LinkedIn fecha acordo extrajudicial por retirada de anúncio de vaga para pessoas negras e indígenas

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LinkedIn fecha acordo extrajudicial por retirada de anúncio de vaga para pessoas negras e indígenas
Foto: People Creations

O LinkedIn informou à justiça que firmou um acordo com entidades do movimento negro e de direitos humanos que entraram com uma ação depois que a rede social excluiu um anúncio de vaga direcionado à pessoas negras e indígenas. De acordo com o colunista da Folha, Rogério Gentile, o acordo é sigiloso.

Em março de 2022, o LinkedIn removeu a publicação de uma vaga criada pelo Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut) voltada para contratação de profissionais para atuar no setor administrativo, com preferência para pessoas negras e indígenas. Na época, a rede social afirmou que a exclusão foi feita com base em sua política global de anúncio de vagas que não permite anúncios que “excluam ou demonstrem preferência por profissionais”.

Movida em março de 2022 pela Educafro, Frente Nacional Antirracista e pelo Centro Santos Dias de Direitos Humanos, a ação protocolada na justiça, pedia uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais e coletivos, além de solicitar que o LinkedIn adote medidas de combate ao racismo e promoção da igualdade.

De acordo com colunista, “o LinkedIn não apresentou defesa no processo”. Uma petição em conjunto com as entidades que entraram com a ação foi assinada e encaminhada à justiça, informando que a rede social assinou um acordo extrajudicial e solicitando a extinção do processo.

Ainda segundo informações compartilhadas pelo colunista, LinkedIn e entidades foram questionados pelo Ministério Público sobre os termos do pacto, respondendo que “o acordo tem uma cláusula de confidencialidade” para “evitar que os termos sejam interpretados de forma equivocada”.

A petição informa que a confidencialidade do acordo tem como objetivo “resguardar as partes, tendo em vista que o réu não está assumindo qualquer responsabilidade pelos fatos narrados ou reconhecendo a procedência dos pedidos”.

“As partes não desejam que os termos e condições do acordo sejam interpretados de forma equivocada ou distorcida pela imprensa, internet e mídias sociais, criando assim qualquer repercussão potencialmente danosa, ou ainda utilizados de maneira oportunista por terceiros”, reforça a petição.

Ainda cabe a justiça decidir se o acordo, que foi anexado ao processo, será homologado.

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