sobre a influência das redes sociais nas lutas coletivas da comunidade negra, o impacto econômico do racismo e o pardismo, tema ao qual dedicou um capítulo completo do livro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="433" height="650" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55.png" alt="" class="wp-image-96341" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55.png 433w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-150x225.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/image-55-300x450.png 300w" sizes="(max-width: 433px) 100vw, 433px" /></figure>
</div>


<p><strong>14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo terá um evento especial de lançamento em São Paulo:</strong></p>



<p>Data: 23 de junho de 2026 (terça-feira)</p>



<p>Horário: 19h</p>



<p>Local: Itaú Cultural — Av. Paulista, 149, Bela Vista, São Paulo (SP)</p>



<p>Ingressos: retirada a partir da data do evento, às 12h, pelo site do Itaú Cultural (<a href="https://www.instagram.com/itaucultural/">@itaucultural</a>). Limite de 2 ingressos por pessoa.</p>



<p><strong>1) Professor, o título do livro fala sobre o dia após a abolição, considerado “o mais longo da História”. Sua obra analisa o Brasil destacando o papel do movimento negro nas conquistas do nosso povo. Tenho a impressão de que a Geração Z, massivamente digital, por vezes desmerece antigas conquistas e cria teorias sobre questões que são consenso entre nossos acadêmicos e ativistas mais maduros. As redes sociais, na sua visão, têm contribuído para nossas lutas ou mais confundido?</strong></p>



<p>O 14 de maio é uma alegoria que trabalho há muito tempo e, de fato, é um dia que ainda temos conosco. É o dia mais longo, e dele restam pedaços em qualquer cidade do país a que a gente vá. O livro tem um componente histórico, sem dúvida. É memória do movimento negro. Mas não abrimos mão de ser propositivos. Apresentamos sugestões e encaminhamentos, até porque acreditamos que as políticas afirmativas pontuais se esgotaram. Elas precisam alcançar outro patamar.</p>



<p>Sobre as redes sociais: a profusão de narrativas pulverizadas por essa revolução digital é um instrumento com que a minha geração não contou, mas que precisa se tornar uma ferramenta eficaz, e não um mero painel exibicionista. Proponho a ideia de desenvolvermos influenciadores orgânicos, aqueles e aquelas que trazem uma pegada que fortalece a autoestima e que buscam o empoderamento educacional, econômico e político.</p>



<p>Eu gosto da Geração Z. As pessoas mais velhas dessa geração ainda não têm 30 anos. São proativos, inovadores, gostam de causas, e já nascem na época da internet. Acredito que um jovem negro periférico tem condições de ser um influenciador orgânico, e isso é inovador. Hoje temos poucos. Algumas pessoas imaginam que ter milhões ou centenas de milhares de seguidores é, por si só, relevante. Será relevante se essa pessoa for sensibilizada nessa direção. Quanto aos que não estão, faço uma autocrítica: cabe a mim, a vários setores da sociedade e às organizações negras estimulá-los, atraí-los, desenvolver modelos em que eles se sintam bem. Vejo um grande potencial. Não podemos abdicar da juventude. A Geração Z, antes de ser um problema, é um grande potencial.</p>



<p><strong>2) Falamos muito sobre o Pacto da Branquitude. O Pacto da Negritude ainda é uma utopia? Como as dificuldades econômicas, que mantêm a prosperidade distante de muitos de nós, dificultam nossa união enquanto povo?</strong></p>



<p>Esta pergunta é muito mais complexa do que parece. O pacto da branquitude é um acordo não verbalizado pelo qual os descendentes de europeus mantêm privilégios. Ora, um pacto da negritude não pode ser o contrário, isto é, criar mecanismos para manter privilégios. Não teríamos como fazer isso, mesmo que desejássemos.</p>



<p>A gente não pode esquecer que, para cada dez anos de Brasil, sete se passaram sob a escravidão. As dificuldades econômicas e educacionais estão na base, na forma como a abolição se deu. O CEDRA, Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, <a href="https://cedra.org.br/clipping/renda-de-pessoas-negras-equivale-a-58-da-de-brancas-mostra-estudo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acaba de mostrar</a> que, mantidas as atuais tendências e condições, só em 2399, daqui a 376 anos, a renda média do trabalhador negro se igualará à do trabalhador branco. Essa geração que está aí não está disposta a esperar quase quatro séculos.</p>



<p>Mas veja como o pacto da negritude tem de se dar: no campo político. Hoje, segundo o ex-ministro da Fazenda Haddad, temos uma evasão fiscal em torno de R$ 800 bilhões, isso sem considerar a sonegação. Não haverá recurso para desenvolver os programas massivos que defendo. As políticas afirmativas que temos hoje são importantes, mas não dão conta. Nós não somos o problema da desigualdade; somos parte da solução. O Brasil será aquele país gigante que ouvi celebrar a minha adolescência e juventude inteiras na medida em que a população negra tiver participação adequada. Isso pede uma nova cultura de desenvolvimento.</p>



<p>O nosso pacto da negritude não se parece com o da branquitude: este existe para preservar os brancos; aquele, para preservar o Brasil, porque redime a todos. Essa é a diferença.</p>



<p><strong>3) O senhor dedicou um capítulo ao pardismo, conceito muito confundido com o de colorismo. A que o senhor atribui o crescimento desse movimento no Brasil?</strong></p>



<p>A identificação negra vem desde o primeiro censo, de 1872, há 154 anos, portanto 16 anos antes do fim da escravidão. Ali foram definidas duas categorias: pretos e pardos. Essa distinção não foi pautada pelo movimento negro, como muitas vezes somos acusados. Quem conduziu aquele primeiro censo, ao criar as duas categorias, já intuía que a mistura era uma marca nossa, secular.</p>



<p>No centro dos equívocos dessa polêmica em torno da categoria parda está a ideia do colorismo. O colorismo, como sabemos, dispõe as discriminações raciais numa escala de cor: as pessoas de pele mais escura sofreriam mais discriminação e teriam menos oportunidades; as de pele mais clara, menos discriminação e mais oportunidades. No nosso livro, provo que isso é mentira. Apresentamos dados quantitativos que mostram que, no Brasil, não é verdade.</p>



<p>A primeira coisa que precisamos saber é que, pelo último censo, o Brasil tem 92 milhões de pardos e 21 milhões de pretos. Ou seja: para cada 100 afro-brasileiros, 82 são pardos e 18 são pretos.</p>



<p><strong>4) Ainda sobre o tema, a que o senhor atribui o crescimento específico do movimento do pardismo nos últimos anos?</strong></p>



<p>A autodeclaração, hoje utilizada em múltiplas instâncias da vida nacional, resulta de uma luta árdua e foi um dos ganhos políticos mais relevantes da epopeia contra o racismo. Antes de tudo, é preciso reconhecer que não vivemos um momento de crise da identidade racial. Ao longo do século XX, em particular nos anos 1980 e 1990, nossa identidade se firmou no sentido de unificar quem se autodeclara preto e pardo, constituindo o grupo afrodescendente, afro-brasileiro ou negro. Podemos usar qualquer uma dessas três denominações.</p>



<p>Desracializar uma sociedade descaradamente racista é o sonho de muita gente que sempre defende o Estado “neutro” para manter privilégios. Esse crescimento tem a ver com isso. É fundamental reconhecer, também, que o próprio ativismo negro tem contribuído para esse falso debate do colorismo. Os equívocos do pardismo incluem violências de algumas bancas contra pessoas pardas. É o que venho chamando de “ativismo de banca”: avaliadores que priorizam os pretos e vetam pardos legítimos. Esse ativismo é prejudicial e integra o que chamo, no capítulo, de equívocos do pardismo.</p>



<p>O que quero frisar é o seguinte: conclamo pessoas pardas e pretas, das mais diferentes tonalidades, a permanecermos juntas. Somos uma mesma família. Se não bastassem os dados socioeconômicos que nos vinculam como grupo historicamente discriminado, temos barreiras históricas, psicológicas e políticas a superar, e só as superaremos juntos. Não nos iludamos.</p>



<p><strong>5) Neste momento global de retrocesso da diversidade, o que o senhor diria a quem acha que essa pauta está morrendo e não vale mais a pena lutar?</strong></p>



<p>Hoje, no Brasil, os ativistas que batalham por diversidade e inclusão vêm sendo taxados de “identitários”, em tom de censura, sofrendo restrições à direita e também à esquerda. Ora, os marcadores de raça, gênero, geração, orientação sexual e outros não são meros cacoetes ideológicos, como o vendaval conservador soprado do Norte Global quer fazer crer. É preciso entender que diversidade não é salada de frutas: requer gestão.</p>



<p>Em 2023, a Suprema Corte dos Estados Unidos, de perfil bem conservador, vetou as cotas raciais nas universidades depois de mais de 50 anos de vigência. Desde então há uma cruzada contra essas políticas, reforçada pela eleição de Donald Trump. Não conheço maneira mais eficaz de operar contra a espécie humana do que se opor àquilo que me parece ser a sua decência: as diferenças, que consagram a nossa identidade.</p>



<p>Por outro lado, é preciso lembrar que, aqui no Brasil, as cotas raciais só foram formalmente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal há 14 anos. Nós, do movimento negro, não defendemos “pautas identitárias”, termo impreciso, vago e malicioso. Defendemos, e continuaremos a defender, pautas afirmativas reparatórias. A diversidade racial é instrumento básico para o desenvolvimento do Brasil, até porque somos maioria. Esse discurso que aí circula foi importado e está mal colocado, embora muita gente navegue nessa onda. O movimento negro não é identitário: nossa pauta, repito, é afirmativa e reparatória.</p>



<p><strong>Ficha técnica</strong></p>



<p><strong>Título: </strong>14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo</p>



<p><strong>Autor: </strong>Hélio Santos</p>



<p><strong>Editora: </strong>Selo Zahar (Companhia das Letras)</p>



<p><strong>Páginas: </strong>160</p>



<p><strong>Formato: </strong>14 x 21 cm, brochura</p>



<p><strong>Capa: </strong>Alceu Chiesorin Nunes</p>



<p><strong>ISBN: </strong>978-65-5979-273-3</p>



<p><strong>Lançamento: </strong>23 de junho de 2026</p>



<p><strong>Preço (pré-venda): </strong>R$ 64,90<br></p>
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		<title>&#8220;A vida é maior do que o racismo&#8221;:  livro do psicólogo Lucas Veiga propõe uma clínica racializada para pessoas negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:51:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[#lucasveiga]]></category>
		<category><![CDATA[#PsicologiaPreta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O paradoxo da cl&#237;nica com pessoas negras &#233; lidar com o imposs&#237;vel do fim imediato do racismo e com o imposs&#237;vel de sermos totalmente capturados por ele, criando modos de vida pr&#243;prios apesar da viol&#234;ncia racial.&#8221; Essa &#233; uma das diversas constata&#231;&#245;es colhidas em 13 anos de cl&#237;nica atendendo pessoas negras com que o psic&#243;logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;O paradoxo da clínica com pessoas negras é lidar com o impossível do fim imediato do racismo e com o impossível de sermos totalmente capturados por ele, criando modos de vida próprios apesar da violência racial.&#8221; Essa é uma das diversas constatações colhidas em 13 anos de clínica atendendo pessoas negras com que o psicólogo e escritor <strong>Lucas Veiga</strong>  aborda em seu livro <strong><a href="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851" type="link" id="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851">&#8220;Clínica do impossível&#8221;</a></strong>, agora em uma nova edição revisada e ampliada. </p>



<p>Publicado pelo selo <strong>Paidós, da Editora Planeta, o</strong> livro constrói uma reflexão profunda sobre os efeitos do racismo na subjetividade de pessoas negras que, para Lucas, por mais diversas que sejam suas histórias, têm em comum experiências com o racismo que atravessaram sua existência e geram impacto na sua saúde mental.</p>



<p>Nem a jovem geração, que tem mais acesso à informação, ama mais os seus cabelos e tem mais representatividade na mídia que gerações anteriores, conseguiu se proteger do impacto da violência racial na sua mente. &#8220;Se a pessoa sofre violência pelo corpo que tem, no limite ela só se livraria disso livrando-se do próprio corpo através da morte. Por isso, há um índice considerável de suicídio entre a população negra jovem&#8221;, explica o escritor, que é mestre em<strong> Psicologia Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF).</strong></p>



<p>&#8220;Por isso é muito importante sustentar a afirmação de que a vida é maior do que o racismo. Dizer isso é um convite para manter a conexão com a vida e com a ancestralidade, no sentido de que os princípios e tecnologias ancestrais que nos possibilitaram chegar até aqui são os que nos possibilitarão seguir adiante&#8221;, comenta Veiga, que também atua em atendimentos clínicos, cursos, palestras e consultorias, e é criador dos cursos &#8220;Introdução à Psicologia Preta&#8221;, &#8220;Frantz Fanon e a esquizoanálise&#8221; e &#8220;Clínica do impossível&#8221;, que dá nome ao livro.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-95961" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-576x1024.jpeg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-169x300.jpeg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-84x150.jpeg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-768x1365.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-864x1536.jpeg 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-236x420.jpeg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-150x267.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-300x533.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-696x1237.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2.jpeg 900w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capa de &#8220;Clínica do impossível&#8221;, de Lucas Veiga (selo Paidós/Editora Planeta). Foto: Divulgação</figcaption></figure>
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<p>Em conversa com Silvia Nascimento, head de conteúdo do Mundo Negro, Lucas Veiga falou sobre a origem do título, as feridas que o racismo deixa na subjetividade negra, o quilombo como tecnologia ancestral e os fundamentos da Psicologia Preta. Confira.</p>



<p><strong>Queria entender melhor como você chegou a esse título, &#8220;Clínica do impossível&#8221;.</strong></p>



<p>O título veio a partir da minha experiência clínica de 13 anos atendendo pessoas negras. Quando um paciente vive o luto do fim de um casamento, esse processo vai ser elaborado e, em algum momento, essa pessoa poderá ter uma nova relação. Quando alguém desenvolve transtorno de estresse pós-traumático por um acidente de carro, elabora-se o trauma para que os sintomas diminuam e a pessoa consiga voltar a dirigir sem crise de ansiedade. Estabelece-se um prognóstico em relação ao sintoma no início do trabalho terapêutico.</p>



<p>No entanto, o que há de comum em todas as pessoas negras que atendo, por mais diversas que sejam, é a repetição dos episódios de violência racial e de racismo. Mesmo quando os pacientes conquistam uma identidade afirmada e não submetida à discursividade racista, os episódios de racismo não param de acontecer. Eles fazem parte do cotidiano nas capitais, no mercado, na farmácia, no shopping, no mercado de trabalho, onde pessoas olham atravessado ou seguram a bolsa achando que você pode cometer um delito por ser negro. Escutar semanalmente pacientes fortalecidos relatando o impacto dessa repetição foi o que me levou a nomear o livro de &#8220;clínica do impossível&#8221;.</p>



<p>É &#8220;impossível&#8221; porque os episódios de racismo não param de acontecer e a resolução definitiva do problema não está posta; nossa geração ainda continuará lidando com isso. Mas há um duplo sentido nesse impossível: ao mesmo tempo em que é impossível o fim imediato do racismo, nós seguimos produzindo realidades e modos de vida impossíveis para o cenário em que vivemos. O paradoxo da clínica com pessoas negras é lidar com o impossível do fim imediato do racismo e com o impossível de sermos totalmente capturados por ele, criando modos de vida próprios apesar da violência racial.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-682x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-95960" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-682x1024.jpeg 682w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-768x1152.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-696x1044.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1.jpeg 787w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">O psicólogo e escritor Lucas Veiga &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
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<p><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Mesmo diante dessa persistência do racismo, surgem forças criativas. Como elas se manifestam?</mark></strong></p>



<p>Penso a partir dos quilombos como uma tecnologia ancestral. Eles foram erguidos e construídos no seio da colonização: enquanto a colonização e a escravização aconteciam, africanos em condição escrava puderam criar um território existencial livre das engrenagens de opressão colonial através da fuga. Essa capacidade de criar um território livre da opressão racial é uma ferramenta ancestral da qual precisamos lançar mão no contemporâneo, fortalecendo nossos espaços de aquilombamento como uma força criativa, inventiva e de afirmação da vida em nós.</p>



<p>Por isso é muito importante sustentar a afirmação de que a vida é maior do que o racismo. Dizer isso é um convite para manter a conexão com a vida e com a ancestralidade, no sentido de que os princípios e tecnologias ancestrais que nos possibilitaram chegar até aqui são os que nos possibilitarão seguir adiante. Viver seguindo uma ética do bem viver, o melhor que pudermos, é a nossa principal resposta e a nossa maior vingança ao contexto de opressão racial em que estamos inseridos.</p>



<p><strong>Quais as dores da alma e da mente mais comuns na nossa comunidade por conta do racismo? Na perspectiva de gênero, homens e mulheres são afetados de forma diferente?</strong></p>



<p>O racismo produz efeitos nocivos, como a possibilidade de a pessoa negra introjetar os discursos racistas e passar a acreditar que vale menos, que é inferior ou feia. Isso desenvolve o que Fanon chama de complexo de inferioridade ou de auto-ódio, em que o ódio racial é introjetado na subjetividade negra, levando a pessoa a odiar seus traços e a ter baixíssima autoestima.</p>



<p>Mas vai além da baixa autoestima. O nosso corpo, que é a nossa primeira casa e o nosso primeiro território, pode ser experimentado como uma ameaça a nós mesmos, porque é exatamente por termos a cor da pele e os traços que temos que sofremos violência. Se a pessoa sofre violência pelo corpo que tem, no limite ela só se livraria disso livrando-se do próprio corpo através da morte. Por isso, há um índice considerável de suicídio entre a população negra jovem. Ao ler esse índice, não se pode desconsiderar o impacto do racismo na experiência corporal da população negra como um todo e da juventude negra em particular.</p>



<p>Sobre o gênero: existem, sem dúvida, diferenças entre homens e mulheres, e também marcadores de orientação sexual, identidade de gênero e classe que atravessam a população negra. Incluir e olhar para a especificidade desses marcadores é um exercício importante. Ainda que o livro caminhe por algumas dessas diferenças, o foco principal é pensar o que há de comum a toda e qualquer pessoa negra. Essa atenção ao comum visa fortalecer a nossa coesão, articulação e vínculo enquanto comunidade negra, reconhecendo as diferenças, mas sem perder de vista aquilo que nos conecta.</p>



<p><strong>Poderia explicar o conceito de Psicologia Preta? Ela se aplica só a profissionais e pacientes negros?</strong></p>



<p>A psicologia preta surge nos Estados Unidos no final dos anos 1960, com larga produção de artigos e livros ao longo dos anos 1970, que vai até os dias de hoje. Exatamente nesse período acontecia a luta pelos direitos civis. No momento em que o movimento negro estadunidense reivindicava os direitos civis, intelectuais negros e negras do campo da saúde mental se debruçaram para construir uma psicologia preta, a black psychology, posteriormente chamada de African Psychology.</p>



<p>Eles entenderam primeiro que as construções teóricas em psicologia até então não tinham considerado a especificidade e a singularidade da experiência negra e que, portanto, era necessário pensar uma psicologia com ferramentas teórico-conceituais para oferecer o cuidado adequado em saúde mental para essa população. A importação direta de saberes da psicologia ocidental, produzidos por pessoas brancas para pessoas brancas, seria insuficiente para uma escuta e um trabalho clínico qualificado com pessoas negras, por mais que trouxessem alguns insights importantes.</p>



<p>A psicologia preta nasce, então, com o objetivo de entender os impactos do racismo na saúde mental da população negra para pensar a escuta e o cuidado. O objetivo também era entender o que seria a subjetividade negra saudável e os índices de saúde para a população negra, tendo como referência os pressupostos da psicologia preta e os princípios de vida baseados nas filosofias e cosmogonias africanas.</p>



<p><strong>Serviço</strong></p>



<p>O livro &#8220;Clínica do impossível&#8221; (selo Paidós/Editora Planeta, 176 páginas, R$ 54,90) tem lançamentos no Rio de Janeiro e em São Paulo:</p>



<p>Rio de Janeiro: 15/06, às 19h, na Livraria Janela, em Laranjeiras.</p>



<p>São Paulo: 18/06, às 19h, na Livraria Megafauna, no Copan.</p>



<p>Link para compras online (<a href="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851" type="link" id="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851"> clique aqui)</a></p>



<p></p>
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		<title>L&#8217;Oréal dobra líderes negros e reduz racismo no consumo em 35%</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/loreal-dobra-lideres-negros-reduz-racismo-consumo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 13:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[consumo de luxo]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[feira preta]]></category>
		<category><![CDATA[inclusao]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[loreal]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>L'Oréal dobra número de líderes negros e reduz em 35% os casos de racismo no consumo com novo código de inclusão. Veja os dados apresentados na Feira Preta!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lançado em 2025, o Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, do Grupo L&#8217;Oréal e o Mover (Movimento pela Equidade Racial), com a redação da Black Sisters in Law, foi um marco para a empresa, que vem colhendo anualmente os resultados do seu investimento em representatividade. Nesta sexta-feira, durante a Feira Preta, na mesa Sebrae apresenta: Consumo, Poder e Invisibilidade, ao lado do escritor Michel Alcoforado e da jornalista Luanda Vieira, com mediação de Cris Guterres, na Feira Preta, o Diretor de Diversidade, Equidade e Inclusão da L&#8217;Oréal, Eduardo Paiva, apresentou dados do impacto da política voltada a ampliar a diversidade entre os funcionários.  </p>



<p>“O código só foi possível em um time que se torna cada vez mais negro, que tem uma liderança que se torna cada vez mais negra. O resultado é mais coragem para discutir, mais transparência para a gente colocar o problema na mesa. Pela primeira vez, a principal fonte de incremento de novos líderes negros são as promoções, e não os recrutamentos. Então, o que isso quer dizer? Tem uma geração emergindo dentro da L&#8217;Oréal, fruto de todas essas políticas. A L&#8217;Oréal vem evoluindo. Hoje 46% dos colaboradores se declararam pessoas negras. A gente dobra o número de pessoas negras em cargos de liderança. Então, salta de 13%  para 25%. É um longo caminho, mas é uma cultura que se transforma. As iniciativas de negócio surgem. Uma delas é o Programa Afroluxo, a divisão de luxo, com marcas icônicas, como Lancôme e Yves Saint Laurent, que é um programa de enfrentamento ao racismo no varejo de beleza de luxo, que é a L&#8217;Oréal se colocando como parte da solução. Então, se o racismo é sistêmico, a solução tem que ser sistêmica”, defendeu ele, durante o evento, que após 10 anos, voltou a acontecer no Rio de Janeiro. </p>



<p>Instrumento de autorregulação, o código ainda não possui valor legal, mas segue trazendo resultados palpáveis. “Em abril deste ano, lançamos junto ao Mover, uma grande coalizão, que todos os meses impactam mais de 100 milhões de pessoas em mais de 3 mil lojas em todo o Brasil, muito focada em sair do discurso para a prática. A gente revisa todos os protocolos de atendimento dentro das lojas e, no caso da L&#8217;Oreal, isso acabou resultando na capacitação do time que faz atendimento nas lojas de todo o Brasil. A gente vem acompanhando através de um novo processo que se chama Black Mystery Shopper para entender o quanto os dispositivos racistas estão diminuindo. Então, a gente fez uma onda antes da implementação do código, e outra após, e já vê que eles foram reduzidos 35% em menos de um ano. Então, essa correlação entre o ambiente onde a gente avança e combate a discriminação, melhora a experiência e aumenta esse mercado, e faz com que mais pessoas negras ocupem espaço de luxo”, apontou Eduardo.</p>



<p>A pesquisa feita para mapear como era a experiência de pessoas negras com o mercado de&nbsp; revelou que 91% das pessoas negras de classe A/B já sofreram algum tipo de discriminação racial nesses estabelecimentos. “Fiquei chocado com só 91% das pessoas se sentirem discriminadas. Os outros 9% não devem ter percebido… Nada, nada apaga o racismo na nossa sociedade. Mas a nossa presença nesses espaços, é pedagógica. Luanda, quando entra no shopping chique, na loja mais cara que ela quiser e ela compra, sai todo mundo mais racializado. Porque esse ato, por si só, ele é pedagógico. Mesmo com toda a dificuldade, o próximo preto que entrar nessa loja não será lido do mesmo jeito. E isso vai transformando essa sociedade. O consumo também transforma”, acredita Michel Alcoforado.&nbsp;</p>



<p>Antes de passar a palavra para Luanda Vieira, Cris Guterres confessou sua estratégia também “pedagógica” para devolver o constrangimento sofrido nesses espaços: “Eu sou aquela pessoa que, em lojas chiques, pergunto para pessoas brancas: ‘você trabalha aqui?”</p>



<p>Nascida em família estruturada financeiramente e acostumada a frequentar espaços de luxo, Luanda tem pensado em sua responsabilidade como espelho para sua comunidade no lugar do consumo. “Tem mulheres negras com quem falo que, de fato, frequentam os lugares que eu frequento, viajam de classe executiva como eu viajo, e tem aquelas que me escrevem dizendo que estão juntando dinheiro para se dar o produto que eu estou indicando. Aí, percebo a importância de ter seriedade com o que estou divulgando, e, de hoje ser contratada do maior shopping de luxo de São Paulo. Estou nesse lugar de abrir espaços, mas não digo que eu caminhe à vontade por esses ambientes. Alguém vai ter que sentir essa dor. Mas acho muito bonito quando as pessoas se sentem possíveis nesses lugares”, atestou Luanda.&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;O axé é força, mas ele também é ética&#8221;: Ernesto Xavier fala sobre seu livro e religiões de matriz africana enquanto conteúdo nas redes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 19:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ernesto Xavier cresceu dentro de um terreiro. Aos oito anos, foi iniciado como Og&#227; de Oy&#225;. Essa experi&#234;ncia atravessa tudo que ele escreve, pesquisa e fala. Em Na trilha dos orix&#225;s: sabedoria ancestral e caminhos de ax&#233; no mundo contempor&#226;neo, lan&#231;ado pela Editora Goya, selo de n&#227;o fic&#231;&#227;o da Aleph, o jornalista, ator, roteirista e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ernesto Xavier cresceu dentro de um terreiro. Aos oito anos, foi iniciado como Ogã de Oyá. Essa experiência atravessa tudo que ele escreve, pesquisa e fala. Em <em>Na trilha dos orixás: sabedoria ancestral e caminhos de axé no mundo contemporâneo</em>, lançado pela Editora Goya, selo de não ficção da Aleph, o jornalista, ator, roteirista e mestre em Antropologia pela UFF parte da mitologia dos orixás para falar do que é mais cotidiano e urgente: amor, poder feminino, masculinidades, saúde física e mental, perda e luto. Um livro que recusa o exotismo e reposiciona as tradições de matriz africana como sistemas de pensamento vivos, complexos e profundamente conectados à vida de hoje.</p>



<p>Em entrevista ao Mundo Negro, Xavier fala sobre os riscos do espiritualismo de vitrine nas redes sociais, sobre o orixá que atravessa sua história de forma mais pessoal e sobre o que significa escrever a partir de quem aprendeu desde criança que a ancestralidade não ficou no passado.</p>



<p><strong>RELIGIÃO NÃO É TENDÊNCIA</strong></p>



<p>O bem-estar virou mercado. E as religiões de matriz africana entraram nesse circuito. Para Xavier, isso exige atenção. &#8220;As religiões de matriz africana não devem ser uma tendência de bem-estar, porque não é um produto, não é um atalho social, não é uma estética para rede social. É uma tradição, é um senso de comunidade, é um fundamento. Tem muita responsabilidade.&#8221;</p>



<p>Ele reconhece o papel das redes na divulgação e no combate ao preconceito, mas aponta o risco da superficialidade. &#8220;Às vezes tudo acaba virando conteúdo, tudo vira promessa, uma evolução rápida, às vezes vira muita performance. Isso é muito perigoso. As religiões de matriz africana não funcionam desse jeito. Elas são construídas no tempo, na convivência, no chão de terreiro, no respeito aos mais velhos, na escuta, no cuidado, no compromisso.&#8221;</p>



<p>Para saber em quem confiar, ele propõe um olhar atento à postura de quem fala. &#8220;Essa pessoa respeita a tradição? Ela tem vínculo com uma casa? Ela reconhece os seus limites como um ser humano que erra? Ela fala com responsabilidade? Ela não transforma orixá em mercadoria? Ela promete uma cura milagrosa, uma salvação imediata, uma solução mágica para os problemas?&#8221; São sinais de alerta, diz ele. E vai além: &#8220;Religião de matriz africana não pode ser usada para manipular, ameaçar, explorar ninguém. Tem vídeos que mostram esse tipo de atitude. Isso me preocupa demais. Porque o axé é força, mas ele também é ética.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="767" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-767x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-95815" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-767x1024.jpeg 767w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-225x300.jpeg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-112x150.jpeg 112w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-768x1026.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-1150x1536.jpeg 1150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-1534x2048.jpeg 1534w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-315x420.jpeg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-150x200.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-300x401.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-696x929.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-1068x1426.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_5058-1-scaled.jpeg 1917w" sizes="(max-width: 767px) 100vw, 767px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capa da obra: Na trilha dos orixás de Ernesto Xavier &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p>A confiança, para Xavier, se constrói no tempo. &#8220;Com a trajetória que aquela pessoa está mostrando, se ela tem coerência, se ela tem esse senso de comunidade, principalmente se ela tem respeito com os fundamentos. Essas tradições são muito profundas e sagradas. É muito difícil você colocar tudo isso em vídeos de poucos segundos.&#8221;</p>



<p><strong>OYÁ, A FORÇA QUE NÃO DEIXA A VIDA ENDURECER</strong></p>



<p>Entre todos os orixás que aparecem no livro, há um que carrega um peso diferente para o autor. &#8220;Tenho um carinho muito especial por Oiá, que também conhecem como Inhansã, e não tem como ser diferente, porque a minha história passa por ela de uma maneira muito profunda. Minha avó Chica Xavier era uma mulher de Oiá, minha irmã Luana Xavier é uma mulher de Oiá, e eu fui iniciado ainda criança, com oito anos de idade, com o Ogã de Oiá.&#8221;</p>



<p>Para Xavier, Oiá fala diretamente com o presente. &#8220;É uma força que me lembra que a vida não é parada, que eu preciso aprender a atravessar as mudanças, as perdas, as rupturas, ter muitos renascimentos. Isso para mim é muito contemporâneo.&#8221; Ele a descreve como &#8220;essa força ancestral que não deixa a vida endurecer. Ela se desloca, ela sacode, ela abre caminho. Ao mesmo tempo, uma força ligada à coragem diante da morte, diante do invisível, diante daquilo que muita gente prefere não encarar.&#8221;</p>



<p>Essa visão também define o livro. &#8220;As histórias dos orixás não são histórias distantes da gente, elas não estão presas no passado. Elas continuam falando com a gente agora. Ali se fala muito de amor, de poder, de medo, de cuidado, de comunidade, luto, saúde, desejo, pertencimento.&#8221; E conclui: &#8220;Oiá especialmente me ensina, e eu tento trazer isso nas páginas do livro, que a transformação é um axé poderosíssimo. Mudar pode ser doloroso, mas também pode ser libertador.&#8221;</p>



<p><em>Na trilha dos orixás: sabedoria ancestral e caminhos de axé no mundo contemporâneo</em>, de Ernesto Xavier, está disponível nas livrarias pelo preço de capa de R$ 54,90. Publicado pela Editora Goya, selo de não ficção da Aleph.</p>



<p><em>Entrevista realizada por Silvia Nascimento, Head de Conteúdo do Mundo Negro.</em></p>



<p>Foto: Divulgação</p>
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		<title>70% das mulheres têm problemas de saúde mental; fim da escala 6&#215;1 pode mudar esse quadro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 23:17:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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<p>Trabalhar seis dias para descansar um. Para milhões de brasileiros, essa é a matemática da vida. Para as mulheres, a conta ainda não fecha: quando termina o turno, começa a outra jornada, a dos filhos, dos idosos, dos doentes, das tarefas que ninguém contabiliza. &#8220;Além da jornada de trabalho, elas têm a jornada do cuidado, que é o cuidado com a família, com os filhos, com os idosos, com os doentes, e além de tudo, a pressão social para ser perfeita, para dar certo, para dar conta de tudo&#8221;, afirma Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.</p>



<p>&#8220;Nunca na história os trabalhadores estiveram tão adoecidos mentalmente&#8221;, diz Fontes. E dentro desse quadro, ela destaca um recorte que considera urgente: o das mulheres. Pesquisas da Rede Mulher Empreendedora apontam que 70% delas relatam alguma questão relacionada à saúde mental. &#8220;Isso tudo tem uma pressão muito forte&#8221;, afirma.</p>



<p>Na escala 6&#215;1, esse acúmulo se torna ainda mais pesado. &#8220;A pessoa trabalha 6&#215;1 e só sobra o domingo para poder fazer alguma coisa&#8221;, diz. Menos tempo livre significa menos espaço para dividir tarefas, menos espaço para descansar, menos espaço para cuidar de si.</p>



<p>Para Fontes, a mudança na jornada pode romper esse ciclo. &#8220;Tenho certeza que isso vai criar um ciclo positivo: vai ajudar as questões de saúde mental do próprio empreendedor, das mulheres, dos colaboradores. Não dá para viver numa sociedade onde é só o trabalho.&#8221;</p>



<p><strong>O QUE MUDA PARA O PEQUENO EMPREENDEDOR</strong></p>



<p>Na terça-feira, 28 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6&#215;1. O projeto, apresentado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em parceria com o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), idealizador do Movimento Vida Além do Trabalho, substitui o modelo atual pelo 5&#215;2 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. O texto segue para o Senado Federal.</p>



<p>A aprovação dividiu opiniões. Empresários como Rony Meisler, fundador da Reserva, alertam para o impacto direto no pequeno negócio: &#8220;A conta vai chegar para os donos de pequena empresa, que terão que contratar para cobrir os turnos, pagar hora extra ou demitir.&#8221; Para Fontes, a leitura é outra. &#8220;Toda mudança gera questionamentos. Acredito que este seja um momento histórico e que os empresários vão encontrar caminhos e novos modelos, porque existe saída&#8221;, diz. Para ela, o aumento de preços ao consumidor não é inevitável. &#8220;Isso é possível sem necessariamente gerar um impacto final para o consumidor, desde que haja disposição para pensar em outras soluções.&#8221;</p>



<p>Fontes fala da própria experiência. Na Rede Mulher Empreendedora, o modelo já é 5&#215;2, com duas horas a menos às sextas-feiras, e a equipe opera em formato híbrido, três dias presenciais e dois em casa. &#8220;Isso não diminuiu em nada a nossa produtividade, a nossa participação no mercado. Tudo conseguiu funcionar&#8221;, afirma.</p>



<p>Ela reconhece que a transição não é simples, mas rejeita o que chama de &#8220;histeria coletiva&#8221;. &#8220;O importante é cada empreendedor olhar para a sua realidade e, dentro dela, fazer conta, prestar atenção, ver o que pode fazer de melhor, pensar em bonificações para os colaboradores.&#8221; O argumento central é que colaborador bem e descansado produz mais. &#8220;Se o colaborador está bem, está feliz, está conseguindo trabalhar, o negócio vai melhor, a produtividade vai melhor e isso vai fazer bem para todo mundo, para a sociedade, para o trabalhador, para o próprio pequeno negócio.&#8221;</p>



<p>Ela lembra ainda que o Brasil discute o primeiro estágio da transição enquanto outros países já estudam o modelo 4&#215;3. &#8220;Existem estudos no mundo inteiro falando na redução do 4&#215;3. A gente está discutindo ainda o primeiro estágio, que é o 5&#215;2, quando existem países já discutindo o 4&#215;3.&#8221;</p>



<p>&#8220;O trabalho é uma parte fundamental da nossa vida, mas a gente precisa ter também tempo para descanso, para convivência com a família e para cuidar de si próprio&#8221;, conclui Fontes.</p>



<p><em>Entrevista realizada por Silvia Nascimento, Head de Conteúdo do Mundo Negro.</em></p>



<p>Foto: Divulgação</p>
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		<title>L&#8217;Oréal abre 25 vagas em área comercial exclusivas para profissionais com deficiência fora do eixo Rio-SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 18:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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<p>O Grupo L&#8217;Oréal no Brasil abriu inscrições para a nova edição do programa Recruta Diversidade, com 25 vagas na área comercial de campo destinadas exclusivamente a profissionais com deficiência. As candidaturas vão até 29 de maio de 2026 e, desta vez, são voltadas a candidatos que residem fora do eixo Rio de Janeiro–São Paulo, em um esforço de descentralizar o acesso ao mercado de beleza para talentos de todas as regiões do país.</p>



<p>A escolha pela área comercial é estratégica. Trata-se justamente do setor em que a representatividade de pessoas com deficiência ainda é menor no mercado de beleza brasileiro, com impacto direto na renda e na trajetória profissional. Na edição anterior, 28 profissionais foram contratados pelo programa.</p>



<p>Diferentemente de processos seletivos convencionais, o Recruta Diversidade foi desenhado do início ao fim para alcançar quem o mercado tradicional invisibiliza. As etapas são adaptadas, há acessibilidade garantida em todas as fases e acompanhamento especializado da Page PCD, consultoria parceira do programa desde sua concepção.</p>



<p>Segundo <strong>Eduardo Paiva, </strong>Diretor de Diversidade, Equidade e Inclusão do Grupo L&#8217;Oréal no Brasil, o programa rompe com a lógica da contratação por imposição. &#8220;O Recruta Diversidade não é cota. É a prova de que o pipeline de talentos com deficiência existe. O que faltava era um processo seletivo desenhado para encontrá-los. Em quatro anos de programa, a taxa de permanência dos contratados supera 85%. Isso não é inclusão por decreto, é inclusão por resultado&#8221;, afirma.</p>



<p>Para quem já passou pelo programa, a experiência ultrapassa a contratação em si.<strong> Luana Dantas, </strong>analista de educação na L&#8217;Oréal e participante da edição de 2025, mudou de estado para assumir o cargo. &#8220;A L&#8217;Oréal foi a primeira empresa em que minha deficiência não foi vista como um problema a resolver, mas como parte da diversidade que torna o time mais forte. Isso muda o que você aceita como normal&#8221;, relata.</p>



<p><strong>Josué Bomfim, c</strong>onsultor de vendas contratado em 2024, resume o impacto na trajetória profissional. &#8220;Posso afirmar com muita certeza que, em 40 anos de carreira profissional, pela primeira vez me sinto respeitado, acolhido e motivado diariamente a evoluir como pessoa e como profissional.&#8221;</p>



<p>O Recruta Diversidade integra a estratégia One L&#8217;Oréal, que articula comunicação, cultura e negócios em torno de cinco causas prioritárias: étnico-racial, PCDs, LGBTQIAPN+, gênero e gerações.</p>



<p><strong>Serviço</strong></p>



<p>Inscrições abertas até 29 de maio de 2026, pelo Portal Gupy (Projeto Page PCD &#8211; <a href="https://projetopagepcd.gupy.io/" type="link" id="https://projetopagepcd.gupy.io/">CLIQUE AQUI </a>). </p>



<p>O processo é conduzido pela Page PCD, consultoria especializada em recrutamento inclusivo.</p>



<p></p>
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		<title>‘Opará Saberes’ chega à 4ª edição com debates sobre educação antimachista e violência de gênero</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/opara-saberes-chega-a-4a-edicao-com-debates-sobre-educacao-antimachista-e-violencia-de-genero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 18:24:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[masculinidade negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 4&#170; edi&#231;&#227;o do Opar&#225; Saberes, projeto idealizado pela pesquisadora e escritora Carla Akotirene, doutora em Estudos Interdisciplinares de G&#234;nero, Mulheres e Feminismo pela UFBA, chega em 2026 com uma proposta ampliada: al&#233;m de enfrentar as barreiras estruturais que dificultam o acesso de mulheres &#224; p&#243;s-gradua&#231;&#227;o, a iniciativa coloca a educa&#231;&#227;o antimachista como estrat&#233;gia central [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A 4ª edição do Opará Saberes, projeto idealizado pela pesquisadora e escritora Carla Akotirene, doutora em Estudos Interdisciplinares de Gênero, Mulheres e Feminismo pela UFBA, chega em 2026 com uma proposta ampliada: além de enfrentar as barreiras estruturais que dificultam o acesso de mulheres à pós-graduação, a iniciativa coloca a educação antimachista como estratégia central de combate à violência de gênero e ao feminicídio. As atividades começam no dia 20 de maio e seguem até o dia 26, com inscrições gratuitas e abertas ao público.</p>



<p>A conferência de abertura acontece no dia 20 de maio, às 18h, no auditório do PAF Ondina, na Universidade Federal da Bahia, com o sociólogo Deivison Mendes Faustino, conhecido como Deivison Nkosi, doutor em Sociologia pela UFSCar e autor de obras como “Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro” e “O colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana”. As inscrições podem ser feitas presencialmente no local, sem custo, e os participantes recebem certificado de participação.</p>



<figure class="wp-block-image"><a class="image-link image2 is-viewable-img can-restack" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!is8H!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F91eb95d0-e9ed-4ab0-a1d4-5b2da0e8d1ed_1080x1350.jpeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!is8H!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F91eb95d0-e9ed-4ab0-a1d4-5b2da0e8d1ed_1080x1350.jpeg" alt=""/></a><figcaption class="wp-element-caption">Deivison Nkosi, Renato Noguera e Anderson Eduardo, palestrantes do Opará Saberes 2026. Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p>A escolha da educação antimachista como eixo central responde a um cenário que os pesquisadores envolvidos descrevem como paradoxal e urgente.&nbsp;<em>“Neste ano em que completa dez anos, o projeto retorna com o propósito de promover um amplo debate em torno de uma educação antimachista, ampliando ações também para a educação básica e para adolescentes e jovens sob risco de cooptação por discursos de ódio e pela chamada ‘cultura redpill’, além de atuar na formação de operadores do Direito para qualificar as intervenções com homens autores de violência”, afirma Carla Akotirene.</em></p>



<p>Nessa mesma direção, o jurista Anderson Eduardo Carvalho de Oliveira, doutor pelo PPGNEIM/UFBA e um dos palestrantes do ciclo, reforça a necessidade de ir além da punição. “Vivemos um momento paradoxal. Temos uma das legislações mais avançadas do mundo, mas os índices de feminicídio seguem crescendo. Isso mostra que não basta punir, é preciso intervir nas estruturas que produzem a violência”, afirma.</p>



<p><strong>Os palestrantes e as datas</strong></p>



<p>Além de Deivison Nkosi, o ciclo de formação conta com o filósofo Renato Noguera, doutor em Filosofia pela UFRJ e autor de “ABC do Amor” e “Porque Amamos”, que se apresenta nos dias 23 e 26 de maio. Anderson Eduardo completa a programação nos dias 25 e 26 de maio, com foco na relação entre masculinidade, violência e na qualificação de operadores do direito que atuam com a Lei Maria da Penha. As aulas acontecem nas sedes do Ministério Público da Bahia, na Avenida Joana Angélica, 1.312, no bairro de Nazaré, e da OAB Bahia, na Rua Portão da Piedade, 16, no bairro da Piedade.</p>



<p>Para além do debate sobre violência de gênero, o Opará Saberes atua diretamente na ampliação do acesso de mulheres negras, trans e quilombolas aos programas de pós-graduação, articulando formação acadêmica, produção de conhecimento e intervenção social.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ao integrar educação, justiça e produção de conhecimento, o Opará Saberes reafirma seu compromisso com o enfrentamento estrutural do machismo e com a construção de caminhos concretos para a redução da violência de gênero no Brasil”, defende Carla Akotirene. A professora Márcia Tavares, do PPGNEIM/UFBA, reforça ainda a dimensão afetiva da iniciativa. “O Opará é também espaço de referência, de acolhimento, de troca e de afeto”, afirma.</p>
</blockquote>



<p>A iniciativa é desenvolvida em parceria com o PPGNEIM/UFBA, a OAB Bahia, o Ministério Público da Bahia e o Instituto de Juristas Negras, e prevê expansão para unidades como a Faculdade de Direito, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e o Instituto de Psicologia e Serviço Social da UFBA.</p>



<p><strong>Serviço</strong></p>



<p>4ª edição do Opará Saberes: Educação Antimachista</p>



<p>Inscrições gratuitas, presencialmente nos locais de cada atividade.</p>



<p>Certificado de participação garantido.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>20 de maio, 18h: Deivison Nkosi, auditório do PAF Ondina, UFBA (Av. Milton Santos, s/nº, Ondina)</li>



<li>23 de maio, 10h: Renato Noguera, auditório do Ministério Público da Bahia (Av. Joana Angélica, 1.312, Nazaré)</li>



<li>25 de maio, 10h: Anderson Eduardo, auditório do Ministério Público da Bahia</li>



<li>26 de maio, 18h: Renato Noguera e Anderson Eduardo, auditório da OAB Bahia (Rua Portão da Piedade, 16, Piedade)<br><br><br><br><strong>O evento tem apoio do Instituto Juristas Negras</strong></li>
</ul>
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		<title>Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 anuncia vencedores em edição que celebra os dez anos do ID_BR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 20:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[IDBR]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pr&#234;mio Sim &#224; Igualdade Racial 2026 anuncia vencedores em edi&#231;&#227;o que celebra os dez anos do ID_BR Em uma edi&#231;&#227;o que marca os dez anos de atua&#231;&#227;o do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), o Pr&#234;mio Sim &#224; Igualdade Racial 2026 anunciou os doze vencedores desta edi&#231;&#227;o, distribu&#237;dos entre os pilares Cultura, Educa&#231;&#227;o e Empregabilidade. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="wp-block-heading">Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 anuncia vencedores em edição que celebra os dez anos do ID_BR</h1>



<p>Em uma edição que marca os dez anos de atuação do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), o Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 anunciou os doze vencedores desta edição, distribuídos entre os pilares Cultura, Educação e Empregabilidade. A cerimônia será transmitida em 24 de maio, pela TV Globo.</p>



<p>No pilar Cultura, o artista visual Dalton Paula foi reconhecido na categoria Arte em Movimento pelo trabalho com o Sertão Negro, espaço de formação e criação que ele coordena em Goiás. A Rádio Nacional dos Povos venceu em Raça em Pauta, Alma Preta Jornalismo levou Destaque Publicitário e a indígena Cunhaporanga foi a vencedora de Influência e Representatividade Digital.</p>



<p>No pilar Educação, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) recebeu o prêmio Educação e Oportunidade. A pesquisadora Bárbara Carine, referência em ensino de ciências com perspectiva afrocentrada, venceu na categoria Intelectualidade. O escritor e ativista Daniel Munduruku foi reconhecido em Inspiração. A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro ficou com a inédita categoria Escolas SIM, voltada para Secretarias de Educação que se tornaram referência.</p>



<p>No pilar Empregabilidade, a executiva Luana Ozemela venceu em Liderança, o restaurante baiano Dendezeiro foi reconhecido em Trajetória Empreendedora, e o Grupo L&#8217;Oréal Brasil e a Natura dividiram o prêmio de Comprometimento Racial.</p>



<p>A edição de 2026 traz o conceito Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano, que propõe expandir os imaginários sobre o Brasil a partir de suas raízes afro-indígenas. A frase que orienta o tema, &#8220;sonhamos o que parece impossível para realizar o que é indispensável&#8221;, coloca o sonho como ferramenta de transformação social, ancorada na ancestralidade, na criatividade e na justiça racial.</p>



<p>&#8220;Celebrar os 10 anos do ID_BR é reconhecer uma trajetória construída a partir do impacto real na vida das pessoas. Ao longo dessa caminhada, vimos histórias serem transformadas, oportunidades serem ampliadas e novas narrativas ganharem espaço&#8221;, afirma Tom Mendes, diretor institucional do ID_BR e diretor geral do prêmio.</p>



<p>Para Luana Génot, CEO e fundadora do ID_BR, a edição comemorativa expressa a maturidade de um projeto que nasceu para abrir caminhos. &#8220;Uma década depois, ver tantas histórias, iniciativas e trajetórias reunidas no prêmio mostra a força desse movimento coletivo. O tema deste ano também reforça isso: precisamos imaginar novos futuros para conseguir construir mudanças que antes pareciam impossíveis.&#8221;</p>



<p>Desde 2023, o Prêmio Sim à Igualdade Racial já alcançou mais de 70 milhões de pessoas por meio da transmissão na TV Globo e nas redes sociais. A premiação reconheceu 50 marcas e pessoas, contou com a participação de 68 empresas e, segundo o ID_BR, gerou mais de 1.500 empregos ao longo de sua trajetória.</p>



<p><strong>Serviço</strong></p>



<p>Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 Transmissão em 24 de maio, pela TV Globo Realização: Instituto Identidades do Brasil (ID_BR)</p>
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		<item>
		<title>Dia do Chef de Cozinha: Guia Black Chefs, do Mundo Negro, transforma visibilidade em ferramenta de mercado para chefs negros</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/dia-do-chef-de-cozinha-guia-black-chefs-do-mundo-negro-transforma-visibilidade-em-ferramenta-de-mercado-para-chefs-negros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 19:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[chefs negros]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comemorado em 13 de maio, o Dia Nacional do Chef de Cozinha foi institu&#237;do pela Associa&#231;&#227;o Brasileira da Alta Gastronomia (ABAGA) em 1999 para reconhecer os profissionais que transformam ingredientes em t&#233;cnica, mem&#243;ria e lideran&#231;a. No Brasil, onde pessoas pretas e pardas representam 61% da for&#231;a de trabalho em bares e restaurantes, segundo levantamento da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Comemorado em 13 de maio, o Dia Nacional do Chef de Cozinha foi instituído pela Associação Brasileira da Alta Gastronomia (ABAGA) em 1999 para reconhecer os profissionais que transformam ingredientes em técnica, memória e liderança. No Brasil, onde pessoas pretas e pardas representam 61% da força de trabalho em bares e restaurantes, segundo levantamento da Abrasel, essa data ganha outra camada de significado: ela escancara o quanto a gastronomia foi construída por mãos negras que historicamente ficaram fora dos holofotes.</p>



<p>É nesse contexto que o Guia Black Chefs, iniciativa do Mundo Negro lançada em 2023, completa quase três anos como uma das principais plataformas de visibilidade da gastronomia negra no país. Mais do que um perfil editorial, o Guia funciona como ferramenta de mercado: de um lado, mapeia chefs, cozinheiros, bartenders, confeiteiros e personal chefs negros de todas as regiões do Brasil; de outro, oferece a quem contrata, seja empresa, evento ou consumidor final, um caminho direto para encontrar esses profissionais.</p>



<p>A proposta nasceu de uma constatação simples e incômoda: existem milhares de profissionais negros excelentes no setor, mas eles raramente aparecem nas listas de &#8220;melhores chefs&#8221;, nas capas de revista ou nas indicações que circulam quando alguém precisa contratar. <a href="https://servicos1765995097.hotmart.host/100-experiencias-em-todo-brasil-guia-black-chefs-020eb2e1-d9d6-4e02-9c62-9c390e1a36d2?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGnN4Xd1FhSiR5DFjH5N6pbSc5whg9JWga2qgUzibMVoa_uyapQK_eoEES1bk4_aem_DboNLuWMIW08-HiT1KuXAw&amp;utm_medium=social&amp;utm_source=ig&amp;utm_content=link_in_bio" type="link" id="https://servicos1765995097.hotmart.host/100-experiencias-em-todo-brasil-guia-black-chefs-020eb2e1-d9d6-4e02-9c62-9c390e1a36d2?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGnN4Xd1FhSiR5DFjH5N6pbSc5whg9JWga2qgUzibMVoa_uyapQK_eoEES1bk4_aem_DboNLuWMIW08-HiT1KuXAw&amp;utm_medium=social&amp;utm_source=ig&amp;utm_content=link_in_bio">O Guia se propôs a corrigir essa rota, t</a>ransformando o que era invisibilidade em catálogo vivo, atualizado e acessível.</p>



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<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/DTJIJnPgMjQ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/DTJIJnPgMjQ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; 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<p>Em quase três anos de operação, o projeto acumulou números e marcos consistentes. São 14 mil seguidores no Instagram, estreia recente no TikTok, dezenas de entrevistas publicadas e mais de 400 conteúdos exclusivos focados em chefs negros, negócios da gastronomia preta e coberturas especiais em datas como Dia das Mães, Páscoa, Semana Santa, Natal e COP30. O Guia também lançou seu primeiro produto editorial: um guia com 100 negócios de empreendedores negros do setor, ampliando o alcance da plataforma para além do digital.</p>



<p>&#8220;Nesses quase 3 anos de perfil foram dezenas de entrevistas, mais de 400 conteúdos exclusivos com foco na gastronomia negra, nos chefs, enaltecendo negócios desse ramo durante datas especiais e criamos até nosso primeiro produto, um guia com 100 negócios de empreendedores negros. Estou bem satisfeita, mas sei que ainda há muita gente boa fora do nosso radar&#8221;, afirma Silvia Nascimento, jornalista, fundadora do Mundo Negro e idealizadora do Guia Black Chefs.</p>



<p>O impacto do projeto também se mede pelos desdobramentos que ele gerou. Parcerias com plataformas como iFood e TikTok colocaram chefs do Guia em campanhas de alcance nacional e global. A série #IngredientePrincipal, produzida em parceria com TikTok e Guia Black Chefs, levou mais de 20 profissionais para o ar com vídeos sobre ancestralidade afro-brasileira, alimentação saudável, sustentabilidade e zero desperdício. Histórias antes restritas a comunidades específicas passaram a circular para audiências de milhões, e nomes como Joélho Caetano, Mestra Kelma Zenaide, Bianca Oliveira, Iyá Sônia Oliveira e Bruno Manoel ganharam novos públicos e oportunidades.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7639067145946631431" data-video-id="7639067145946631431" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>As canetas emagrecedoras atuam como o hormônio GLP-1, reduzindo a fome e aumentando a saciedade. Mas nem todo mundo tem acesso a esse tratamento. Rafa Bastos (@Rafa Bastos Nutri ) mostra que escolhas simples do dia a dia conseguem estimular efeitos parecidos. Aumente o consumo de vegetais e fibras para ter mais volume e saciedade na refeição. Priorize proteínas acessíveis como ovos, frango, peixe, fígado e moela, que preservam a massa muscular e controlam a fome. Mantenha o combo clássico: arroz, feijão, proteína e vegetal. Evite ficar muitas horas sem comer, pois a fome acumulada aumenta o risco de exagero na próxima refeição. Mexa-se de alguma forma possível na sua rotina. E beba água: às vezes o corpo confunde sede com fome. No fim das contas, são as escolhas diárias que sustentam o emagrecimento, com ou sem caneta. <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="nutrição" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/nutri%C3%A7%C3%A3o?refer=embed">#Nutrição</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7639067372502534920?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
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<p>Para além das parcerias com marcas, o Guia também viralizou ao apresentar histórias que comoveram o público: chefs de quilombo, cozinheiras de terreiro, confeiteiros periféricos, profissionais formados em fundo de quintal que hoje assinam cardápios premiados. Ao colocar esses nomes em circulação, o projeto faz o que pouca mídia tradicional faz com consistência: trata o profissional negro da gastronomia como protagonista, não como exceção.</p>



<p>Neste 13 de maio, mais do que celebrar uma data, o Guia Black Chefs renova um compromisso. O de seguir mapeando, entrevistando, recomendando e conectando. Porque visibilidade, no fim, é também ferramenta de geração de renda, e nenhuma celebração do Dia do Chef estará completa enquanto os profissionais negros, que são a maioria do setor, continuarem sendo a minoria nas estantes de livros, nos rankings e nas indicações.</p>



<p>Para conhecer os profissionais e negócios mapeados pelo Guia Black Chefs, siga @guiablackchefs no Instagram e TikTok.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/dia-do-chef-de-cozinha-guia-black-chefs-do-mundo-negro-transforma-visibilidade-em-ferramenta-de-mercado-para-chefs-negros/">Dia do Chef de Cozinha: Guia Black Chefs, do Mundo Negro, transforma visibilidade em ferramenta de mercado para chefs negros</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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