Racismo cotidiano leva ao estresse agudo, ansiedade e depressão

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Imagem : @terricksnoah-

“Será que estão me olhando pela minha cor?” “Se eu não fosse negra, conseguiria aquele trabalho?” “Acho que o policial lá na frente vai merevistar”. “Sei que que na porta do banco, quando chegar minha vez, vai parar.” 

Esses pensamentos estão frequentemente presentes na mente de quem é negro e por mais que achemos normais, no sentido do esperado, por fazerem parte de quem vive em um mundo racista, nossas emoções e a nossa saúde não vêem  normalidade.

Síndrome de pânico, ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas (que podem ser consumados), são  alguns dos efeitos colaterais do racismo. Mesmo que a pessoa tenha sofrido racismo apenas uma vez, ela pode estar sujeita à danos severos.O estudante de psicologia Gabriel Basílio é um dos  coordenadores do @apsicologiacontraoracismo,  perfil do Instagram que debate questões raciais do ponto de vista psicológico.Ele fez um vídeo bem abrangente sobre essa temática. Confira:

O projeto Psicologia contra o Racismo tem como proposta discutir ações em psicologia no enfrentamento ao racismo.

Não há como negar os efeitos tóxicos do racismo em pessoas de todas as idades. Se você nota que depois de ter sofrido um situação de racismo ou preconceito tem sentido crises de ansiedade, depressão, mudado sua rotina ou relacionamento com as pessoas, não querer mais sair de casa, procure ajuda.

Racismo é uma violência e cada um reage de uma maneira. Alguns esquecem no dia seguinte, uns reagem, outros não e para muitos, a situação onde o racismo aconteceu deixa danos permanentes na mente e na alma.

Precisamos falar mais sobre isso.

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