A pesquisadora e professora Josiane Cristina Climaco lança o livro “Educação Física e Matrizes Africanas: Por uma proposição crítico-superadora e antirracista” em Salvador, no dia 11 de julho, durante o evento Redes Alvorada. A obra propõe uma releitura da Educação Física brasileira a partir das contribuições de diferentes matrizes africanas para a cultura corporal.
Publicada pela Editora Revista África e Africanidades, a obra aborda a formação de professores e professoras, os desafios enfrentados pela educação pública e a presença ainda limitada de referências africanas e afro-brasileiras nos currículos acadêmicos. A autora defende uma prática pedagógica comprometida com a equidade racial e com a valorização das identidades negras na educação.
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Organizado em quatro eixos centrais, o livro amplia o debate sobre educação antirracista ao abordar a formação docente e os desafios da implementação da Lei 10.639/03, propondo novas possibilidades pedagógicas para o ensino da dança.
Segundo Josiane Climaco, a publicação é resultado de décadas de atuação como professora de Educação Física e pesquisadora das relações étnico-raciais.
“Minha área de formação foi construída sob uma lógica biologicista e eurocêntrica, que se consolidou como norma na educação brasileira. Pesquisar e sistematizar as contribuições do continente africano para o desenvolvimento das práticas corporais, de forma curricular e aplicável às escolas, foi um passo fundamental para qualificar o processo de formação integral”, afirma.
Josiane é mestra e doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atua na rede estadual de ensino, na Faculdade Lusófona e na UFBA. Sua trajetória é marcada pela pesquisa e militância em defesa da educação antirracista e da valorização da cultura negra.
O livro possui recursos interativos acessados por QR Code, incluindo vídeos da autora, uma conversa sobre a pesquisa e o recurso educacional Elimu, ampliando suas possibilidades de utilização pedagógica.
A obra também será apresentada em São Paulo, na Colômbia e durante o Congresso Nacional de Pesquisadores e Pesquisadoras Negras (COPENE 2026), em Brasília.
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