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Após perder medalha de bronze, Jordan Chiles diz que decisão foi injusta e que sofreu ataques racistas: “um golpe significativo”

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Foto: Jean Catuffe/Getty Images.

A ginasta norte-americana Jordan Chiles quebrou o silêncio sobre a rejeição de um recurso que retirou sua medalha de bronze, conquistada nas Olimpíadas de Paris 2024. Chiles classificou a decisão como “injusta” e afirmou ter sido alvo de “ataques racistas” nas redes sociais.

“Ao comemorar minhas conquistas olímpicas, ouvi a notícia devastadora de que minha medalha de bronze havia sido retirada. Confiei no recurso imposto pela USAG, que deu provas conclusivas de que minha pontuação seguiu todas as regras. Este apelo não teve êxito”, publicou a ginasta, classificando como injusta a decisão da Justiça. “Eu não tenho palavras. Esta decisão parece injusta e é um golpe significativo, não apenas para mim, mas para todos que defenderam minha jornada”.

A norte-americana falou ainda que passou a receber ataques racistas nas redes sociais. “Para aumentar a tristeza, os ataques espontâneos de motivação racial nas redes sociais são errados e extremamente prejudiciais. Dediquei todo o meu coração e alma a este esporte e tenho muito orgulho em representar a minha cultura e o meu país“, declarou a atleta. Ela disse ainda que se orgulha de torcer por todos, apesar das circunstâncias. “Nunca vacilarei nos meus valores de competir com integridade, lutar pela excelência, defender os valores do espírito esportivo e as regras que ditam a justiça. Tenho orgulho de torcer por todos, independentemente do time ou país. Encontrar a alegria novamente foi uma mudança cultural e adoro ver outras pessoas abraçando isso”.

Jordan Chiles finalizou que esse é um dos momentos mais desafiadores em sua carreira. “Sinto que dei permissão a todos para serem autênticos com quem são. Agora estou diante de um dos momentos mais desafiadores da minha carreira. Acredite em mim quando digo que tive muitos. Abordarei este desafio como fiz com outros. Farei todos os esforços para garantir que a justiça seja feita. Acredito que no final desta jornada, as pessoas que estão no controle farão a coisa certa”, finalizou.

Entenda o caso

Após a audiência realizada pelo CAS no sábado (11), a qual ouviu as partes envolvidas, o órgão considerou irregular o acréscimo de 0.100 dado à nota de Jordan Chiles depois de um recurso pedido pela delegação da Romênia. 

A Federação de Ginástica dos Estados Unidos recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte, apresentando novas evidências de que a treinadora Cecile Landi solicitou a revisão da apresentação solo de Jordan Chiles apenas 47 segundos após a divulgação do resultado, dentro do prazo de 1 minuto estipulado pela Federação Internacional de Ginástica.

Inicialmente, os juízes aceitaram o recurso, aumentando a pontuação de Chiles em 0,1, o que garantiu à atleta americana a medalha de bronze. No entanto, a Federação Romena de Ginástica solicitou uma reavaliação do procedimento, levando o Tribunal a determinar que o apelo de Landi foi oficialmente registrado após 1 minuto e 4 segundos.

Mulheres brancas dominam cargos de liderança em empresas brasileiras, revela estudo

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Foto: Freepik

Uma pesquisa realizada pelo Ceert e o Pacto Global da ONU revelou um cenário preocupante: mulheres brancas são as principais beneficiárias das políticas de diversidade e inclusão nas empresas brasileiras, ocupando em maior número os cargos de liderança.

O levantamento que ouviu 128 empresas, entre os dias 8 de abril e 5 de junho, mostrou que 63% das organizações têm mulheres brancas em cargos de alta gestão, enquanto apenas 30% possuem mulheres negras nessa posição. A disparidade se repete no conselho administrativo, onde as mulheres brancas estão presentes em 53% das empresas, contra apenas 8% das mulheres negras.

Racismo estrutural e desigualdades de gênero

Os resultados do estudo evidenciam o racismo estrutural presente nas empresas e a persistência das desigualdades de gênero. Segundo os especialistas, a priorização das mulheres brancas nas políticas de diversidade é reflexo da hegemonia masculina branca no mundo corporativo.

“Quando as empresas falam em equidade de gênero, na verdade estão se referindo à inclusão de mulheres brancas”, afirma Cida Bento, conselheira do Ceert, para a Folha de São Paulo. É como se as empresas abrissem a porta para a diversidade, mas a primeira a entrar fosse aquela que mais se assemelha ao perfil tradicional do líder.

O levantamento buscou mapear práticas de diversidade e inclusão existentes no meio corporativo, além de identificar desafios nesta agenda e propor melhorias. A maior parte das organizações que responderam o questionário tem mais de 500 funcionários (56%) e receita anual bruta acima de R$ 300 milhões (53%), ou seja, são consideradas grandes empresas.

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão o engajamento das lideranças, o recrutamento de pessoas negras e com deficiência e a promoção de pessoas negras para cargos de gestão.

Para alcançar uma maior diversidade e inclusão nas empresas, é fundamental:

  • Combater o racismo estrutural: As empresas precisam reconhecer e combater o racismo institucionalizado, que impede a ascensão de pessoas negras e de outros grupos minorizados.
  • Promover ações afirmativas: As ações afirmativas são ferramentas importantes para reduzir as desigualdades e aumentar a representatividade de grupos sub-representados.
  • Investir em treinamento e desenvolvimento: É preciso investir em programas de treinamento e desenvolvimento para capacitar os colaboradores e criar um ambiente de trabalho mais inclusivo.
  • Engajar as lideranças: As lideranças das empresas precisam estar comprometidas com a diversidade e inclusão, e liderar os esforços para promover mudanças.

O estudo do Ceert e do Pacto Global da ONU revela um cenário complexo e desafiador, mas também aponta caminhos para construir um futuro mais justo e equitativo. É preciso que empresas, governo e sociedade civil trabalhem em conjunto para superar as desigualdades e promover a inclusão de todos os grupos sociais.

Fonte: Folha de São Paulo*

Etíope que criou sabonete para tratar câncer de pele é eleito Criança do Ano pela Time

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Foto: Dina Litovsky para a TIME

Heman Bekele, um estudante de 15 anos, foi eleito ‘Criança do Ano de 2024‘ pela revista TIME, após desenvolver um sabonete que poderá tratar e até prevenir o câncer de pele. O produto pode levar anos para chegar ao mercado, mas o garoto que nasceu na Etiópia, que mora com a família no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, desde os 4 anos, está dedicado na busca pela cura.

Em outubro do ano passado, Bekele foi selecionado pela empresa 3M e a Discovery Education para o programa Young Scientist Challenge e como vencedor, recebeu um prêmio de US$ 25.000 pela invenção do sabonete. Agora, ele está trabalhando em um laboratório na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health em Baltimore para realização deste sonho.

“Sou realmente apaixonado por pesquisas sobre câncer de pele. Seja minha própria pesquisa ou o que está acontecendo no campo. É absolutamente incrível pensar que um dia minha barra de sabão poderá causar um impacto direto na vida de outra pessoa”, disse à Time.

Heman recorda que antes de chegar nos Estados Unidos, algumas de suas primeiras memórias eram de ver trabalhadores sob o sol, e a maioria sem proteção para a pele. Seus pais ensinaram ele e suas irmãs, Hasset, de 16 anos e Liya de 7 anos, a se cobrirem e usarem protetor solar ou roupas adequadas. “Quando cheguei à América, percebi o grande problema que o sol e a radiação ultravioleta representam quando você fica exposto a eles por muito tempo”, pontua.

Foto: Dina Litovsky para a TIME

O jovem também revelou que a ideia do sabonete é para ser uma alternativa acessível ou mais barata para as pessoas que precisam de tratamento. “Quase todo mundo usa sabão e água para limpeza. Então sabão provavelmente seria a melhor opção”, lembra.

Heman conduz suas próprias pesquisas desde os quatro anos, que chamava de poções. “Eram apenas sabão de louça, sabão em pó e produtos químicos domésticos comuns. Eu os escondia debaixo da minha cama e via o que aconteceria se eu os deixasse durante a noite. Havia muita mistura completamente aleatória”, relatou o garoto ao lembrar dos ingredientes que usava para experimentos.

O adolescente agradece à família, em especial aos pais, pelas realizações. Segundo a Time, a mãe, Muluemebet, é professora; seu pai, Wondwossen, é especialista em recursos humanos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional. Eles se tornaram um grande exemplo de educação para os filhos.

Rebeca Andrade, Liniker e Iza estão entre as cinco personalidades mais influentes do Brasil

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Fotos: Marcus Sabah; Rony Hernandes e Alex Santana

Rebeca Andrade, a maior medalhista brasileira em Jogos Olímpicos, e as cantoras Liniker e Iza, estão entre as personalidades mais influentes do Brasil, segundo a pesquisa “Most Influential Celebrities” da Ipsos, lançada recentemente. A modelo Gisele Bündchen ocupa o primeiro lugar, enquanto Rebeca e Liniker aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Apesar de não criar novos conteúdos há algum tempo, a influenciadora Jout Jout ficou em quarto lugar, por ainda ser considerada uma referência na internet para os jovens, enquanto a cantora Iza ficou em quinto lugar, sendo a celebridade mais associada às marcas, segundo o levantamento da TroianoBranding, divulgada neste ano.

De acordo com a Ipsos, o resultado do levantamento aponta como a representatividade negra, diversidade e o poder feminino são fatores que inspiram o brasileiro. Entre as dez celebridades mais influentes, nove são mulheres, sendo uma trans e quatro negras. 

Nos últimos três anos, a pesquisa aponta que a presença feminina domina o cenário da influência no Brasil, representando 80% dos top 30 nomes. A pesquisa avalia o impacto das celebridades há sete anos.

Veja a pesquisa aqui!

Geração ‘Nem Nem’ ou geração ‘Sem Sem’?

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Foto: Freepik

Parcela de jovens entre 15 a 24 conhecida por aqui como “nem-nem” ficou em 20,6% em 2023, com pouca melhora ante os 20,9% observados em 2022; taxa só é melhor que as da Guiana, Venezuela, Peru e Colômbia

Nos últimos anos a economia desandou: o preço da gasolina subiu, tudo ficou mais caro nos mercados e o desemprego chegou a bater recordes históricos, com isso parte da população jovem foi atingida diretamente.

Um levantamento realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que o Brasil possui uma porcentagem maior de pessoas que não estudam nem trabalham, conhecidas como “nem-nem”, que países como Argentina, Bolívia e Chile. Em 2023, 20,6% dos brasileiros estavam nessa situação, enquanto na Argentina a população “nem-nem” representou somente 15%. Já na Bolívia e no Chile, a parcela é de 9,5% e 15,3%, respectivamente. Segundo o estudo, um em cada cinco jovens no mundo se enquadrava nessa categoria. Além disso, as mulheres foram mais afetadas por essa condição. A cada três pessoas “nem-nem”, duas eram mulheres, já que os homens foram mais beneficiados na recuperação do mercado de trabalho após a pandemia de Covid-19.

O mercado de trabalho global para jovens melhorou desde a pandemia, atingindo a menor taxa de desemprego em 15 anos em 2023. A tendência é que essa melhora continue nos próximos dois anos. No entanto, a recuperação não é homogênea: enquanto a taxa global é de 13%, no Brasil ela se mantém em 18%, indicando uma evolução mais lenta.

Recortando este perfil, o cenário é ainda mais desafiador para jovens pretos, pardos e indígenas, estes foram os mais atingidos pelo coronavírus por residirem em áreas vulneráveis com menor cobertura de serviços de saúde, com menos acesso a computadores e internet, deixando assim de acompanhar as aulas remotas e consequentemente não se tornando competitivos para o mercado de trabalho. Estes obstáculos devem agravar uma realidade que é anterior à pandemia: ao final da trajetória escolar, quando conseguem concluir o ensino médio, jovens pretos, pardos e indígenas, por diversas variáveis aprendem menos e se sentem menos motivados a ingressar no ensino superior.

A maioria deste percentual é formado por mulheres pretas, pardas e indígenas. Diferentes motivos explicam o abandono da educação formal e do mercado de trabalho por esse público . Entre elas, o casamento e a necessidade de começar a trabalhar cedo para sustentar a família, a gravidez precoce é o principal motivo do abandono, uma vez que mais da metade das jovens nessa situação têm filhos.

Observando esses fatos, podemos fazer alguns questionamentos: o quanto o ensino e o emprego “tradicional” está frustrando os jovens nessa faixa? Que perspectiva eles têm? Ser avaliado por provas, abafando sua criatividade, sua autenticidade na escola é atrativo?

É preciso criar condições para que os jovens tenham oportunidades de emprego e, quando acessarem o ensino superior, consigam terminar a graduação, com êxito.Ou criamos políticas que abarque esses jovens em especial pretos, pardos e indígenas, ou os teremos cada vez mais distantes do mercado de trabalho.

“Ele só queria poder dançar’: Jovem negro perde a vida após enfrentar bullying e homofobia em escola de elite

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Foto: QCity Metro

Alerta gatilho!

Um adolescente negro da cidade de São Paulo perdeu a própria vida após ser vítima de bullyng e homofobia por colegas de escola. O nome dele era Pedro, um aluno do 9º ano do Colégio Bandeirantes. A assessoria de imprensa da instituição confirmou o caso.

O tio do jovem, Bruno de Paula, utilizou seu perfil no Linkedin para pedir justiça, destacando o que ele classifciou como ‘descaso do colégio’. “Pedro era um menino de 14 anos, negro, periférico e gay, que sucumbiu. Não suportou as ‘brincadeiras’ dos ‘colegas’. Nos dias de hoje, há quem diga que ‘não se pode falar mais nada’ porque, afinal de contas, ‘a vida está muito chata’, mas o que se diz pode levar pessoas embora. Perdemos o Pedro para o bullying, para a homofobia e, principalmente, para o descaso do colégio. A coroa de flores enviada com o clássico e-mail de pesar não tem significado para a família que enterra um jovem“, declarou. “O
Bandeirantes disse que a situação ‘aconteceu fora das dependências do colégio’, isentando-se de qualquer responsabilidade e, como sempre, colocando-se ‘à disposição da família’. Agora?”.

Em nota, o colégio Bandeirantes declarou que ‘tudo aconteceu fora das dependências da escola’. “A direção e toda a comunidade escolar estão profundamente abaladas por essa perda irreparável. Neste momento, a prioridade do colégio é oferecer todo o apoio e assistência necessários à família do aluno e aos colegas e amigos impactados por essa tragédia”, disse, em nota.

No entanto, o tio nega que a escola tem apoiado a família. “Recebemos uma coroa e uma nota de pesar. Nada além disso. Não houve uma ligação sequer“, lamentou.

Em luto, Bruno de Paula, citou a ‘crueldade da homofobia e o desrespeito de classes’. “Que conduta o colégio tomará para evitar que outros Pedros nos deixem de forma tão trágica? Como um colégio de ricos, feito para ricos e por ricos aborda a situação do bullying? Pedro só queria poder dançar livremente. O que acontecerá depois da missa de sétimo dia do Pedro? Quantos outros Pedros se calarão, talvez para sempre, frente à crueldade da homofobia e do desrespeito de classes?“, escreveu ele.

A OMS declara emergência global em saúde pública devido ao novo surto de mpox no continente africano

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Foto: OMS / Christopher Black

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (14) que o cenário de mpox no continente africano constitui emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais ato nível de alerta da entidade.

Em coletiva de imprensa em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que surtos de mpox vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década e que as infecções têm aumentado ao longo dos últimos anos. Em 2024, os casos já superam o total registrado em 2023 e somam mais de 14 mil, além de 524 mortes.

“A OMS vem trabalhando para conter os surtos de mpox na África e alertando que o cenário é algo que deve preocupar a todos nós. Na semana passada, convoquei o comitê de emergência para avaliar a situação na República Democrática do Congo e em outros países na África. Hoje, o comitê se reuniu e informou que, em sua visão, a situação constitui emergência em saúde pública de importância internacional.”

Tedros lembrou que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças africano (CDC África) já havia declarado o cenário de mpox na região como emergência em saúde pública de segurança continental.

O anúncio foi feito ontem (13) pelo diretor-geral da entidade, Jean Kaseya, ao citar a rápida transmissão da doença na África. “Aceitei a recomendação do comitê. A detecção e a rápida disseminação de uma nova variante de mpox na República Democrática do Congo, a detecção dessa mesma variante em países vizinhos que não haviam reportado casos da doença anteriormente e o potencial de disseminação em toda a África e além são muito preocupantes”, disse Tedros.

“Está claro que uma resposta internacional de forma coordenada é essencial para interromper esses surtos e salvar vidas. Uma emergência em saúde pública de importância internacional é o mais alto nível de alarme na legislação sanitária”, concluiu.

Primeira emergência

Em maio de 2023, quase uma semana após alterar o status da covid-19, a OMS declarou que a mpox também não configurava mais emergência em saúde pública de importância internacional. Em julho de 2022, a entidade havia decretado status de emergência em razão do surto da doença em diversos países.

“Assim como com a covid-19, o fim da emergência não significa que o trabalho acabou. A mpox continua a apresentar desafios de saúde pública significantes que precisam de resposta robusta, proativa e sustentável”, declarou, à época, o diretor-geral da OMS.

“Casos relacionados a viagens, registrados em todas as regiões, demonstram a ameaça contínua. Existe risco, em particular, para pessoas que vivem com infecção por HIV não tratada. Continua sendo importante que os países mantenham sua capacidade de teste e seus esforços, avaliem os riscos, quantifiquem as necessidades de resposta e ajam prontamente quando necessário”, alertou Tedros em 2023.

A doença

A mpox é uma doença zoonótica viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais silvestres infectados, pessoas infectadas pelo vírus e materiais contaminados. Os sintomas, em geral, incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e na planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, nos olhos, nos órgãos genitais e no ânus.

Texto: Agência Brasil*

Dr. Dre deseja competir tiro com arco nas Olimpíadas de Los Angeles 2028

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Foto: Emma McIntyre/Getty Images

O rapper e executivo musical Dr. Dre, 59, revelou o interesse em competir na equipe de tiro com arco dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Los Angeles 2028, em sua cidade natal, durante entrevista ao Entertainment Tonight, nesta terça-feira, 13.

“Estou tentando me classificar para as Olimpíadas em 2028”, contou o astro. “Estou falando muito sério”, destacou ao perceber o espanto da jornalista que o entrevistava, Nischelle Turner.

O artista explicou que “começou a praticar tiro com arco ainda no ensino fundamental” da escola, mas acabou “parando por um tempo” até retomar ao esporte recentemente, quando ganhou os equipamentos do filho de presente. “Não sei se foi no meu aniversário ou no Dia dos Pais, algo do tipo, então eu montei tudo no meu quintal”.

“Ouvi dizer que para qualificar para as Olimpíadas é 77 pés, e eu pratico em 90”, pontuou. “Não seria interessante ir, especialmente sendo aqui em Los Angeles, e ganhar a medalha de ouro? Sinto que posso fazer qualquer coisa”, disse confiante.

No último domingo, 11, o rapper fez uma apresentação memorável na cerimônia de passagem das Olimpíadas de Paris a Los Angeles, ao lado de Snoop Dogg.

Negros ou Blacks? Como a definição racial nos EUA se diferencia do Brasil

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Foto: Ricardo Bufolin

As redes sociais se tornaram vitrine da confusão racial que ronda uma parte da comunidade negra dos EUA e ficou bastante comum, principalmente para nós brasileiros, encontrarmos questionamentos sobre a nossa “negritude” vindos daquele país. O caso mais emblemático foi no Mundial de Ginástica Artística 2023, quando vários estadunidenses questionaram a imprensa ter divulgado Rebeca Andrade como “Black” ou seja, negra para nós. 

Mesmo em 2024, com o histórico pódio formado por Rebeca Andrade, Simone Biles e Jordan Chiles, ainda encontramos algum barulho em inglês nas redes. De onde vem esse desencontro da identidade negra? A resposta disso é mais fácil do que se imagina, mas vamos por partes. 

Talvez você tenha assistido vários filmes, legendados ou dublados sobre a história das lutas civis negras nos EUA e como os dubladores ou tradutores frequentemente colocam a palavra “negro” no lugar de “Black” você não tenha dado conta de que são dois termos construídos de forma diferente. Já escrevi (aqui) sobre a construção histórica do termo negro no Brasil, nascida nas discussões políticas dos movimentos do nosso país ao longo de décadas. O mesmo aconteceu nos EUA, porém com a palavra “Black”, que foi substituindo as outras “colored” e “negro” após a década de 60. 

Um dos ingredientes que sempre esteve presente para algumas comunidades negras estadunidenses era um tipo complexo de nacionalismo que ajudou a definir o termo, isso porque os esforços de muitos era focado exclusivamente na sua comunidade. O presidente da African American Intellectual History Society (AAIHS) e professor de história da Claflin University escreveu: 

A identidade “Black” é a identidade social mais política usada para identificar pessoas de ascendência africana nos Estados Unidos. A década de 1960 constitui um momento fundamental que recriou o que significava ser negro nos Estados Unidos, amarrando percepções depreciativas de negritude anteriores à década de 1960 como um adjetivo e o uso de black pós-década de 1960 para denotar povo, orgulho e poder. Ativistas negros nas décadas de 1960 e 70 redefiniram e recriaram o que significava ser black nos Estados Unidos. (Veja aqui)

Acredito que isso vai muito pela questão dos estadunidenses se enxergarem como centro de todo o mundo, então é comum que algumas definições enfatizem a comunidade interna do seu país. É isso gera essa sensação de que são uma etnia própria para a galera mais desinformada da internet.  

Os EUA também foram alimentados de ideologias nacionalistas pretas que reforçam esse entendimento. Os negros americanos geralmente percebem duas formas de patriotismo – uma versão convencional impregnada de branquitude e uma marca pessoal que reconhece as lutas raciais.

A visão convencional dos estadinidenses considera os brancos os verdadeiros americanos e exclui as contribuições dos negros. A outra visão, nascida da comunidade negra, é um contraste a isso. Muitos negros nos EUA, veem sua comunidade como uma “nação dentro de uma nação” com experiências e perspectivas distintas em desacordo com a sociedade em geral.

A ideia de ser uma nação própria acaba se refletindo também na relação com comunidades negras imigrantes, de outras nacionalidades. Deste modo é comum vocês encontrarem na imprensa mundial termos diferentes para negros brasileiros, colombianos e etc. Somos ocasionalmente descritos como Afrolatinos, Afro-brasileiros e ainda há estadunidenses que insistem em não usar o termo “black” para uma comunidade global de descendentes de africanos.

Voltando, o que isso tudo nos diz é que a resposta mais direta que eu poderia dar para a pergunta inicial “de onde vem essa bagunça?” é a escravidão colonial. Ela que destruiu a conexão dos povos africanos com muitos de seus descendentes e criou denominações inconsistentes para todos. O Negro, o black ou o afro-latino são invenções humanas, marcadores sociais e não genéticos ou sanguíneos. Por isso os povos negros tentam ressignificar e construir algo para sí com essas ideias pelo mundo e é muito natural que o entendimento histórico dos termos seja modificado pelo tempo e pela consciência social. 

Atualmente é comum encontrarmos correntes mais universais da identidade negra nos EUA. A Professora Celeste Watkins-Hayes, professora de estudos afro-americanos na Northwestern University diz: “Black” é frequentemente um padrão melhor que reconhece e celebra a raça, a cultura e as experiências vividas de pessoas em todo o mundo. “O movimento que você vê agora em direção ao preto é realmente reconhecer a natureza global da negritude”. (Leia aqui)

Ainda teremos muitas discussões sobre o assunto, pois infelizmente, na mesma proporção crescem movimentos que tentam ainda centralizar a discussão naquele país e se diferenciar das outras comunidades negras. Eu contei mais sobre essas experiências e como alguns brasileiros enfrentam elas nos EUA no episódio do meu podcast. Dá o play e fica ligado que eu volto com mais informações pra vocês em breve. 

LaKeith Stanfield é anunciado em novo filme de suspense ‘Die, My Love’

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Foto: Micaiah Carter/August

LaKeith Stanfield, indicado ao Oscar por ‘Judas e o Messias Negro’, foi anunciado ao elenco do novo filme de suspense ‘Die, My Love’ (‘Morra, Meu Amor’, em tradução livre).

O personagem do ator ainda não foi revelado, mas ele irá contracenar com Robert Pattinson e Jennifer Lawrence, revelou o Deadline nesta terça-feira, 13. 

Dirigido por Lynne Ramsay, o longa é ambientado em uma remota área rural esquecida pelo mundo. A história segue uma mãe que luta para manter sua sanidade enquanto luta contra a psicose. Ainda não há previsão para começar as filmagens.

Stanfield, uma das estrelas mais ocupadas de Hollywood, protagoniza o filme recém-lançado ‘O Livro de Clarence’, disponível para compra e locação no Prime Video. Além do reboot de ‘Mansão Mal-Assombrada’, disponível na Disney+, lançado no ano passado. 

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