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“Um Brasil sem discriminações e sem miséria”, diz nova ministra dos Direitos Humanos em cerimônia no Planalto

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em cerimônia realizada na última, 27, no Palácio do Planalto, em Brasília, a nova ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, assumiu oficialmente o cargo com um discurso que destacou a defesa de um Brasil sem discriminações, fome e miséria. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das outras cinco ministras de seu governo, Evaristo ressaltou o desafio de desmistificar o que são os Direitos Humanos e tornar a pauta central no país.

“É fundamental que se compreenda que Direitos Humanos são direitos de todos, e que sua garantia é condição para um país mais justo e igualitário”, afirmou a ministra, que reforçou seu compromisso com o combate à desigualdade social e ao racismo.

Mineira da cidade de São Gonçalo do Pará, Macaé Evaristo é professora, assistente social e ativista pelos direitos humanos e a luta antirracista. Ela se tornou a primeira mulher negra a ocupar o cargo de secretária de Educação de Belo Horizonte, entre 2005 e 2012, e do estado de Minas Gerais, de 2015 a 2018. Em âmbito federal, atuou como secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, durante o governo Dilma Rousseff.

Evaristo, que é formada em Serviço Social e possui mestrado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também realiza seu doutorado em educação, atualmente está licenciada do cargo de deputada estadual em Minas Gerais.

Nomeada ministra dos Direitos Humanos há pouco mais de duas semanas, Macaé substitui Silvio de Almeida, exonerado no dia 6 de setembro após denúncias de assédio moral e sexual. Almeida nega as acusações, que estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que abriu um procedimento preliminar para apurar o caso.

A posse da nova ministra reforça o compromisso do governo Lula com uma agenda focada na promoção da igualdade de direitos e na inclusão social, em um contexto de intensificação dos esforços para reduzir as desigualdades no país.

“Reconhecer Seu Valor”: Powerlist do Mundo Negro exalta a força e a liderança de mulheres negras em cerimônia

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“Se poder é bom, eu também quero”. A frase, dita pela TEDx Speaker, Conselheira e Colunista de Carreira e Negócios no Mundo Negro, Sauanne Bispo, durante a cerimônia de premiação da Powerlist Mulheres Negras Mudam Histórias, que aconteceu em São Paulo na tarde desta sexta-feira, 27, reflete a importância do evento e das trajetórias inspiradoras compartilhadas pelas 10 mulheres negras reconhecidas por suas histórias de sucesso na carreira e como estão transformando a realidade ao seu redor.

Comandada pela jornalista Silvia Nascimento, CEO e fundadora do site Mundo Negro, a agenda do dia contou com um talk que reuniu as colunistas do veículo, Viviane Elias Moreira, Sauanne Bispo e Kelly Baptista, que destacaram a importância do apoio de outras mulheres negras em suas trajetórias e a necessidade de se fortalecer: “Não é só questão financeira. É sobre entender que você é digna de ter em qualquer esfera”, ressaltou Sauanne, que teve sua fala corroborada por Kelly Baptista, que reconheceu a importância da mulher negra “reconhecer seu valor”.

Ponto alto do dia, a entrega do prêmio às mulheres negras contou com representantes das empresas apoiadoras do evento, Márcia Silveira e Luana Tomaz, que atuam na L’Oréal Paris, L’Oréal Group, além de Carol Garrido e Thayná Nascimento, da Ambev. A Fenty Beauty, marca de maquiagem exclusiva de Rihanna, também foi uma das apoiadoras da premiação.

“Cada uma delas representa o poder da nossa comunidade, a força da mulher negra, e a importância de estarmos em espaços onde, por muito tempo, não fomos vistas ou reconhecidas”, apontou a Silvia Nascimento.

Homenageadas, a dermatologista Camila Rosa, a empreendedora e comunicadora Bárbara Brito, a atriz, influenciadora e ativista Gabriela Loran, a executiva tech, professora e designer de futuros Grazi Mendes, a especialista em inclusão e diversidade na área de Beleza, Marcele Gianmarino, a especialista em Recursos Humanos, Íris Barbosa, a diretora global de tecnologia de soluções de negócios da Vale, Vânia Neves, a empreendedora e investidora Camila Farani, a diretora de Marketing da Globo, Samantha Almeida e Andreza Rocha, CEO da AfOya fizeram discursos que emocionaram as demais convidadas presentes ao compartilharem detalhes de suas trajetórias.

“Todo prêmio que a gente recebe nunca é só nosso. Isso aqui não é só meu. São de todas as que vieram antes de mim, que abriram as portas para que eu pudesse estar aqui hoje. São das que estão aqui ainda. E é tão importante ver que nós somos potências, que nós podemos, porque exatamente o que nos falta é só oportunidade, porque quando a oportunidade surgir, nós estamos prontas”, disse Gabriela Loran, embaixadora da L’Oréal Paris, ao receber o prêmio emocionada.

Já a Marcele Gianmarino, gerente de diversidade na Sephora Brasil, relembrou sua rede de apoio ao longo da jornada. “Foi no meio de mulheres pretas, que eu encontrei o acolhimento, que eu encontrei o verdadeiro amor. Se acolher nessa loucura no mundo que insiste cada dia que a gente não deveria estar aqui é muito poderoso. E um lembrete pra mim mesma: ‘eu quero ser fiel a quem eu sou’”.

O talk final, liderado pela Head de Diversidade e Inclusão em Advocacy e Influence no Grupo L’Oréal no Brasil, Márcia Silveira, teve a presença das influenciadoras Amanda Mendes e Sabrina Dibynes, que falaram sobre como o slogan da marca ‘Você Vale Muito’ impacta suas trajetórias e como a representatividade na beleza tem evoluído.

Boicote os racistas. Fortaleça os negócios pretos!

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Foto: Freepik

Eu sempre digo: os racistas não merecem respeito. Eles extrapolam todos os limites da paciência. A todo custo, procuram formas de desumanizar as pessoas negras. Você deve ter acompanhado um caso de racismo que rendeu bastante indignação. 

No mês passado, durante as compras, uma mãe foi surpreendida com a injusta acusação contra o seu filho. O funcionário da loja disse que o menino roubou doces. Ele tem apenas sete anos. A mãe se revoltou com o funcionário. E o menino, bastante sentido, dizia “não roubei nada”. Essa notícia me deixou enfurecido. Para quem não sabe, ambientes comerciais são lugares inseguros somente para nós. Por essa razão, naturalizamos comportamentos que nos protegem da violência racista. Às vezes dá certo. 

No interior das lojas, evitamos abrir bolsas e mochilas, não colocamos as mãos nos bolsos e não demoramos nos corredores; caso não encontremos o que interessa, até compramos qualquer coisa só para não sair de mãos abanando. Porém, essas artimanhas são possíveis porque somos pessoas adultas, mas as crianças estão desprotegidas completamente. É fundamental enfrentarmos os ambientes de violência contínua, e assim, proteger todos nós. Isso é possível se deixarmos as distrações de lado e focarmos no que é importante.

Lembro-me da história do famoso boicote na cidade de Montgomery, Estados Unidos. Nos anos 50, a população negra deu uma resposta radical contra a lei que determinava que os negros somente poderiam sentar nos assentos que ficassem nos fundos dos ônibus. O estopim ocorreu depois que a ativista dos movimentos civis, Rosa Parks, se recusou a ceder o assento para um homem branco. Ela foi presa. Os negros, então, decidiram boicotar os ônibus até derrubarem a lei racista. Eles iam andando, de bicicleta, de carona para escola, trabalho e comércio. A mobilização causou um déficit no sistema de transporte, e a lei foi considerada inconstitucional. Os negros conquistaram o direito de sentar onde quisessem nos ônibus.

No contexto brasileiro, acredito que, se mirarmos o bolso dos racistas, muitas coisas mudarão. Por exemplo, promover um amplo boicote e, de quebra, aproveitar para fortalecer os negócios pretos. Não esqueçamos das palavras da escritora Alice Walker: “A maneira mais comum de as pessoas desistirem do seu poder é pensar que não têm nenhum”. 

Leidy Elin expõe ataques racistas em suas redes sociais desde a saída do Big Brother

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Leidy Elin sofre com ataques racistas nas redes sociais após saída do BBB. Foto: Instagram/Reprodução
Leidy Elin sofre com ataques racistas nas redes sociais após saída do BBB. Foto: Instagram/Reprodução

Na última quinta-feira, 26, Leidy Elin utilizou suas redes sociais para expor os ataques racistas que a acompanham desde sua participação no Big Brother Brasil 24. Em nota, a influencer manifestou seu profundo repúdio às ofensas que se proliferam nas redes sociais e em sites de “entretenimento”.

“A assessoria jurídica da influencer Leidy Elin vem, por meio desta nota, manifestar repúdio contra os ataques racistas que vêm ocorrendo nas redes sociais, notícias e páginas de ‘entretenimento’ desde sua participação no reality show, perdurando até a presente data”, destaca o comunicado. Leidy também anunciou que já estão sendo tomadas medidas legais nas esferas cível e criminal, visando garantir que esses atos não fiquem impunes. “Vale ressaltar que a Lei 14.532/2023 equiparou a injúria racial ao crime de racismo, estando o agressor sujeito à pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e indenização”, completa a nota assinada por seus advogados.

Além de sua denúncia, é crucial lembrar que a luta contra o racismo também está interligada a questões de saúde mental. De acordo com o Ministério da Saúde, jovens negros têm 45% mais chances de desenvolver depressão em comparação aos brancos, ressaltando a urgência de um combate efetivo ao racismo e suas consequências.

Recentemente, Leidy compartilhou que tem enfrentado momentos conturbados e lida com a depressão após sua participação no Big Brother Brasil, intensificada pela grande exposição e pelos ataques massivos que recebeu. Em um desabafo, a ex-BBB revelou que, ao retornar para casa, entrou em depressão, em parte devido aos ataques direcionados a ela e sua família.

“Queria muito fazer um vídeo falando sobre setembro amarelo, mas não tenho forças para isso”, disse Leidy. “Entrei em depressão um mês após sair do programa e luto contra ela todos os dias.” Ela enfatizou que nunca havia enfrentado problemas psicológicos antes do reality, evidenciando o impacto negativo da fama em sua saúde mental.

Espetáculo inspirado na tradição oral africana tem apresentação única no Teatro Dragão do Mar em Fortaleza

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Fotos: Margareth Leite e Danilo Ferrara

O Teatro Dragão do Mar, complexo cultural localizado em Fortaleza, no Ceará, recebe no próximo domingo, 29, às 20h, o solo teatral “Nos Tempos de Gungunhana”, do multiartista moçambicano Klemente Tsamba. Baseado no romance “Ualalapi” de Ungulani Ba Ka Khosa, o espetáculo promete uma imersão na rica cultura africana, mesclando contos tradicionais com músicas, danças e provérbios.

Com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira), a venda está disponível no site da plataforma Sympla Bileto e nas bilheteiras do teatro. A apresentação, que tem duração de 60 minutos e é classificada para maiores de 16 anos, é uma oportunidade única para o público fortalezense conhecer a narrativa de Umbangananamani, um guerreiro da tribo tsonga, durante o reinado de Gungunhana.

Desde sua estreia em 2014, “Nos Tempos de Gungunhana” já foi exibido em diversos festivais de teatro em Portugal, Moçambique, Brasil, Angola e Cabo Verde, passando por capitais como Salvador e Recife. A proposta de Tsamba é utilizar a tradição oral dos contadores de histórias africanas para retratar episódios mágicos e a vida do célebre rei tribal moçambicano.

O espetáculo destaca-se pela sua abordagem inovadora, que transforma a narrativa em uma experiência sensorial, envolvendo o público em um diálogo com a cultura africana por meio de ritmos e performances vibrantes.

Powerlist Mulheres Negras Mudam Histórias: 10 trajetórias de sucesso são homenageadas em cerimônia realizada em São Paulo

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Foto: Bárbara Jadeh

Na tarde desta sexta-feira, 27, 10 mulheres negras serão homenageadas pela Powerlist Mulheres Negras Mudam Histórias.  A cerimônia fechada para convidados, realizada em São Paulo, contará com a presença da CEO do Mundo Negro, Silvia Nascimento, que entregará o prêmio às homenageadas.

Profissionais reconhecidas e mulheres que fazem a diferença em diversos segmentos, as premiadas deste ano são: dermatologista Camila Rosa, a empreendedora e comunicadora Bárbara Brito, a atriz, influenciadora e ativista Gabriela Loran, a executiva tech, professora e designer de futuros Grazi Mendes, a especialista em inclusão e diversidade na área de Beleza, Marcele Gianmarino, a especialista em Recursos Humanos, Íris Barbosa, a diretora global de tecnologia de soluções de negócios da Vale, Vânia Neves, a empreendedora e investidora Camila Farani, a diretora de Marketing da Globo, Samantha Almeida e Andreza Rocha, CEO da AfOya.

Responsável por criar a Powerlist Mulheres Negras Mudam Histórias, Silvia Nascimento afirma que é importante reconhecer mulheres negras, sobretudo aquelas que estão ocupando espaços no ambiente corporativo, onde são minoria nos cargos executivos.

Além da presença das mulheres negras que elevam outras pessoas negras e criam espaços de representatividade, o evento deste ano conta com o apoio de marcas como L’Oréal Paris, L’Oréal Groupe e Ambev, que compartilham do compromisso de dar visibilidade a essas mulheres extraordinárias.

Powerlist Mundo Negro 2024 celebra a força de mulheres negras e destaca apoio do Grupo L’Oréal

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Eduardo Paiva (Foto: L'Oreal)

Hoje, a Powerlist Mundo Negro 2024, um dos principais eventos de celebração e reconhecimento de mulheres negras no Brasil, acontece com o tema “Mulheres Negras Mudam Histórias”. Organizada pelo portal Mundo Negro, a iniciativa reúne lideranças que têm impactado positivamente suas áreas de atuação e a sociedade, com trajetórias marcadas pela superação e inovação.

O evento, que se consolidou como uma referência na promoção da diversidade e inclusão, conta com o apoio de grandes marcas como Grupo L’Oréal e Ambev. Curada por Silvia Nascimento, editora-chefe do Mundo Negro, a Powerlist visibiliza as histórias dessas mulheres e o impacto de suas conquistas.

Eduardo Paiva, Head de Diversidade, Equidade & Inclusão do Grupo L’Oréal no Brasil, destaca a importância do evento e o papel da empresa em promover a diversidade. “Nos últimos quatro anos, o Grupo L’Oréal voltou seus esforços para uma transformação radical, enfrentando os desafios da diversidade. Implementamos medidas significativas para garantir que nossas ações refletissem nosso propósito de criar uma beleza que move o mundo, ou seja, uma beleza mais diversa, inclusiva e responsável”, afirma Paiva.

O executivo ressaltou que o empenho da empresa em promover mudanças estruturais tem sido reconhecido globalmente. “Hoje, o Grupo L’Oréal possui pessoas negras em cargos de liderança, tomando decisões que ajudam a criar estratégias mais plurais. Além disso, a ciência é nossa aliada para desenvolver produtos de beleza diversos, com alto nível de desempenho, qualidade e segurança”, complementa.

As homenageadas da Powerlist deste ano incluem profissionais de destaque em diferentes áreas, como Samantha Almeida, diretora de Marketing na Globo, Camila Farani, empreendedora e investidora, e Vania Neves, CTO da Vale. Outras mulheres que se destacam no cenário de tecnologia, beleza, educação e empreendedorismo também serão reconhecidas.

Silvia Nascimento reforça a relevância do evento para a promoção da representatividade e do impacto das mulheres negras na construção de um futuro mais inclusivo. “A Powerlist Mundo Negro 2024 é mais do que uma celebração, é uma reafirmação do impacto das mulheres negras na construção de um futuro mais inclusivo e justo”, afirma a curadora do evento.

O evento de hoje será fechado para convidados, mas os principais momentos serão compartilhados em tempo real nas redes sociais do Mundo Negro, permitindo que um público mais amplo acompanhe os destaques e as homenagens.

Instagram deve fornecer IPs de autores de ataques racistas contra Miss Milla Vieira, determina juiz

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Foto: Anderson Barbosa

A Justiça de São Paulo ordenou, na quarta-feira, 25, a remoção de comentários racistas direcionados à modelo Milla Vieira, eleita Miss Universo São Paulo em julho deste ano. A decisão, emitida pelo juiz Antonio Manssur Filho, também determina que o Instagram forneça os endereços de IP de 93 usuários que realizaram as postagens ofensivas. A empresa Meta, responsável pela rede social, tem o prazo de cinco dias para cumprir a ordem judicial, sob pena de multa de R$ 50 mil.

“Que sejam fornecidos ao juízo os IPs dos usuários que postaram os comentários, horários e posição geográfica quando da criação e acessos da conta do usuário, além de dados cadastrais”, determinou o magistrado.

O processo tramita na 2ª Vara Cível de São Paulo, no Foro Regional Tatuapé, desde o dia 30 de agosto. Na última segunda-feira, 23, a defesa da miss apresentou à Justiça os links de três perfis com grande volume de comentários ofensivos contra Milla, solicitando que também fossem removidos.

De acordo com Eduardo Lemos Barbosa, advogado da modelo, as mensagens continham teor racista e xenofóbico. “Foram ofensas de cunho racista e xenófobas, mas que a Justiça entendeu serem nocivas a ela, que sofreu grave abalo emocional”, afirmou Barbosa em nota.

Em declaração enviada para o portal g1, a modelo destacou a importância de combater esse tipo de comportamento nas redes. “Acho importante que as pessoas entendam a importância de não aceitarem esse tipo de agressão e lutarem pelos seus direitos”, comentou Milla.

Os ataques começaram após a divulgação do resultado do concurso, realizado em 24 de julho, quando Milla, uma mulher negra, foi alvo de diversos comentários questionando sua vitória. Entre as mensagens, usuários publicaram frases como: “Ganhou pela cota, só pode” e “Por que agora tem cota reservada nestes concursos?”.

Um inquérito policial foi aberto no 58º Distrito Policial de São Paulo, e o caso foi encaminhado à Polícia Federal devido à “amplitude nacional” dos ataques, que continuam sob investigação.

Espetáculo gratuito celebra a trajetória do bailarino e coreógrafo Ismael Ivo em apresentação única no Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução

Para marcar o décimo aniversário da Cia de Teatro KarmaCírculus, a companhia se uniu à Cia de Dança Juliana Bezerra para encenar o espetáculo inédito MAEL – Meu Nome é Ismael Ivo. A peça, uma homenagem ao bailarino e coreógrafo paulista Ismael Ivo, será apresentada no Teatro Firjan SESI Duque de Caxias no próximo dia 29 de setembro, às 18h. A entrada é gratuita.

Com dramaturgia e direção de Átila Bee, a montagem leva aos palcos a vida e a obra de Ismael Ivo, destacando sua trajetória desde a infância até a carreira internacional e seu retorno ao Brasil, onde assumiu a direção do Balé da Cidade de São Paulo. Dois bailarinos negros dão vida a Ismael em diferentes fases, em uma produção que busca explorar a potência e a ancestralidade presentes na dança do artista.

Foto: Celso Cassio

Sob a direção geral e artística de Juliana Bezerra, a peça inclui releituras de coreografias de Ismael Ivo, assinadas por Drika Rodrigues, Bruno Alarcon e pela própria Bezerra. A diretora ressalta a importância de contar essa história. “Estamos falando de um homem negro, periférico, que saiu do subúrbio de São Paulo e se tornou um dos maiores nomes da dança mundial”, aponta.

“Ismael entendia o corpo do bailarino brasileiro de forma única”, afirma o dramaturgo Átila Bee. “Ele via na dança uma ferramenta de transformação social, especialmente quando tocava em questões como o racismo”, destaca o diretor, que construiu a narrativa a partir de entrevistas concedidas pelo próprio Ivo.

O bailarino Bruno Alves, que interpreta Ismael Ivo no espetáculo, destaca o impacto de sua trajetória. “Ele veio de baixo, e o peso de representá-lo não é um fardo, mas uma honra. Ismael foi um ícone da dança contemporânea e sinto uma grande responsabilidade ao levá-lo para o palco”, comenta.

Suge Knight diz que Diddy e outras celebridades são vítimas de abusos de poderosos executivos da música

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Créditos: Getty Images e Mike Coppola/Getty Image

Em uma entrevista recente, Suge Knight, ex-CEO da Death Row Records, afirmou que Sean “Diddy” Combs e outras celebridades são vítimas de abuso por parte de poderosos executivos no mundo da música como Clive Davis, Russell Simmons e Andre Harrel. Eles teriam usado “álcool e drogas” para comprometer a “masculinidade” do rapper.

Knight, que cumpre uma sentença de 28 anos por atropelar e matar um homem, declarou à News Nation na última terça-feira (24) que seus artistas, inicialmente apenas usuários de maconha, teriam sido expostos a drogas mais pesadas ao assinarem com outras gravadoras.

“Essas pessoas… elas introduziram cocaína aos meus artistas”, afirmou em uma ligação da prisão ao apresentador Chris Cuomo. “Então, uma vez que eles começaram a usar cocaína, uma vez que eles começaram a usar drogas, uma vez que eles começaram a usar álcool, foi aí que as coisas estranhas aconteceram. Acho que foi isso que levou Puffy [Combs] por esse caminho”, alegou.

O empresário da indústria musical ainda citou nomes de outros artistas que também teriam sido vítimas de abuso. “[Diddy] aprendeu esse comportamento. Ele levou Usher quando ainda era uma criança… álcool, drogas, sexo. Justin Bieber também. Eles fazem essas coisas para assumir o controle”, contou. “Ser gay é uma escolha pessoal, mas eles estão forçando isso nas pessoas para manter o controle”, completa.

Nesta quarta-feira, (26), um porta-voz de Davis, ex-presidente da Columbia Records, negou todas as acusações em entrevista ao Page Six. “Este é um tópico completamente fabricado que está sendo traficado por um criminoso encarcerado”, disse. “As afirmações do Sr. Knight sobre Clive Davis são 100% falsas, pois nada disso jamais aconteceu. Clive é um mentor para artistas e, de acordo com isso, nunca tolerou nenhum comportamento inapropriado”, completou o representante.

Simmons, outro executivo apontado por Knight, não se pronunciou sobre as denúncias. Desde 2017, o cofundador da ex-produtora de vídeos da Def Jam, foi acusado de estupro por diversas mulheres e agora vive uma vida mais reservada. Já o Herrell, faleceu de insuficiência cardíaca em 2020, aos 59 anos e a Page Six diz que não foi possível contatar seu espólio.

Representantes de Diddy, Usher e Justin Bieber foram procurados, mas o jornal diz que também não houve retorno. Usher já revelou em entrevistas anteriores como foi viver com Combs na adolescência, sendo exposto a um estilo de vida “muito selvagem” e “louco”. “Fui lá para ver o estilo de vida e vi. Mas não sei se conseguiria me entregar e ao menos entender o que estava vendo”, disse no ‘The Howard Stern Show’ em 2016.

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