A princesa Märtha Louise da Noruega, filha do rei Harald V e da rainha Sonja, e o xamã americano Durek Verrett se casam no próximo sábado, 31, em uma cerimônia que será realizada no luxuoso Hotel Union, em Geiranger, na Noruega. A celebração marca um ponto culminante na trajetória polêmica do casal, que há anos desafia convenções tanto da realeza quanto da sociedade.
Märtha Louise é a quarta na linha de sucessão ao trono norueguês e já foi casada com o falecido escritor Ari Behn, com quem teve três filhas: Maud Angelica, Leah Isadora e Emma Tallulah. Já Durek Verrett é conhecido por suas práticas espirituais e por ser um guru de celebridades como Gwyneth Paltrow. Juntos desde 2019, o casal já teve que lidar com questões polêmicas com a família real norueguesa depois de criar um projeto chamado “A Princesa e o Xamã”, uma série de palestras sobre espiritualidade, que gerou atritos com a família da noiva, fazendo com que Märtha Louise optasse por não usar mais seu título de princesa em compromissos oficiais desde novembro de 2022.
Além das controvérsias religiosas e culturais, o casal também enfrenta questões de preconceito. Märtha Louise já declarou publicamente que o racismo e a discriminação racial foram aspectos presentes em seu relacionamento com Verrett, que é afro-americano. A princesa tem aproveitado a oportunidade para discutir o racismo dentro das famílias reais, destacando a importância de reconhecer seus próprios privilégios brancos.
Apesar das polêmicas, o rei Harald V, de 87 anos, confirmou que Verrett será considerado parte da família real após o casamento, embora não receba nenhum título. A saúde do monarca tem sido uma preocupação nos últimos anos, com internações frequentes e a instalação de um marca-passo em março deste ano.
O casamento de Märtha Louise e Verrett tem gerado grande interesse midiático, em parte devido ao contraste entre a tradicional realeza europeia e as crenças espirituais alternativas defendidas pelo casal. A cerimônia será seguida de uma série de eventos, incluindo uma festa “Meet and Greet” descontraída, um passeio de barco pelos fiordes e uma festa de casamento onde o código de vestimenta será “sexy e cool”, em clara ruptura com os formalismos da realeza.
Märtha Louise e Verrett dividem seu tempo entre a Noruega e a Califórnia, onde ambos se dedicam a seus interesses em medicina alternativa e espiritualidade.
O 3º Encontro Nacional Empoderadas Mulheres Negras no Audiovisual está com inscrições abertas para o I Círculo de Formação Empoderadas – Documentário. O projeto gratuito visa promover a formação e o fortalecimento profissional de mulheres negras e indígenas (cis e trans) atuantes na área do audiovisual. As inscrições estarão abertas até o dia 29 de agosto e devem ser realizadas através do formulário online disponível nas redes sociais do projeto. A divulgação das participantes selecionadas acontece no dia 5 de setembro de 2024.
O Círculo de Formação Empoderadas tem como foco a linguagem documental, promovendo um ambiente de troca e desenvolvimento de novas narrativas. O projeto, idealizado pela cineasta Renata Martins, em parceria com a jornalista Maitê Freitas e a cineasta Issis Valenzuela, incluirá encontros formativos remotos e presenciais. A parte online será realizada de 17 a 20 de setembro, com foco em pesquisa e roteiro, enquanto os encontros presenciais acontecerão de 23 a 27 de setembro no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista.
Durante os dias 28 e 29 de setembro, as participantes gravarão entrevistas que integrarão a temporada especial da websérie Empoderadas. O ciclo de atividades culminará na criação de quatro curtas-documentários, que serão exibidos no III Encontro Nacional Empoderadas em dezembro.
O I Círculo de Formação contará com a participação de profissionais reconhecidas como Mariana Jaspe, Nuna Nunes, Andressa Clain, Camila de Moraes e Pamella Aleixo, que contribuirão com seus conhecimentos em roteiro, fotografia, som e produção.
Serviço:
Público-alvo: Mulheres negras e indígenas (cis e trans), integrantes de coletivos e/ou individuais, a partir de 18 anos.
Inscrições: 21 a 29 de agosto de 2024
Divulgação dos selecionados: 5 de setembro de 2024
Encontro de boas-vindas: 16 de setembro de 2024 (presencial*)
Encontros online: 17 a 20 de setembro de 2024, das 18h30 às 22h
Encontros presenciais: 23 a 27 de setembro de 2024, no Centro Cultural São Paulo
A cantora Mariah Carey revelou que sua mãe, Patricia, e sua irmã, Alison, faleceram no último fim de semana, em uma coincidência trágica cujas causas ainda não foram esclarecidas. “Meu coração está partido por ter perdido minha mãe no último fim de semana”, declarou a estrela pop. “Infelizmente, em uma trágica reviravolta de eventos, minha irmã perdeu a vida no mesmo dia.”
Patricia Carey, cantora de ópera e treinadora vocal formada pela Juilliard School, foi casada com Alfred Roy Carey, de origem venezuelana e afro-americana, falecido em 2002. O casal teve três filhos: Alison, Mariah e Morgan.
Embora Mariah tivesse uma relação difícil com sua mãe e sua irmã, como descrito em suas memórias de 2020, “The Meaning of Mariah Carey”, ela destacou momentos de conexão por meio da música. Em 2010, mãe e filha cantaram juntas no especial de Natal da ABC.
Alison Carey, que morreu aos 63 anos em Greene County, Nova York, teve uma vida marcada por desafios e controvérsias, inclusive episódios traumáticos envolvendo Mariah. A cantora agradeceu o apoio e pediu respeito à sua privacidade durante este momento de luto.
A jornalista Roberta Garcia lançou na última quarta-feira, 21, o programa Papo de Preta Progressista (3P), lives semanais dedicadas a dar visibilidade a projetos de mulheres negras que concorrem às prefeituras e vagas de vereança nas eleições municipais de 2024. O programa é transmitido ao vivo no Instagram da comunicadora às terças e quartas-feiras, sempre às 20h, e conta com a participação de mulheres negras que estão concorrendo às eleições em diferentes cidades do Brasil.
O 3P surge como uma resposta à necessidade de maior representação de mulheres negras na política. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres negras representam 80.645 do total de 456.310 candidaturas registradas no país. Ao Mundo Negro, Garcia afirmou que a presença de mulheres negras em cargos políticos tem o potencial de transformar a política brasileira. “A presença de mulheres negras em cargos políticos vai mudar a forma como a política é feita no Brasil, porque a política hoje é feita no Brasil por homens brancos. Sem pluralidade, sem corpos diferentes, sem vivências diferentes, a gente vai continuar sendo lideradas por homens que têm a mesma visão de mundo”, afirma a jornalista.
Outro dado divulgado recentemente pelo TSE é de que, pela segunda vez, o número de candidatos negros superou o de brancos, somando 52,7%. Mas diante das controversas autodeclarações raciais de pessoas que nunca se reconheceram publicamente como negras e que usam como recurso para obter benefícios eleitorais, Roberta Garcia pontua: “Quando essas pessoas se autodeclaram negras, elas estão negando todos os benefícios que elas tiveram como pessoas brancas, isso é fundamental. Quando interessa ser uma pessoa negra, no sentido de você poder surfar dos benefícios conquistados, você se autodeclara negro. Então, você se autodeclara negro para ter os benefícios conquistados para os negros. E você, como pessoa branca, tem todos os benefícios naturais de ser uma pessoa branca. É um absurdo”, destacou.
“O que antes a gente considerava uma política razoável, no sentido de a gente ter uma proporcionalidade em relação a gênero e raça, hoje essas cotas depois da PEC ficam reduzidas a 30%”, comentou Garcia ao lembrar a aprovação da PEC da Anistia, em agosto, que perdoou multas de partidos políticos que não cumpriram as cotas de gênero e raça nas eleições anteriores.
Ao lembrar como a PEC da Anistia prejudica a presença de pessoas negras e de mulheres na política brasileira, a jornalista lembra o quanto a representatividade, especialmente a de mulheres negras, nesses espaços é necessária: “A base da pirâmide é formada por mulheres negras, então nada mais natural que essas mulheres tenham sua representação e elas tenham de fato políticas que as representem, mulheres na política que as representem, para que os seus anseios sejam levados e de fato as decisões tomadas com base em experiência, em reais necessidades por quem vive, vivenciou ou vivencia essa situação que é ser a base de uma pirâmide, de não ter políticas direcionadas a esse público especificamente. A ausência de políticas para as mulheres negras se justifica pela falta de representatividade dessas mulheres negras na política, nos parlamentos. Então é fundamental e necessária a presença de mulheres negras na política”, reforça.
A jornalista também destaca a importância do engajamento de jovens e novos eleitores no processo eleitoral, apontando que essas gerações trazem uma visão mais flexível e inovadora para a política. “Acho fundamental a presença dos jovens, dos novos eleitores na política, porque eles trazem uma visão de mundo um pouco menos dura e muito mais solta em relação às amarras que nos foram colocadas de acordo com a nossa vivência, os limites que são impostos na vivência de cada um. acredito muito nesse sangue novo porque ele também está ligado à nova forma de se comunicar. De se fazer e deixar para trás modelos antigos, estruturas rígidas que são muito difíceis de serem quebradas por gerações mais antigas”, finaliza.
Nos dias 10 e 11 de setembro, São Paulo sediará um curso focado em quem deseja empreender no setor de gastronomia, ministrado por Dona Carmem Virginiano Altar Cozinha Ancestral, localizado na Vila Madalena. Intitulado “Fundamentos da Gastronomia e Empreendedorismo“, o curso visa capacitar os participantes com conhecimentos fundamentais para o sucesso de seus negócios.
Durante a capacitação, serão abordados temas como a montagem de cardápios, organização de ficha técnica dos pratos, gestão de custos e precificação, além de assistência jurídica para a abertura de MEI e orientações sobre o uso estratégico das redes sociais. A proposta é fornecer uma base sólida para que os empreendedores possam conduzir seus negócios com mais segurança e eficiência.
“A gastronomia é uma arte que deve ser tratada com seriedade e paixão. Empreender nesse setor exige conhecimento, dedicação e, sobretudo, amor pelo que se faz. Nosso objetivo é oferecer ferramentas práticas que façam a diferença no dia a dia dos participantes, para que possam transformar seus sonhos em realidades sustentáveis,” afirma a Chef Carmem Virginia.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo e-mail altarcozinhaancestral@gmail.com.]
Serviço Local: Altar Cozinha Ancestral, R. Medeiros de Albuquerque, 270 – Jardim das Bandeiras, São Paulo – SP Datas: 10 e 11 de setembro Inscrições: Gratuitas pelo e-mail altarcozinhaancestral@gmail.com
Uma análise inédita conduzida pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) revela as disparidades de gênero e raça no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (GPCB), expondo a falta de inclusão e diversidade na produção audiovisual nacional.
Desde sua criação em 2002, o GPCB, organizado anualmente pela Academia Brasileira de Cinema (ABC), tem como objetivo celebrar e promover filmes nacionais. Com os indicados para a edição de 2024 já anunciados, a cerimônia de premiação está marcada para o dia 28 de agosto.
O estudo intitulado “Diversidade de Raça e Gênero no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (2002-2023)” destaca a dominância de pessoas brancas em todas as categorias, especialmente nas áreas de Direção e Roteiro, onde homens brancos são maioria esmagadora. A pesquisa mostra que pessoas pretas, pardas ou indígenas (PPIs) raramente se destacam, salvo exceções notáveis como Dira Paes, Lázaro Ramos, Flávio Bauraqui e Fabrício Boliveira.
Os números são alarmantes: homens brancos receberam quatro vezes mais indicações na categoria “Melhor Ficção” do que todos os outros grupos combinados. Apesar de uma ligeira redução no domínio entre os vencedores, ainda assim, 70% dos prêmios foram para homens brancos, contrastando com 81% das indicações. A presença de PPIs na premiação é extremamente baixa, com apenas sete homens PPIs indicados na categoria de Direção em 22 anos de história. A primeira vitória nesse segmento ocorreu somente em 2023, com Gabriel Martins, diretor de “Marte Um”.
Outro dado que chama a atenção é a ausência total de mulheres PPIs na direção ou roteiro de filmes de grande público no Brasil nas últimas duas décadas. Mulheres brancas conseguiram conquistar prêmios na categoria “Melhor Ficção” em seis ocasiões, com destaque para Anna Muylaert, que venceu duas vezes. No gênero documentário, muitas vezes visto como mais inclusivo, apenas 1% das indicações na direção foram para mulheres PPIs: Tetê Moraes, em 2002, por “O Sonho de Rose – 10 anos depois“, e Camila Pitanga, em 2018, em parceria com Beto Brant, por “Pitanga“.
Diante desses dados, o GEMAA reforça a urgência de políticas públicas que promovam a diversidade no cinema brasileiro, tanto em termos de financiamento quanto de reconhecimento. Para Luiz Augusto Campos, coordenador do GEMAA, “cotas em editais e iniciativas específicas são fundamentais para corrigir o intenso desequilíbrio na representatividade de gênero e raça na indústria, de forma a refletir a diversidade do país também nesse setor.”
O levantamento não só evidencia as desigualdades históricas no GPCB, mas também casos de pioneirismo, como o protagonismo de mulheres brancas em categorias de Direção e Roteiro, e a limitada participação de PPIs nos elencos. No entanto, esses exemplos de representatividade não mascaram as profundas disparidades que dificultam o acesso e a ascensão de grupos sub-representados na indústria cinematográfica. A pesquisa conclui que a falta de diversidade no cinema brasileiro reflete dinâmicas mais amplas de discriminação de gênero e racismo, enfraquecendo o potencial cultural do país.
Resumo dos dados
Homens brancos dominam as premiações de direção e roteiro do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Diretores homens brancos são 70% dos vencedores na categoria “Melhor Ficção”, 81% dos vencedores em “Melhor Documentário” e 74% dos vencedores em “Melhor Direção”.
Roteiristas homens brancos são 77,5% dos vencedores em “Melhor Roteiro Original” e 88% em “Melhor Roteiro Adaptado”.
Pessoas brancas dominam as indicações para premiação do elenco do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, mas atrizes e atores pretos, pardos ou indígenas ganham destaque.
Na categoria “Melhor Atriz”, mulheres brancas são 84% das indicadas e 81% das vencedoras, contra 16% de indicadas mulheres pretas, pardas ou indígenas e 19% de vencedoras.
Na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante”, mulheres brancas são 88% das indicadas e 91% das vencedoras, contra 13% de indicadas mulheres pretas, pardas ou indígenas e 9% de vencedoras.
Na categoria “Melhor Ator”, homens brancos são 80% dos indicados e 73% dos vencedores, contra 20% de indicados homens pretos, pardos ou indígenas e 27% de vencedores.
Na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”, homens brancos são 79% dos indicados e 78% dos vencedores, contra 21% de indicados homens pretos, pardos ou indígenas e 22% de vencedores.
Em mais de duas décadas, entre 2002 e 2023, excluindo 2006 por ausência de dados, a indicação exclusivamente de pessoas brancas ocorreu em 38% das vezes na categoria “Melhor Atriz”, 38% na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante”, 38% das vezes na categoria “Melhor Ator” e 24% na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”.
O estudo produzido pelo GEMAA conta com o apoio de divulgação da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) e +Mulheres no Audiovisual.
A moda sem gênero tem ganhado cada vez mais destaque na indústria fashion, refletindo uma mudança significativa na forma como a sociedade entende e valoriza a identidade de gênero. Essa abordagem desafia as normas tradicionais que categorizam roupas como masculinas ou femininas, promovendo uma visão mais inclusiva e diversificada, que permite que as pessoas escolham peças que melhor representem sua identidade pessoal, sem as restrições impostas por estereótipos de gênero.
Revolucionando a indústria, além de promover inclusão e diversidade, a moda agênero impacta positivamente na aceitação social e na autoestima das pessoas, incentivando a quebra de preconceitos e criando um ambiente mais acolhedor e respeitoso. Para a indústria, a tendência de peças sem gênero representa uma oportunidade de inovar e atender a um público mais amplo e variado, mostrando que a moda pode ser um veículo poderoso para a mudança social em um mundo cada vez mais consciente das questões de identidade e igualdade.
Marcas como Inntui, Currupião e E U S O U têm se destacado nesse cenário. Marca baiana, a Inntui se diferencia ao desconstruir padrões com peças versáteis que transitam entre o casual e o sofisticado, mantendo uma estética minimalista e contemporânea. Já a Currupião traz uma abordagem onírica de joias que podem ser usadas por todo mundo, sem restrições.
A ‘E U S O U’, por sua vez, alia moda ao autoconhecimento, oferecendo coleções que vão além da estética, carregando significados e muita representatividade. “Nós falamos sobre corpos invisibilizados e temos como um dos pontos direcionar sua atenção a um outro lugar. É sobre arte”, diz a marca através das redes sociais.
A moda sem gênero também empodera comunidades periféricas
Outras marcas negras, como Kolobô, Dendezeiro e Studio Ellias Kaleb, também vem contribuído para esse movimento. Desde sua fundação em 2020, a Kolobô tem se destacado no mercado por seu compromisso com a sustentabilidade e a representatividade das identidades culturais regionais, ancestrais e de minorias sociais. A marca se tornou um símbolo de autenticidade, oferecendo produtos que não apenas refletem uma estética única, mas também carregam valores profundamente enraizados na preservação ambiental e no respeito às tradições culturais.
As peças agênero da Dendezeiro refletem a essência de uma moda inclusiva e autêntica, unindo elementos urbanos e culturais em criações que transcendem as normas tradicionais de gênero. Com uma estética vibrante e cheia de personalidade, a marca baiana valoriza a diversidade e a representatividade, oferecendo roupas que são verdadeiros manifestos de liberdade e expressão individual.
Sucesso em diversos editoriais do país, o Studio Ellias Kaleb, conhecido por seu trabalho artístico e conceitual, explora a interseção entre arte e moda, criando peças que desafiam as normas tradicionais e transformam o vestuário em uma forma de expressão artística.
Coletivos como o MODA AFRO URBANA DA PERIFERIA e marcas como Xeidiarte completam esse panorama de inovação. O primeiro não só promove a moda agênero, mas também a representatividade e o empoderamento das comunidades periféricas, celebrando a cultura afro-brasileira com roupas que são ao mesmo tempo modernas e tradicionais. A Xeidiarte, por sua vez, combina arte, cultura e moda para criar peças que transcendem as definições de gênero, destacando-se por sua originalidade e compromisso com a inclusão.
Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Instituto C&A.
“Bomani“, obra escrita pela fonoaudióloga especialista em linguagem, Laís Porto, foi lançado no último sábado, 24, em Salvador. O livro oferece uma reflexão sobre o conceito de família e a importância do amor e do cuidado na criação de vínculos que vão além dos laços sanguíneos.
Com ilustrações de Quezia Silveira, “Bomani” traz a história de uma criança com síndrome de Down e ressalta como a inclusão e o afeto são essenciais na formação de uma comunidade acolhedora e diversa. A narrativa busca ainda inspirar leitores a repensarem os significados de família e a valorizarem as diferentes formas de amor e convivência.
Foto: Divulgação
De acordo com a autora, que é também idealizadora do projeto literário Uma leitora Negra, “o livro reflete a busca de seis anos em realizar uma prática de saúde equânime. Além disso, é uma das formas de contribuir para a promoção da representatividade e empoderamento das pessoas com Síndrome de Down negras. A obra aborda o amor que entrelaça a família de sangue e a família construída pelo afeto e cuidado”, pontua.
A publicação do livro é de responsabilidade da Ereginga Educação. No lançamento, Laís autografou exemplares e conversou sobre o processo criativo do livro. “Meu desejo é que essa obra conforte e alegre os corações das famílias das pessoas com Síndrome de Down e possibilite aprendizado para os que ainda não têm contato ou conhecimento sobre”, concluiu.
Após quase dois anos de disputas legais, um tribunal de Los Angeles decidiu a favor dos coexecutores do espólio de Michael Jackson, encerrando as objeções da mãe do cantor, Katherine Jackson, à proposta de venda de uma parte significativa do catálogo musical do Rei do Pop. A decisão judicial permite que os coexecutores John Branca e John McClain, responsáveis por gerir o patrimônio deixado pelo cantor, prossigam com a venda de metade do catálogo musical de Michael Jackson para a Sony por US$ 600 milhões, cerca de R$ 3 bi.
Os advogados de Katherine, que tem 94 anos, apresentaram diversos recursos para contestar a decisão, alegando que a venda comprometeria a intenção de Michael Jackson de manter seus bens dentro da família. No entanto, o tribunal rejeitou as alegações, afirmando que não havia mérito nas objeções e que essas alegações não foram apresentadas no momento oportuno durante o processo judicial.
Os documentos judiciais recentes, protocolados no dia 21 de agosto, confirmam que a transação proposta não infringe os termos do Michael Jackson Family Trust, criado para administrar e distribuir os bens do cantor após sua morte, conforme avaliado pelo tribunal. A decisão reafirma que o testamento de Michael Jackson concedeu amplos poderes aos executores para a venda de ativos patrimoniais, incluindo os do catálogo musical.
O testamento de Michael Jackson estipula que todo o seu patrimônio deve ser doado ao Michael Jackson Family Trust, cujos beneficiários incluem seus três filhos — Prince, 27, Paris, 26, e Bigi, 22 — além de instituições de caridade não identificadas. Katherine Jackson, por sua vez, é beneficiária vitalícia de uma parte de um sub-trust, que garante suporte financeiro para seu “cuidado, apoio, manutenção, conforto e bem-estar”. Após seu falecimento, os ativos reservados para ela serão transferidos para a parte dos filhos no trust.
Embora o espólio ainda não tenha sido totalmente distribuído devido a pendências com a Receita Federal, o tribunal autorizou Branca e McClain a administrar os negócios de Michael Jackson em 2019. Em novembro de 2022, eles peticionaram para aprovar a venda do catálogo musical à Sony, um pedido que foi finalmente aprovado, apesar da resistência de Katherine Jackson. Ela alegou que os ativos eram valiosos e que sua venda não era necessária para o espólio, embora tenha concordado que o tribunal tinha a autoridade para permitir a transação.
Joe Moore, ex-atirador do Exército dos EUA e informante do FBI, tornou público um plano do grupo supremacista branco conhecido como Ku Klux Klan para assassinar o então candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2008. Em seu livro de memórias, White Robes and Broken Badges (Túnicas brancas e distintivos quebrados), Moore detalha como membros da KKK de Wayward, Flórida, planejavam realizar o atentado dias antes da eleição que levou Obama à Casa Branca.
Segundo Moore, o plano incluía detalhes precisos, como o dia, a hora e o local do ataque, além do armamento que seria utilizado — rifles calibre .50 — e como os veículos seriam destruídos após a ação. No entanto, o que os conspiradores não sabiam era que Moore, aceito no grupo em 2007 devido a seu histórico militar, já atuava como informante do FBI e trabalhava para impedir o crime.
No livro, o ex-agente do exército dos EUA, narra como o grupo supremacista realizava rituais e eventos violentos, enquanto usava dispositivos de gravação para coletar evidências. Sua atuação como agente duplo resultou na prisão de diversos membros, incluindo policiais e funcionários públicos que haviam jurado lealdade à Klan.
O informante destacou o impacto do assassinato de Michael Brown em 2014 em Ferguson, Missouri, como um ponto de intensificação das atividades da KKK e de outros grupos supremacistas. Apesar das operações bem-sucedidas, Moore alerta que o movimento supremacista ainda representa uma ameaça significativa à democracia, especialmente com a aproximação da eleição de 2024.