“Não é exagero dizer que a gastronomia feita por pessoas negras carrega ancestralidade e técnica, criando um diferencial único.” Silvia Nascimento, fundadora do Guia Black Chefs

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“Não é exagero dizer que a gastronomia feita por pessoas negras carrega ancestralidade e técnica, criando um diferencial único.” Silvia Nascimento, fundadora do Guia Black Chefs
Foto: Silvia Nascimento

A gastronomia urbana vai muito além de pratos saborosos: ela carrega identidade cultural, diversidade e criatividade. Nascida do ritmo das cidades, mistura sabores de rua, tendências contemporâneas e a riqueza da culinária afro-brasileira, transformando cada prato em uma experiência única.

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Para falar sobre esse cenário e o protagonismo negro na gastronomia, a Academia Assaí conversou com Silvia Nascimento, editora-chefe do Guia Black Chefs, que promove a visibilidade de estabelecimentos gastronômicos liderados por pessoas pretas no Brasil.

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Silvia destaca o compromisso histórico dos chefs negros em preservar a tradição e a técnica dos pratos ancestrais:

“Eu acredito que as pessoas negras são as que têm mais compromisso, realmente, em ser fiel às receitas, à maneira que é feita, à maneira que é servida. Mais do que as outras pessoas que, às vezes, vêm a questão de mais um ponto de vista folclórico do que de um ponto de vista de manter a proporção, a técnica do se fazer pratos ancestrais.”

Ao mesmo tempo, a editora reforça que tradição e inovação podem caminhar juntas. Um exemplo citado é a adaptação da coxinha de acarajé, que mantém o sabor e a essência do prato original, mas em uma roupagem que agrada novos paladares:

“Foi uma maneira de inovar, de você manter a tradição de um ingrediente tão importante numa outra roupagem que, às vezes, vai atender outros tipos de paladar.”

Silvia também enfatiza a importância da profissionalização e da educação para que os afroempreendedores consigam assumir o protagonismo no setor, não apenas na cozinha, mas também na gestão de seus negócios:

“A ideia seria oferecer acesso real a conhecimento — não só em técnicas culinárias, mas em precificação, marketing, logística e liderança — junto com linhas de crédito acessíveis e desburocratizadas, adaptadas à realidade de empreendedores que muitas vezes começam de forma informal.”

O futuro da gastronomia urbana passa pela resistência dos pratos afro-brasileiros, pela valorização da ancestralidade e pelo reconhecimento de pessoas negras como líderes e inovadores no setor.

Para ler a entrevista completa com Silvia Nascimento e conhecer mais sobre o protagonismo negro na gastronomia urbana, acesse: Gastronomia urbana: protagonismo negro, inclusão e inovação – Academia Assaí

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