A atriz e cantora Halle Bailey fez uma publicação nas redes sociais após saber que seu filho de 9 meses, Halo, foi exibido durante uma transmissão ao vivo sem sua permissão. A live foi realizada no último dia 6, quando o ex-namorado de Bailey e pai de Halo, o rapper DDG, levou o bebê para frente das câmeras durante uma participação no “Mafiathon 2”, programa de Twitch de Kai Cenat.
A situação piorou quando Cenat decidiu cortar a cena da transmissão ao vivo para publicá-la posteriormente em seu canal no YouTube. Bailey, que estava fora da cidade na ocasião, falou sobre sua frustração em uma postagem no X: “Não fui informada ou notificada e estou extremamente chateada por ter meu bebê na frente de milhões de pessoas”. A atriz ressaltou seu papel protetor como mãe, destacando a tristeza de não ter sido avisada enquanto estava distante do filho.
O episódio ocorre poucas semanas após Bailey revelar publicamente, em uma publicação no Snapchat, que lida com “ansiedade paralisante” ao viajar a trabalho sem Halo. No dia 15 de outubro, a cantora compartilhou uma sequência de fotos com o filho e pediu conselhos às mães sobre como lidar com a separação ao sair para trabalhar.
Bailey e DDG, que anunciaram o término do relacionamento no início de outubro, destacaram o compromisso com a co-parentalidade. Na época, o rapper afirmou que ambos optaram pela separação após “muita reflexão” e que o amor e o respeito entre os dois continuam, focando agora na criação conjunta de Halo.
O poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo, será a chave para o tema da 36ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, programada para 2025. A linha “Nem todo viandante anda estradas”, retirada dos versos de Evaristo, compõe o título da próxima edição e orienta a proposta curatorial do camaronês Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, que pretende explorar a “humanidade como prática”.
De acordo com o jornal O Globo, durante uma entrevista coletiva realizada no final de outubro no Parque Ibirapuera, Ndikung contou que, ao receber o convite da Bienal, estava em uma viagem de pesquisa pela Nigéria e lia os versos finais de Evaristo: “Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra”. Segundo ele, a força do poema o inspirou a trazer uma nova perspectiva sobre humanidade. “Esse verso de Evaristo foi um chamado para rever o conceito de humanidade longe da colonialidade e das imposições religiosas. Queremos ver a humanidade como prática viva e não apenas como substantivo.”
Para o curador, os versos de Conceição Evaristo representam um convite à desaceleração, ao silêncio e à escuta do que está fora dos caminhos mais percorridos. “Estamos acostumados a falar de humanidade como um dado, mas Evaristo nos lembra que há outras maneiras de vivê-la, e que nem todo mundo segue o mesmo caminho. Existem experiências humanas que só a poesia permite acessar,” afirmou Ndikung, destacando que a Bienal buscará capturar essa essência, enfatizando o silêncio como meio de entendimento profundo e a poesia como uma forma de resistência.
O poema de Evaristo inaugura o primeiro dos três eixos curatoriais da Bienal, todos estruturados a partir de peças poéticas que inspiram novos olhares sobre a humanidade. Este primeiro eixo convida os visitantes a uma reflexão sobre tempo, espaço e conexão com a natureza — a Bienal propõe, nas palavras da cocuradora Anna Roberta Goetz, uma “reivindicação do tempo e do espaço para permitir uma humanidade que respira e que se silencia”.
Ndikung destacou que a Bienal pretende, portanto, explorar um conceito expandido de humanidade, que se aproxime mais das experiências múltiplas e submersas que os versos de Evaristo evocam.
A Bienal de São Paulo promete também incorporar o espírito de Evaristo por meio de “Invocações”, uma série de eventos que antecedem a mostra, e levam esse convite ao silêncio e ao diálogo para quatro locais ao redor do mundo.
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, discursou pela primeira vez após ser derrotada nas eleições presidenciais, na Universidade de Howard, onde ela se formou, na tarde desta quarta-feira, 6 de novembro.
A democrata reconheceu a derrota para Donald Trump e defendeu uma transição pacífica de poder. “Sei que as pessoas estão sentindo uma série de emoções agora, mas precisamos aceitar os resultados desta eleição”, afirmou. Mais cedo, ela havia ligado para adversário para parabenizá-lo pela vitória.
Ela também agradeceu pela confiança de seus eleitores, o presidente Joe Biden e o vice dela na chapa, Tim Walz, e a sua família. “Meu coração está pleno de gratidão pela confiança que vocês tiveram em mim. Está também cheio de amor pelo nosso país e pela vontade de seguir adiante”, disse.
Harris deixou um discurso motivador, especialmente para os jovens. “Não há problema em se sentir triste e decepcionado. Na campanha, eu costumava dizer que, quando lutamos, vencemos. Às vezes, a luta demora um pouco. Isso não significa que não venceremos. O importante é nunca parar de tentar tornar o mundo um lugar melhor. Vocês tem poder!”, afirmou.
“Nunca dê ouvidos quando alguém lhe disser que algo é impossível porque nunca foi feito antes. Você tem capacidade de fazer um bem extraordinário no mundo. E então, para todos que estão assistindo, não se desesperem. Este não é o momento de desistir. Este é o momento de arregaçar as mangas”, finalizou o discurso encorajando o público.
Pela manhã, a apuração de votos projetou que o republicano Donald Trump conquistou os mais de 270 delegados necessários no Colégio Eleitoral para retornar à presidência dos Estados Unidos, enquanto Kamala Harris alcançou 226 delegados.
Um jovem negro foi morto a tiros por um policial militar de folga em frente a um mercado OXXO na zona sul de São Paulo, no último domingo (3). Gabriel Renan da Silva Soares, 26, sobrinho do rapper Eduardo Taddeo, ex-integrante do grupo Facção Central, foi alvejado oito vezes após ser acusado de tentativa de furto. O caso, registrado na Avenida Cupecê, Jardim Prudência, está sendo investigado pela Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
A morte de Gabriel foi denunciada por Taddeo em um vídeo nas redes sociais, no qual o rapper criticou a ação policial e a violência direcionada a jovens negros e periféricos. Taddeo afirmou que o sobrinho foi morto de forma desproporcional e pediu que a comunidade periférica boicote estabelecimentos que, segundo ele, contribuem para a criminalização de suas comunidades.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou em nota que o caso está sob investigação do DHPP, que solicitou exames periciais e está realizando outras diligências para apurar as circunstâncias da ação. A SSP assegurou que todas as evidências serão analisadas para esclarecer os fatos.
Em entrevista à Ponte Jornalismo, Fátima Taddeo, tia de Gabriel, questionou a quantidade de disparos usados na abordagem, afirmando que o sobrinho estava desarmado e não tinha como reagir. “Eles precisaram de oito tiros para ver que o Gabriel não estava armado?”, declarou.
Segundo a família, Gabriel lutava contra o vício em uma droga conhecida como “K” e, sob efeito dela, estaria em condição vulnerável. A tia relatou que o sobrinho passava por um momento delicado e que a violência empregada no caso aumentou o sofrimento dos familiares.
Em nota ao Splash/UOL, o OXXO declarou que suas ações são pautadas pelo respeito às pessoas e lamentou profundamente o ocorrido. A rede informou que seus colaboradores acionaram as autoridades de imediato e que as imagens do sistema de segurança estão à disposição para auxiliar na investigação.
O corpo de Gabriel foi retirado do local na manhã de segunda-feira (4). A família aguarda o avanço das investigações e pede que o caso não seja tratado como legítima defesa, cobrando uma resposta firme sobre o padrão de violência policial enfrentado por jovens negros e periféricos.
Nos Estados Unidos, o deputado democrata Monroe Nichols venceu a eleição e faz história ao se tornar o primeiro prefeito negro na cidade de Tulsa, nesta terça-feira, 5 de novembro. Ex-jogador de futebol universitário, Nichols atua na Câmara dos Representantes de Oklahoma desde 2016.
A vitória de primeiro prefeito negro da cidade acontece 103 anos após oMassacra de Tulsa. Considerado um dos piores de casos de violência racial nos EUA, mais de 300 pessoas morreram em um ataque feito por grupos racistas nas ruas da “Wall Street Negra”, que roubaram e queimaram casas e comércio, além de usarem aviões para bombardear o bairro de Greenwood, de maioria negra e classe média.
Monroe Nichols comemorou a vitória na última noite, em frente às imagens de Black Wall Street e fez um discurso inesquecível agradecendo à comunidade pelo apoio.
“Agora, sem dúvida, haverá alguns contratempos, talvez alguns passos em falso, mas continuaremos a marchar para a frente. Não estaremos em um momento marcado. Podemos não concordar sempre sobre o caminho para a grandeza, mas sempre estaremos unidos em nosso compromisso de chegar lá, e serei um líder honesto disposto a se envolver com todos os cidadãos, mesmo quando discordarmos”, disse durante o discurso.
O democrata destacou como prioridade em sua campanha para prefeito a criação de mais moradias acessíveis e o combate à falta de moradia. Nichols afirmou que deseja colaborar estreitamente com parceiros tribais em questões de segurança pública e empreendedorismo.
As eleições americanas de 2024 trouxeram à tona a importância estratégica do voto da comunidade negra, especialmente com a possibilidade histórica de Kamala Harris se tornar a primeira mulher negra na presidência dos Estados Unidos.
Embora rumores e previsões sugerissem um afastamento de homens negros jovens em relação ao Partido Democrata, as urnas contaram uma história diferente. O apoio da comunidade negra a Harris se manteve forte, desafiando a narrativa de uma possível migração para o apoio a Trump.
De acordo com pesquisas de saída publicadas pelo The Washington Post, 78% dos homens negros votaram em Kamala Harris, uma cifra levemente inferior à registrada por Joe Biden em 2020. No entanto, em estados como a Carolina do Norte, 1 em cada 5 homens negros optou por Trump, dobrando seu apoio em relação às eleições de 2020, segundo dados da CBS.
Esse movimento ilustra uma leve fragmentação, mas que não comprometeu o suporte robusto de homens e mulheres negras em grande parte do país. As mulheres negras, em particular, se destacaram por seu apoio a Harris, com 92% dos votos destinados à candidata democrata – uma porcentagem ainda maior do que a observada em 2020 para Biden.
Em entrevista realizada antes das eleições pelo Mundo Negro, Kasiyah Tatem, uma jovem liderança de Washington, D.C., observou como a desinformação teve um papel importante no processo. “Há essa desinformação de que Trump proporcionou alguma vantagem econômica para eles durante sua presidência. Eles acreditam que os ‘cheques de estímulo’ vieram dele, quando na verdade foram iniciativas promovidas pelos democratas no Congresso,” explicou Tatem, destacando como mal-entendidos sobre a economia criaram uma percepção equivocada entre alguns eleitores.
Outro entrevistado, o cientista político John Kincaid, diretor do Meyner Center for the Study of State and Local Government, sugeriu que o apelo de Trump para jovens homens negros pode estar relacionado a uma visão de crescimento econômico pessoal. “Alguns veem Trump como mais favorável aos interesses empresariais, especialmente aqueles que aspiram a empreender. Eles o veem como um facilitador do crescimento para pequenos negócios, uma vez que ele próprio tem uma trajetória como empresário,” afirmou Kincaid, ressaltando uma mudança geracional em que muitos eleitores negros valorizam o empreendedorismo como meio de alcançar igualdade.
Além do impacto do voto negro na eleição presidencial, este ano também marcou um avanço histórico no Senado dos Estados Unidos. Pela primeira vez, duas mulheres negras foram eleitas para servir simultaneamente: Angela Alsobrooks, de Maryland, e Lisa Blunt Rochester, de Delaware, ambas do Partido Democrata. Com suas vitórias, o número de mulheres negras no Senado dobrou, passando de duas para quatro, e reforçando a presença política negra em um dos principais espaços de poder dos EUA.
Apesar da lealdade demonstrada pela maioria dos eleitores negros, outros grupos demográficos tiveram impactos decisivos no resultado final das eleições.
Segundo o The Washington Post, 55% dos eleitores brancos escolheram Trump, incluindo 59% dos homens brancos e 52% das mulheres brancas. Latinos também apresentaram uma preferência por Trump, especialmente entre os homens, dos quais 54% votaram no candidato republicano.
Cliff Albright, cofundador da organização Black Voters Matter, destacou essa dinâmica em uma declaração pós-eleitoral. “Alguns passaram muito tempo questionando o voto dos homens negros e esqueceram de observar mais atentamente o voto das mulheres brancas e dos eleitores latinos,” comentou ele, chamando a atenção para a diversidade de influências nas decisões eleitorais deste ano.
O Mundo Negroestá nos Estados Unidos a convite do governo americano, por meio do consulado dos EUA em São Paulo, participando do “Reporting Tour” para acompanhar de perto as eleições americanas e suas implicações para a comunidade negra. A cobertura está sendo feita na pagina de Instagram do Mundo Negro e no perfil pessoal da @silvia_nascimentoo, fundadora do portal.
No dia 4 de novembro, data que marcou 55 anos da morte de Carlos Marighella, foi anunciada a criação do Instituto Carlos Marighella na casa onde o ativista e guerrilheiro viveu, no bairro de Nazaré, em Salvador. O espaço, que funcionará como centro cultural e de formação política, busca preservar o legado de Marighella e oferecer uma plataforma para debates e atividades voltadas à cidadania e à memória histórica.
A residência, onde Marighella morou com sua companheira Elza Sento Sé, se tornará um ponto de referência para a valorização de sua trajetória e de seu papel na resistência à ditadura militar. A criação do instituto é fruto de esforços contínuos de militantes e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que pleitearam o projeto como forma de resgatar e compartilhar essa história com o público.
O anúncio oficial aconteceu em São Paulo, durante uma homenagem no local onde Marighella foi morto em 1969 por agentes da ditadura, na Alameda Casa Branca. A cerimônia contou com a presença de José Luiz Del Roio, companheiro de militância e cofundador da Ação Libertadora Nacional (ALN) ao lado de Marighella, que reforçou a importância da memória coletiva como elemento essencial para a identidade social brasileira.
Carlos Marighella, natural de Salvador, liderou a ALN e foi uma figura central na resistência armada contra o regime militar. Sua atuação política incluiu participação ativa no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e representou uma das vozes mais firmes contra as arbitrariedades do Estado. A criação do Instituto Carlos Marighella busca perpetuar sua história, oferecendo um espaço de reflexão e aprendizado para as novas gerações.
Na manhã desta quarta-feira, 6, o rapper e produtor norte-americano 50 Cent celebrou em seu Instagram a vitória do candidato republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Apesar de não ter declarado explicitamente que apoiava Trump durante sua campanha, o rapper já havia comentado que recusou uma oferta milionária para se apresentar em um comício do republicano.
O rapper compartilhou duas fotos, uma cumprimentando Donald Trump em uma ocasião anterior e uma selfie com Trump, além de escrever na legenda: “Não me importa como vai a luta, vou embora com a m*** do vencedor. Ainda não sei o que está acontecendo 🤦parabéns!”.
Recentemente, ele declarou ter recusado uma oferta de US$ 3 milhões (equivalente a R$ 17,3 milhões) para se apresentar em um comício eleitoral de Donald Trump realizado no dia 27 de setembro no Madison Square Garden, em Nova York, nos Estados Unidos. “Eu nem fui longe… Eu não falei com eles sobre esse tipo de coisa. Eu tenho medo de política“, afirmou rindo.
O rapper tem chamado a atenção da imprensa após declarar que está produzindo um documentário que expõe as acusações de tráfico sexual e assédio cometidas pelo magnata da música Sean ‘Diddy’ Combs. Em entrevista concedida no mês de outubro para a revista People, 50 Cent afirmou que tem falado sobre os supostos crimes cometidos por Diddy há anos: “Olha, parece que estou fazendo algumas coisas extremamente ultrajantes, mas não estou. Na verdade, sou eu apenas dizendo o que venho dizendo há 10 anos”, declarou o rapper.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) ingressou com uma ação civil pública contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), contestando a reserva de 30% das vagas para pessoas com deficiência, indígenas, negros e moradores de quilombos no Exame Nacional de Residência (Enare). A ação foi protocolada na 3ª Vara Cível de Brasília, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), segundo informou a Agência Brasil.
Realizado em 20 de outubro, o concurso do Enare ofereceu 4.854 vagas para residência médica e 3.789 para residência multiprofissional e outras áreas da saúde, distribuídas em 163 instituições pelo país. Participaram da prova 80 mil candidatos, entre os 89 mil inscritos, em 60 cidades.
Em nota, o CFM defendeu que a seleção para residência médica deve ser baseada exclusivamente no “mérito acadêmico de conhecimento”, alegando que as cotas podem gerar “vantagens injustificáveis dentro da classe médica” e “discriminação reversa”. Embora afirme reconhecer “a importância das políticas afirmativas para a concretização do princípio de equidade”, o CFM se posiciona contra as cotas no âmbito das residências médicas.
A Associação Médica Brasileira (AMB) também expressou oposição à reserva de vagas, destacando que os candidatos a programas de residência já possuem uma formação igualitária no curso de medicina.
Em resposta, a Ebserh reforçou que a reserva de vagas segue a legislação e possui respaldo do Supremo Tribunal Federal (STF), que já reconheceu a validade do critério étnico-racial no acesso ao ensino superior público. Em nota, a empresa vinculada ao Ministério da Educação (MEC) destacou que o sistema de cotas visa “garantir que o acesso aos programas de residência reflita a diversidade demográfica do Brasil e contribua para um sistema de saúde mais inclusivo e equitativo”.
O processo de seleção do Enare permite que os candidatos escolham, após a prova, a especialidade e o hospital onde desejam atuar, seguindo um modelo similar ao do Enem e do Sisu. Para a residência multiprofissional, o candidato define a área de atuação no momento da inscrição e, conforme a pontuação obtida, seleciona a instituição em que pretende realizar a residência.
Os resultados da prova escrita serão divulgados em 20 de dezembro. Em 7 de janeiro, será publicado o resultado da análise curricular, que definirá os candidatos aprovados. A partir de 21 de janeiro, começam as convocações, com previsão de até três chamadas para preenchimento das vagas.
O republicano Donald Trump conquistou os mais de 270 delegados necessários no Colégio Eleitoral para retornar à presidência dos Estados Unidos, segundo projeções realizadas por estatísticos e veículos de mídia norte-americanos. A candidata democrata e atual vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, era a principal oponente de Trump e entrou na disputa após a desistência de Joe Biden.
Apesar do apoio de figuras de peso, como LeBron James, Beyoncé, Kelly Rowland e Tyler Perry, além do ex-presidente americano Barack Obama e sua esposa, a advogada Michelle Obama, Harris não conseguiu reverter a narrativa da campanha republicana, que explorou as fragilidades da economia atual, além de espalhar desinformação e fazer discursos xenofóbicos. Com o slogan de “novos anos dourados aos cristãos”, Trump capitalizou uma base de eleitores religiosos e conservadores, enquanto Harris enfrentava resistência em consolidar alianças com setores insatisfeitos com o governo de Joe Biden.
Trump teve sua vitória anunciada, às 7h32 (horário de Brasília) desta quarta-feira, 6, depois de garantir 276 delegados. Nos Estados Unidos, cada estado é responsável pela apuração dos votos e o processo pode levar mais dias. O que contribui para que a população saiba com antecedência qual candidato será vencedor é a projeção. Após projeção da vitória de Trump no Estado de Wisconsin o resultado sobre a vitória de Trump foi confirmado.
Trump obteve maioria dos votos nos Estados decisivos, de acordo com dados publicados pela Associated Press:
O republicano será 47º presidente eleito do país, e volta à Casa Branca depois de sofrer uma derrota contra Joe Biden em 2020. Anteriormente, Donald Trump já havia ocupado o cargo mais alto dos Estados Unidos quando venceu Hillary Clinton nas eleições de 2016.
Em um evento realizado na última semana, a atriz e dramaturga Danai Gurira comentou sobre como o resultado das eleições nos Estados Unidos poderia refletir em outros países, em especial sobre os direitos reprodutivos das mulheres no mundo todo: “Isso me deixa furiosa pensar que essas proibições ao aborto estão matando mulheres”, disse ela.
A derrota de Harris marca uma virada para o Partido Democrata, que agora busca compreender os motivos do retorno de Trump e suas promessas radicais, que incluem cortes de impostos, restrições à imigração e políticas econômicas protecionistas.
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