Precisou um negro ser assassinado, para Carrefour investir milhões em combate ao racismo

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Jovens protestam na frente de uma loja do Carrefour :Foto : @leal.evandro

Assim como o Nubank, o Carrefour só descobriu que precisa se preocupar com questões raciais, após protestos acusando a empresa de racismo.

A rede de hipermercados anunciou um investimento sem precedentes, de 25 milhões de reais em ações internas e externas de combate ao racismo e para “promover ações afirmativas para a inclusão social e econômica de negros e negras”.

A empresa já havia se comprometido em doar todo o resultado das vendas realizadas em todos os hipermercados da rede no país no dia 20 de novembro para entidades.

“Sabemos que não podemos reparar a perda da vida do senhor João Alberto. Este movimento é o primeiro passo da empresa para que o combate ao preconceito e racismo estrutural, que é urgente no Brasil, ganhe ainda mais força e apoio da sociedade. Acreditamos que poderemos evoluir e contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária”, afirma Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil. 

O Carrefour vem se reunindo com entidades ligadas às questões raciais e anunciará na quarta-feira, 25 de novembro, os compromissos e o plano de ação do trabalho.

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