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‘Shirley Para Presidente’: Regina e Reina King falam sobre a recusa de uma mulher negra para presidência dos EUA: “Foi intimidante”

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Foto: Glen Wilson/Netflix © 2023

O filme ‘Shirley Para Presidente, estrelado por Regina King, estreou na Netflix nesta sexta-feira, 22. O longa acompanha a história de Shirley Chisholm (1924 – 2005), a primeira congressista negra eleita, que também se tornou a primeira mulher negra a se candidatar para a presidência dos Estados Unidos, pelo partido dos Democratas, em 1972.

Esta é a primeira vez que a vencedora do Oscar estrela um filme junto com a irmã Reina King. No elenco, elas interpretam as irmãs Shirley e Muriel St. Hill, vivendo conflito familiar devido a candidatura política. No entanto, em entrevista ao Mundo Negro com a editora Halitane Rocha, elas contaram como Muriel mudou o seu pensamento ao longo da campanha e como ela foi importante para a realização da cinebiografia.

Regina King como Shirley Chisholm (Foto: Glen Wilson/Netflix © 2023)

“Muriel foi uma grande apoiadora nos contando essa história. Infelizmente, ela não foi capaz de vê-la finalmente sendo divulgada ao mundo, mas ela tem sido uma grande apoiadora durante todo esse processo. A Reina e eu começamos a coletar informações para contar essa história há 15 anos, e eu diria que, talvez, 12 anos atrás, foi quando conseguimos entrar em contato com Muriel, e ela nos deu os direitos, o apoio e sempre nos ligava de Barbados. Ela estava orgulhosa de sua irmã”, conta Regina King.

Já Reina King, relata um processo difícil de aceitação não só de Muriel, mas de muitas mulheres negras, entre as décadas de 60 e 70, quando Shirley se candidatou para o Congresso e posteriormente à Presidência. “Em 1968, as mulheres deveriam estar em casa cozinhando e criando a família. Então, ver alguém naquele espaço, como a Shirley, foi intimidante. Não era a norma e o que era esperado. Acho que foi muito difícil para as mulheres entenderem o que precisava ser feito para fazer a mudança. E se elas tivessem realmente apoiado e dado apoio para Shirley, quanta diferença teria feito naquela época”, diz.

Reina King como Muriel St. Hill (Foto: Glen Wilson/Netflix © 2023)

“Mas acho que Muriel, só de ver sua irmã naquela campanha, e o que ela fez incansavelmente, foi além de qualquer escopo do que ela pensava que era possível e eu acho que isso a mudou, se transformou em um momento de muito orgulho para entender e realmente conhecer a irmã dela e o que ela representava para si mesma, para a comunidade, para as pessoas negras e pardas, para as pessoas menos afortunadas, que vieram de meios socioeconômicos mais baixos. Ela representava tantas coisas, que foi capaz de ser uma representante de pessoas que, de alguma forma, não tinham uma voz”, relata a atriz.

Até hoje, os Estados Unidos nunca elegeu uma mulher negra para a presidência. Para a Regina King, não apenas os norte-americanos, mas todo o mundo precisa melhorar a sua visão em relação às mulheres negras. “Eu acho que nós mulheres negras, somos o único grupo de pessoas que sempre nos dizem o quão fortes somos, mas nós somos um corpo de pessoas que parecem ser os mais desrespeitados, pelo menos dos meus 53 anos neste planeta, e uma experiência pessoal e também olhando para a experiência do país, a experiência mundial”, diz.

Apesar dos desafios, a atriz acredita que isso poderá acontecer. “É preciso mais do que apenas outras mulheres negras para tornar isso uma realidade. Mas só de ver a vice-presidente Kamala Harris se tornar uma companheira de chapa, se tornar uma vice-presidente, definitivamente dá uma esperança, ou mantém a esperança viva”.

Veja o trailer:

“A agenda 2030 defende a bandeira de Oxalá”, diz Benilda Brito 

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Benilda Brito, CEO da MUCUA e consultora da ONU Mulheres e do Pacto Global - Foto: Arquivo pessoal

A Agenda 2030, um plano global adotado pelas Nações Unidas em setembro de 2015, é composta por 17 “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (ODS) e 169 metas interconectadas, com o propósito de promover ações para as pessoas, o planeta e a prosperidade, visando erradicar a pobreza e garantir paz e prosperidade para todos até 2030.

Durante a 68ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres (CSW), realizada entre os dias 13 e 15 de março em Nova York, a Agenda 2030 foi um tema relevante, especialmente durante um evento sede do Pacto Global, focado nas mulheres negras. Sob o tema ‘Incidência das Mulheres Negras na Agenda 2030: Diálogos Transnacionais’, ativistas e intelectuais discutiram questões como imigração, situação das mulheres indígenas, ciganas e negras, além de crises políticas e ambientais urgentes.

Entre as presentes estavam Rachel Maia, Presidente do Conselho de Administração do Pacto Global da ONU – Rede Brasil (TBC); Verônica Vassalo, Gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Pacto Global da ONU – Rede Brasil; Giselle dos Anjos, pesquisadora do CEERT e especialista em interseccionalidades; Benilda Brito, CEO da MUCUA e consultora da ONU Mulheres e do Pacto Global para fortalecimento das capacidades das empresas signatárias dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) para enfrentar o Racismo Estrutural, na perspectiva intersetorial, Edilza Sotero, pesquisadora do CEERT e professora da Universidade Federal da Bahia; Keisha-Khan Y. Perry, professora na University of Pennsylvania, EUA e Paola Yañez Inofuentes, coordenadora geral da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas e da diáspora.

Uma das falas mais focadas na agenda 2030 foi de Benilda Brito. Ela fez uma conexão entre os objetivos da agenda e a ancestralidade das religiões de matriz africana, trazendo para a mesa do Pacto Global a lembrança de Oxalá: “Ele é o orixá da paz. Aquele que não é homem nem mulher. Ele é equilibrado. Um dos nossos pontos aqui é a Agenda 2030. Dos cinco P’s que a Agenda 2030 defende, um deles é a bandeira de Oxalá: Pessoa, planeta, prosperidade, parceria e paz. Ela complementa: “Para a gente aqui é sobre os direitos, sobre as bandeiras que a agenda 2030 chama como indivisíveis, universais e integradas. Tem que ter uma harmonia dos cinco P’s. “

Sobre a situação do país, Benilda acredita que o Brasil está de mal a pior. Ela cita os “ODS” – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – e acredita que a iniciativa privada precisa ser mais participativa para a implementação da agenda 2030. “Eu tenho alguns ODS para gente tentar ver como todos eles interferem diretamente na vida de nosso povo preto brasileiro, principalmente de mulheres negras. Nós temos os dados, repertório e argumentos. O problema é que a gente vai ter que verdadeiramente encarar os racismos. Quem tem o poder da caneta e ainda não é um nosso, vai ter que ser mais corajoso.” Ela disse ainda que esses executivos precisam sair dos três C’s que seriam “conveniência, constrangimento e convencimento”.

Benilda lembrou de vários crimes recentes contra mulheres e crianças negras. “Só na Grande Rio, 650 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil. Nós estamos falando aqui que a gente está vivendo um processo genocídio. Como está a saúde mental dessa mãe, dessa mulher negra?”.

A intelectual também explica o conceito de “cuidadania”, que para ela, é uma grande carência nacional. “Significa acesso aos direitos humanos, significa acesso a políticas públicas, significa a possibilidade de mudança de desigualdade, significa romper com o silêncio histórico do epistemicídio que mantém essa desigualdade histórica e que a gente não sai do lugar. Nós estamos tentando muitas estratégias de sobrevivência. Eu fico pensando assim, como é que a gente consegue fazer uma discussão do Brasil descolada de gênero e raça?”.

Ela conclui trazendo uma contextualização histórica sobre ESG. “Ele nasce em 1950, na África do Sul, quando investidores internacionais romperam o financiamento de empresas que apoiavam o apartheid. Kofi Annan, na década de 90, vai trazer este conceito para ONU, mas isso já nasce na África do Sul. O corporativo tem que se movimentar, tem que tomar partido, não existe neutralidade na discussão racial”.

Dona do sucesso ‘Water’, Tyla quer mostrar ao mundo a força do ritmo amapiano com seu novo álbum

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Foto: Divulgação.

A cantora sul-africana Tyla, de apenas 22 anos, entregou um dos maiores sucessos do último ano: ‘Water’. A música se tornou um enorme hit viral nas redes sociais e conquistou milhões de pessoas. Agora, a artista, que foi confirmada no Rock In Rio 2024, quer mostrar ao mundo a força do amapiano com seu primeiro álbum de estúdio.

O amapiano é um ritmo característico da África do Sul, que é como um híbrido da house music, mas que incorpora elementos do jazz, lounge music e kwaito. Ao longo de 15 faixas do álbum auto-intitulado, Tyla mostra a versatilidade de sua produção enquanto incorpora elementos de pop e R&B.

“Tenho uma abordagem pop e R&B, que é o diferencial do meu amapiano. Adoro adicionar canto e grandeza às músicas, em termos de produção”, disse Tyla para o GRAMMYS. “O amapiano e os afrobeats sempre fazem as pessoas se movimentarem. Isso é algo que adoro incorporar na minha música. Se não na produção, está na maneira como canto, nos meus improvisos ou nas gírias que uso. Eu sempre adoro ter um pedaço de casa em cada música”.

“Quando ouço o álbum, estou tão orgulhosa dele”, disse Tyla à Rolling Stone na semana passada. “Só vejo nosso som indo tão longe: a cultura, as palavras, a gíria. Mesmo só Joburg – o pensamento de pessoas agora cantando sobre Joburg.”

Taxa de analfabetismo entre negros é duas vezes maior que entre brancos, diz IBGE

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Foto: Freepik

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios, anunciada pelo IBGE nesta sexta-feira, 22 de março, revelou que a taxa de analfabetismo afeta o dobro de negros do que de brancos no Brasil. Atualmente, o analfabetismo impacta 7,1% dos negros (pretos e pardos) e 3,2% dos brancos. Os números, reflexos das desigualdades históricas e sistêmicas que afetam negros no Brasil, se referem a pessoas que não sabem ler ou escrever.

Apesar da alta taxa entre negros, o número apresentou queda se comparado ao ano de 2016, quando a porcentagem era de 9,1%. A região nordeste é a que apresenta o maior número de analfabetos (11,2%), seguido pelo norte (6,4%), centro-oeste (3,7%), sudeste (2,9%) e sul (2,8%).

A educação é um direito humano básico e um motor indispensável para a construção de uma sociedade mais justa. Confrontar o analfabetismo é essencial não apenas para o desenvolvimento individual, mas como um pilar fundamental para o progresso social, econômico e democrático do Brasil.

Gilberto Gil, BaianaSystem, SZA, e mais: Confira os artistas negros que se apresentarão no Lollapalooza 2024

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Foto: Matheus José Maria.

A 11ª edição do Lollapalooza Brasil começa nesta sexta-feira, 22 de março e vai até o domingo, 24, em São Paulo. Este ano, SZA Gilberto Gil aparecem entre os artistas principais do evento. Além deles, BaianaSystem promete levar toda sua energia baiana para o Autódromo de Interlagos. Outros artistas como Tulipa RuizJessie ReyezXamãKevin O Chris e MC Soffia também estão entre os confirmados.

Confira o cronograma dos artistas negros no Lollapalooza Brasil 2024, abaixo:

Sexta-feira, 22 de março

Dexter 8º Anjo (14h45 às 15h45)

Marcelo D2 (16H55 às 17h55)

BaianaSystem (19h05 às 20h05)

Sábado, 23 de março

Tulipa Ruiz (13h05 às 13h50)

BK (14h35 às 15h30)

Jessie Reyez (16h40 às 17h40)

MC Luanna (13h50 às 14h35)

Kevin O Chris (18h50 às 19h50)

Domingo, 24 de março

SZA (21h30 às 22h45)

Gilberto Gil (17h45 às 18h45)

Rael (16h40 às 17h40)

MC Soffia (13h às 13h45)

Vulgo FK + Dricka (14h às 15h)

Livinho + MC Davi (16h45 às 17h45)

É possível assistir o Lollapalooza Brasil 2024 através dos canais Multishow, BIS e através da plataforma Globoplay. A TV Globo vai mostrar os melhores momentos do festival a partir das 00h:30.

“Rota dos AfroSabores” promove imersão nas tradições culinárias afro-brasileiras, em São Paulo

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Foto: Vitoria Leona

O projeto “Rota dos AfroSabores”, da pesquisadora Patty Durães, que iniciou ontem, 21, promoverá uma imersão nas tradições culinárias afro-brasileiras com oficinas e aulas-show no Sesc 14 Bis, na Bela Vista, em São Paulo, até o dia 30 de março. São encontros independentes, às quintas (noite) e aos sábados (manhãs), com o objetivo de proporcionar uma jornada educacional explorando as tradições, culinárias e saberes das comunidades afrodescendentes brasileiras. 

No segundo dia, que será realizado neste sábado, 23, será uma aula-show com degustação, abordando a rota de insumos afrodiaspóricos para as Américas por meio da produção de uma moqueca de legumes com dendê e leite de coco. Já o terceiro encontro, no dia 28, será uma oficina propondo uma perspectiva transformadora sobre como consumimos, nos alimentamos e descartamos alimentos, buscando decolonizar nossos hábitos.

Fechando o ciclo, o quarto encontro será uma aula-show no dia 30, cozinhando e desgustando o Maafe, prato tradicional africano, um guisado espesso geralmente feito com carne, legumes e amendoim. A ideia é questionar a naturalidade com que comemos strogonoff, mas desconhecemos um prato que inspira o xinxim de galinha dos baianos.

O ciclo será ministrado por Patty Durães, pesquisadora especializada nas heranças afrodiaspóricas na culinária brasileira, intermediadora de projetos para a Cia das Letras e coordenadora pedagógica da escola Gastronomia Periférica.

Programação

2º encontro: Aula-show “O dia em que o quiabo encontrou o dendê e o coco” (23/3, sábado, das 11h30 às 13h30)
3º encontro: Oficina “AfroSaber na cozinha: já pensou em começar a cozinhar?” (Dia 28/3, quinta, das 18h30 às 20h)
4º encontro: Aula-show “AfroSabor: a cremosidade do amendoim” (Dia 30/3, sábado, das 11h30 às 13h30)

Serviço

Sesc 14 Bis (r. Dr. Plínio Barreto, 285) 
Convivência – 1º andar
Gratuito. Ações de quinta-feira: 40 vagas; ações de sábado: 50 vagas. Distribuição de senhas e pulseirinha uma hora antes do início da atividade.
A partir de 12 anos

Plataforma vai incluir empreendedores negros dentro da cadeia de fornecedores das maiores empresas do país

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Foto: Cléo Martins

Nenhuma empresa sobrevive sem uma rede de clientes. Quando falamos de afroempreendedores, a falta de acesso ao crédito, capacitação, treinamento e networking são fatores que distanciam esses empresários dos grandes clientes.

A diversidade na cadeia de fornecedores não é algo novo e é uma movimentação necessária do meio corporativo para trazer para os empreendedores o mesmo foco de diversidade investido em programas de contratação com foco em profissionais negros.

Uma nova plataforma criada pelo Mover, uma associação sem fins lucrativos com foco na inclusão racial, promete levar a diversidade na cadeia de fornecedores para outro patamar. A Plataforma de Fornecedores Negros, lançada nesta semana em São Paulo, pretende ser um caminho possível para empreendedores negros alcançarem grandes clientes. Mais de 30 mil negócios já estão cadastrados e a meta é chegar a 200 mil nos próximos 6 anos.

“Esse projeto tem o objetivo justamente de pegar o pequeno empreendedor e olhar para as oportunidades que ele ainda tem e dizer: ‘Olha, se é isso aqui que te falta, vamos ajudar a construir isso que te falta. E aí ele se sentirá apto para poder fornecer. E nós, por outro lado, também queremos mostrar para as empresas: ‘Olha, aqui tem um pequeno fornecedor que está apto para te atender, porque ele já passou por XYZ de desenvolvimento que disponibilizamos na plataforma’. Para isso, teremos parcerias com o Senai, Preta Hub, entre outros, para garantir o desenvolvimento desses fornecedores pretos”, explica Luciene Rodrigues, Gerente de Relações Institucionais do Mover.

ENEGRECENDO A CADEIA DE FORNECEDORES

“A pauta da diversidade na cadeia de fornecedores, na cadeia de valor, é uma pauta bastante quente, é uma das pautas que dentro da comunidade do Mover mais mobiliza. Somos 50 empresas associadas, fizemos uma apresentação para falar sobre o assunto e tivemos mais de 80 pessoas dentro da apresentação, com praticamente todas as empresas representadas, com inscrição voluntária, porque as pessoas querem saber como fazer isso acontecer. Já é uma pauta que está sendo trabalhada”, detalha Fernando Soares, Gerente de Projetos do Mover.

Ele explica que algumas das 50 empresas signatárias da associação já incluíram a diversidade racial na escolha de empresas parceiras. “A Ambev já começou esse trabalho. A Mondelez também faz um trabalho muito bonito. A L’Oréal também e essas empresas, o que é uma vantagem do Mover, ensinam as outras empresas com base no que elas já fizeram, o que deu certo, o que deu errado, para acelerar o aprendizado. Você vê uma generosidade impressionante em compartilhar estratégia, porque não existe competitividade quando falamos de impacto”.

Michele França, Diretora de Diversidade e Inclusão e Saúde Mental da América do Sul na Ambev, compartilhou insights sobre a experiência da empresa ao selecionar fornecedores diversos. Ela destacou um desafio frequente para aqueles que estão começando a trabalhar com grandes empresas: “Como faço para navegar em um sistema? Qual é o prazo de pagamento? Sabemos que há espaço para melhorias nesse aspecto. É por isso que estamos colaborando com o Mover para buscar soluções conjuntas.”

ENVOLVIMENTO DAS GRANDES LIDERANÇAS

Do lado da comunidade negra é inegável o desejo e engajamento para participar da plataforma, mas e o outro lado? Como convencer grandes empresas a contratarem empreendedores negros?

“A nossa sensibilização passa pela parte soft e pela parte hard, digamos assim. Temos esse canal aberto com a autoliderança, então vamos cada vez mais reforçar esse tema junto aos CEOs que já estão muito comprados na ideia, mas também pela cúpula da gestão de contas nessa empresa, que temos todo um trabalho de aproximação a informação, letramento, sensibilização e mostrar os caminhos possíveis disso. E por outro lado, também de como que conseguimos criar na parte de hard, melhores práticas, um ferramental, guias, para que a empresa seja de fato inclusiva. Vou dar um exemplo, pagar em 180 dias uma pequena empresa negra não é uma prática inclusiva. Então, como isso tudo precisa ser revisto e adaptado”, diz Natália Paiva, Diretora Executiva do Mover.

Natália ainda detalha que a intenção é segmentar as empresas de acordo com seu nível de maturidade e oferecer trilhas de formação e capacitação adaptadas a cada uma. Já foram estabelecidas parcerias com organizações como o Sebrae para desenvolver essas trilhas com base no nível de maturidade de cada empresa. A plataforma visa oferecer uma ampla variedade de serviços e fornecedores, desde aqueles de menor valor agregado até serviços altamente especializados. “Na verdade, já existem serviços altamente especializados disponíveis na plataforma. Sabemos que o mundo do empreendedorismo pode ser intimidador, mas a ideia é atender às necessidades dos pequenos empresários. Mesmo que seja necessário formalizar o negócio, queremos fornecer orientações para que possam iniciar suas jornadas com segurança”, finaliza a Diretora.

O endereço da plataforma: mover.empreendedores.com.br

Com participação de Raquele, programa ‘Mais você’ registra a maior audiência no RJ em quase 3 anos

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Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Carismática, Raquele vem conquistando cada vez mais o público desde que foi eliminada do Big Brother Brasil 24. De acordo com a coluna de Ana Luiza Santiago, do jornal O GLOBO, a participação de Raquele no programa ‘Mais Você’ durante a última quarta-feira (20), rendeu a maior audiência do programa no Rio de Janeiro desde 5 de maio de 2021, ocasião em que a participante Juliette, do BBB 21, foi a convidada do matinal. Com Raquele, o programa registrou 15 pontos.

Após 70 dias na competição, a capixaba saiu do reality com 87,14% dos votos, num paredão que disputou com a dupla de adversárias Alane e Beatriz, e garante que não se arrepende da trajetória. “Fui para ser como realmente sou. Se mexessem comigo, como mexeram, com certeza eu iria me defender, falar, ser reativa até certo ponto. Mas ser briguenta e apontar muito o dedo nunca foi de mim. Então, não teria como eu fazer diferente lá dentro. Eu fui a Raquele do início ao fim”, diz ela.

Sobre a possível carreira de cantora, Raquele diz que não descarta oportunidades. “O pessoal falou muito dos meus ‘takezinhos’ cantando na festa, e isso me surpreendeu, porque eu estava ali curtindo, dançando e cantando como se ninguém tivesse me observando. E, de repente, eu saio e vejo um vídeo meu cantando e as pessoas gostando, comentando. Então, se aparecer uma oportunidade, por que não tentar algo diferente?“, diz Raquele, que também não descarta os planos de seguir com sua doceria. 

TikTok e Digital Favela abrem inscrições para formação gratuita de empreendedores e criadores de conteúdo de favelas

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Foto: Freepik

Criado principalmente para moradores de favelas, o projeto abre inscrições nesta quinta-feira (21)

O TikTok está lançando mais uma iniciativa, desta vez em parceria com o Digital Favela, primeira empresa do mundo focada em influenciadores de favela. Trata-se da plataforma Cria Que Cria, que funcionará como um “curso online” para empreendedores e criadores aprenderem como impulsionar seus negócios por meio do melhor uso possível do TikTok e suas ferramentas. 

O acesso a plataforma é gratuito e aberto a todos, mediante inscrição no site. No total, serão disponibilizadas 25 mil vagas, e as inscrições que se iniciam hoje (21) e permanecerão abertas até 31 de julho – com possibilidade de encerramento antes da data, caso se esgotem as vagas. Toda a capacitação será realizada em parceria com a SoulCode, EdTech brasileira que tem como propósito a educação tecnológica, inclusão digital, impacto social, diversidade e empregabilidade, através da FavelaCode – parceria da empresa com a Favela Holding no setor de educação.

“A favela é uma potência empreendedora. Com essa iniciativa, em parceria com o TikTok, vamos construir uma ponte de conhecimento e aprendizado para quem já tem essa essência, mas não teve acesso a ferramentas ou conteúdos com essa formação na prática. Agora, os crias vão poder transformar seu conteúdo em negócio e potencializar seus negócios através de seus conteúdos”, destaca Tiago Trindade, sócio e CCO da Digital Favela. 

Cada vez mais, as plataformas se tornam espaços fundamentais de exposição e crescimento de negócios. Não à toa, 82% dos usuários do TikTok dizem que descobriram uma pequena ou média empresa na plataforma antes de vê-la em outro lugar, como aponta uma pesquisa realizada pelo time de Marketing Science do TikTok e conduzida pela InSites Consulting no ano passado. 

Dados da Data Favela, divulgados em março de 2023, estimam que, dentre as quase dezoito milhões de pessoas que vivem em favelas no Brasil, 5,2 milhões já empreendem e 6 milhões sonham em empreender. E que 88% dos moradores de favela confiam mais em um influenciador também da favela do que em uma celebridade. 

No projeto Cria que Cria, as aulas são 100% online e divididas em sete módulos. Os empreendedores vão acessar cursos que vão desde monetização até como crescer seu negócio, passando por conteúdos sobre marketing, fundamentos do TikTok, como identificar seu nicho, como usar o TikTok para divulgar seu negócio/trabalho, ou mesmo a criação de conteúdo propriamente dita, parte fundamental do processo. A plataforma vai ficar disponível até 31 de julho. 

“Essa é uma iniciativa muito importante para nós por conta de seu impacto social. Ela foi pensada a partir dos relatos dos criadores da favela. Queremos encorajar que empreendedores e empreendedoras, sobretudo quem mora em favelas ou regiões menos favorecidas, e que muitas vezes empreendem por necessidade, aproveitem ao máximo as oportunidades que nossa plataforma oferece. E não queremos apenas encorajá-los, mas também ajudá-los a se preparar e extrair o máximo das ferramentas para alavancarem seus negócios”, comenta Silvia Belluzzo, Diretora de Marketing de Negócios para PMEs do TikTok na América Latina. 

Marielle Franco, Cláudia Ferreira e Alessandra Makkeda são homenageadas na Câmara Municipal

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Foto: Divulgação.

Nesta quinta-feira (21), a vereadora Monica Cunha (PSOL), promoveu uma manhã de homenagens na Casa do povo reunindo ativistas e familiares para debater combate ao racismo, memória, verdade, justiça de transição e não-repetição. As conversas foram direcionadas levando em consideração a herança e os impactos deixados pelas pessoas homenageadas na batalha contra o racismo.

“O Brasil passou por uma série de rupturas institucionais ao longo da sua formação, e escolheu lidar com as cicatrizes abertas no passado com o esquecimento. Nós jamais vamos esquecer nem deixar de exigir justiça para aquelas que foram fundamentais para ampliar nossa compreensão de luta por justiça”, declarou Monica, durante o evento.

A vereadora Marielle Franco, Cláudia Ferreira e a ativista Alessandra Makkeda foram as homenageadas. O pai da vereadora Marielle Franco, Antonio Francisco da Silva Neto, esteve presente na reunião e falou sobre a importância de debater essas políticas dentro da Câmara Municipal.

A família da ativista Alessandra Makkeda também foi homenageada ‘In Memoriam’ com a medalha Chiquinha Gonzaga. A entrega foi feita a avó Alair Inácio da Silva e a irmã Adriana. Alessandra Makkeda ficou conhecida por sua contribuição na luta por direitos pelo movimento LGBTQIA+. Em meados dos anos 2000 ela fundou o Grupo Arco-Íris e fundou posteriormente o Instituto Transformar Shelida Ayana que atua no combate à LGBTfobia.

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