Série do Fantástico terá especial de Consciência Negra com Jessica Ellen neste domingo

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Foto: Divulgação

Neste domingo, 22 o programa ‘Fantástico’, da Rede Globo, prepara para esse um episódio especial da série “Mulheres Fantásticas”, em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Comemorada essa semana, a data faz referência à morte do Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares. Muito se fala sobre ele, mas pouco se conhece sobre sua mulher. Dandara era uma mulher corajosa, que se uniu aos quilombolas na luta contra a escravidão e seguiu lutando pela liberdade de todos até morrer. Dandara é a personagem retratada na animação da série deste domingo e tem sua história narrada pela atriz Jessica Ellen.

Em seguida, Poliana Abritta conta a história de outra mulher fantástica, a médica Andreia Beatriz Silva dos Santos, que há 15 anos atua como médica em um complexo penal de Salvador, além de dar aulas de Medicina e liderar um movimento comunitário que prove discussões e reflexões sobre os negros no Brasil. “A gente sempre foi estimulado a entender que esse marcador da pele, ele é um marcador que conta muito da história e conta muito de uma maneira que as pessoas têm de nos olhar”, adianta a médica. “O que o processo de escravidão fez foi trazer tornar esses marcadores negativos. E a gente vive as marcas disso até hoje”, complementa. 

Foto: Divulgação

Filha de pai empacotador e mãe empregada doméstica, Andreia lembra os ideais de seu pai, expostos em uma carta que ele escreveu para sua mãe em 1966, antes mesmo da filha nascer: “Juntos haveremos de vencer para tornar fácil aqueles que no futuro dependerem de nós.” Andreia explica o significado disso para ela: “Essa carta ela funciona para mim como um manual de sobrevivência negra, num mundo tão hostil contra pessoas negras.” E carrega os ensinamentos de seu pai com ela, na educação de seu filho.

E comenta de que maneira 2020 ficará marcado pra ela: “2020 marca mais um ano de dor e sofrimento, que o ódio racial contra negros ele foi escancarado pro mundo mais uma vez. (…) Que ele sirva também para que as pessoas brancas também possam contribuir nessa luta”, desabafa Andreia. 

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