Milton Nascimento se emociona ao ganhar certidão de reconhecimento paterno do filho adotivo

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O cantor Milton Nascimento, se emocionou ao receber de Augusto, seu filho adotivo, uma certidão emoldurada que o reconhece como seu pai. O momento foi publicado nas redes sociais. Mesmo sem poder dar um abraço, Augusto entregou o presente ao pai que se emocionou muito. “Mas nem um abraço?”, disse o músico.

Na legenda do vídeo, Augusto descreveu momentos de sua vida que o fizeram ter tal atitude: “E lá se vão uns bons, lindos e felizes anos desde que nos descobrimos pai e filho. Me lembro muito do incômodo que meu pai sentia antes de a gente decidir entrar com o processo de adoção e ‘oficializar’ o que já era uma realidade há muito tempo para nós dois. Lembro também que, durante todos os dias, até que saísse a sentença, ele me perguntava, de forma completamente impaciente e incansável, se tinha alguma novidade”.

Agora a sentença saiu e Augusto já pode incluir o nome Nascimento aos documentos. “Estávamos no aeroporto quando recebemos a notícia, e ele deu um grito ali mesmo e me abraçou por vários minutos. E, depois que tive os documentos alterados, ele pedia a minha identidade para mostrar a todos os amigos que encontrava”.

Carioca de nascença, mas mineiro de coração, Milton Nascimento está passando a quarentena na casa do filho, Augusto, em Juiz de Fora (MG).

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“E lá se vão uns bons, lindos e felizes anos desde que nos descobrimos Pai e Filho. Me lembro muito do incômodo que meu pai sentia antes de a gente decidir entrar com o processo de adoção e “oficializar” o que já era uma realidade há muito tempo para nós dois. Lembro também que, durante TODOS os dias, até que saísse a sentença, ele me perguntava, de forma completamente impaciente e incansável, se tinha alguma novidade. Enfim, a sentença saiu e eu pude incluí-lo no meu nome e documentos. Estávamos no aeroporto quando recebemos a notícia, e ele deu um grito ali mesmo e me abraçou por vários minutos. E, depois que tive os documentos alterados, ele pedia a minha identidade para mostrar a todos os amigos que encontrava. E isso até hoje, em qualquer lugar, antes mesmo de cumprimentar as pessoas, ele aponta pra mim e diz: “esse é o meu filho”. Na turnê “Clube da Esquina”, o nome na minha credencial passou a ser “Augusto Nascimento”, e não teve um show sequer que ele não tenha puxado ela no meu pescoço para ler o meu nome e sorrir. Houve também um dia, durante um período ruim de saúde, em que ele precisou ser internado às pressas, quando ele ainda morava no Rio, e eu em Juiz de Fora. Peguei o carro, e cheguei umas 2hrs da manhã pra passar a noite com ele no hospital. Me lembro que, quando entrei no quarto, ele se assustou, arregalou os olhos e, com o maior sorriso do mundo, falou: “Você veio!!!”. Ainda que o momento não fosse bom, aquele foi o episódio em que eu mais me senti especial e amado na vida. No ano passado, além de um livro dos Beatles, eu dei uma daquelas canecas com frases clichês de “melhor pai do mundo”, o que, no caso dele, é uma absoluta verdade, e ele não aceita tomar o café em outra caneca desde então. Esse ano tive que improvisar, e dei a minha certidão de nascimento emoldurada. E essa foi a reação dele ao receber. Enfim, tudo isso pra dizer que pai não depende de sangue, cor ou gênero. Pai depende de amor, dedicação, e vontade de estar presente. E, aos que amam o maravilhoso e gigante artista que o meu pai é, saibam que o Ser humano que ele é, é ainda mais incrível. Texto: @augustoknascimento

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