Home Blog Page 249

Dirigida por Naruna Costa e com direção musical de Emicida, “Tá Pra Vencer” aborda racismo e esgotamento social

0
Foto: Reprodução

Dirigida por Naruna Costa, indicada ao Prêmio Shell 2024, e com direção musical de Emicida, a peça inédita “Tá Pra Vencer” estreia no próximo dia 19 de outubro no Sesc Ipiranga, em São Paulo. O espetáculo joga luz sobre as questões de saúde mental enfrentadas pela população negra e periférica, trazendo à tona temas como o esgotamento social, excesso de trabalho e as consequências do racismo estrutural. A montagem, que fica em cartaz até 21 de novembro.

Idealizado pelos atores Ailton Barros, Filipe Celestino e Jennifer Souza, co-fundadores do grupo de teatro negro “O Bonde”, o espetáculo utiliza o humor para abordar o impacto das desigualdades sociais e econômicas na saúde mental. “Tá Pra Vencer” retrata o cotidiano de três amigos que organizam uma festa de aniversário para um quarto amigo, que vive atrasado por conta do trabalho. Enquanto organizam a celebração, os personagens refletem sobre suas rotinas exaustivas e os desafios profissionais, revelando angústias que ressoam com uma ampla parcela da sociedade.

“A pressão pela produtividade e a urgência fazem parte do dia a dia de todos, mas como isso afeta quem vive na periferia, especialmente a população negra?”, questiona Filipe Celestino, que também atua no espetáculo. A proposta da peça é, segundo ele, provocar uma reflexão sobre a sobrecarga imposta a esses grupos, que, além de enfrentar preconceitos sociais, precisam lidar com as demandas incessantes de um sistema que muitas vezes compromete a saúde mental.

A trilha sonora original e direção musical de Emicida trazem uma nova dimensão ao espetáculo. O artista, que já participou de festivais de teatro com seus shows, revela estar realizando um sonho antigo. “Sempre quis estar mais perto do teatro, e colaborar nesse projeto tem sido uma honra”, afirma.

O texto de Jhonny Salaberg, também indicado ao Prêmio Shell, equilibra momentos de humor com tensões profundas. “A peça passeia entre as anedotas e tensões, trazendo a realidade periférica à tona”, conta o dramaturgo. Já a diretora Naruna Costa enfatiza que, apesar do peso dos temas, o objetivo é tratar a questão com leveza. “O drama não é o foco central. A proposta foi deixar a dramaturgia mais leve, trazendo o humor para o cotidiano difícil da população periférica negra”, explica.

Daniel Kaluuya relembra impacto de Chadwick Boseman em sua trajetória: “Conhecer Chadwick foi um ponto crucial na minha vida”

0
Foto: Reprodução

O ator britânico Daniel Kaluuya, vencedor do Oscar, compartilhou reflexões emocionantes sobre a influência de Chadwick Boseman em sua vida e carreira, durante o BFI London Film Festival. Kaluuya, que interpretou W’Kabi em Pantera Negra (2018), relembrou um jantar marcante com o colega de elenco, falecido em 2020, descrevendo-o como um momento de grande mudança em sua trajetória.

“Conhecer Chadwick foi um ponto crucial na minha vida”, disse Kaluuya, conforme relatado pelo The Hollywood Reporter. O ator detalhou como Boseman percebeu que ele estava prestes a enfrentar mudanças significativas em sua carreira, especialmente com o lançamento de Get Out (2017), o filme de terror de Jordan Peele que o impulsionou ao estrelato internacional. Segundo Kaluuya, Boseman ofereceu orientação e suporte quando ele mais precisava, sem que ele precisasse pedir: “Ele se inclinou e viu que eu precisava de ajuda e orientação”, recordou. “Eu estava prestes a fazer uma campanha de imprensa, e não tinha um relações públicas. Ele simplesmente sabia.”

A admiração de Daniel Kaluuya por Chadwick Boseman foi destacada ao longo de seu discurso, lembrando o impacto do colega no set de Pantera Negra. Boseman, que na época já havia sido diagnosticado com câncer de cólon, nunca deixou transparecer sua luta pessoal. “Fazer aquelas cenas de ação nos trajes, no calor… é difícil para o corpo. Saber que ele fez isso enquanto passava pelo que estava passando, eu realmente não tenho palavras para descrever”, afirmou Kaluuya.

Boseman morreu em 2020, aos 43 anos, após lutar contra o câncer em segredo por quatro anos. Sua morte foi um choque para a indústria cinematográfica, e ele tem sido homenageado desde então, inclusive com uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood. O filme Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022) dedicou grande parte de sua trama a honrar o legado do ator e seu personagem, T’Challa.

Kaluuya, por sua vez, continuou sua carreira de forma marcante, participando de filmes como As Viúvas (2018), Queen & Slim (2019), Judas e o Messias Negro (2021), pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e mais recentemente, Nope (2022) e Homem-Aranha: Além do Aranhaverso (2023).

Outubro Rosa: livro de Rachel Galiza narra desafios e vitórias após diagnóstico de câncer de mama

0
Foto: Gabriella Maria / Afroafeto

No dia 16 de outubro, quarta-feira, a Livraria da Travessa, em Ipanema (RJ), será palco do lançamento de ‘Tudo vai bem aqui no peito – Como superei um câncer aos 32 anos‘, livro escrito por Rachel Galiza. A partir das 19h, o público poderá conhecer de perto a emocionante trajetória da autora, que transformou sua experiência de superação de um câncer de mama em um relato inspirador. O evento ocorre durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a doença, reforçando a importância do autoexame e do apoio durante o tratamento.

Nas 240 páginas da obra, Rachel detalha desde a descoberta do câncer, feito por meio do autoexame, até as transformações que a levaram a encarar o diagnóstico com coragem, bom humor e fé. Após criar um blog para relatar o dia a dia da luta contra a doença, a engenheira civil decidiu expandir a conversa em um livro que mistura emoção, aprendizados e momentos de vitória.

Além de depoimentos emocionantes, o livro é repleto de fotos que registram a trajetória de Rachel, como o ensaio fotográfico que fez após a primeira cirurgia para retirada da mama esquerda. A imagem desse ensaio, com a autora exibindo sua força e resiliência, inspirou a ilustração da capa, criada pela designer Patricia Fernandes.

Com frases motivacionais, listas de necessidades para quem enfrenta o tratamento e reflexões profundas, o livro oferece uma mensagem de esperança. Uma das frases destacadas por Rachel é: “Faça das pequenas coisas um evento. O momento é difícil, mas não estamos impedidos de rir, sorrir, comemorar, vibrar! Vibre!!!”

12 de outubro: nem todas as crianças sorriem

0
Foto: Reprodução/Freepik

A minha infância ocorreu há décadas, mas as memórias daquela época continuam cristalinas, principalmente quando se aproximam as datas comemorativas no calendário nacional; ocasião em que o comércio investe, intensamente, nas publicidades para alavancar o consumo da população. Para a minha família, nada mudava. Os dias continuavam sendo de muita luta, a pobreza apresentava as mesmas feições.

As doações de alimentos que recebíamos davam um pequeno alívio; também ganhávamos roupas, calçados e brinquedos usados da vizinhança. Meus pais não paravam, ambos trabalhavam informalmente. Ora tomavam calotes dos contratantes, ora recebiam uma miséria. Porém, apesar de todos os esforços, as dificuldades não cessavam nas nossas vidas. Por isso, não suporto as línguas malditas dizendo “os pobres são acomodados”.

Lembro com muita tristeza do Dia das Crianças, pois eu não ganhava nada e tinha que testemunhar as crianças ostentando seus presentes. E eu no meu cantinho sentindo um amálgama de sentimentos ruins. Às vezes até contava umas lorotas: “ganhei uma bola, bicicleta, carrinho ….. mas a minha mãe não deixou eu trazer”. Na realidade, os brinquedos dos meus sonhos se tornaram a matéria-prima das minhas mentiras.

Os tempos são outros, no entanto, percebo que as condições de vida da maioria das pessoas negras são parecidas com a que passei. O racismo continua acorrentando as famílias negras nos menores estratos econômicos. Da mesma maneira que aconteceu comigo, as crianças negras sofrem muitas privações, enquanto as crianças brancas gozam de um leque de privilégios.

E veja só, desde cedo as crianças negras aprendem que são odiadas por muitas pessoas ao redor. Alguém argumentará “crianças brancas pobres também sofrem”, desconsiderando que são camadas diferentes de opressão. A pessoa deveria compreender que, quando há racismo, nada é comparável. Mesmo porque o problema também é emocional, o dinheiro não tinge o negro de branco. Dito isso, lutemos contra a branquitude para que os olhinhos negros não continuem marejados.

As impossibilidades de viver a infância do menino negro no Brasil

0
Foto: Reprodução/pikisuperstar

Texto: Luciano Ramos (Especialista em Masculinidades Negras)

Segundo o relatório Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes, no Brasil entre os anos de 2021 e 2023, foram assassinados, pelo menos, 9.328 crianças e adolescentes negros. E destes assassinados, 90% eram meninos. Há uma necropolítica em curso no Brasil e essa denúncia já é conhecida e reconhecida por organismos nacionais e internacionais. Aqui, eu quero analisar com você, por dentro das masculinidades iminentemente em risco ou das possibilidades de masculinidades interrompidas, já que esses meninos não chegam a se tornar adultos. Os meninos que crescem, desde muito cedo já são vistos como adultos desde a infância: o famoso fenômeno da adultização de crianças negras (e como já é sabido para muitas pessoas, os meus artigos aqui são para dialogar sobre as masculinidades negras. Então, vou falar dos meninos). 

Os corpos dos meninos negros não são olhados na perspectiva do cuidado. Ao contrário, esses corpos são postos a margem do cuidado. Não é exagero dizer que ele é visto como um corpo “marginal” (leia-se à margem). Outro dado importante para pensarmos sobre a ausência de cuidado em relação aos meninos negros é a Situação do Trabalho Infantil. Os pretos e pardos representam quase 70% das vítimas de trabalho infantil no Brasil, onde, trabalhando nas ruas, a maioria são os meninos. As meninas negras representam a maioria em trabalhos infantis domésticos. Constantemente, ainda escutamos frases como “Olha que menino esforçado!” ou “Melhor assim, trabalhando, ganhando o dinheirinho dele, do que roubando.”. Essas frases são cruéis e violentas. A primeira fala da ideia de esforço pra alguém que, na fase em que está desenvolvendo essa atividade deveria estar brincando, sonhando e se desenvolvendo física, psicológica e cognitivamente. A segunda coloca o menino negro em duas únicas possibilidades que, a partir da perspectiva do racismo ele está fadado a ser e a performar: 1- o trabalho forçado; 2- o possível criminoso (como ameaça social). 

Uma vez, um jovem negro me disse que a transição da ideia de infância para adolescência do menino negro, se deu para ele quando começou a ouvir os “clicks” das travas das portas dos carros, enquanto ele transitava nas ruas. Esse é o som mais ouvido por meninos que trabalham nas ruas. Quem não lembra da emblemática Chacina da Candelária, onde 06 adolescentes e 02 jovens foram mortos no Centro do Rio de Janeiro? Os meninos que ali estavam, vivendo nas ruas do centro da cidade eram negros e esses corpos foram assassinados, brutalmente. Essa é a expressão brutal do racismo.

Historicamente, houve no Brasil a FUNABEM (Fundação Nacional do Bem Estar do Menor). A Fundação, nascida em 1964, no período da ditadura militar, era um espaço, extremamente violento, e que tinha, em grande medida os meninos negros. A “correção dos corpos”, prática comum do período da escravização dos negros, era uma prática muito presente neste espaço. Os meninos negros “depositados” neste lugar, em que para muitas famílias era visto como um lugar em que seu filho seria cuidado e teria elementos básicos como alimentação e escolarização, na verdade eram espaços de violação de direitos básicos e de grande violência física e psicológica, relatados por alguns homens que, na infância, passaram por esses lugares. Há relatos constantes que, pelas situações de violência ali vivenciados, os meninos, continuamente fugiam das sedes da FUNABEM. E quando encontrados sofriam mais violências. Perceba se isso não soa familiar com a ideia dos negros que fugiam e eram encontrados pelos seus senhores, e ao serem encontrados, sofriam mais violências. 

30 anos depois da Chacina da Candelária, os meninos negros seguem sendo assassinados pelo Estado brasileiro ou pelas chamados “representantes do Estado”. Em estudo do UNICEF e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2023, foram 13,5 mortes por dia, em média de crianças e jovens negros assassinados no Brasil. Mais de 2 crianças e jovens mortos por hora. Esses dados deveriam nos mobilizar, completamente, enquanto sociedade. Há uma epidemia de morte de meninos negros no Brasil. Uma sociedade que dorme, tranquilamente, com esses dados está adoecida. Essa é a expressão máxima do racismo. 

Meninos negros, que parte racista da sociedade insiste em tratar como “menores” (termo que advém do antigo Código de Menores (legislação anterior ao Estatuto da Criança e do Adolescente), são os indivíduos que os índices da Educação no Brasil nos mostram que, ainda, são os que não estão na segunda etapa do ensino fundamental e/ou que não retornam para a escola no ensino médio, pois estão buscando os trabalhos, que majoritariamente, são subalternizados. Isso é a manutenção da miséria a que os homens negros estão submetidos. Alguns teóricos vão denominar como racismo sistêmico. Não é possível olhar o fenômeno da evasão escolar sem fazer a leitura de raça e gênero, para pensar em práticas metodológicas assertivas para manutenção de meninos e meninas negros e negras nas escolas. A escola é, ainda, 20 anos depois da Lei 10.639/2003, um espaço profundo de violências raciais contra crianças e adolescentes negros. Esse fato, aliado às vulnerabilidades financeiras a que esses meninos vivenciam, os retiram da escola precocemente. 

Fechando esse texto, é necessário, também, pensar nos meninos negros que são adotados por famílias brancas ou filhos de relações interraciais que, muitas vezes, vivenciam práticas racistas no âmbito familiar, nos espaços de socialização (como escolas) ou nos espaços que suas famílias circulam. Algumas Defensorias Públicas solicitam que seja retirado o campo etnia do cadastro de crianças aptas para o acolhimento, pois, segundo o Conselho Nacional de Justiça, 06 em cada 10 famílias adotantes no Brasil buscam por crianças brancas. E os que adotam crianças negras, apresentam predileção pelas meninas. Há, também, um grande índice de devolução de crianças negras adotadas por famílias brancas. Sob a justificativa de não adaptação essas famílias devolvem a criança para as casas de acolhimento. Esse processo é traumático para esses meninos e meninas. Todavia, a desumanização dos corpos negros, estabelecida pelo racismo, faz com que essas famílias não olhem essas crianças como dotadas de emoções e sentimentos. Por isso, podem ser objetificadas. Há um debate em curso sobre o racismo na adoção que precisa ser mais explorado pela sociedade brasileira. A assistente social baiana Denise Ferreira, que atua no sistema de justiça traz à tona esse debate. Assim como alguns grupos de famílias adotantes frequentam encontros para dialogar sobre racismo. 

Esse é um tema que nos apresenta muitas camadas. Não é possível esgotar todas nesse texto. Mas é um chamado a reflexão e a ação. Não há fórmula mágica. Letramento racial em todos os espaços é um primeiro passo. Humanizar os meninos negros é um passo importante. Reolhar os meninos negros a partir de seus diferentes ciclos de vida é um primeiro passo para humanizar. A política pública em todos os âmbitos olhar para os meninos negros a partir da perspectiva interseccional. Olhar, atentamente, as suas necessidades e buscar corresponder a elas. Assim, começaremos o processo de mudança. 

Clédisson dos Santos é nomeado novo secretário do Sistema de Promoção da Igualdade Racial

0
Foto: Divulgação

O Ministério da Igualdade Racial anunciou nesta sexta-feira (11) a nomeação de Clédisson Geraldo dos Santos Junior como secretário de gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Ele substitui o ativista baiano Yuri Silva, cuja exoneração gerou críticas de movimentos negros, que acusaram a ministra Anielle Franco de falta de diálogo. Silva era próximo do ex-ministro Silvio Almeida e conhecido por sua atuação em liberdade religiosa e juventude negra.

Clédisson, antropólogo e pesquisador da UFRRJ, possui vasta experiência no movimento negro e já integrou órgãos como o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e o Comitê Gestor do Plano Juventude Viva. Além disso, ele participou do Coletivo Nacional de Juventude Negra (Enegrecer) e foi secretário-executivo do Conselho Nacional dos Direitos Humanos. Agora, ele traz essa bagagem para fortalecer a articulação do Sinapir e promover políticas de igualdade racial nos estados e municípios.

A ministra Anielle Franco destacou que “o Sinapir é a espinha dorsal enquanto fomento das políticas de promoção da igualdade racial nas cidades e estados brasileiros, e Clédisson tem a experiência necessária para a missão de efetivar a articulação interfederativa.” Clédisson, por sua vez, afirmou: “Me sinto honrado com o convite para integrar o Ministério da Igualdade Racial, à frente da Senapir, aderindo integralmente ao compromisso de fazer com que as políticas pela igualdade cheguem às cidades e estados e sejam realidade na vida da população.”

A posse de Clédisson está prevista para a próxima semana. Ele deixará o cargo de secretário-executivo da Frente Parlamentar Mista Antirracismo e sua função no gabinete da deputada Dandara Tonantzin (PT-MG).

O Ministério da Igualdade Racial anunciou nesta sexta-feira (11) a nomeação de Clédisson Geraldo dos Santos Junior como secretário de gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Ele substitui o ativista baiano Yuri Silva, cuja exoneração gerou críticas de movimentos negros, que acusaram a ministra Anielle Franco de falta de diálogo. Silva era próximo do ex-ministro Silvio Almeida e conhecido por sua atuação em liberdade religiosa e juventude negra.

Clédisson, antropólogo e pesquisador da UFRRJ, possui vasta experiência no movimento negro e já integrou órgãos como o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e o Comitê Gestor do Plano Juventude Viva. Além disso, ele participou do Coletivo Nacional de Juventude Negra (Enegrecer) e foi secretário-executivo do Conselho Nacional dos Direitos Humanos. Agora, ele traz essa bagagem para fortalecer a articulação do Sinapir e promover políticas de igualdade racial nos estados e municípios.

A ministra Anielle Franco destacou que “o Sinapir é a espinha dorsal enquanto fomento das políticas de promoção da igualdade racial nas cidades e estados brasileiros, e Clédisson tem a experiência necessária para a missão de efetivar a articulação interfederativa.” Clédisson, por sua vez, afirmou: “Me sinto honrado com o convite para integrar o Ministério da Igualdade Racial, à frente da Senapir, aderindo integralmente ao compromisso de fazer com que as políticas pela igualdade cheguem às cidades e estados e sejam realidade na vida da população.”

A posse de Clédisson está prevista para a próxima semana. Ele deixará o cargo de secretário-executivo da Frente Parlamentar Mista Antirracismo e sua função no gabinete da deputada Dandara Tonantzin (PT-MG).

Com informações da CNN.

Lizzo adota dieta japonesa, pratica exercícios físicos e refuta uso de medicamentos: “Estou super orgulhosa do meu estilo de vida”

0
Foto: Reprodução/Instagram

A cantora norte-americana Lizzo, conhecida por sua defesa do movimento body positive, surpreendeu os fãs ao compartilhar detalhes de uma mudança significativa em sua alimentação. Em um vídeo recente, a artista que tem compartilhado um estilo de vida mais saudável que inclui a prática de exercícios físicos, revelou que após anos de aderência ao veganismo, voltou a incluir proteínas animais em sua dieta, inspirada pela culinária japonesa.

“Minha reintrodução à proteína começou no Japão”, disse Lizzo, ao detalhar a transição. “Alguém sugeriu que eu experimentasse a dieta japonesa, uma das mais saudáveis do mundo. Fiquei impressionada com o quão limpa e deliciosa era a comida deles”. Ela também afirmou que a introdução de proteínas animais a ajudou a melhorar sua energia, bem-estar e clareza mental, além de destacar que essa mudança, acompanhada testes e pesquisas que mostraram os benefícios da proteína para seu corpo, tem sido essencial para o seu atual estilo de vida.

No entanto, Lizzo ressalta que sua jornada não significa uma ruptura com os princípios do veganismo: “As pessoas são veganas por muitos motivos, seja por saúde, questões ambientais, amor aos animais ou tudo isso junto. Eu entendo como as pessoas podem interpretar isso e como isso pode fazê-las se sentirem. Mas prefiro ser honesta e compartilhar minha história com minhas próprias palavras”, afirmou a cantora, que recentemente negou estar usando medicamentos como Ozempic para emagrecer.

Segundo Lizzo, os resultados de sua nova rotina de saúde são frutos de “treinamento com pesos e déficit calórico”, aliados a uma abordagem mais consciente e equilibrada da alimentação e do exercício físico. “Tenho sido metódica, perdendo peso muito lentamente”, afirmou em uma entrevista ao The New York Times.

Além das mudanças alimentares, Lizzo continua comprometida com uma rotina de exercícios que favorece tanto o corpo quanto a mente. Ela pratica Pilates regularmente e destacou a importância de atividades aeróbicas leves, como caminhadas ao ar livre. “Estou tirando um tempo todos os dias para colocar um pouco de amor no meu corpo”, disse a artista, que prefere atividades que aliviem o estresse sem foco exclusivo na perda de peso.

Novo romance de Chimamanda Ngozi Adichie será lançado em março de 2025

0
Fotografia: Manny Jefferson

Após 12 anos de espera desde o sucesso de “Americanah”, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie retorna ao universo da ficção com seu novo romance, A Contagem dos Sonhos. De acordo com matéria publicada pelo jornal O Globo, a obra será lançada simultaneamente no Brasil, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra em março de 2025. No Brasil, a edição será publicada pela Companhia das Letras, com tradução assinada por Julia Romeu.

O enredo do livro acompanha a trajetória de quatro mulheres — Chiamaka, Zikora, Omelogor e Kadiatou —, cujas vidas se entrelaçam ao abordar temas como amor, arrependimentos e autoconhecimento. Conforme antecipado pela editora brasileira, a obra “discute a própria natureza do amor” e traz “observações pungentes e inflamadas sobre o coração humano”. Chiamaka, uma escritora de livros de viagem que vive nos Estados Unidos, é uma das protagonistas e revisita suas escolhas de vida durante a solidão imposta pela pandemia. Ao lado dela, Zikora, advogada que enfrenta uma traição, Omelogor, uma especialista em finanças em crise existencial, e Kadiatou, que trabalha na casa de Chiamaka enquanto cria sua filha, formam o núcleo central da trama.

Segundo a Companhia das Letras, o romance reflete de forma contundente sobre as escolhas pessoais e as influências externas, destacando as relações entre mães e filhas e o mundo interconectado em que vivemos. A obra promete “imenso vigor emocional” e “uma prosa repleta de beleza e força”, reforçando o papel de Chimamanda como uma das autoras mais proeminentes da literatura contemporânea.

Chimamanda, nascida em Enugu, Nigéria, em 1977, consolidou-se com obras como Meio Sol Amarelo, Hibisco Roxo e Americanah, além de ensaios de impacto global como Sejamos Todas Feministas e O Perigo de uma História Única.

Batalhão 6888: filme de Tyler Perry com Kerry Washington sobre heroínas negras da Segunda Guerra chega à Netflix em dezembro

0
Foto: Divulgação

Inspirado em uma história real, o filme “Batalhão 6888” chega à Netflix no dia 20 de dezembro, dirigido por Tyler Perry e estrelado por Kerry Washington. A produção narra a trajetória do 6888º Batalhão do Diretório Postal Central, a única unidade composta exclusivamente por mulheres negras do Exército dos Estados Unidos enviada para fora do país durante a Segunda Guerra Mundial. Essas heroínas enfrentaram não apenas as dificuldades da guerra, mas também o racismo e o sexismo, desempenhando um papel vital ao processar milhões de correspondências para as tropas americanas.

O longa acompanha a liderança da major Charity Adams, interpretada por Kerry Washington, a primeira mulher negra a comandar uma unidade feminina nas Forças Armadas dos EUA. O trabalho do batalhão foi essencial para manter o moral dos soldados no front europeu, garantindo que cartas e pacotes fossem entregues em meio ao caos da guerra. Em uma época de segregação, o 6888º Batalhão não só superou barreiras raciais, como também demonstrou a capacidade das mulheres em contribuir de forma significativa para o esforço militar.

nspirado em uma história real, o filme "Batalhão 6888" chega à Netflix no dia 20 de dezembro, dirigido por Tyler Perry e estrelado por Kerry Washington.. Foto: Divulgação
Inspirado em uma história real, o filme “Batalhão 6888” chega à Netflix no dia 20 de dezembro, dirigido por Tyler Perry e estrelado por Kerry Washington.. Foto: Divulgação

Embora o papel dessas mulheres tenha sido amplamente ignorado por décadas, o reconhecimento veio em 2022, quando o batalhão recebeu a Medalha de Ouro do Congresso, celebrando sua contribuição duradoura para a história americana. Tyler Perry, em entrevista à Variety, destacou que o filme “é uma homenagem necessária a essas heroínas cujas histórias merecem ser contadas”.

Com um elenco estrelado que inclui Oprah Winfrey, Susan Sarandon, Ebony Obsidian e Sarah Jeffery, o filme também se destaca pela trilha sonora, que conta com uma canção original de Diane Warren, interpretada por H.E.R., e coreografias assinadas por Debbie Allen. A narrativa se baseia no artigo de Kevin M. Hymel e oferece uma reflexão profunda sobre a luta dessas mulheres, que desafiaram as expectativas e os preconceitos de sua época.

O longa acompanha a liderança da major Charity Adams, interpretada por Kerry Washington, a primeira mulher negra a comandar uma unidade feminina nas Forças Armadas dos EUA.. Foto: Divulgação
O longa acompanha a liderança da major Charity Adams, interpretada por Kerry Washington, a primeira mulher negra a comandar uma unidade feminina nas Forças Armadas dos EUA.. Foto: Divulgação

Kerry Washington, ao falar com o Entertainment Weekly, destacou a relevância do filme: “Essas mulheres lutaram uma guerra em duas frentes – no exterior e em casa – e sua história precisa ser conhecida.”


Com estreia marcada para 20 de dezembro, “Batalhão 6888” promete trazer à tona um capítulo esquecido da Segunda Guerra Mundial, homenageando a bravura dessas mulheres negras que enfrentaram adversidades e mudaram o curso da história. O trailer oficial já está disponível no YouTube.

Defesa de Maria Hellena, filha do sambista Arlindinho, recorre ao STF em caso de racismo

0
Foto: Reprodução/Instagram

A equipe de advogados de Maria Hellena, filha do cantor Arlindinho e neta do sambista Arlindo Cruz, entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira, 7, para que seja garantido o direito de manifestação no processo em que a menina é vítima de racismo. O caso ocorreu em uma aula de vôlei na Escola Mais, um colégio particular em São Paulo.

De acordo com relatos, Maria Hellena foi alvo de ofensas racistas proferidas por um colega de turma, que a insultou com frases como “Joga, sua macaca”. O episódio, que envolveu duas crianças, gerou repercussão na comunidade escolar e levou o caso para a esfera judicial.

No entanto, tanto a Vara da Infância e da Adolescência quanto o Tribunal de Justiça de São Paulo impuseram restrições à participação ativa da defesa da vítima no processo. Os advogados de Maria Hellena estão autorizados apenas a acompanhar as investigações, sem poder se manifestar diretamente. A justificativa para essa decisão se baseia na necessidade de proteger o autor do ato infracional, que também é menor de idade, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em entrevista para o jornal Metrópoles, Hédio Silva Junior, um dos advogados da defesa de Maria Hellena, ressalta que, embora reconheça a importância de proteger os menores envolvidos, a interpretação da Justiça pode ser desigual. Segundo ele, “o ECA deve proteger tanto a vítima quanto o autor do ato, mas pode haver uma percepção de que o ECA protege o autor do ato infracional com maior intensidade do que a vítima”. Silva Junior também destacou que essa situação é recorrente em casos que envolvem vítimas negras e agressores brancos de classe média.

A defesa da menina agora aguarda que o pedido seja analisado pelo STF, após ter solicitado à Procuradoria Geral da República (PGR) que a decisão seja repassada à instância superior.

error: Content is protected !!