Com diversas representações de Jesus, a Estação Primeira de Mangueira deu um show na avenida.

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A escola com o enredo “A verdade vos fará livre” falou sobre hipocrisia e intolerância e teve representação de Jesus Cristo negro, indígena, mulher e LGBT.

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Na ala “Bandido bom é bandido morto” havia um Jesus negro, de cabelo loiro, crucificado com buracos de tiro pelo seu corpo.

E no enredo questiona “Mas será que todo povo entendeu o meu recado?Porque de novo cravejaram o meu corpo”

E não para por aí, Evelyn Bastos a rainha da mangueira nos apresentou Jesus como mulher, melhor ainda, como mulher negra.

E na entrevista para TV ela soltou: “Se fossemos ensinados desde pequenos que Jesus poderia ser uma mulher, será que estaríamos no topo do feminicídio?”

https://www.instagram.com/p/B87uCkmJ_sq/

No desfile da Mangueira teve críticas ao racismo, que recusa a imagem de um Jesus preto, a homofobia, a violência nas periferias e o genocídio da população negra no Brasil.

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Gabrielly Ferraz
Jornalista, criadora de conteúdo e mestranda em Mídia e Cotidiano pela UFF, Gaby Ferraz atua na intersecção entre comunicação, identidade negra e cultura popular. Apresenta o podcast "Nois por Nois", copresenta "Do Like ao Love" e pós graduanda de Gestão e Design em Carnaval pela CENSUPEG, sua pesquisa de mestrado investiga narrativas contra-hegemônicas negras no carnaval carioca. Gaby é cria de São Gonçalo - RJ e produz conteúdo sobre relacionamentos, feminilidade negra e crítica cultural no Instagram, TikTok, Twitter/X e LinkedIn.