“Quero que haja investimento em trabalhadores negros” discursa Michael B Jordan em ato antirracista

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Michael B Jordan participou neste sábado (06) de protestos em Los Angeles, cidade da Califórnia. Durante o ato, o ator que já interpretou o vilão Killmonger em ‘Pantera Negra’ e Adonis Creed em ‘Nascido para lutar’, relembrou seus trabalhos no cinema e a importância deles para a sua formação.

Um dos primeiros papéis que o fez entender e pensar sobre as dores interpretadas, considerando a injustiça e desigualdade racial foi o de Oscar Grant, em ‘Fruitvale Station: A Última Parada’. “Oscar Grant foi morto pela polícia numa estação de trem em Oakland, o papel me deu oportunidade de sentir a dor de sua família, sua filha e sua mãe”, relatou Michael. “Eu vivi com isso por muito tempo e isso me pesa”.

“A produção desse filme [fazendo referencia ao filme Fahrenheit 451] me fez realmente perceber o quanto o governo e os opressores fazem para tirar o conhecimento de suas mãos. E ao interpretar Bryan Stevenson em Just Mercy, aprendi suas táticas. Aprendi sua mentalidade. Aprendi sua abordagem das coisas. Você deve estar próximo das questões.” Completou o ator, que ainda pediu para que as empresas contratassem funcionários negros.

“Qual é o desafio de se comprometer a contratar pessoas negras? Conteúdo negro, liderado por executivos negros, com consultores negros.” Questionou, relembrando diversas cenas e atuações ao longo de sua carreira.  “Para todas as produções, para os estúdios, para todos os grandes negócios e parcerias que eu tenho, se você tem algum vínculo financeiro com a polícia, temos que reconsiderar nossos negócios. Temos que parar de contratar polícia. Temos que cortar o apoio deles.” Terminou o ator.

Michael B Jordan sempre se posiciona sobre representatividade e relações sociais. Em 2018, o ator afirmou que só faria filmes com cláusula de inclusão, para que tenham diversidade racial e de gênero.

“Temos que continuar agitando as coisas. Não podemos ser complacentes. Não podemos deixar esse momento passar por nós, temos que continuar a colocar o pé no pescoço deles”, fazendo menção a morte de George Floyd, que morreu após ser asfixiado por oito minutos e 46 segundos por um policial.

Confira o vídeo na íntegra:

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