Em alusão ao Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, na última quarta-feira (21) a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) homenageou Carlos Alberto Caó, um dos maiores nomes da luta contra o racismo no país, falecido em 4 de fevereiro e à Marielle Franco, vereadora, socióloga, feminista e defensora dos direitos humanos, assassinada no dia 14 de março. Ambos receberam todas as honras pelo legado deixado.

O evento aconteceu no auditório Oscar Guanabarino e foi uma parceria do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, da Associação Brasileira de Imprensa, do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio).

O intuito do nosso evento foi ressaltar o legado e enaltecer a memória desses grandes ativistas, intelectuais e da gente comum negra brasileira”, ressaltou o interlocutor da CCIR, Ivanir dos Santos.

Diversos segmentos culturais marcaram presença na homenagem, inclusive o grupo Padê, que abriu com performance de dança e poesia, onde trouxe um corpo de 27 dançarinos. “Foi uma homenagem às raízes fortes, negras, que nos trazem tantas representatividades”.

Dois banners foram colocados ao fundo do palco, um com a foto da vereadora destacando a frase “Marielle Vive” e outro com a foto de Caó, escrito: “Dignidade Já”. Nesse mesmo palco teve apresentações de Glauce Pimenta Rosa, Jéssica Castro, Carlos Negreiros e Áurea Martins. Houve ainda exibição do curta “Igualdade Já”, de Wanda Ribeiro e Filó, seguido de “Quase Tudo Pandeiro” – com Pedro Lima e Negreiros. Miramar Mangabeira apresentou “Ele é o nome da lei”, em formato de poesia musicada. Destaque para a historiadora e pesquisadora Carolina Rocha, que declamou uma poesia.

Os atores Déo Garcez e Nívia Helen fizeram um trecho da peça teatral “Luiz Gama – Uma Voz pela Liberdade”, onde contam a história de Luiz Gama, advogado negro que viveu entre 1830 e 1882. Em diversos momentos, ecoavam coros e a palavra de ordem foi: “Caó, presente!”, “Marielle, presente!”, “Abdias Nascimento, presente!”…

No evento, também marcaram presença representantes da OAB, ABI, Cojira Rio, CEAP, Marcelo Rosa (Subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial de São João de Meriti), além de religiosos como os pastores Marcos Amaral (Igreja Presbiteriana) e Neil Barreto (Igreja Batista Betânia), budistas, muçulmanos, hare krishna, indígenas, umbandistas, candomblecistas, entre outros.

Ainda no evento, teve noite de autógrafo do livro – 21 Dias de Ativismo Contra o RacismoExperiência 2017. O livro é um resumo de experiências de ativistas de várias formas e lutas antirracistas em um período de 21 dias, mobilizado pelo 21 de março. Para encerrar com chave de ouro, teve cortejo com integrantes do Filhos de Ganhdi.

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