Não me vejo, não compro: Plataforma quer mostrar o poder do consumidor negro

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Foto: Tolu Bamwo

“Por ser publicitário e trabalhar dentro de agências eu tinha várias inquietações e uma delas era a lenda de que não somos organizados e sobre o quanto movimentamos no mercado. Uma hora a gente cansa”. A reflexão é de Fábio Amarante da agência Zaion Criações e fundador da plataforma Compro ou Não Compro, primeiro site voltado para análise de consumo da comunidade negra no Brasil.

De forma interativa, quem acessa por enviar ou analisar informações de empresas que praticam ou não a diversidade e as campanhas publicitárias que incluem pessoas negras e partir daí pautar suas decisões de compra em cima dos resultados.

Recentemente o Mundo Negro publicou uma reportagem que mostra que a comunidade negra movimentará mais de 1 trilhão de reais até o final de 2017. Iniciativas como essa contribuem para que o black money vá para empresas que reconhecem o potencial desse público.

“Quero mostrar nosso poder de decisão e intenção de compra. A plataforma tem o objetivo de organizar nossas demandas e tem três áreas, que são a propaganda, equidade dentro das empresas no quadros executivos e mensuração do conteúdo nos canais de TV”, detalha Amarantes.

“Queremos expandir para mostrar nosso nível de satisfação com tudo os que no impacta. Precisamos trocar experiências sobre nosso poder de consumo e consumir de forma mais consciente e também ensinar as empresas da comunidade que eles têm que ter um espaço bacana. Precisamos rodar todo esse volume monetário que movimentamos anualmente”, finaliza o publicitário.

Mais informações sobre a plataforma Compro ou Não Compro estão no site: www.comproounaocompro.com.br 

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