<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Mundo Negro</title>
	<atom:link href="https://mundonegro.inf.br/ultimas-noticias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mundonegro.inf.br/ultimas-noticias/</link>
	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 26 Aug 2026 13:48:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2021/08/cropped-faviconMN-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Mundo Negro</title>
	<link>https://mundonegro.inf.br/ultimas-noticias/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Oscar 2027: filmes negros habilitados a representar o Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/oscar-2027-filmes-com-protagonismo-negro-habilitados-pelo-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 09:54:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[academia brasileira de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[cinema negro]]></category>
		<category><![CDATA[feito pipa]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Malês]]></category>
		<category><![CDATA[oscar 2027]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo negro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98354</guid>

					<description><![CDATA[<p>Academia Brasileira de Cinema divulga 15 longas habilitados a representar o pa&#237;s; Mal&#234;s, Feito Pipa e mais seis trazem protagonismo negro na disputa. A Academia Brasileira de Cinema divulgou nesta segunda-feira, 24 de agosto, a lista com os 15 longas-metragens habilitados a concorrer a uma indica&#231;&#227;o na categoria Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. Entre [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/oscar-2027-filmes-com-protagonismo-negro-habilitados-pelo-brasil/">Oscar 2027: filmes negros habilitados a representar o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Academia Brasileira de Cinema divulga 15 longas habilitados a representar o país; Malês, Feito Pipa e mais seis trazem protagonismo negro na disputa.<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Academia Brasileira de Cinema divulgou nesta segunda-feira, 24 de agosto, a lista com os 15 longas-metragens habilitados a concorrer a uma indicação na categoria Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. Entre os títulos, oito trazem protagonismo negro em diferentes frentes, seja pela direção, pelo elenco ou pela temática: &#8220;Malês&#8221;, &#8220;A Fabulosa Máquina do Tempo&#8221;, &#8220;Ato Noturno&#8221;, &#8220;Cinco Tipos de Medo&#8221;, &#8220;Dolores&#8221;, &#8220;Feito Pipa&#8221;, &#8220;Quando Vira a Esquina&#8221; e &#8220;Vicentina Pede Desculpas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Malês&#8221;, de Antonio Pitanga, é ambientado na Salvador de 1835 e acompanha dois jovens muçulmanos arrancados de sua terra natal na África e escravizados no Brasil, que se veem envolvidos na Revolta dos Malês, maior insurreição de escravizados da história do país. O filme é uma coprodução da Tambellini Filmes com a Globo Filmes e já está disponível no catálogo do Canal Brasil e do Telecine.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Feito Pipa&#8221;, de Allan Deberton, tem Lázaro Ramos no papel de Batista, pai do protagonista Gugu, vivido pelo ator mirim Yuri Gomes. Os dois são baianos, e Lázaro Ramos é um dos atores negros mais premiados do cinema brasileiro. O longa venceu o Urso de Cristal no Festival de Berlim e o Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado 2026, e chega aos cinemas em 24 de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Cinco Tipos de Medo&#8221;, de Bruno Bini, tem Bella Campos como Marlene, enfermeira presa a um relacionamento abusivo com Sapinho, traficante interpretado pelo rapper Xamã em sua estreia em uma produção audiovisual. O elenco conta ainda com Rejane Faria no papel de Antonia. O filme, rodado na periferia de Cuiabá, venceu o Kikito de Melhor Filme no Festival de Gramado 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vicentina Pede Desculpas&#8221;, de Gabriel Martins, diretor de &#8220;Marte Um&#8221;, tem a mineira Rejane Faria no papel-título, uma professora aposentada de 75 anos que busca as famílias das vítimas de um acidente de ônibus causado pelo próprio filho. A produção, parceria entre a Netflix e a Filmes de Plástico, estreia internacionalmente no Festival de Toronto em setembro e disputa a Concha de Ouro no Festival de San Sebastián.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Dolores&#8221;, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes, acompanha três gerações de mulheres de uma mesma família na periferia de São Paulo. Deborah, filha da protagonista, é vivida por Naruna Costa, e a neta Duda por Ariane Aparecida, que descreveu o elenco como uma celebração da trajetória de atrizes negras no cinema brasileiro, ao lado de Zezé Motta e Teca Pereira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Fabulosa Máquina do Tempo&#8221;, de Eliza Capai, é um documentário rodado no sertão do Piauí que acompanha meninas de Guaribas entre a infância e a adolescência, revisitando as histórias de suas mães e avós marcadas pela pobreza e pela desigualdade. &#8220;Ato Noturno&#8221;, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, acompanha um ator em início de carreira e um político que vivem um caso em segredo em Porto Alegre. &#8220;Quando Vira a Esquina&#8221;, documentário de estreia de Chris Alcazar, dá voz às mulheres que trabalham na Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, reduto de prostituição mais antigo do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão de Seleção da Academia Brasileira de Cinema se reúne no dia 9 de setembro para definir a pré-lista com seis títulos que avançam à etapa final do processo. O representante do Brasil na categoria será anunciado no dia 16 de setembro, e a cerimônia do Oscar 2027 acontece em 14 de março do próximo ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O país venceu pela primeira vez a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025, com &#8220;Ainda Estou Aqui&#8221;. Na edição seguinte, o Brasil conquistou sua segunda indicação em Melhor Filme e repetiu a presença em Filme Internacional com &#8220;O Agente Secreto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Confira a lista completa divulgada pela Academia Brasileira de Cinema:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>100 Dias, de Carlos Saldanha<br>A Conspiração Condor, de André Sturm<br>A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai<br>A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo<br>Ato Noturno, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher<br>Cinco Tipos de Medo, de Bruno Bini<br>Dolores, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes<br>Feito Pipa, de Allan Deberton<br>Herança de Narcisa, de Clarissa Appelt e Daniel Dias<br>Malês, de Antonio Pitanga<br>Nosso Segredo, de Grace Passô<br>O Rei da Internet, de Fabrício Bittar<br>Papagaios, de Douglas Soares<br>Quando Vira a Esquina, de Chris Alcazar<br>Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins</em></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/oscar-2027-filmes-com-protagonismo-negro-habilitados-pelo-brasil/">Oscar 2027: filmes negros habilitados a representar o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Crianças nunca deveriam ser espancadas”: escritor Touré aponta punição física como herança colonial em famílias afro-americanas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/criancas-nunca-deveriam-ser-espancadas-toure/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:43:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[famílias afro-americanas]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[parentalidade negra]]></category>
		<category><![CDATA[punição física]]></category>
		<category><![CDATA[subway takes]]></category>
		<category><![CDATA[touré]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98328</guid>

					<description><![CDATA[<p>No epis&#243;dio 744 do &#8220;Subway Takes&#8221;, o jornalista e escritor Tour&#233; relaciona a viol&#234;ncia f&#237;sica contra crian&#231;as negras nos EUA &#224; hist&#243;ria da escravid&#227;o e prop&#245;e outra ideia de parentalidade: educar pela comunica&#231;&#227;o. Bater em uma crian&#231;a pode ser chamado de disciplina, mas o que essa pr&#225;tica ensina sobre a forma como uma sociedade entende [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/criancas-nunca-deveriam-ser-espancadas-toure/">“Crianças nunca deveriam ser espancadas”: escritor Touré aponta punição física como herança colonial em famílias afro-americanas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>No episódio 744 do “Subway Takes”, o jornalista e escritor Touré relaciona a violência física contra crianças negras nos EUA à história da escravidão e propõe outra ideia de parentalidade: educar pela comunicação.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Bater em uma criança pode ser chamado de disciplina, mas o que essa prática ensina sobre a forma como uma sociedade entende autoridade, cuidado e infância?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a provocação levantada pelo jornalista, escritor e crítico cultural norte-americano <strong>Touré</strong> em uma participação no “Subway Takes”, série apresentada pelo comediante Kareem Rahma em que convidados compartilham opiniões sobre diferentes assuntos. Touré é autor de livros como <em>Who&#8217;s Afraid of Post-Blackness?</em> e <em>I Would Die 4 U: Why Prince Became an Icon</em>, além de ter construído uma trajetória no jornalismo cultural e na televisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No episódio, Touré defende que <strong>crianças nunca deveriam ser espancadas nem submetidas a punições corporais</strong>. Para ele, educar não precisa envolver dor física e uma boa parentalidade exige comunicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão ganha uma dimensão histórica quando o jornalista relaciona a prática da punição física à experiência dos afro-americanos durante e depois da escravidão nos Estados Unidos.</p>



<h3 id="h-e-o-que-isso-tem-a-ver-com-as-tradicoes-africanas" class="wp-block-heading"><strong>E o que isso tem a ver com as tradições africanas?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse ponto que a fala de Touré estabelece uma conexão com a história africana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O argumento apresentado por ele parte da ideia de que, em determinadas sociedades africanas anteriores à colonização europeia, crianças ocupavam uma posição de grande importância espiritual e comunitária. Em algumas tradições, crianças eram compreendidas como manifestações ou retornos de ancestrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa concepção aparece, por exemplo, em registros sobre os Kalenjin, no Quênia, entre os quais existia a crença de que crianças poderiam ser o retorno de ancestrais da linhagem. Estudos sobre tradições de ancestralidade em diferentes regiões africanas também registram concepções nas quais os ancestrais retornam ao mundo por meio das crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto central da discussão está menos em afirmar que “na África ninguém batia em crianças” e mais em questionar como a violência colonial e escravista modificou relações de autoridade e deixou heranças geracionais.</p>



<h3 id="h-uma-outra-ideia-de-parentalidade" class="wp-block-heading"><strong>Uma outra ideia de parentalidade</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nesse espaço que a fala de Touré ganha força: <strong>compreender a origem histórica de uma prática não significa aceitá-la como destino.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a violência foi utilizada durante séculos para produzir obediência, a construção de outras formas de autoridade também pode fazer parte da ruptura com essa herança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Good parenting requires communication” resume a proposta: crianças podem ser educadas por meio de conversa, limites, presença, responsabilidade e escuta, sem que a dor física seja utilizada como ferramenta de aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão também desloca a pergunta. Em vez de “como fazer uma criança obedecer?”, a questão passa a ser <strong>como ensinar uma criança sem reproduzir sobre ela a violência que tantas gerações tiveram de suportar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E, para famílias negras, essa reflexão pode ser também uma forma de olhar para a própria história sem naturalizar as violências que chegaram até o presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/criancas-nunca-deveriam-ser-espancadas-toure/">“Crianças nunca deveriam ser espancadas”: escritor Touré aponta punição física como herança colonial em famílias afro-americanas</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ebola ultrapassa 5 mil casos em menos de 100 dias na RDC</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ebola-ultrapassa-5-mil-casos-republica-democratica-congo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 14:34:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[bundibugyo]]></category>
		<category><![CDATA[ebola]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[oms]]></category>
		<category><![CDATA[republica democratica do congo]]></category>
		<category><![CDATA[saude global]]></category>
		<category><![CDATA[saude publica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98303</guid>

					<description><![CDATA[<p>Surto causado pela cepa Bundibugyo j&#225; matou mais de 2,6 mil pessoas; pa&#237;s recebe 70 mil doses da Ervebo para testes e prote&#231;&#227;o de profissionais, mas imunizante n&#227;o &#233; aprovado contra a variante respons&#225;vel pela epidemia. A epidemia de Ebola na Rep&#250;blica Democr&#225;tica do Congo (RDC) j&#225; soma 5.515 casos confirmados e 2.642 mortes, segundo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ebola-ultrapassa-5-mil-casos-republica-democratica-congo/">Ebola ultrapassa 5 mil casos em menos de 100 dias na RDC</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Surto causado pela cepa Bundibugyo já matou mais de 2,6 mil pessoas; país recebe 70 mil doses da Ervebo para testes e proteção de profissionais, mas imunizante não é aprovado contra a variante responsável pela epidemia.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) já soma 5.515 casos confirmados e 2.642 mortes, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde nesta segunda-feira (24). Declarado em 15 de maio, o surto é causado pela cepa Bundibugyo e já se tornou o maior e mais letal registrado no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transmissão, inicialmente concentrada na zona de saúde de Mongbwalu, na província de Ituri, avançou para seis províncias: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé, Tshopo e Bas-Uélé. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o cenário como uma fase de transmissão intensa e informou que a epidemia está se expandindo mais rapidamente do que os surtos anteriores registrados no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de casos já supera o registrado no surto de 2018 a 2020, que teve 3.317 casos confirmados. A rápida expansão também elevou a epidemia atual ao segundo maior surto de Ebola em número de casos e mortes, atrás da epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016.</p>



<h2 id="h-vacina-disponivel-nao-e-especifica-para-a-cepa-do-surto" class="wp-block-heading"><strong>Vacina disponível não é específica para a cepa do surto</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta internacional ganhou um novo componente com a liberação de 70 mil doses da Ervebo, vacina licenciada contra a cepa Zaire do vírus Ebola. O imunizante, porém, não é aprovado para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distribuição das doses tem dois objetivos: 20 mil serão utilizadas em um ensaio clínico de fase 3, que pretende avaliar se a Ervebo pode oferecer proteção contra a Bundibugyo, enquanto 50 mil serão destinadas a profissionais de saúde e trabalhadores da linha de frente, conforme recomendações do grupo consultivo de especialistas em imunização da OMS (SAGE).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, não se sabe se a Ervebo oferece proteção contra a Bundibugyo em seres humanos. Estudos preliminares, incluindo pesquisas em animais, levantaram a possibilidade de alguma proteção cruzada, mas a eficácia ainda precisa ser investigada clinicamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A RDC já recebeu mais de 16 mil doses desse lote inicial, enquanto as demais doses previstas seguem no processo de envio. A estratégia representa uma alternativa dentro da resposta ao surto, mas não deve ser confundida com a existência de uma vacina específica e aprovada contra a cepa que circula atualmente.</p>



<h2 id="h-resposta-enfrenta-desafios-no-territorio" class="wp-block-heading"><strong>Resposta enfrenta desafios no território</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão da epidemia ocorre em regiões afetadas por conflitos e deslocamentos populacionais, e que apresentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A OMS também relata ataques a instalações de saúde e obstáculos ao trabalho das equipes responsáveis pela vigilância, identificação de casos e acompanhamento de contatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, autoridades de saúde e organizações internacionais têm reforçado a importância da vigilância, do diagnóstico rápido, do atendimento adequado e de estratégias de resposta construídas com autoridades locais e lideranças comunitárias. Segundo a OMS, o reconhecimento rápido dos casos, a testagem e o cuidado de suporte podem contribuir para reduzir a mortalidade e ampliar a confiança nos serviços de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ebola é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com sangue e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A cepa Bundibugyo é menos estudada do que a Zaire, o que torna os estudos sobre vacinas e tratamentos uma frente importante da resposta científica à atual epidemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ebola-ultrapassa-5-mil-casos-republica-democratica-congo/">Ebola ultrapassa 5 mil casos em menos de 100 dias na RDC</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Luiz Gama: o que ler, ouvir e assistir para conhecer o legado do abolicionista</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/luiz-gama-obras-ler-ouvir-assistir-legado-abolicionista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 08:43:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[abolicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gama]]></category>
		<category><![CDATA[podcasts]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98295</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conheça livros e produções de filme e podcast que revelam a trajetória, a luta e o legado de Luiz Gama, um dos maiores abolicionistas do Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/luiz-gama-obras-ler-ouvir-assistir-legado-abolicionista/">Luiz Gama: o que ler, ouvir e assistir para conhecer o legado do abolicionista</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://mundonegro.inf.br/novas-evidencias-revelam-mais-detalhes-sobre-infancia-de-luiz-gama-e-a-historia-de-luiza-mahin/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luiz Gama</a></strong> faleceu em 24 de agosto de 1882, aos 52 anos, em São Paulo, devido a complicações causadas por diabetes. O advogado, jornalista, escritor, poeta e um dos principais nomes da luta contra a escravidão no Brasil, usou o seu conhecimento para conquistar a liberdade de centenas de pessoas escravizadas. Nesta data, o<strong> Mundo Negro</strong> reúne obras e produções que ajudam a conhecer melhor a sua trajetória, seu pensamento e a atualidade de seu legado.</p>



<h2 id="h-primeiras-trovas-burlescas-de-getulino-de-luiz-gama" class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Primeiras trovas burlescas de Getulino&#8221;, de Luiz Gama</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado originalmente em 1859, o livro reúne a produção poética de Gama, assinada pelo pseudônimo Getulino. Seus versos satirizam a elite, denunciam o racismo e expõem as contradições políticas e sociais do Brasil escravista. Entre os textos mais conhecidos está “Quem sou eu?”, também chamado de “Bodarrada”. No poema, Gama utiliza ironia e provocação para questionar a sociedade que classificava pessoas negras de forma racista, enquanto dependia de seu trabalho e de sua presença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A leitura é essencial porque mostra que a luta de Luiz Gama não aconteceu apenas nos tribunais, ela também foi travada por meio da literatura, do humor e da linguagem pública. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="314" height="466" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_.jpg" alt="" class="wp-image-98296" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_.jpg 314w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-202x300.jpg 202w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-101x150.jpg 101w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-283x420.jpg 283w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-150x223.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/61mg6iuf5CL._SY466_-300x445.jpg 300w" sizes="(max-width: 314px) 100vw, 314px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-liberdade-1880-1882-de-luiz-gama" class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Liberdade (1880–1882)&#8221;, de Luiz Gama</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O oitavo volume das &#8220;Obras Completas de Luiz Gama&#8221; reúne textos escritos pelo advogado nos dois últimos anos de sua vida. Organizada por Bruno Rodrigues de Lima, a obra apresenta artigos, cartas e textos políticos em que Gama defende a abolição imediata, denuncia a violência da escravidão e critica as autoridades que sustentavam o sistema escravista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro também inclui a carta autobiográfica enviada a Lúcio de Mendonça, na qual Luiz Gama narra sua infância, a venda ilegal para a escravidão, a conquista da própria liberdade e sua transformação em advogado e militante abolicionista. Ao reunir sua produção jornalística, jurídica e autobiográfica, &#8220;Liberdade (1880–1882)&#8221; revela um intelectual negro que utilizou a imprensa, o Direito e a literatura como instrumentos de luta por liberdade, cidadania e igualdade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="718" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-718x1024.jpg" alt="" class="wp-image-98297" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-718x1024.jpg 718w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-210x300.jpg 210w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-105x150.jpg 105w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-768x1096.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-294x420.jpg 294w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-150x214.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-300x428.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_-696x993.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/510KIBY3cqL._SL1213_.jpg 850w" sizes="(max-width: 718px) 100vw, 718px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-doutor-gama-dirigido-por-jeferson-de" class="wp-block-heading"><strong>&#8220;Doutor Gama&#8221;, dirigido por Jeferson De</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado em 2021, o filme acompanha a vida de Luiz Gama desde a infância até sua consagração como advogado e abolicionista. A produção é protagonizada por Angelo Fernandes, na fase jovem, e César Mello, na vida adulta. A narrativa destaca a trajetória de um homem negro nascido livre, vendido ilegalmente como escravizado ainda criança e que, depois de conquistar a própria liberdade, passou a atuar para libertar outras pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do interesse histórico, &#8220;Doutor Gama&#8221; ajuda a visualizar os obstáculos enfrentados por um homem negro que atuou em um sistema jurídico e político estruturado para proteger a escravidão. Disponível no YouTube.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="533" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9.png" alt="" class="wp-image-98299" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9.png 800w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-300x200.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-150x100.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-768x512.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-630x420.png 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-9-696x464.png 696w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<h2 id="h-historia-preta-temporada-luiz-gama" class="wp-block-heading"><strong>História Preta — temporada Luiz Gama</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O podcast História Preta, apresentado por Thiago André, dedicou uma temporada à trajetória do abolicionista. A série revisita momentos marcantes de sua trajetória: a venda ilegal pelo próprio pai, a luta para conquistar a liberdade, a busca pela mãe, Luiza Mahin, e a transformação do jovem escravizado em advogado, jornalista e abolicionista. Ao longo de sete episódios, a série também aborda sua atuação nos tribunais, o uso dos documentos e das leis como ferramentas de resistência e a defesa da liberdade para outras pessoas negras escravizadas. Os episódios estão disponíveis em plataformas de áudio. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="559" height="559" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12.png" alt="" class="wp-image-98300" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12.png 559w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/08/image-12-420x420.png 420w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /><figcaption class="wp-element-caption">Crédito: Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/luiz-gama-obras-ler-ouvir-assistir-legado-abolicionista/">Luiz Gama: o que ler, ouvir e assistir para conhecer o legado do abolicionista</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ciranda Preta desembarca no RJ em setembro para primeira edição na cidade maravilhosa </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/ciranda-preta-chega-rj-primeira-edicao-cidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98277</guid>

					<description><![CDATA[<p>Encontro acontece em 17 de setembro, na Casa de Maria, na Regi&#227;o Portu&#225;ria, e amplia a rede de conex&#245;es profissionais e oportunidades entre mulheres negras. A Ciranda Preta &#8211; Protagonismo Feminino chega ao Rio de Janeiro em 17 de setembro para sua primeira edi&#231;&#227;o na cidade. Criado em Salvador por Danielle Pires e Najara Black, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ciranda-preta-chega-rj-primeira-edicao-cidade/">Ciranda Preta desembarca no RJ em setembro para primeira edição na cidade maravilhosa </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Encontro acontece em 17 de setembro, na Casa de Maria, na Região Portuária, e amplia a rede de conexões profissionais e oportunidades entre mulheres negras.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ciranda Preta – Protagonismo Feminino chega ao Rio de Janeiro em 17 de setembro para sua primeira edição na cidade. Criado em Salvador por Danielle Pires e Najara Black, o movimento realiza o encontro na Casa de Maria, na Região Portuária carioca, dando continuidade à expansão nacional iniciada neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa promove encontros voltados à construção de conexões profissionais, negócios e novas oportunidades entre mulheres negras de diferentes áreas. A proposta é criar um ambiente em que conversas possam se transformar em parcerias, indicações profissionais, clientes, oportunidades de carreira e novos negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão para outras capitais começou em maio, quando a Ciranda realizou sua primeira edição em São Paulo, com vagas esgotadas. Antes disso, o movimento já havia construído uma comunidade em Salvador por meio de encontros mensais. Em abril, a iniciativa reunia profissionais de áreas como comunicação, direito, saúde, bem-estar, economia e eventos, com cerca de 100 participantes por edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Danielle Pires, cofundadora da Ciranda Preta, a intenção é que os encontros produzam conexões que continuem depois do jantar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Queremos que as mulheres saiam da Ciranda não apenas com novos contatos, mas com possibilidades reais de conexão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de transformar relacionamento em oportunidade está no centro da proposta desde a criação do movimento. Em Salvador, a Ciranda já realizou encontros em diferentes espaços e consolidou uma comunidade formada por profissionais, empreendedoras, executivas e lideranças negras. Em julho, o projeto completou um ano de atuação na capital baiana.</p>



<h2 id="h-do-networking-a-construcao-de-oportunidades" class="wp-block-heading"><strong>Do networking à construção de oportunidades</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto aposta na convivência como ponto de partida para relações profissionais mais duradouras. A programação do encontro no Rio será organizada para estimular a troca de experiências e a identificação de possíveis afinidades entre as participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Najara Black, também cofundadora da iniciativa, levar a Ciranda para outras cidades significa ampliar as possibilidades de encontro entre mulheres que atuam em diferentes setores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ampliar essa roda significa conectar mulheres que talvez não se encontrassem em outros ambientes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chegada a São Paulo, em maio, foi apresentada pelas fundadoras como o primeiro passo de uma expansão para outras regiões do país. A edição aconteceu no Altar Cozinha Ancestral, restaurante da chef Carmem Virgínia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, o Rio de Janeiro passa a integrar esse circuito.</p>



<h2 id="h-uma-roda-na-regiao-portuaria-do-rio" class="wp-block-heading"><strong>Uma roda na Região Portuária do Rio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da Casa de Maria coloca a primeira edição carioca em uma região marcada pela presença negra na formação histórica e cultural da cidade. O espaço fica na Rua Sacadura Cabral, próximo a referências da Pequena África e do Largo da Prainha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recém-inaugurada, a Casa de Maria reúne gastronomia, música, cultura e memória afetiva. Entre as referências que inspiram a identidade do espaço estão Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Maria Quitéria e Maria da Penha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O restaurante tem entre seus sócios o ator e empresário Douglas Silva e o chef e empresário Pitágoras Leite. A realização da Ciranda no local aproxima duas propostas que encontram na mesa um espaço para convivência: a construção de conexões profissionais e a valorização de histórias, referências e manifestações da cultura brasileira.</p>



<h2 id="h-o-que-esperar-da-primeira-ciranda-preta-no-rj" class="wp-block-heading"><strong>O que esperar da primeira Ciranda Preta no RJ</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A edição carioca acontece no dia <strong>17 de setembro de 2026, das 19h às 23h</strong>, na Casa de Maria. A participação é mediante inscrição, pagamento e envio do comprovante.</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ciranda Preta – Protagonismo Feminino | Rio de Janeiro</strong><strong><br></strong>Data: 17 de setembro de 2026<br>Horário: 19h às 23h<br>Local: Casa de Maria — Rua Sacadura Cabral, 55, Região Portuária, Rio de Janeiro/RJ&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investimento: R$ 210<br>Participação mediante inscrição, pagamento e envio do comprovante pelo perfil <a href="https://www.instagram.com/cirandapreta/">@cirandapreta.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/ciranda-preta-chega-rj-primeira-edicao-cidade/">Ciranda Preta desembarca no RJ em setembro para primeira edição na cidade maravilhosa </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Nós ainda continuamos em desvantagem. Que privilégio é esse?” Diretor-executivo do Fundo Baobá, Giovanni Harvey defende ações afirmativas e reparação racial</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/giovanni-harvey-defende-acoes-afirmativas-nao-existe-sus-dos-pretos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 15:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[ações afirmativas]]></category>
		<category><![CDATA[equidade racial]]></category>
		<category><![CDATA[fundo baobá]]></category>
		<category><![CDATA[giovanni harvey]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[justiça tributária]]></category>
		<category><![CDATA[reparação racial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98272</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diretor-executivo do Fundo Baob&#225; afirma que pol&#237;ticas afirmativas atuam de forma transversal dentro de estruturas universais e defende que repara&#231;&#227;o racial seja responsabilidade do Estado. &#8220;N&#227;o existe SUS dos pretos. O que existe, dentro dessas estruturas, &#233; a pol&#237;tica transversal de a&#231;&#227;o afirmativa.&#8221; A afirma&#231;&#227;o &#233; de Giovanni Harvey, diretor-executivo do Fundo Baob&#225; para Equidade [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/giovanni-harvey-defende-acoes-afirmativas-nao-existe-sus-dos-pretos/">“Nós ainda continuamos em desvantagem. Que privilégio é esse?” Diretor-executivo do Fundo Baobá, Giovanni Harvey defende ações afirmativas e reparação racial</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Diretor-executivo do Fundo Baobá afirma que políticas afirmativas atuam de forma transversal dentro de estruturas universais e defende que reparação racial seja responsabilidade do Estado.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não existe SUS dos pretos. O que existe, dentro dessas estruturas, é a política transversal de ação afirmativa.” A afirmação é de Giovanni Harvey, diretor-executivo do Fundo Baobá para Equidade Racial, ao responder a críticas de que políticas voltadas à população negra criariam privilégios ou seriam incompatíveis com políticas públicas universais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista concedida ao Folha C-Level, Harvey também defendeu que o enfrentamento das desigualdades raciais não pode depender apenas de projetos sociais, investimentos privados ou ações afirmativas. Para ele, a reparação à população negra deve ser assumida pelo Estado, inclusive por meio de medidas relacionadas à estrutura tributária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão aparece em um momento em que a reforma tributária abre espaço para o debate sobre justiça fiscal. Uma das reparações previstas é o chamado <em>cashback</em>, mecanismo de devolução de parte dos tributos sobre o consumo para famílias de baixa renda, com previsão de implementação a partir de 2027.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Harvey, a discussão sobre tributação pode integrar um debate mais amplo sobre reparação diante dos efeitos históricos da escravidão e da permanência das desigualdades raciais no país.</p>



<h2 id="h-acao-afirmativa-nao-substitui-politica-universal" class="wp-block-heading"><strong>Ação afirmativa não substitui política universal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao abordar as críticas às políticas de cotas e outras medidas de ação afirmativa, Harvey rejeitou a ideia de que políticas universais e políticas focalizadas estejam necessariamente em oposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não vamos conseguir enfrentar as desigualdades étnico-raciais com projetos sociais ou apenas com políticas de ação afirmativa, que são políticas conservadoras”, afirmou, argumentando que essas iniciativas, isoladamente, não seriam suficientes para alterar estruturas de desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, o executivo recorreu ao exemplo do Sistema Único de Saúde (SUS) para explicar seu entendimento sobre a relação entre políticas universais e ações afirmativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não existe SUS dos pretos. O que existe, dentro dessas estruturas, é a política transversal de ação afirmativa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A afirmação foi feita no contexto de uma crítica recorrente às políticas destinadas especificamente à população negra, segundo a qual medidas focalizadas representariam uma ruptura com políticas públicas universais. Para Harvey, porém, uma política pode ser universal em sua estrutura e, ao mesmo tempo, incorporar mecanismos capazes de enfrentar desigualdades específicas.</p>



<h2 id="h-reparacao-racial-como-responsabilidade-do-estado" class="wp-block-heading"><strong>Reparação racial como responsabilidade do Estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A defesa de políticas afirmativas integra um amplo debate levantado por Harvey sobre reparação racial. Segundo o executivo, a responsabilidade pelo enfrentamento do racismo estrutural não pode ser transferida para organizações privadas ou para a filantropia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A reparação é tarefa do Estado”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Harvey também declarou que o racismo estrutural no Brasil seria resultado de processos vinculados à atuação estatal e, por isso, não poderia ser enfrentado exclusivamente por investimentos sociais privados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Baobá atua justamente no financiamento de iniciativas voltadas à equidade racial. Criado há 15 anos a partir de articulações envolvendo cerca de 200 instituições e movimentos negros, o fundo patrimonial reúne atualmente R$ 191 milhões e tem como meta chegar a R$ 250 milhões em 2027.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização informa que, ao longo de sua trajetória, seus investimentos alcançaram direta ou indiretamente mais de 1 milhão de pessoas e cerca de 1.300 iniciativas, com R$ 23 milhões destinados a projetos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as iniciativas apoiadas estão a Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), associação civil negra criada em Salvador no século XIX; a Marcha das Mulheres Negras; e o programa Black STEM, que oferece bolsas para estudantes negros aprovados em universidades estrangeiras em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.</p>



<h2 id="h-diversidade-nao-deve-depender-apenas-de-retorno-financeiro" class="wp-block-heading"><strong>Diversidade não deve depender apenas de retorno financeiro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Harvey também criticou a dependência de argumentos econômicos para justificar a presença de pessoas negras em espaços de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ser questionado sobre os efeitos da diversidade nos resultados empresariais, afirmou que a diversidade pode melhorar a percepção de oportunidades de negócios, mas questionou a necessidade de transformar esse argumento em justificativa principal para políticas de inclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quem precisa de argumento financeiro é aliado de segunda categoria. Isso tem que ser enfrentado pelo que é, e não depender de uma justificativa de melhoria de performance.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração ocorre em meio ao recuo de programas de diversidade por grandes empresas. Para Harvey, alianças empresariais em torno da pauta racial podem ser circunstanciais e sujeitas às mudanças de interesse das organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos que ter coragem de admitir o nosso tamanho”, afirmou. Segundo ele, algumas alianças construídas em momentos de maior mobilização em torno da diversidade podem funcionar mais como estratégia de valorização de marca do que como compromisso permanente.</p>



<h2 id="h-politicas-universais-e-focalizadas-podem-coexistir" class="wp-block-heading"><strong>Políticas universais e focalizadas podem coexistir</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao abordar a permanência das desigualdades raciais mesmo após a criação de políticas públicas universais, Harvey questionou a ideia de que ações afirmativas beneficiariam apenas uma parcela restrita da população negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O executivo citou um debate histórico sobre a capacidade de políticas públicas universais de reduzir desigualdades relativas e afirmou que, mesmo com a ampliação dessas políticas, a população negra permanece em desvantagem em diferentes indicadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com todas as políticas públicas que foram criadas, nós ainda continuamos em desvantagem. Que privilégio é esse?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse raciocínio, Harvey defende que políticas universais e ações afirmativas não precisam ser tratadas como escolhas excludentes. As primeiras podem alcançar a população de maneira ampla, enquanto as segundas atuam sobre desigualdades específicas que não são necessariamente eliminadas pela universalização de serviços.</p>



<h2 id="h-justica-tributaria-entra-no-debate-sobre-reparacao" class="wp-block-heading"><strong>Justiça tributária entra no debate sobre reparação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma tributária é apontada por ele como uma oportunidade para ampliar a discussão sobre justiça racial. O mecanismo de devolução de tributos para famílias de baixa renda é, para ele, apenas um ponto de partida para discutir como o sistema tributário brasileiro distribui custos e benefícios entre diferentes grupos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Baobá já financia estudos relacionados à justiça tributária e pretende manter essa agenda entre suas frentes de atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Harvey, o próximo ciclo de planejamento da organização, previsto para começar em 2027, deve ampliar o espaço para propostas de enfrentamento às desigualdades raciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/giovanni-harvey-defende-acoes-afirmativas-nao-existe-sus-dos-pretos/">“Nós ainda continuamos em desvantagem. Que privilégio é esse?” Diretor-executivo do Fundo Baobá, Giovanni Harvey defende ações afirmativas e reparação racial</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Yahya Abdul-Mateen II critica Marvel por cancelar produções com protagonistas negros</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/yahya-abdul-mateen-ii-critica-marvel-cancelar-magnum/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:57:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cinema negro]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[magnum]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[representatividade negra]]></category>
		<category><![CDATA[wonder man]]></category>
		<category><![CDATA[Yahya Abdul-Mateen II]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98245</guid>

					<description><![CDATA[<p>O ator Yahya Abdul-Mateen II, protagonista de Magnum (Wonder Man), criticou a decis&#227;o da Marvel de cancelar a s&#233;rie antes de uma segunda temporada e afirmou que a interrup&#231;&#227;o de produ&#231;&#245;es protagonizadas por atores negros produz uma percep&#231;&#227;o negativa sobre o est&#250;dio. Em entrevista &#224; Vanity Fair, o ator declarou: &#8220;Se eu fosse a Disney, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/yahya-abdul-mateen-ii-critica-marvel-cancelar-magnum/">Yahya Abdul-Mateen II critica Marvel por cancelar produções com protagonistas negros</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ator Yahya Abdul-Mateen II, protagonista de <em>Magnum</em> (<em>Wonder Man</em>), criticou a decisão da Marvel de cancelar a série antes de uma segunda temporada e afirmou que a interrupção de produções protagonizadas por atores negros produz uma percepção negativa sobre o estúdio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à <em>Vanity Fair</em>, o ator declarou: “Se eu fosse a Disney, se eu fosse a Marvel, eu não gostaria de estar associado a essa imagem”. Para Abdul-Mateen II, a resposta para mudar essa percepção passa pelo investimento em produções com boas histórias e recursos de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não tenha mencionado <em>Blade</em> diretamente, o comentário acontece em meio a outros projetos da Marvel com protagonismo negro que enfrentaram mudanças ou interrupções. O filme <em>Blade</em>, estrelado por Mahershala Ali, também passou por um longo processo de desenvolvimento e alterações antes de sua produção.</p>



<h2 id="h-yahya-defende-continuidade-de-magnum" class="wp-block-heading"><strong>Yahya defende continuidade de “Magnum”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cancelada pela Marvel antes de ganhar uma segunda temporada, <em>Magnum</em> acompanha Simon Williams, personagem conhecido nos quadrinhos como Wonder Man. Na série, ele é apresentado como um ator que busca oportunidades em Hollywood enquanto tenta lidar com poderes que ainda não consegue controlar completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Yahya, a produção tinha elementos suficientes para continuar. O ator destacou a qualidade da história, dos recursos e do elenco, além da recepção do público e do reconhecimento obtido pela série.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nossa série merece ser estudada, com informações reais e concretas sobre por que uma série como essa não continuou”, afirmou em entrevista à Vanity Fair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica de Abdul-Mateen II questiona o espaço destinado a personagens negros dentro de grandes franquias de entretenimento e as decisões de investimento que determinam quais histórias chegam a ganhar continuidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/yahya-abdul-mateen-ii-critica-marvel-cancelar-magnum/">Yahya Abdul-Mateen II critica Marvel por cancelar produções com protagonistas negros</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo Agbara oferece experiência de descanso na natureza a 5 mulheres negras de todo o Brasil; inscrições abertas </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/agbara-oferece-descanso-natureza-5-mulheres-negras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:22:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[agbara]]></category>
		<category><![CDATA[bem viver]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[descanso]]></category>
		<category><![CDATA[direitos das mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98229</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Fundo Agbara est&#225; com inscri&#231;&#245;es abertas para o Descansa, N&#234;ga, programa que vai financiar experi&#234;ncias de descanso em contato com a natureza para cinco mulheres negras de diferentes regi&#245;es do Brasil. A iniciativa tamb&#233;m prev&#234; que cada selecionada possa levar outra mulher negra para vivenciar a experi&#234;ncia. Com inscri&#231;&#245;es gratuitas at&#233; 26 de agosto, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/agbara-oferece-descanso-natureza-5-mulheres-negras/">Fundo Agbara oferece experiência de descanso na natureza a 5 mulheres negras de todo o Brasil; inscrições abertas </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Agbara está com inscrições abertas para o Descansa, Nêga, programa que vai financiar experiências de descanso em contato com a natureza para cinco mulheres negras de diferentes regiões do Brasil. A iniciativa também prevê que cada selecionada possa levar outra mulher negra para vivenciar a experiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com inscrições gratuitas até 26 de agosto, às 20h (horário de Brasília), o programa propõe discutir o descanso não como recompensa pela produtividade, mas como parte das condições necessárias para uma vida com qualidade, autonomia e bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa parte de uma questão central: quem consegue, de fato, reservar tempo e recursos para descansar?</p>



<h2 id="h-descanso-tambem-e-uma-questao-de-acesso" class="wp-block-heading"><strong>Descanso também é uma questão de acesso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O debate proposto pelo Descansa, Nêga considera que o acesso ao tempo livre, ao lazer e às experiências de cuidado não é distribuído de maneira igual. Para mulheres negras, as jornadas de trabalho remunerado, as responsabilidades domésticas e as tarefas de cuidado podem se sobrepor, reduzindo as possibilidades de pausa e lazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao financiar uma experiência concreta de descanso, o programa busca colocar o tema no centro da discussão sobre desigualdade racial, de gênero e econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta é inspirada no conceito de Bem Viver, que amplia a compreensão de qualidade de vida para além da produtividade e do consumo. Nesse contexto, descansar aparece como uma dimensão do direito a uma vida digna e com autonomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Descansa, Nêga nasce para afirmar que o descanso não é um privilégio nem uma recompensa pelo excesso de trabalho: ele é um direito. Quando uma mulher negra consegue pausar, cuidar de si e recuperar suas energias, estamos falando também de saúde, dignidade e justiça econômica”, afirma Aline Odara, fundadora e diretora-executiva do Agbara.</p>



<h2 id="h-quem-pode-participar" class="wp-block-heading"><strong>Quem pode participar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Podem se inscrever mulheres negras de todo o Brasil, desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital. A seleção levará em consideração aspectos como a situação de vulnerabilidade, o potencial de impacto da experiência e o significado do Bem Viver para cada candidata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada uma das cinco selecionadas poderá convidar outra mulher negra para acompanhá-la em toda a experiência, sem custos.</p>



<h2 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programa:</strong> Descansa, Nêga<br><strong>Realização:</strong> Fundo Agbara<br><strong>Público:</strong> mulheres negras de todo o Brasil, conforme os critérios do edital<br><strong>Número de selecionadas:</strong> 5 mulheres, que poderão levar outra mulher negra<br><strong>Inscrições:</strong> gratuitas<br><strong>Período:</strong> de 12 a 26 de agosto de 2026<br><strong>Prazo final:</strong> 26 de agosto, às 20h (horário de Brasília)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como se inscrever:</strong> pelo formulário<a href="https://forms.gle/dZGCAQgeGVUUZa3P8"> https://forms.gle/dZGCAQgeGVUUZa3P8</a> ou pelo WhatsApp <strong>(11) 99683-1131</strong>, enviando a palavra <strong>DESCANSA</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais informações:</strong> Fundo Agbara —<a href="https://fundoagbara.org.br/"> https://fundoagbara.org.br/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/agbara-oferece-descanso-natureza-5-mulheres-negras/">Fundo Agbara oferece experiência de descanso na natureza a 5 mulheres negras de todo o Brasil; inscrições abertas </a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PMs acusados pela morte de Kathlen Romeu vão a júri popular em novembro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/pms-acusados-morte-kathlen-romeu-vao-juri-popular-novembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 08:09:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[caso kathlen romeu]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[júri popular]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Kathlen Romeu]]></category>
		<category><![CDATA[polícia militar]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Policial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98210</guid>

					<description><![CDATA[<p>Júri popular dos PMs acusados pela morte de Kathlen Romeu é marcado para 26 de novembro. Saiba detalhes do caso que chocou o Rio há cinco anos.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/pms-acusados-morte-kathlen-romeu-vao-juri-popular-novembro/">PMs acusados pela morte de Kathlen Romeu vão a júri popular em novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Após cinco anos, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro marcou para o dia 26 de novembro o júri popular dos dois policiais militares acusados pela morte de<a href="https://mundonegro.inf.br/justica-militar-absolve-pms-acusados-de-fraudar-local-de-morte-de-kathlen-romeu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <strong>Kathlen Romeu</strong></a>, de 24 anos, morta durante uma operação no Complexo do Lins, na Zona Norte da capital fluminense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os réus <strong>Marcos Felipe da Silva Salviano</strong> e <strong>Rodrigo Correia de Frias </strong>serão levados ao Conselho de Sentença sob a acusação de homicídio qualificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kathlen foi atingida por um tiro de fuzil no tórax em 8 de junho de 2021, quando visitava a avó no Complexo do Lins. Ela estava grávida de 13 semanas e não resistiu aos ferimentos, morrendo no hospital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A versão inicial apresentada pela Polícia Militar afirmava que havia ocorrido um confronto com criminosos na região. No entanto, relatos de moradores e apurações do Ministério Público indicaram que não houve troca de tiros no momento em que Kathlen foi atingida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investigações posteriores revelaram que policiais recolheram cápsulas de munição e alteraram elementos do cenário da ocorrência, o que levou à denúncia por fraude processual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o ocorrido, familiares da vítima têm cobrado punição aos envolvidos e criticado a lentidão do andamento do processo. Em março deste ano, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou que os indícios apresentados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil eram suficientes para levar o caso a júri popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O julgamento está agendado para as 11 horas, no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/pms-acusados-morte-kathlen-romeu-vao-juri-popular-novembro/">PMs acusados pela morte de Kathlen Romeu vão a júri popular em novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Terceiro acusado pela morte de Mãe Bernadete será julgado em outubro; crime completou três anos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/terceiro-acusado-morte-mae-bernadete-julgado-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Halitane Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 09:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dr Hédio Silva]]></category>
		<category><![CDATA[ialorixá]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[júri popular]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[líder quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Bernadete]]></category>
		<category><![CDATA[quilombo]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Simões Filho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=98178</guid>

					<description><![CDATA[<p>Terceiro acusado pela morte da líder quilombola Mãe Bernadete vai a júri em outubro. Confira os detalhes sobre o julgamento e o andamento do caso.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/terceiro-acusado-morte-mae-bernadete-julgado-outubro/">Terceiro acusado pela morte de Mãe Bernadete será julgado em outubro; crime completou três anos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O terceiro acusado de envolvimento no assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como <strong><a href="https://mundonegro.inf.br/executor-e-mandante-do-assassinato-de-mae-bernadete-sao-condenados-a-40-e-29-anos-de-prisao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mãe Bernadete</a></strong>, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 13 de outubro, às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. O crime completou três anos na segunda-feira (17).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Josevan Dionísio dos Santos</strong>, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, é apontado pelo Ministério Público como um dos executores do assassinato, ocorrido em 17 de agosto de 2023, na comunidade quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o advogado da família, <strong>Dr. Hédio Silva</strong>, as provas reunidas no processo são suficientes para sustentar a condenação do acusado. Durante o julgamento, a defesa pretende pedir a aplicação da pena máxima, de 40 anos de prisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ele foi o segundo executor. Ele atirou várias vezes. Temos prova testemunhal, prova pericial, além da arma utilizada no crime, que ele chegou a exibir nas redes sociais. Também há elementos de que participou do planejamento da execução. Diante da robustez das provas, não tenho dúvida de que será condenado. Vamos pedir a pena máxima, de 40 anos”, afirmou o advogado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Josevan foi pronunciado por homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento será realizado em Salvador após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinar a transferência do processo, inicialmente vinculado à comarca de Simões Filho. A decisão tornou-se definitiva em maio deste ano.</p>



<h2 id="h-relembre-o-caso" class="wp-block-heading"><strong>Relembre o caso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mãe Bernadete tinha 72 anos quando foi assassinada a tiros dentro da sede da Associação Quilombola Pitanga dos Palmares. De acordo com a acusação, a atuação da liderança em defesa do território quilombola e contra a expansão do tráfico de drogas na região contrariava os interesses de uma organização criminosa que atuava na localidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O assassinato ocorreu seis anos após a morte do filho de Mãe Bernadete, o também líder quilombola Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo. Ele foi morto a tiros em setembro de 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este será o terceiro julgamento relacionado ao assassinato de Mãe Bernadete. Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos já foram julgados e condenados pelo crime. Apontado pelas investigações como mandante, Marílio morreu posteriormente durante uma operação policial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Hédio Silva participou do julgamento mais recente e afirma que cada nova etapa representa um avanço na busca da família por justiça e responsabilização dos envolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não estamos falando apenas da responsabilização por um crime brutal contra uma mulher de 72 anos. Mãe Bernadete era uma liderança quilombola, uma defensora do seu território e dos direitos de sua comunidade. A resposta da Justiça precisa estar à altura da gravidade desse crime. A família seguirá acompanhando cada etapa até que todos os responsáveis sejam julgados e responsabilizados”, declarou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/terceiro-acusado-morte-mae-bernadete-julgado-outubro/">Terceiro acusado pela morte de Mãe Bernadete será julgado em outubro; crime completou três anos</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
