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	<title>Arquivos ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>&#8220;A vida é maior do que o racismo&#8221;:  livro do psicólogo Lucas Veiga propõe uma clínica racializada para pessoas negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:51:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[#lucasveiga]]></category>
		<category><![CDATA[#PsicologiaPreta]]></category>
		<category><![CDATA[#SaúdeMentalDaPopulaçãoNegra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O paradoxo da cl&#237;nica com pessoas negras &#233; lidar com o imposs&#237;vel do fim imediato do racismo e com o imposs&#237;vel de sermos totalmente capturados por ele, criando modos de vida pr&#243;prios apesar da viol&#234;ncia racial.&#8221; Essa &#233; uma das diversas constata&#231;&#245;es colhidas em 13 anos de cl&#237;nica atendendo pessoas negras com que o psic&#243;logo [&#8230;]</p>
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<p>&#8220;O paradoxo da clínica com pessoas negras é lidar com o impossível do fim imediato do racismo e com o impossível de sermos totalmente capturados por ele, criando modos de vida próprios apesar da violência racial.&#8221; Essa é uma das diversas constatações colhidas em 13 anos de clínica atendendo pessoas negras com que o psicólogo e escritor <strong>Lucas Veiga</strong>  aborda em seu livro <strong><a href="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851" type="link" id="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851">&#8220;Clínica do impossível&#8221;</a></strong>, agora em uma nova edição revisada e ampliada. </p>



<p>Publicado pelo selo <strong>Paidós, da Editora Planeta, o</strong> livro constrói uma reflexão profunda sobre os efeitos do racismo na subjetividade de pessoas negras que, para Lucas, por mais diversas que sejam suas histórias, têm em comum experiências com o racismo que atravessaram sua existência e geram impacto na sua saúde mental.</p>



<p>Nem a jovem geração, que tem mais acesso à informação, ama mais os seus cabelos e tem mais representatividade na mídia que gerações anteriores, conseguiu se proteger do impacto da violência racial na sua mente. &#8220;Se a pessoa sofre violência pelo corpo que tem, no limite ela só se livraria disso livrando-se do próprio corpo através da morte. Por isso, há um índice considerável de suicídio entre a população negra jovem&#8221;, explica o escritor, que é mestre em<strong> Psicologia Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF).</strong></p>



<p>&#8220;Por isso é muito importante sustentar a afirmação de que a vida é maior do que o racismo. Dizer isso é um convite para manter a conexão com a vida e com a ancestralidade, no sentido de que os princípios e tecnologias ancestrais que nos possibilitaram chegar até aqui são os que nos possibilitarão seguir adiante&#8221;, comenta Veiga, que também atua em atendimentos clínicos, cursos, palestras e consultorias, e é criador dos cursos &#8220;Introdução à Psicologia Preta&#8221;, &#8220;Frantz Fanon e a esquizoanálise&#8221; e &#8220;Clínica do impossível&#8221;, que dá nome ao livro.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-95961" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-576x1024.jpeg 576w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-169x300.jpeg 169w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-84x150.jpeg 84w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-768x1365.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-864x1536.jpeg 864w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-236x420.jpeg 236w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-150x267.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-300x533.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2-696x1237.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-2.jpeg 900w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Capa de &#8220;Clínica do impossível&#8221;, de Lucas Veiga (selo Paidós/Editora Planeta). Foto: Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p>Em conversa com Silvia Nascimento, head de conteúdo do Mundo Negro, Lucas Veiga falou sobre a origem do título, as feridas que o racismo deixa na subjetividade negra, o quilombo como tecnologia ancestral e os fundamentos da Psicologia Preta. Confira.</p>



<p><strong>Queria entender melhor como você chegou a esse título, &#8220;Clínica do impossível&#8221;.</strong></p>



<p>O título veio a partir da minha experiência clínica de 13 anos atendendo pessoas negras. Quando um paciente vive o luto do fim de um casamento, esse processo vai ser elaborado e, em algum momento, essa pessoa poderá ter uma nova relação. Quando alguém desenvolve transtorno de estresse pós-traumático por um acidente de carro, elabora-se o trauma para que os sintomas diminuam e a pessoa consiga voltar a dirigir sem crise de ansiedade. Estabelece-se um prognóstico em relação ao sintoma no início do trabalho terapêutico.</p>



<p>No entanto, o que há de comum em todas as pessoas negras que atendo, por mais diversas que sejam, é a repetição dos episódios de violência racial e de racismo. Mesmo quando os pacientes conquistam uma identidade afirmada e não submetida à discursividade racista, os episódios de racismo não param de acontecer. Eles fazem parte do cotidiano nas capitais, no mercado, na farmácia, no shopping, no mercado de trabalho, onde pessoas olham atravessado ou seguram a bolsa achando que você pode cometer um delito por ser negro. Escutar semanalmente pacientes fortalecidos relatando o impacto dessa repetição foi o que me levou a nomear o livro de &#8220;clínica do impossível&#8221;.</p>



<p>É &#8220;impossível&#8221; porque os episódios de racismo não param de acontecer e a resolução definitiva do problema não está posta; nossa geração ainda continuará lidando com isso. Mas há um duplo sentido nesse impossível: ao mesmo tempo em que é impossível o fim imediato do racismo, nós seguimos produzindo realidades e modos de vida impossíveis para o cenário em que vivemos. O paradoxo da clínica com pessoas negras é lidar com o impossível do fim imediato do racismo e com o impossível de sermos totalmente capturados por ele, criando modos de vida próprios apesar da violência racial.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="682" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-682x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-95960" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-682x1024.jpeg 682w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-768x1152.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1-696x1044.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-02-at-10.22.10-PM-1.jpeg 787w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption class="wp-element-caption">O psicólogo e escritor Lucas Veiga &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
</div>


<p><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color">Mesmo diante dessa persistência do racismo, surgem forças criativas. Como elas se manifestam?</mark></strong></p>



<p>Penso a partir dos quilombos como uma tecnologia ancestral. Eles foram erguidos e construídos no seio da colonização: enquanto a colonização e a escravização aconteciam, africanos em condição escrava puderam criar um território existencial livre das engrenagens de opressão colonial através da fuga. Essa capacidade de criar um território livre da opressão racial é uma ferramenta ancestral da qual precisamos lançar mão no contemporâneo, fortalecendo nossos espaços de aquilombamento como uma força criativa, inventiva e de afirmação da vida em nós.</p>



<p>Por isso é muito importante sustentar a afirmação de que a vida é maior do que o racismo. Dizer isso é um convite para manter a conexão com a vida e com a ancestralidade, no sentido de que os princípios e tecnologias ancestrais que nos possibilitaram chegar até aqui são os que nos possibilitarão seguir adiante. Viver seguindo uma ética do bem viver, o melhor que pudermos, é a nossa principal resposta e a nossa maior vingança ao contexto de opressão racial em que estamos inseridos.</p>



<p><strong>Quais as dores da alma e da mente mais comuns na nossa comunidade por conta do racismo? Na perspectiva de gênero, homens e mulheres são afetados de forma diferente?</strong></p>



<p>O racismo produz efeitos nocivos, como a possibilidade de a pessoa negra introjetar os discursos racistas e passar a acreditar que vale menos, que é inferior ou feia. Isso desenvolve o que Fanon chama de complexo de inferioridade ou de auto-ódio, em que o ódio racial é introjetado na subjetividade negra, levando a pessoa a odiar seus traços e a ter baixíssima autoestima.</p>



<p>Mas vai além da baixa autoestima. O nosso corpo, que é a nossa primeira casa e o nosso primeiro território, pode ser experimentado como uma ameaça a nós mesmos, porque é exatamente por termos a cor da pele e os traços que temos que sofremos violência. Se a pessoa sofre violência pelo corpo que tem, no limite ela só se livraria disso livrando-se do próprio corpo através da morte. Por isso, há um índice considerável de suicídio entre a população negra jovem. Ao ler esse índice, não se pode desconsiderar o impacto do racismo na experiência corporal da população negra como um todo e da juventude negra em particular.</p>



<p>Sobre o gênero: existem, sem dúvida, diferenças entre homens e mulheres, e também marcadores de orientação sexual, identidade de gênero e classe que atravessam a população negra. Incluir e olhar para a especificidade desses marcadores é um exercício importante. Ainda que o livro caminhe por algumas dessas diferenças, o foco principal é pensar o que há de comum a toda e qualquer pessoa negra. Essa atenção ao comum visa fortalecer a nossa coesão, articulação e vínculo enquanto comunidade negra, reconhecendo as diferenças, mas sem perder de vista aquilo que nos conecta.</p>



<p><strong>Poderia explicar o conceito de Psicologia Preta? Ela se aplica só a profissionais e pacientes negros?</strong></p>



<p>A psicologia preta surge nos Estados Unidos no final dos anos 1960, com larga produção de artigos e livros ao longo dos anos 1970, que vai até os dias de hoje. Exatamente nesse período acontecia a luta pelos direitos civis. No momento em que o movimento negro estadunidense reivindicava os direitos civis, intelectuais negros e negras do campo da saúde mental se debruçaram para construir uma psicologia preta, a black psychology, posteriormente chamada de African Psychology.</p>



<p>Eles entenderam primeiro que as construções teóricas em psicologia até então não tinham considerado a especificidade e a singularidade da experiência negra e que, portanto, era necessário pensar uma psicologia com ferramentas teórico-conceituais para oferecer o cuidado adequado em saúde mental para essa população. A importação direta de saberes da psicologia ocidental, produzidos por pessoas brancas para pessoas brancas, seria insuficiente para uma escuta e um trabalho clínico qualificado com pessoas negras, por mais que trouxessem alguns insights importantes.</p>



<p>A psicologia preta nasce, então, com o objetivo de entender os impactos do racismo na saúde mental da população negra para pensar a escuta e o cuidado. O objetivo também era entender o que seria a subjetividade negra saudável e os índices de saúde para a população negra, tendo como referência os pressupostos da psicologia preta e os princípios de vida baseados nas filosofias e cosmogonias africanas.</p>



<p><strong>Serviço</strong></p>



<p>O livro &#8220;Clínica do impossível&#8221; (selo Paidós/Editora Planeta, 176 páginas, R$ 54,90) tem lançamentos no Rio de Janeiro e em São Paulo:</p>



<p>Rio de Janeiro: 15/06, às 19h, na Livraria Janela, em Laranjeiras.</p>



<p>São Paulo: 18/06, às 19h, na Livraria Megafauna, no Copan.</p>



<p>Link para compras online (<a href="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851" type="link" id="https://www.amazon.com.br/Cl%C3%ADnica-imposs%C3%ADvel-pessoas-negras-racista/dp/8542241851"> clique aqui)</a></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Josiane Climaco lança livro sobre Educação Física antirracista </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/educacao-fisica-matrizes-africanas-ensino-antirracista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:27:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pesquisadora e professora Josiane Cristina Climaco lan&#231;a o livro &#8220;Educa&#231;&#227;o F&#237;sica e Matrizes Africanas: Por uma proposi&#231;&#227;o cr&#237;tico-superadora e antirracista&#8221; em Salvador, no dia 11 de julho, durante o evento Redes Alvorada. A obra prop&#245;e uma releitura da Educa&#231;&#227;o F&#237;sica brasileira a partir das contribui&#231;&#245;es de diferentes matrizes africanas para a cultura corporal. Publicada [&#8230;]</p>
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<p>A pesquisadora e professora Josiane Cristina Climaco lança o livro “Educação Física e Matrizes Africanas: Por uma proposição crítico-superadora e antirracista” em Salvador, no dia 11 de julho, durante o evento Redes Alvorada. A obra propõe uma releitura da Educação Física brasileira a partir das contribuições de diferentes matrizes africanas para a cultura corporal.</p>



<p>Publicada pela Editora Revista África e Africanidades, a obra aborda a formação de professores e professoras, os desafios enfrentados pela educação pública e a presença ainda limitada de referências africanas e afro-brasileiras nos currículos acadêmicos. A autora defende uma prática pedagógica comprometida com a equidade racial e com a valorização das identidades negras na educação.</p>



<p>Organizado em quatro eixos centrais, o livro amplia o debate sobre educação antirracista ao abordar a formação docente e os desafios da implementação da Lei 10.639/03, propondo novas possibilidades pedagógicas para o ensino da dança.</p>



<p>Segundo Josiane Climaco, a publicação é resultado de décadas de atuação como professora de Educação Física e pesquisadora das relações étnico-raciais.</p>



<p>“Minha área de formação foi construída sob uma lógica biologicista e eurocêntrica, que se consolidou como norma na educação brasileira. Pesquisar e sistematizar as contribuições do continente africano para o desenvolvimento das práticas corporais, de forma curricular e aplicável às escolas, foi um passo fundamental para qualificar o processo de formação integral”, afirma.</p>



<p>Josiane é mestra e doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atua na rede estadual de ensino, na Faculdade Lusófona e na UFBA. Sua trajetória é marcada pela pesquisa e militância em defesa da educação antirracista e da valorização da cultura negra.</p>



<p>O livro possui recursos interativos acessados por QR Code, incluindo vídeos da autora, uma conversa sobre a pesquisa e o recurso educacional Elimu, ampliando suas possibilidades de utilização pedagógica.</p>



<p>A obra também será apresentada em São Paulo, na Colômbia e durante o Congresso Nacional de Pesquisadores e Pesquisadoras Negras (COPENE 2026), em Brasília.</p>
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		<item>
		<title>Caso Miguel Otávio segue sem desfecho 6 anos após sua morte </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/miguel-otavio-seis-anos-morte-caso-segue-sem-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 17:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Caso Miguel]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (2), completam-se seis anos da morte de Miguel Ot&#225;vio Santana da Silva, que, aos 5 anos de idade, foi colocado sozinho em um elevador de um edif&#237;cio residencial no Recife (PE), em um caso que mobilizou o pa&#237;s e se tornou s&#237;mbolo do debate acerca da desigualdade racial no acesso &#224; justi&#231;a. Miguel [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta segunda-feira (2), completam-se seis anos da morte de Miguel Otávio Santana da Silva, que, aos 5 anos de idade, foi colocado sozinho em um elevador de um edifício residencial no Recife (PE), em um caso que mobilizou o país e se tornou símbolo do debate acerca da desigualdade racial no acesso à justiça.</p>



<p>Miguel estava sob os cuidados de Sarí Corte Real enquanto sua mãe, Mirtes Renata de Souza, trabalhava no local. Ao sair para passear com o cachorro da família, Mirtes deixou o filho no apartamento. Pouco depois, o menino foi colocado sozinho no elevador e acabou chegando a um andar superior do edifício, de onde caiu.</p>



<p>Em 2023, Sarí Corte Real foi condenada por abandono de incapaz com resultado morte. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve a pena de sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. Apesar disso, ela continua respondendo ao processo em liberdade enquanto a defesa apresenta recursos.</p>



<p>Agora, o caso segue para análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ), etapa que definirá os próximos desdobramentos do processo.</p>



<p>Nos últimos anos, Mirtes Renata tem mantido uma atuação pública em defesa da memória do filho, seguindo na luta pelo cumprimento da decisão judicial. Em diferentes manifestações, ela questiona a demora na execução da pena e denuncia o que considera privilégios concedidos à condenada, como a manutenção do passaporte, a possibilidade de viagens internacionais e a continuidade de atividades acadêmicas enquanto o processo aguarda decisão definitiva.</p>



<p>Em uma publicação compartilhada nesta segunda-feira (2), data que marca seis anos da morte de Miguel Otávio, Mirtes Renata voltou a expressar a sua&nbsp; indignação diante da espera por uma resposta definitiva da Justiça e cobra o cumprimento da condenação.&nbsp;</p>



<p>&#8220;A Justiça já levou mais tempo para responder do que o tempo que Miguel teve para viver. Eu tenho medo de que a lentidão vença. Tenho medo de que a demora se transforme em impunidade. Tenho medo de que, enquanto a condenada segue vivendo sua vida, viajando, sorrindo e construindo novas memórias, a história do meu filho continue presa em recursos sem fim.Não temos mais tempo.Junho não pode terminar sem uma resposta concreta para Miguel.Junho não pode terminar sem que a condenada seja presa. 2026 não pode ser mais um ano de espera.&#8221;, declarou.</p>
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		<item>
		<title>Hilton Cobra leva legado do teatro negro para A Nobreza do Amor</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/hilton-cobra-nobreza-amor-legado-teatro-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[tv globo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[A Nobreza do Amor]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura afro-brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[hilton cobra]]></category>
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		<category><![CDATA[representatividade negra]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Negro]]></category>
		<category><![CDATA[TV Globo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A trajet&#243;ria de mais de quatro d&#233;cadas de Hilton Cobra no teatro brasileiro se reflete em Chinua, personagem que interpreta na novela das seis A Nobreza do Amor, da TV Globo. Na trama, o ator e diretor baiano d&#225; vida a Chinua, conselheiro do rei Cayman II e uma das figuras centrais da resist&#234;ncia ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A trajetória de mais de quatro décadas de Hilton Cobra no teatro brasileiro se reflete em Chinua, personagem que interpreta na novela das seis <em>A Nobreza do Amor</em>, da TV Globo. Na trama, o ator e diretor baiano dá vida a Chinua, conselheiro do rei Cayman II e uma das figuras centrais da resistência ao golpe liderado por Jendal, personagem de Lázaro Ramos.</p>



<p>Fiel à família real destronada, Chinua permanece em seu posto mesmo após a mudança de poder e se torna um importante aliado de Dumi na luta pela restauração da ordem no reino. A presença de Hilton Cobra no papel tem chamado atenção pela construção de uma representação digna, complexa e altiva da realeza africana ambientada nos anos 1920.</p>



<p>A escolha do ator para interpretar Chinua dialoga com sua rica trajetória artística construída ao longo de mais de quatro décadas. Nascido no município de Feira de Santana, na Bahia, o artista é uma das principais referências do teatro negro brasileiro contemporâneo, com atuação marcada pela valorização das culturas negras e pelo fortalecimento de espaços de protagonismo para artistas negros no teatro e na televisão brasileira.</p>



<p>Sua trajetória nos palcos começou no final da década de 1970, quando protagonizou o espetáculo <em>Solta-me Orelha</em>, dirigido por Luiz Marfuz. Em 2001, fundou a Companhia dos Comuns, coletivo inspirado no legado do Teatro Experimental do Negro, criado por Abdias Nascimento. Também esteve à frente da Fundação Cultural Palmares entre 2013 e 2015, período em que contribuiu ativamente para o fortalecimento de políticas voltadas à preservação da cultura afro-brasileira.</p>



<p>Entre seus trabalhos mais conhecidos está o solo <em>Traga-me a Cabeça de Lima Barreto</em>, espetáculo criado em comemoração aos seus 40 anos de carreira e que contou com diversas apresentações pelo Brasil, propondo uma reflexão crítica sobre racismo científico, intelectualidade negra e memória histórica por meio da obra e da trajetória do escritor Lima Barreto.</p>



<p>Hilton Cobra integrou o elenco de <em>Medida Provisória</em>, filme dirigido por Lázaro Ramos e inspirado na peça <em>Namíbia, Não!</em>, de Aldri Anunciação, e, ao longo dos anos, consolidou-se como ator, diretor, gestor cultural e articulador de iniciativas para impulsionar a produção cultural negra no Brasil.</p>



<p>Em <em>A Nobreza do Amor</em>, o artista reforça seu legado e sua presença na televisão brasileira ao interpretar um personagem com uma narrativa pautada em valores como lealdade e sabedoria, contribuindo para ampliar a visibilidade de personagens negros no audiovisual.</p>



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		<title>I Love Boosters&#8217;, filme estrelado por Keke Palmer, Naomi Ackie e Taylour Paige, chega ao Brasil em outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 19:01:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O filme &#8220;I Love Boosters&#8221;, novo trabalho do diretor e roteirista Boots Riley, teve sua estreia confirmada nos cinemas brasileiros para o m&#234;s de outubro, ap&#243;s o lan&#231;amento nos Estados Unidos. O filme marca o retorno do cineasta &#224;s telas desde o aclamado &#8220;Desculpe Te Incomodar&#8221; (2018). Conhecido por combinar humor &#225;cido, cr&#237;tica social e [&#8230;]</p>
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<p>O filme &#8220;I Love Boosters&#8221;, novo trabalho do diretor e roteirista Boots Riley, teve sua estreia confirmada nos cinemas brasileiros para o mês de outubro, após o lançamento nos Estados Unidos. O filme marca o retorno do cineasta às telas desde o aclamado &#8220;Desculpe Te Incomodar&#8221; (2018).</p>



<p>Conhecido por combinar humor ácido, crítica social e elementos do surrealismo em suas produções, o diretor volta a explorar temas como consumo, poder e desigualdade por meio de uma narrativa que mescla ação, moda e sátira política em seu enredo.</p>



<p>A narrativa gira em torno de um trio de protagonistas negras e é estrelada por Keke Palmer, que dá vida a Corvette, líder de um grupo de mulheres que realiza roubos em lojas de luxo para enfrentar uma poderosa magnata da indústria fashion, interpretada por Demi Moore. Ao lado de Palmer, o elenco principal reúne Naomi Ackie e Taylour Paige.</p>



<p>Ackie é conhecida por interpretar Whitney Houston no filme biográfico &#8220;I Wanna Dance with Somebody&#8221;, lançado em 2022, produção que narra a trajetória de uma das vozes mais marcantes da história da música. Já Taylour Paige ganhou reconhecimento internacional por sua atuação em &#8220;Zola&#8221; (2020).</p>



<p>A produção teve sua estreia mundial durante o South by Southwest Film Festival (SXSW), em março, onde chamou atenção pelo estilo visual ousado ao acompanhar a história de um grupo de pessoas que pratica furtos em estabelecimentos comerciais, conhecidos como “boosters”. Durante o filme, o trio decide voltar suas ações contra uma influente figura do universo da moda, permitindo a construção de um enredo que utiliza recursos como o humor e a estética fashionista a fim de discutir questões relacionadas à concentração de poder, status social e consumo.</p>



<p>&#8220;I Love Boosters&#8221; chega aos cinemas brasileiros em outubro com um histórico de destaque devido aos elogios da crítica internacional pela originalidade e capacidade de mesclar temas como protagonismo feminino, consumismo e moda em uma narrativa cativante e pouco convencional.</p>
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		<title>Serena Williams volta às quadras após quase 4 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:28:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atleta norte-americana conhecida por ser a maior campe&#227; do t&#234;nis feminino na Era Aberta, Serena Williams, confirmou seu retorno &#224;s quadras ap&#243;s quase quatro anos longe das competi&#231;&#245;es. Williams disputar&#225;, ainda em junho, a chave de duplas do WTA 500 de Queen&#8217;s Club, em Londres. O an&#250;ncio foi feito pela pr&#243;pria tenista em uma [&#8230;]</p>
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<p>A atleta norte-americana conhecida por ser a maior campeã do tênis feminino na Era Aberta, Serena Williams, confirmou seu retorno às quadras após quase quatro anos longe das competições. Williams disputará, ainda em junho, a chave de duplas do WTA 500 de Queen&#8217;s Club, em Londres.</p>



<p>O anúncio foi feito pela própria tenista em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (1º), por meio de um vídeo compartilhado com seus seguidores: &#8220;Acho que todo mundo ouviu as notícias&#8221; e completou: &#8220;Boas notícias se espalham rapidamente&#8221;.</p>



<p>Pouco depois, o torneio confirmou oficialmente sua participação com uma imagem da tenista acompanhada da mensagem: &#8220;A rainha voltou&#8221;. Serena recebeu um &#8220;wildcard&#8221; para integrar a competição, que terá início no dia 8 de junho. Segundo informações divulgadas pela BBC, a norte-americana voltará às quadras ao lado da canadense Victoria Mboko, de 19 anos, uma das promessas do circuito internacional.</p>



<p>Serena possui 23 títulos de Grand Slam em simples, sendo dona de uma das carreiras mais premiadas da história do esporte em nível mundial, construindo um legado de representatividade e superação nas quadras e abrindo caminhos para novas gerações de atletas negras no esporte.</p>



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		<title>Michel Alcoforado: “Pessoas pretas, guardem dinheiro. O que brancos não estão preparados para ouvir é não”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[(MN) Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 16:16:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sara Paix&#227;o do Rio de JaneiroA feitura do best seller &#8220;Coisa de Rico&#8221; fez do antrop&#243;logo Michel Alcoforado um dos maiores especialistas no mercado de luxo do pa&#237;s. N&#227;o &#224; toa, durante a Feira Preta, no Rio, ele foi um dos convidados da mesa Sebraeapresenta: Consumo, Poder e Invisibilidade, mediado por Cris Guterres, com [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Por Sara Paixão do Rio de Janeiro<br></em></strong><br>A feitura do best seller “Coisa de Rico” fez do antropólogo Michel Alcoforado um dos maiores especialistas no mercado de luxo do país. Não à toa, durante a Feira Preta, no Rio, ele foi um dos convidados da mesa Sebraeapresenta: Consumo, Poder e Invisibilidade, mediado por Cris Guterres, com participação da também jornalista Luanda Vieira, e do head de diversidade da L&#8217;Oreal, Eduardo Paiva. Durante o bate-papo, Michel deu conselhos valiosos para pessoas pretas conseguirem mudar de patamar financeiro. </p>



<p>“A sociedade é racista. Nós negros é que precisamos saber muito bem é saber qual o nosso tamanho. Então a dica é: saiba o seu tamanho! Para não achar que será mais do que você é, mas também não deixar ninguém achar que você é menos do que você é. E um caminho importantíssimo é: pessoas pretas, guardem dinheiro. Porque o que os brancos não estão preparados para ouvir é não. Não quero comprar tua marca, não vou aceitar a tua oferta de trabalho, não me interessa fazer negócio com você. Então, guarda dinheiro, se der, para falar não. É dizendo não que a gente cresce e diz para o outro tamanho da gente”, defendeu ele, que completou que a escassez inviabiliza a independência: “Quando você está na precariedade, é obrigado a aceitar qualquer coisa, fica mais difícil”.<br></p>



<p>Michel lembrou ainda dos questionamentos que recebe se “Coisa de rico” deveria ter trazido uma discussão racial mais explícita. “Digo que o debate está dado, porque um branco não teria feito esse livro. Um branco não está treinado para receber tantos nãos, como eu recebi ao longo desse processo, e continuar acreditando que ia dar em algum lugar e ia conseguir entrar no mundo dos ricos”, explicou ele.&nbsp;</p>



<p>Mesmo tendo o livro mais vendido no país em 2025, acumulando uma formação multidisciplinar nas áreas de Ciências Sociais, História e Antropologia, com doutorado (PhD) e especialização internacional em antropologia do consumo, ele revelou não ter sido considerado apto para ministrar uma formação recentemente.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="684" data-id="95857" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-95857" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-1024x684.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-768x513.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-629x420.jpg 629w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-696x465.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1-1068x713.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/05/photo_4958865323687875059_y-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mesa Sebrae Apresenta: Consumo, Poder e Invisibilidade, mediado por Cris Guterres, com participação da também jornalista Luanda Vieira, e do head de diversidade da L&#8217;Oreal, Eduardo Paiva. Foto: 📷 @ntiuira | @atl4ntica.br</figcaption></figure>
</figure>



<p>“Sugeriram o meu nome por um desses cursos em que convidam grandes personalidades para falar sobre determinado tema e o gestor do curso, um homem branco, virou uma pessoa que tinha sugerido o meu nome, a minha revelia, e disse: ‘Ainda falta um chão para o Michel conseguir dar uma aula nesse curso’. Eu pensei: ‘Falta o que mais? Falta ser branco!’”, refletiu ele.&nbsp;</p>



<p>Ainda sim, o racismo não tira a fé de Michel na chegada de dias melhores. Depois de reforçar a importância das conquistas feitas pelo Movimento Negro no Brasil, ele deu sua receita para cuidar da saúde mental.&nbsp;</p>



<p>“Aqui ninguém deu nada pra gente de graça. Todo dia de manhã, mato um leão. A gente está mudando, só que o desafio é enorme. Esse é o país que tem 380 anos de escravidão, e a gente só tem 120 anos dessa transformação (&#8230;). Minha receita toda vez que me perguntam: ‘E a saúde mental, como é que você aguenta?’ Duas sessões de análise, se você puder pagar por semana, um pouco de macumba e se precisar, vai no psiquiatra tomar duas bolinhas…. Mas vai, não dá passo para trás. Acorda de manhã e mata outro leão”, defendeu ele, que, além de profissionais de saúde e de religião de matriz africana, procura ouvir a voz da experiência: “A dica é escutar os mais velhos, olhando para a realidade, desviando das cascas de banana e sabendo para onde se quer ir. Não sei qual será meu próximo projeto, mas continuo com o objetivo de colocar a antropologia na rua. A ciência é boa demais. É preciso compartilhar conhecimento. E conhecimento guardado só pra gente presta pra nada, né?”.&nbsp;</p>
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		<title>Estudante de odontologia que publicou guia antirracista processa universidade após risco de desligamento e denuncia discriminação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 18:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes negros]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[racismo estrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A estudante do &#250;ltimo semestre de odontologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Ariane Moura Reis, entrou na Justi&#231;a contra a institui&#231;&#227;o ap&#243;s se tornar alvo de um processo administrativo disciplinar que pode resultar em sua expuls&#227;o do curso. A defesa da estudante acusa a institui&#231;&#227;o de ensino de conduzir o procedimento em sigilo, sem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A estudante do último semestre de odontologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Ariane Moura Reis, entrou na Justiça contra a instituição após se tornar alvo de um processo administrativo disciplinar que pode resultar em sua expulsão do curso. A defesa da estudante acusa a instituição de ensino de conduzir o procedimento em sigilo, sem oferecer a garantia de acesso integral aos autos e sem assegurar plenamente seu direito à ampla defesa.</p>



<p>Ariane conquistou visibilidade nacional ao lançar um guia sobre antirracismo na odontologia, ao lado de outros profissionais da área, denunciando práticas discriminatórias historicamente naturalizadas e presentes diariamente no atendimento clínico e no ambiente acadêmico, como falhas no acolhimento de pessoas negras nos serviços de saúde e desigualdades estruturais na formação universitária.</p>



<p>Devido a veloz repercussão do material, a aluna começou a participar de diversas palestras e encontros em universidades e espaços acadêmicos ao redor do Brasil. Segundo a defesa, a situação teria se agravado após Ariane ser apresentada equivocadamente como “doutora” em um material de divulgação de um evento da UERJ.&nbsp;</p>



<p>Após o ocorrido, a universidade decidiu pela instauração de processo administrativo disciplinar, determinando o afastamento cautelar da estudante.No mandado de segurança protocolado, os advogados defendem que Ariane foi submetida a um processo conduzido “sob manifesta clandestinidade”, sem acesso integral aos documentos e sem a real possibilidade de exercer o contraditório e a ampla defesa. A ação pede a suspensão imediata do PAD, a nulidade dos atos já praticados e a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial.</p>



<p>A defesa também destaca que devido ao processo, a estudante, que está prestes a concluir a graduação, corre o risco de perder os últimos cinco anos de formação acadêmica, tendo assim, que enfrentar danos em sua carreira e reputação.</p>



<p>O advogado Hédio Silva Jr., descreve o caso como uma prática discriminatória velada dentro do ambiente acadêmico. “Ariane está sendo punida não por um fato concreto de gravidade, mas porque ousou produzir conhecimento antirracista, conquistar reconhecimento público e ocupar espaços historicamente negados à população negra”, afirmou.</p>



<p>Em nota pública à imprensa, a Universidade Veiga de Almeida apresentou uma versão diferente do caso alegando ter recebido comunicação formal da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro acusando a estudante, estagiária da rede municipal, de estar se apresentando nas redes sociais como dentista formada e cirurgiã-dentista antes da conclusão da graduação e sem registro profissional. Segundo a UVA, a estudante ainda pode recorrer ao Conselho Superior Universitário para revisão da decisão com direito à ampla defesa e ao contraditório durante toda a tramitação.</p>
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		<item>
		<title>Grupo L’Oréal selecionará 10 creators negros para contratos de um ano em nova edição do Beleza Mais Diversa; inscrições abertas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/grupo-loreal-selecionara-10-creators-negros-para-contratos-de-um-ano-em-nova-edicao-do-beleza-mais-diversa-inscricoes-abertas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:17:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[creators negros]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[influência digital]]></category>
		<category><![CDATA[Loreal Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se voc&#234; &#233; um criador de conte&#250;do negro e quer levar o seu perfil para o pr&#243;ximo n&#237;vel, esta pode ser uma excelente oportunidade. O Grupo L&#8217;Or&#233;al no Brasil anunciou a terceira edi&#231;&#227;o do Beleza Mais Diversa, programa de acelera&#231;&#227;o voltado &#224; forma&#231;&#227;o e inclus&#227;o de creators negros no mercado de influ&#234;ncia digital. Com inscri&#231;&#245;es [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você é um criador de conteúdo negro e quer levar o seu perfil para o próximo nível, esta pode ser uma excelente oportunidade. O Grupo L’Oréal no Brasil anunciou a terceira edição do Beleza Mais Diversa, programa de aceleração voltado à formação e inclusão de creators negros no mercado de influência digital. Com inscrições abertas a partir deste dia 29 de maio, a iniciativa pretende impactar até 15 mil criadores por meio de uma jornada gratuita de capacitação entre julho e novembro de 2026.</p>



<p>O programa selecionará 10 participantes para contratos de um ano com o Grupo L’Oréal no Brasil, entre janeiro e dezembro de 2027, com possibilidade de atuação em campanhas e projetos das marcas da companhia. As inscrições já estão abertas e para participar, os candidatos precisam ter uma conta pública ativa no Tik Tok,&nbsp; serem maiores de 18 anos, residentes em qualquer região do território nacional e se autodeclararem negros (pretos ou pardos).&nbsp;</p>



<p>A terceira edição amplia a iniciativa, que passa a construir, além de um ecossistema mais plural, representativo e economicamente inclusivo para creators negros, uma plataforma estruturada de desenvolvimento profissional dentro da economia criativa.</p>



<p>“Estamos entrando em uma nova etapa do Beleza Mais Diversa, com foco ainda maior em legado e transformação concreta. Queremos colaborar para a construção de um novo mapa de creators negros no Brasil, ampliando acesso, formação e oportunidades reais de crescimento profissional dentro da economia criativa”, afirma Loana Coelho, Diretora de Marketing Digital, Influência e CRM do Grupo L’Oréal no Brasil.</p>



<p>Integrado à plataforma L’Oréalistar, o Beleza Mais Diversa irá promover lives conduzidas por especialistas, missões gamificadas de conteúdo e acompanhamento contínuo da participação dos inscritos ao longo do processo seletivo. A creator Carolinne Gonçalves, conhecida nas redes sociais como @carolinnega, onde conta com mais de 600 mil seguidores, integrou a primeira turma do projeto e destaca a importância da iniciativa em sua trajetória profissional.</p>



<p>“Participar do Beleza Mais Diversa me trouxe uma musculatura essencial para a construção e crescimento do meu perfil. Vejo essa iniciativa como uma excelente porta de entrada para o meio da criação de conteúdo, e é muito importante ser um programa voltado para pessoas negras. Promover a diversidade no mercado de influência é necessário”, comenta.</p>



<p>Em alinhamento ao pilar de representatividade da iniciativa, todos os facilitadores, convidados e profissionais envolvidos na formação do Beleza Mais Diversa serão pessoas negras, com o objetivo de fortalecer ferramentas de inclusão profissional e promover oportunidades concretas de trabalho, consolidando o programa como uma das principais iniciativas voltadas à presença de creators negros no mercado brasileiro de influência digital.</p>



<p>Para se inscrever e saber mais informações sobre o programa, acesse o site: https://cloud.mail-br.lorealistar.com/beleza_mais_diversa_2026</p>



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		<title>“Por que não existe flor preta?” educadora Janine Rodrigues lança livro infantil sobre relações raciais, identidade e pertencimento </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento de livro]]></category>
		<category><![CDATA[literatura infantil]]></category>
		<category><![CDATA[literatura negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A escritora, psicanalista e educadora Janine Rodrigues lan&#231;a, em 31 de maio, o livro &#8220;Por que n&#227;o existe flor preta?&#8221;, obra infantil que utiliza ci&#234;ncia, ancestralidade e imagina&#231;&#227;o como estopim para dialogar sobre as ra&#237;zes do racismo estrutural e fortalecer a autoestima de crian&#231;as negras. O lan&#231;amento oficial acontece na Casa Cosmos, em S&#227;o Paulo, [&#8230;]</p>
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<p>A escritora, psicanalista e educadora Janine Rodrigues lança, em 31 de maio, o livro “Por que não existe flor preta?”, obra infantil que utiliza ciência, ancestralidade e imaginação como estopim para dialogar sobre as raízes do racismo estrutural e fortalecer a autoestima de crianças negras. O lançamento oficial acontece na Casa Cosmos, em São Paulo, pela Piraporiando, editora fundada pela própria autora e dedicada a temas relacionados à educação antirracista e às relações étnico-raciais.</p>



<p>A narrativa parte de uma pergunta feita pela autora ainda na infância: “Por que não existe flor preta?”. A partir desse questionamento, a história é construída em torno do diálogo entre uma criança e sua avó, conectando explicações biológicas e reflexões sobre identidade e beleza negra de forma sensível ao público infantil.</p>



<p>Do ponto de vista científico, a ausência de flores pretas está relacionada à inexistência de pigmentos naturais capazes de produzir essa tonalidade e à dinâmica da polinização, que depende da visibilidade das cores para atrair insetos e aves. Porém, no livro, essa explicação também funciona como ponto de partida para levantar questionamentos acerca de associações históricas que vinculam o preto à ausência, ao vazio ou à negatividade.</p>



<p>“A ausência de flores pretas tem uma explicação biológica simples. A justificativa de não entender um fenômeno não é premissa para pensar ou agir de forma preconceituosa. Estes danos atravessam gerações, e precisamos investir continuamente no cuidado com crianças negras, para que elas construam sobre si mesmas boas memórias”, afirma Janine.</p>



<p>A literatura combina dimensão educativa e simbólica ao transformar a ausência das flores pretas em uma metáfora sobre presença e resistência. Em uma das imagens do livro, as flores não desaparecem, mas se reinventam livres para cantar, falar, circular e existir de outras maneiras. O conceito também dialoga com o projeto gráfico desenvolvido inteiramente em preto e branco, com ilustrações da artista francesa Anne Muanaw.</p>



<p>O lançamento acontece em um momento crucial para a literatura infantil brasileira no debate sobre representatividade racial. Embora pessoas negras sejam maioria no Brasil, personagens negros ainda ocupam poucos espaços como protagonistas em livros voltados à infância.</p>



<p>Segundo Janine, o livro foi pensado para ser compartilhado entre adultos e crianças como ferramenta de escuta e reflexão coletiva. “Eu não quis escrever um livro que desse respostas prontas. Quis escrever um livro que sustentasse a pergunta, porque é a partir daí que começamos a revisar aquilo que parecia óbvio, independente da idade que possamos ter”, finaliza.</p>
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