Tendo como matriz principal a cultura africana, o jazz é sinônimo de luta e resistência

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Tendo como matriz principal a cultura africana, o jazz é sinônimo de luta e resistência

Por Reinaldo Calazans

Para o povo escravizado o dia a dia era maçante, regado de sofrimento e atribuições. Nas horas vagas, o único refúgio eram os cânticos.

Logo após o processo de abolição da escravidão nos Estados Unidos, em 1863, a comunidade preta começou a ter contato com os instrumentos ocidentais. Neste momento acontece a diversidade de culturas, dando o início a melodias e ritmos diferentes.

Entre 1890 e 1910, em Nova Orleans, nos EUA, surgia o jazz. É bem difícil definir esse estilo musical. Uma mistura de cânticos e improvisações, a raiz do ritmo tem ligação direta com a cultura do povo afro-americano. Lá já existia o Blues, som derivado das raízes pretas. Entre os anos 1930 e 1940 o jazz swing era bem popular entre a comunidade, até que nos anos 1950 surge o bebop e o hard bebop, um subgênero de jazz, o que não agradou o gosto popular. Na década de 60 surge o cool jazz, um estilo considerado mais intelectual.

Nomes potentes e importantes fizeram e estiveram presentes na cultura do jazz como Louis Armstrong, Nina Simone, Billie Holliday, Ella Fitzgerald, Al Jarreau, Nat King Cole, Mahalia Jackson, Esperanza Spalding e Ray Charles.

Nos dias atuais o estilo musical é visto por muitos como algo elitista, devido às transformações culturais e apropriação que sofreu ao longo dos anos, mas seu legado é do nosso povo, vem da nossa cultura e raízes. Sinônimo de garra, coragem e luta pela liberdade.

O jazz é nosso.

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