Urgências da população negra: Google lança estudo inédito e promove debate sobre as realidades da comunidade

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Urgências da população negra: Google lança estudo inédito e promove debate sobre as realidades da comunidade

Consciência entre urgências:

O estudo que foi liderado por Joyce Prestes e Rodrigo Maceira – ambos do Google – em parceria com o Instituto Datafolha e a Mindset-WGSN, tem por objetivo debater as 5 maiores urgências e realidades da população negra do Brasil – país composto por quase 60% de população preta ou parda.

“Mais do que cor, ser negro é uma identidade”.

Segundo a pesquisa, há uma diferença de entendimento entre os termos preto e negro. As pessoas tendem a se declarar mais como negras do que como pretas. Essa identificação é maior entre os jovens de 16 a 24 anos.

“Celebrando a História”

91% dos entrevistados acredita que o dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – é uma data importante para manter vivos heróis e heroínas da população negra.

As 5 prioridades destacadas pelo estudo são: Inclusão no Mercado de Trabalho, Racismo Institucional e Estrutural, Feminismo Negro, Genocídio e Políticas Afirmativas.

Inclusão no Mercado de Trabalho

  • A população negra representa 65% dos desempregados do Brasil;

Racismo Institucional e Estrutural

  • Essa pauta é 1.7x mais importante para jovens de 16 a 24 anos do que para pessoas com mais de 60 anos;
  • 7 entre 10 pessoas negras não se sente representadas pelo governo;
  • As classes D e E consideram mais importante votar em candidatos negros do que as classes A e B.

Feminismo Negro

  • 66% de todas as mulheres assassinadas em 2017 eram negras;
  • A mulher negra ganha 55% do salário do homem branco;

Genocídio

  • A cada 23 minutos um homem negro é assassinado no Brasil;
  • Em 2017 75,5% das vítimas de homicídios eram pessoas negras;

Políticas Afirmativas

  • A preocupação com a existência de políticas afirmativas é maior entre os homens;

O estudo destaca também a ausência de diversidade e representatividade na publicidade: 68% dos entrevistados afirmam que que não são representados pelas marcas em geral.

Além disso, os especialistas trazem 4 dicas de como as marcas podem contribuir para uma maior inclusão e representatividade:

  1. Protagonismo Negro;
  2. Comportamento vigilante positivo;
  3. Cultura revisitada;
  4. Equipe diversa e inclusiva;

Para ver o estudo na íntegra, CLIQUE AQUI.

Com essas informações importantes que detalham as características da comunidade negra brasileira, não há mais desculpa para não pensar em ações afirmativas e antirracistas, que são imprescindíveis para a mudança do cenário apresentado.

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