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Conceição Evaristo debate literatura afro-brasileira em evento na Pequena África que celebra os 50 anos da Pallas Editora

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Foto: Monica Ramalho

A Casa Porto, no Largo São Francisco da Prainha, na região conhecida como Pequena África, será palco de uma celebração literária no dia 31 de maio, com participação de Conceição Evaristo, Ynaê Lopes dos Santos e o lançamento do romance “Água de maré”, vencedor do Prêmio Pallas de Literatura 2024. O evento integra as comemorações pelos 50 anos da Pallas Editora, especializada em cultura afro-brasileira.

A festa começa às 16h, com a autora tatiana nascimento (que grafa o nome em minúsculas), vencedora do Prêmio Pallas de Literatura 2024. A obra, que dialoga com a cultura dos orixás, será autografada pela autora. autografando seu 18º livro, “Água de maré”. Às 18h, Conceição Evaristo — autora de obras como “Becos da Memória” e “Olhos d’água” — conversa com a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, conhecida pelo livro “História da África e do Brasil Afrodescendente” (2017). A mediação será de Cristina Fernandes Warth, uma das sócias da Pallas.

O local escolhido para o evento é simbólico: fica próximo ao Cais do Valongo, principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil, e da Casa de Escrevivência, espaço que abriga o acervo de Conceição. A Pallas republicou clássicos da escritora, como “Ponciá Vicêncio” (2003/2017) e “Becos da Memória” (2006/2016).

Cardápio literário e meio século de resistência
A partir de 3 de junho, a Casa Porto terá um cardápio especial em homenagem aos autores da Pallas. Entre os pratos, destaque para a “Lasanha à moda Nei Lopes” (com costela) e o “Camarão da Sonia Rosa” (arroz caldoso com quiabo e abobrinha), referência à autora de livros infantojuvenis.

Fundada em 1975 por Antonio Fernandes, a Pallas tornou-se referência na difusão da cultura afro-brasileira, com nomes como Helena Theodoro, Reginaldo Prandi, Cidinha da Silva e Eliana Alves Cruz em seu catálogo.

Cristina e Mariana Warth – Foto: Monica Ramalho

Cristina Warth, que assumiu a editora após a morte do pai em 2003, lembra que a trajetória da Pallas sempre esteve ligada à resistência: “Lidamos com a maior parcela de trabalhadores deste país, vilipendiados desde que aqui chegaram”. Sua filha, Mariana Warth, criou em 2013 o selo Pallas Míni, dedicado à literatura infantojuvenil.

As inscrições para a 2ª edição do Prêmio Pallas seguem abertas até 30 de junho no site www.premiopallas.com.br.

Serviço
O que: Lançamento de “Água de maré” e debate com Conceição Evaristo e Ynaê Lopes
Quando: Sábado, 31 de maio, das 16h às 22h
Onde: Casa Porto (Largo São Francisco da Prainha, Rio)
Programação: 16h: Sessão de autógrafos com tatiana nascimento e 18h: Debate com Conceição Evaristo e Ynaê Lopes
Entrada gratuita

“É sempre como se fosse a primeira vez”: Ministra do TSE denuncia racismo em evento do governo e diz que vai acionar a Justiça

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📸 Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

A ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana, denunciou publicamente um episódio de racismo que sofreu ao tentar acessar um seminário da Comissão de Ética da Presidência da República na última sexta-feira (16), em Brasília. Convidada como palestrante, a ministra teve sua entrada negada por atendentes e um segurança do edifício onde acontecia o evento. Vera afirma que foi ignorada mesmo após se identificar e apresentar sua carteira funcional.

“É sempre como se fosse a primeira vez, essa é a realidade”, afirmou a ministra em entrevista à GloboNews na noite de quarta-feira (21). “Não é um enfrentamento fácil. É diferente de atuar como advogada ou no tribunal, na assistência do Ministério Público, fazendo uma representação por alguém que foi vítima de racismo. Desta vez, sou eu mesma.”

A ministra relatou que chegou ao prédio do CNC Business Center, em Brasília, onde o seminário era realizado, e se identificou pelo nome. Diante da resposta de que não constava na lista, apresentou então a funcional de ministra substituta do TSE. Segundo ela, mesmo assim as atendentes não olharam o documento e pediram que ela ligasse para a organização. Um segurança foi chamado e também ignorou sua identificação oficial.

Somente após a intervenção de uma pessoa da equipe de suporte do evento, Vera conseguiu entrar. “Nada aconteceu como deveria ser de rotina num espaço civilizado, livre de preconceito. Foi muito sistemático. Nenhuma das três pessoas pegou a carteira que estava o tempo inteiro à disposição”, declarou à Folha.

A Comissão de Ética Pública lamentou o ocorrido e afirmou que não tem responsabilidade administrativa sobre o edifício. Já a Advocacia-Geral da União (AGU), que ocupa andares no prédio, abriu um procedimento administrativo e notificou a administradora do imóvel, requisitando a preservação de imagens de segurança.

Na sessão do TSE desta quarta-feira (20), a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, tornou pública a denúncia e reforçou: “Racismo é crime. Etarismo é discriminação. É inconstitucional, imoral, injusto qualquer tipo de destratamento em razão de qualquer critério que não seja o da dignidade da pessoa humana.”

Vera Lúcia afirmou que vai ingressar com ações nas esferas penal e civil. “Vou ajuizar tudo, reclamar tudo que devo fazer. É preciso dar visibilidade a determinadas ocorrências e que elas tenham um papel pedagógico. Esse papel passa pela responsabilização”, concluiu.

Taraji P. Henson vive mãe em situação extrema em filme de Tyler Perry que estreia em junho

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Estreia no dia 6 de junho na Netflix o drama A Última Gota (Straw), novo filme de Tyler Perry protagonizado por Taraji P. Henson. A atriz interpreta Janiyah Wiltkinson, uma mãe solo que enfrenta um dia caótico, marcado por dificuldades financeiras, tensão emocional e decisões impossíveis enquanto tenta cuidar da filha doente.

O enredo acompanha Janiyah em uma tentativa de descontar um cheque — que rapidamente se transforma em uma crise dentro de uma agência bancária. Sem alternativas e sob pressão, ela se vê cercada pela polícia. “Só quero fazer o certo pela minha filha”, diz a personagem no trailer.

O elenco conta ainda com Teyana Taylor, Sherri Shepherd, Glynn Turman, Rockmond Dunbar, Ashley Versher e Sinbad. Dirigido e roteirizado por Tyler Perry, o filme traz à tona os dilemas enfrentados por quem precisa sobreviver sem rede de apoio em um sistema impessoal. A produção é da Perry Well Films 2 e será distribuída globalmente pela Netflix.

Projeto ‘Retomada Teatros Negros’ oferece ação formativa para artistas a partir de tecnologias do teatro negro

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Foto: Divulgação

A Firjan Sesi e a Emu Produções lançam nesta quarta-feira (21) o projeto Retomada Teatros Negros, no Teatro Sesi Firjan, às 18h, no Rio de Janeiro. O evento terá palestra da poeta, ensaísta e dramaturga Leda Maria Martins, autora cujos estudos inspiram a iniciativa, com o tema “Encruzilhadas da Cena Negra: Formação como Caminho de Retomada”.

As inscrições para as qualificações, que ocorrem entre junho e julho, estão abertas. O objetivo é formar artistas a partir de tecnologias do teatro negro, integrando práticas corporais, vocais, teóricas e de gestão artística e financeira, todas fundamentadas em saberes afro-diaspóricos.

Com carga horária de 92 horas, as aulas ocorrerão às terças, quartas e quintas-feiras, das 9h às 13h15, e incluirão palestras e mesas de conversa. A grade curricular abrange disciplinas como Teatralidades, Treinamento do Ator (fisicalidade, voz, canto), História dos Teatros Negros, Gestão de Carreira e Direção de Arte.

Segundo Sol Miranda, atriz, roteirista e idealizadora do projeto, a proposta vai além de oficinas convencionais. “Cada encontro gera uma dinâmica única, onde memórias, práticas e experimentações se entrelaçam para criar conhecimento vivo, situado e comprometido com outras formas de existência e criação”, explica. “Promovemos uma verdadeira encruzilhada fértil de trocas, entre o passado e o presente e o que ainda vamos construir”.

O lançamento do Retomada Teatros Negros é gratuito e aberto ao público. Mais informações podem ser obtidas no site da Firjan Sesi.

Atriz Bella Campos comenta cena racista em “Vale Tudo” e debate colorismo: “forma de racismo velado”

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Foto: Globo/ Angélica Goudinho

A atriz Bella Campos, que interpreta Maria de Fátima na novela “Vale Tudo”, falou ao site Mundo Negro sobre a cena em que a personagem Odete Roitman (vivida por Debora Bloch) profere uma fala racista contra sua personagem. O diálogo, exibido no capítulo de segunda-feira (19), gerou discussões sobre racismo e colorismo — termo que designa a hierarquização social baseada no tom de pele, privilegiando pessoas mais próximas do padrão branco.

“Em quantas conversas de família esse tipo de fala ocorre há décadas, levando esse tipo de discurso para dentro das escolas e consequentemente repercutindo nas relações sociais em forma de racismo velado?”, questionou Bella. “Estamos abrindo novas perspectivas sobre o que é o racismo no Brasil e de que forma ele se camufla em determinados ambientes e situações”, afirmou.

A cena em questão mostra Odete justificando para a irmã, Celina (Malu Gali), porque prefere ver o filho Afonso (Humberto Carrão), casado com Maria de Fátima, que é negra, do que com Solange (Alice Wegmann), personagem branca que, segundo a vilã, não atende às suas exigências para um casamento. Em resposta, Odete Roitman diz: “ela nem é tão preta assim”. A fala gerou debates nas redes socias, para Bella, o texto da novela traz reflexões sobre como o tom de pele influencia a aceitação social: “Se abre o questionamento sobre o quão preta ou o quão clara deve ser a pele de uma pessoa negra para que seja mais ou menos aceita, e o quanto isso permite que ela transite em camadas mais elitistas da sociedade”, destaca.

A atriz destacou o papel do entretenimento na abordagem de temas sensíveis: “O entretenimento também é ferramenta para abordar esses temas, e acredito que cada vez mais vamos ter reflexões como essa vindo à tona”, reflete a atriz.

Trump encerra fiscalização federal em polícias investigadas por racismo após casos Floyd e Taylor

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Foto: Reprodução

O governo de Donald Trump, por meio do Departamento de Justiça dos EUA, decidiu encerrar unilateralmente a supervisão federal sobre as polícias de Minneapolis (Minnesota) e Louisville (Kentucky), além de abandonar investigações sobre conduta abusiva em outros seis departamentos policiais do país. A medida reverte ações de fiscalização iniciadas após os protestos globais contra violência racial em 2020.

A procuradora-geral adjunta Harmeet Dhillon, da Divisão de Direitos Civis, justificou a decisão afirmando que os acordos de reforma impostos pelo governo federal “minam a autonomia das comunidades”. O órgão também vai retirar conclusões oficiais sobre violações constitucionais já identificadas nesses locais. A mudança ocorre às vésperas do quinto aniversário da morte de George Floyd, assassinado por um policial de Minneapolis em 2020, e no rastro do caso Breonna Taylor, morta pela polícia de Louisville no mesmo ano. Ambos os episódios expuseram padrões de violência racial e levaram a protestos históricos que influenciaram a luta contra o racismo em outros países.

De acordo com a Reuters, especialistas apontam que a medida enfraquece mecanismos criados após décadas de lutas por direitos civis, incluindo ferramentas estabelecidas após o caso Rodney King, em 1991. Paralelamente, o governo Trump tem priorizado investigações sobre supostas violações de direitos de armas e casos de antissemitismo em universidades.

Além das duas cidades, foram atingidas pelas medidas as polícias de Phoenix (Arizona), Memphis (Tennessee), Trenton (Nova Jersey), Mount Vernon (Nova York), Oklahoma City (Oklahoma) e a Polícia Estadual da Louisiana. Em Louisville, o prefeito Craig Greenberg anunciou a contratação de um monitor independente para avaliar as reformas, com verba de US$ 750 mil. “Os objetivos continuam os mesmos, apenas o caminho mudará”, declarou.

Já em Minneapolis, o prefeito Jacob Frey afirmou que cumprirá todas as medidas previstas no acordo original, mesmo sem supervisão federal. A cidade mantém um compromisso paralelo com o estado de Minnesota para mudanças nas práticas policiais.

Mudança de rumo

A decisão representa uma guinada na atuação do Departamento de Justiça, que sob governos anteriores usava os chamados “decretos de consentimento” para obrigar reformas em departamentos problemáticos. Desde janeiro, a Divisão de Direitos Civis perdeu mais de 200 procuradores e teve casos redistribuídos para áreas burocráticas.

Clássico da Broadway, ‘Dreamgirls’ chega ao Brasil e revela elenco formado por Samantha Schmütz, Letícia Soares e Laura Castro

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Foto: Divulgação

O aguardado musical Dreamgirls, um dos maiores sucessos da Broadway, finalmente revelou o elenco que levará ao palco brasileiro a história do trio feminino The Dreams, que será interpretado por Samantha Schmütz, Letícia Soares e Laura Castro. A montagem estreia em 31 de julho no Teatro Santander, localizado no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo, após um intenso processo de seleção que recebeu mais de 600 inscrições e testou 182 candidatos.

O grupo que conduz a trama – originalmente inspirado em lendas da Motown, como The Supremes – terá Samantha Schmütz como Lorell Robinson, Letícia Soares no papel da poderosa Effie White e Laura Castro como Deena Jones. Os protagonistas masculinos serão Toni Garrido (Curtis Taylor Jr., baseado no fundador da Motown) e Reynaldo Machado (Jimmy Early, personagem que remete a ícones como James Brown e Little Richard).

Ambientado nos anos 1960 e 1970, “Dreamgirls” acompanha a ascensão das Dreamettes – de backing vocals a estrelas – enquanto enfrentam desafios como racismo, machismo e os custos da fama. A trilha sonora, que mescla R&B, soul, gospel e disco, inclui sucessos como “And I Am Telling You I’m Not Going” e “One Night Only”. Originalmente, “Dreamgirls” estreou na Broadway, nos EUA, em 20 de dezembro de 1981, no Teatro Imperial, onde permaneceu em cartaz por quase quatro anos, totalizando mais de 1.500 apresentações. O musical, que conquistou seis Tony Awards e dois Grammys, ganhou nova vida em 2006 com sua adaptação para o cinema.

O filme, dirigido por Bill Condon, reuniu um elenco estelar, incluindo Beyoncé Knowles, Eddie Murphy, Jamie Foxx e Jennifer Hudson – esta última vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação emocionante de Effie White. A produção ainda recebeu oito indicações ao Oscar, consolidando-se como um marco do gênero.

Com texto de Tom Eyen, músicas de Henry Krieger e coreografias originais de Michael Bennett, a versão brasileira tem tradução de Bianca Tadini e Luciano Andrey, direção musical de Gui Leal e coreografias assinadas por Rafa L. “Meu objetivo é respeitar a essência da obra original sem perder a conexão com o público atual”, afirma o diretor Gustavo Barchilon, que promete um espetáculo que mistura referências da Broadway, do cinema (a adaptação de 2006 rendeu um Oscar a Jennifer Hudson) e do West End londrino.

SERVIÇO
Onde: Teatro Santander (Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – São Paulo)
Quando: Estreia em 31 de julho (temporada até outubro)
Ingressos: Sympla (preços a partir de R$ 120)
Classificação: 12 anos

Serena Williams será produtora executiva e protagonista de nova série documental da Amazon sobre CEOs mulheres

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Foto: Getty Images

A tenista e empresária Serena Williams será uma das protagonistas da nova série documental encomendada pelo Prime Video que destacará a trajetória de CEOs mulheres à frente de negócios diversos. O anúncio foi feito durante a segunda apresentação anual da empresa, no dia 12 de maio. Williams também será produtora executiva da série.

A série, ainda sem título, acompanhará Williams e outras executivas, como a cantora Thalía, a ex-modelo e estilista Dee Ocleppo Hilfiger, a fundadora da marca de beleza Cay Skin, Winnie Harlow, e a designer Isabela Rangel Grutman, entre outras. A produção mostrará os desafios e conquistas dessas mulheres em suas carreiras e vidas pessoais, além de momentos de descontração e troca entre elas.

A série chegará ao Prime Video em mais de 240 países, mas ainda não tem data de estreia definida. Com um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 340 milhões (cerca de R$ 2 bilhões, na cotação atual), Serena Williams construiu um império financeiro como investidora e CEO. Através da Serena Ventures, seu fundo de capital de risco criado em 2014, já investiu em mais de 85 empresas – incluindo 14 “unicórnios” avaliados acima de US$ 1 bilhão – com foco em empreendedores sub-representados (79% das startups apoiadas são lideradas por minorias). No esporte, foi pioneira como uma das primeiras mulheres negras a ter participação em um time da NFL (Miami Dolphins) e hoje investe no Angel City FC, time feminino mais valioso do mundo, além de apoiar a futura franquia de Toronto na WNBA, que estreará em 2026.

“Colaborar com essas CEOs inspiradoras tem sido uma jornada extraordinária para todos os envolvidos”, afirmou Lauren Anderson, chefe de inovação de marca e conteúdo da Amazon MGM Studios, em comunicado. “Acreditamos que os clientes da Amazon apreciarão vivenciar, em primeira mão, como elas equilibram suas personas públicas, suas atividades profissionais e suas responsabilidades pessoais.”

Chris Brown é liberado sob fiança milionária após acusação de agressão em Londres

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Foto: Amy Sussman/Getty Images

O cantor americano Chris Brown foi liberado sob fiança de cinco milhões de libras, mais de 30 milhões de reais, por um tribunal de Londres, na Inglaterra, após ser acusado de agressão em uma boate em 2023. O artista ainda não se declarou culpado no caso e, como parte das condições da liberação, poderá iniciar sua turnê mundial no próximo mês, conforme planejado.

Brown foi preso na semana passada e posteriormente acusado de lesão corporal grave após supostamente agredir um produtor musical com uma garrafa de tequila em 2023. Ele não compareceu à audiência de fiança nesta quarta-feira (21) no Tribunal da Coroa de Southwark, onde o juiz determinou o pagamento de uma taxa de segurança de cinco milhões (cerca de R$ 33 milhões) como garantia de que o cantor retornará ao tribunal.

A fiança foi concedida sob a condição de que Chris Brown pague quatro milhões de libras imediatamente e mais um milhão de libras – cerca de 7 milhões de reais – em sete dias. Caso descumpra os termos, poderá perder o valor. O músico estava detido desde sua prisão em Salford na última quinta-feira (15) e teve o primeiro pedido de liberação negado na sexta.

Sua turnê, programada para começar em Amsterdã em 8 de junho, inclui shows em estádios e arenas do Reino Unido, como Manchester, Londres e Glasgow, entre junho e julho. As apresentações foram autorizadas como parte do acordo de fiança.

Brown já enfrentou outras acusações de violência no passado, incluindo a condenação por agressão contra a então namorada Rihanna, em 2009. O caso em Londres segue em investigação.

Festa Internacional da Palavra em Itaúnas, no ES, rcelebra literatura negra, indígena e quilombola 

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Foto: Vitor Nogueira

Entre 21 e 24 de maio de 2025, Itaúnas, distrito de Conceição da Barra, no Espírito Santo, receberá a segunda edição da Festa Internacional da Palavra. O evento gratuito promete transformar a localidade conhecida por suas dunas móveis em um importante centro de discussões literárias, com foco especial na produção de autores negros, indígenas e quilombolas.

Sob a direção artística da escritora e atriz Elisa Lucinda, a programação mistura debates, oficinas, lançamentos de livros e apresentações musicais, levando importantes nomes negros e indígenas da literatura nacional. “Precisamos que nossas crianças e jovens tenham acesso às obras que reflitam suas realidades e heranças culturais. Quando um jovem negro, indígena ou quilombola se vê na literatura, ele entende que seu lugar no mundo também pode ser escrito, contado e celebrado”, afirma Lucinda, que escolheu o tema “Ler a vida” para esta edição.

Dois importantes nomes serão homenageados: o pensador quilombola Nêgo Bispo, falecido em 2023, e a escritora capixaba Bernadette Lyra, referência na literatura regional. O evento contará ainda com participações internacionais, como a cubana Teresa Cárdenas, além de nomes como Ailton Krenak, Itamar Vieira Junior, Eliana Alves Cruz, o filósofo Renato Nogueira e shows de Chico César e Bia Ferreira.

A curadoria, assinada por Guiomar de Grammont e Lívia Corbellari, priorizou vozes que representam a diversidade cultural brasileira. “Itaúnas, com sua paisagem quase surreal, é o cenário perfeito para acolher essas múltiplas narrativas que compõem nossa identidade”, observa Grammont.

A escolha de Itaúnas como sede não foi acidental. A vila, que é também um parque ecológico, abriga comunidades tradicionais onde a oralidade mantém viva a memória cultural. “Queremos que os visitantes experimentem essa conexão única entre paisagem, cultura e literatura”, explica Lucinda.

A primeira edição, realizada virtualmente em 2021 devido à pandemia, reuniu nomes como Lázaro Ramos e Daniel Munduruku. Agora, o evento consolida-se como um dos principais festivais literários do Espírito Santo, com projeção nacional.

Serviço:
2ª Festa Internacional da Palavra
Data: 21 a 24 de maio de 2025
Local: Itaúnas, Conceição da Barra (ES)
Entrada franca

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