Samuel Gomes receberá Prêmio Baobá em Angola e produz documentário sobre identidade negra 

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Samuel Gomes receberá Prêmio Baobá em Angola e produz documentário sobre identidade negra 
Foto: @josedeholanda_

Reconhecido pelo projeto Guardei no Armário, comunicador será homenageado na primeira edição internacional do Prêmio Baobá e aproveitará a viagem para registrar cenas de um documentário sobre identidade, ancestralidade e apagamentos históricos. 

O comunicador, escritor e criador de conteúdo Samuel Gomes será homenageado em Angola durante a 10ª edição do Prêmio Baobá, reconhecimento voltado a iniciativas ligadas à oralidade, literatura e storytelling. A premiação acontece entre os dias 7 e 14 de julho e marca a primeira edição internacional do evento, realizada no continente africano.

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Criado em 2016 pela contadora de histórias Antonia Andréa Sousa, o Prêmio Baobá se consolidou como uma das principais iniciativas voltadas à valorização da narrativa oral, da leitura e da memória cultural. Ao realizar sua edição comemorativa de dez anos em Angola, a premiação reforça conexões históricas e culturais entre diferentes territórios da diáspora africana.

Conhecido pelo trabalho à frente do projeto Guardei no Armário, Samuel receberá o prêmio por sua trajetória como storyteller e pela contribuição da iniciativa na preservação e circulação de narrativas LGBTQIA+.

A viagem também marcará um novo capítulo de sua pesquisa sobre memória e ancestralidade. Durante a passagem por Angola, o comunicador irá gravar cenas do documentário “Isidro – Quem Roubou Minha Identidade?”, dirigido por Emanuel Araquan.

A obra investiga a trajetória de Isidro Gomes, bisavô de Samuel, cuja história foi preservada principalmente por meio da oralidade familiar. A partir dessa busca, o documentário propõe reflexões sobre identidade negra, ancestralidade, espiritualidade afro-brasileira e o direito à memória.

Parte das gravações acontecerá em locais historicamente relacionados à diáspora africana e aos processos de escravização que conectam Brasil e Angola. A proposta é aproximar experiências familiares de debates mais amplos sobre apagamentos históricos e reconstrução de narrativas negras.

Com direção de Emanuel Araquan, profissional que acumula trabalhos para plataformas e produtoras nacionais e internacionais, “Isidro – Quem Roubou Minha Identidade?” aposta em uma linguagem que explora temas como investigação, memória familiar e experiência sensorial.

Ao comentar a importância da viagem, Samuel destacou o significado simbólico da experiência para sua trajetória pessoal e para a construção do documentário.

“Vou a Angola por conta do Guardei no Armário, para receber um reconhecimento como storyteller. Mas estar nesse território também representa um reencontro com uma memória que foi interrompida”, afirmou.

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