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Dendezeiro lança coleção inédita inspirada em “Mufasa: O Rei Leão”

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Foto: Gui Luz

A Dendezeiro, uma marca negra reconhecida por sua inovação e representatividade na moda brasileira, lançou na quarta-feira, 18 de dezembro, uma coleção inédita inspirada em “Mufasa: O Rei Leão”, que estreou nos cinemas ontem, dia 19. A proposta une tradição e contemporaneidade, celebrando a ancestralidade, a conexão com a natureza e a força de quem constrói sua própria trajetória. As peças transcendem a moda, transformando-se em manifestações culturais.

Composta por oito looks, a coleção combina o universo africano de O Rei Leão com a estética nordestina da Dendezeiro. Cada peça reflete elementos e personagens do filme, reinterpretados sob a ótica da marca baiana. Tons terrosos, amarelos vibrantes, verdes intensos e texturas naturais, como palha e couro, conectam visualmente as savanas africanas ao sertão brasileiro.

Foto: Gui Luz

“É incrível quando a gente desenvolve um trabalho que se conecta com o mundo, e é cada dia mais importante que a Bahia seja o mundo. É uma honra sem tamanho cuidar da arte de Barry Jenkins (diretor do filme) e transformar isso a partir da nossa visão. Mostra não só a potência da moda nacional, mas como a Bahia é uma fonte inesgotável de criatividade. A Dendezeiro é uma prova de que o design emergente é sinônimo de futuro e por isso a gente está muito empolgado em mostrar o que construímos”, afirma Hisan, CEO e Diretor Criativo da Dendezeiro.

Reconhecida pelo site Mundo Negro como a maior grife negra do Brasil, a Dendezeiro é comandada por Hisan Silva e Pedro Batalha, que figuram na lista The Next 100 da Hypebeast. A marca conta com o apoio da Ashé Ventures, fundada pela atriz Viola Davis e o empresário Maurício Mota, que prioriza o Soft Power brasileiro. Na última edição do São Paulo Fashion Week, a Ashé foi patrocinadora master do desfile da Dendezeiro.

Foto: Gui Luz

Este ano, a marca conquistou mais de dez prêmios, incluindo “Marca do Ano” pelo Instituto C&A e Bazaar Brasil, além de reconhecimento internacional com o projeto “Respeita meu Capelo”, vencedor de um Leão de Prata no Cannes Lions e de um bronze na categoria Brand Experience & Activation.

A coleção Mufasa: O Rei Leão reflete um encontro poderoso entre o storytelling da Disney e a criatividade da Dendezeiro. Inspirado no símbolo de liderança e legado que Mufasa representa, o projeto reforça a visão da marca: empoderar pessoas a expressarem autenticidade, poder e orgulho cultural por meio da moda.

Foto: Gui Luz

“Acredito que existe uma explosão cultural dentro dessa parceria. Uma vez que o universo de ‘O Rei Leão’ conecta pessoas no mundo todo, a visão da Dendezeiro sobre esse projeto cria uma ponte entre a identidade nordestina e outros países. Além disso, reflete o olhar de uma empresa global que enxerga potencial na moda brasileira”, afirma Pedro, também CEO e Diretor Criativo da Dendezeiro.

Mara Ronchi, Head de Produtos de Consumo da Disney Brasil, reforça: “Diversidade, Equidade e Inclusão é um tema de extrema relevância para a The Walt Disney Company e permeia todas as nossas linhas de negócio. O lindo trabalho realizado pela Dendezeiro para ‘Mufasa: O Rei Leão’ mostra toda a potência criativa do nosso país, e reforça atributos importantes dessa história como a ancestralidade e a cultura africana”.

Foto: Gui Luz

A coleção, desenvolvida como um projeto artístico, apresenta peças únicas que não estarão disponíveis para venda.

Ficha Técnica

Diretor Criativo – Hisan Silva (@hisandeverdade)

Fotografia – Gui Luz (@guiluz__)

Videomaker – Leonardo (@leonardo.mf)

Drone: Agência lopes (@agency.lopes)

Social media – Gian Almeida (@gianallmeida)

Produção Executiva – Lorena Gomes (@llorena.gomes)

Gerente de Projeto – Ana Carolina Soares (@carol_cssoares)

Ass. de Produção – Camila Aduke (@camilaadukefotografia)

Beauty – Weiny (@Weinymk)

Ass. Beauty – Pamela Cássia (@pamelacassia20)

Styling  – Hisan Silva (@hisandeverdade)

Ass. Styling – Fernanda Monteiro (@afemonteiro)

Foto: Gui Luz

Modelos: 

Huan Pedroso (Zazu) (@huan.pedroso), Felipe Cruz (Skar) (@lipecruzz_), Renan Luz (Raafiki) (@wuzrenan), Tom Sant (Crocodilo) (@wevertonsant4), Lucas Gringo (Leão do frio) (@llucas__griingo), Ian Cerqueira (Mufasa) (@iancerqueiraa), Maria Clara (Sarabi) (@m.claraleiite) e Luna Marta (Deserto) (@_lunamarta)

Foto: Gui Luz

Café Quilombo busca “aquilombar” o varejo em parceria com Rede Hirota

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A Café Quilombo, marca que utiliza o café como meio para promover a ancestralidade negra, firmou parceria com a Rede Hirota, uma das maiores redes de supermercados de São Paulo. A colaboração disponibiliza o café Dandara, moído, com torra média e sabor gourmet, em cinco unidades da rede: três no bairro Ipiranga, além de lojas no Morumbi e Santa Cecília.

“Estar nas gôndolas do Hirota é mais do que uma conquista comercial. É uma forma de mostrar nossa força e resiliência, atributos também presentes nos nossos grãos”, afirma Danilo Negrete, fundador da Café Quilombo. “O Hirota tem um público fiel e exigente, e nossa presença lá reforça a força e o alinhamento da nossa marca com os melhores produtos do mercado.”

O grão escolhido, Robusta (ou Conilon), é conhecido por sua intensidade e resistência e, segundo Negrete, reflete a identidade da marca. “Durante muito tempo, o grão Robusta foi desvalorizado, mas escolhemos justamente por refletir nossa identidade. Ele é forte e resistente, assim como a trajetória do povo negro, que luta pela superação e protagonismo. Para nós, ele é mais do que um ingrediente – é um símbolo de resistência.”

Danilo Negrete : Foto Divulgação
 Danilo Negrete.  – Foto: Divulgação

A escolha pelo café Dandara atende ao perfil dos consumidores da Rede Hirota, que buscam qualidade e intensidade. A previsão para 2025 é de expansão para mais unidades e início das vendas online.

“Nosso objetivo é ‘aquilombar’ o varejo nacional, trazendo para as gôndolas nomes e histórias de personalidades que ajudaram a escrever nossa história”, conclui Negrete.

Negrete também ressalta que a presença nos supermercados facilita o acesso aos produtos da marca. “Muitos preferem fazer compras em mercados de bairro, perto de casa. Nossa presença no Hirota facilita o acesso aos nossos produtos e nos aproxima ainda mais dos nossos clientes, proporcionando uma experiência mais rica, com degustações e trocas de conhecimentos sobre o café.”

A Café Quilombo busca fortalecer o mercado de cafés especiais, destacando histórias ligadas à ancestralidade negra e à valorização do café brasileiro.

‘Mufasa: O Rei Leão’ reacende memórias e apresenta novas lições

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Imagem: Divulgação

Começo a escrever o texto e, no início, preciso dizer que fiquei emocionada ao assistir ‘Mufasa: O Rei Leão’. O filme, que conta a narrativa do pai de Simba, me tirou lágrimas nos minutos iniciais porque, há 30 anos, fui pela primeira vez ao cinema assistir à animação da Disney e agora, em 2024, levei meu filho ao tela grande pela primeira vez para assistir à prequela.

‘Mufasa: O Rei Leão’ trouxe para aqueles que, como eu, viveram a infância nos anos 90, uma certa nostalgia. O filme não decepciona, apesar das adaptações feitas na narrativa pelo cineasta Barry Jenkins. Na tentativa de responder a algumas perguntas sobre os primeiros anos de vida de Mufasa, dublado na fase adulta pelo ator Pedro Caetano, ou como o Rei Leão conheceu Sarabi, mãe de Simba, as histórias se desenrolam com certa rapidez.

Mesmo assim, a narrativa de Mufasa ajuda a resgatar memórias e sentimentos ligados à animação de 1994 – talvez até mais do que o remake live-action de 2019, dirigido por Jon Favreau. Acredito que esse resgate de sentimentos aconteça porque, assim como Simba, já crescemos e estamos muito mais parecidos com nossos pais e de alguma maneira podemos nos identificar com os desafios vividos pelo nosso herói. Mas não se enganem: diferente de Simba, que encontrou seu caminho com os amigos Timão e Pumba sob a filosofia de ‘Hakuna Matata’, a jornada de Mufasa é, no final das contas, sobre a relação entre os irmãos Taka, dublado pelo estreante Hipólyto, e Mufasa. Ela mostra como esse laço de irmandade vai se enfraquecendo aos poucos, conforme um leão triunfa sendo corajoso, leal e generoso, enquanto o outro sente que o irmão é uma ameaça às suas ambições.

Ficar juntos era uma missão para os familiares, mas o ciclo da vida, que aqui segue um roteiro, destina que cada um deles faça escolhas diferentes, afastando-os e levando-os para caminhos opostos. Taka passa a alimentar ressentimentos pelas realizações de Mufasa, o que define o destino trágico da relação entre os dois no futuro.

O longa também traz de volta personagens queridos, como Rafiki e Zazu: o babuíno que se torna um grande conselheiro de Mufasa, e o pássaro calau de bico vermelho, que, como vimos no clássico de 1994, será um aliado fiel do futuro rei.

Em sua essência, ‘Mufasa: O Rei Leão’ entrega uma narrativa emocionante que honra o legado do original, convidando novas gerações a explorarem esse universo. Ao mesmo tempo, reacende a magia para quem cresceu com o clássico, mostrando que, tal como o ciclo da vida, no final das contas, cada um de nós escolhe o próprio caminho.

Thiaguinho será atração principal em intervalo de jogo da NBA

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Foto: William Castro

Vai ter ousadia e alegria na NBA! O cantor Thiaguinho se apresentará durante o intervalo do jogo entre Orlando Magic e Portland Trail Blazers, válido pela NBA, a principal liga de basquete dos Estados Unidos. A confirmação foi anunciada nesta quarta-feira (18).

“Eu sou uma pessoa apaixonada por esportes, cresci com o esporte muito vivo dentro da minha casa. Apesar do Brasil ser o país do futebol, gosto muito de acompanhar o basquete e outros esportes. Vai ser uma experiência maravilhosa. Sem falar que a comunidade brasileira de Orlando é gigante. Tenho certeza que a recepção vai ser incrível e vou colocar todo mundo para curtir um pagode”, celebrou o pagodeiro.

O evento, intitulado “Brazil Night”, acontecerá no dia 23 de janeiro, na arena Kia Center, em Orlando, Flórida. A iniciativa tem como objetivo celebrar a comunidade brasileira local.

Orlando é um dos destinos favoritos dos brasileiros. Com o objetivo de fortalecer a conexão com o Brasil, o Orlando Magic mantém até mesmo perfis oficiais em português.

“Não existe justiça para pobre e preto”, diz esposa de Evaldo Rosa após Tribunal Militar absolver militares acusados de matar seu marido

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A esposa de Evaldo Rosa, Luciana Santos, se mostrou indignada nesta quarta-feira (18) após a decisão do Superior Tribunal Militar (STM), que reduziu as penas dos oito militares envolvidos na morte de seu marido e de Luciano Macedo, catador de latinhas, no Rio de Janeiro, em 2019. Ao deixar a corte, Luciana falou sobre sua frustração com o veredicto, dizendo que não acredita mais na justiça.

O STM acatou parte do recurso da defesa e reduziu as penas dos militares, que foram sentenciados a detenção em regime aberto, com penas que variam de três anos a três anos e seis meses. A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, que considerou a morte de Luciano Macedo como homicídio culposo (sem intenção de matar) e absolveu os militares da acusação de homicídio de Evaldo Rosa, alegando não haver provas conclusivas sobre o disparo fatal. Anteriormente, em primeira instância, os 8 militares haviam sido condenados a penas de 28 a 30 anos de prisão por assassinato qualificado doloso.

“Uma decisão horrível, lamentável, triste. Muito complicado. Mas era um pouco de se esperar. Porque no país em que a gente vive a gente sabe que não existe justiça, principalmente para pobre e preto”, afirmou Luciana, visivelmente emocionada. Ela também disse que não pretende recorrer da decisão.

“Vou ver com os meus advogados pra ver o que a gente pode fazer. Mas por mim pararia por aqui mesmo. Não confio porque sabemos que a Justiça é muito falha, e algo que faz muito mal pra mim, pra minha família, pro meu filho. É como eu tivesse que voltar no início de tudo o que eu vivi seis anos atrás”, completou.

O caso remonta a abril de 2019, quando os militares abriram fogo contra o carro em que Evaldo Rosa estava com sua família. A perícia confirmou que 62 tiros atingiram o veículo, e nove dispararam contra o músico, que morreu no local. Luciano Macedo, que estava no local e tentou ajudar, também foi baleado e morreu.

A decisão gerou controvérsia, especialmente entre aqueles que defendem uma responsabilização mais rigorosa dos militares. A ministra Maria Elizabeth Teixeira, que votou divergente, criticou a alegação de legítima defesa e apontou que o episódio refletia uma violência estatal contra a população negra e pobre. Para ela, a quantidade de disparos afasta qualquer justificativa para o uso da força.

A sentença é final no âmbito da Justiça Militar, mas a constitucionalidade da decisão pode ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).

MP-BA apura acusações de racismo religioso contra Claudia Leitte por substituir Iemanjá por Jesus em música

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Foto: Popline

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil após receber uma representação contra a cantora Claudia Leitte por sua postura discriminatória ao substituir Iemanjá, divindade de religião de matriz africana, na letra da música “Caranguejo”. Durante uma apresentação, a cantora trocou o verso “Saudando a rainha Iemanjá” por “Eu canto meu Rei Yeshua”, referência a Jesus Cristo em hebraico, o que gerou críticas e acusações de intolerância religiosa e racismo religioso.

A representação foi formalizada pela Iyalorixá Jaciara Ribeiro, sacerdotisa do Ilê Axè Abassa de Ogum, e pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO). O caso será analisado pela promotora Lívia Sant’Anna Vaz, que decidirá se há elementos para abrir uma investigação.

Segundo Hédio Silva Jr., advogado das partes denunciantes, a alteração na letra “não é criação artística ou improvisação”, e a mudança não foi registrada oficialmente no ECAD. Caso sejam comprovadas irregularidades, a artista também poderá enfrentar acusações de falsidade ideológica.

O episódio reacendeu discussões sobre racismo e intolerância religiosa no Axé Music. Pedro Tourinho, secretário de Cultura e Turismo de Salvador, criticou em suas redes sociais posturas que, segundo ele, desrespeitam as raízes da cultura negra. “Quando um artista se diz parte desse movimento, saúda o povo negro e sua cultura, faz sucesso e ganha muito dinheiro com isso, mas escolhe reescrever a história, o nome disso é racismo”, escreveu.

Espetáculo “Ray – Você não me conhece”: A entrega potente de um elenco extraordinário

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Foto: Ale Catan

Texto: Rodrigo França

O elenco de “Ray” é uma verdadeira celebração da excelência artística, reunindo intérpretes que são, simultaneamente, excepcionais atores e cantores.

César Mello (@cesarmellooficial) com uma presença marcante, entregando emoção e potência vocal que arrebatam o público. Sidney Santiago Kuanza (@sidney_santiago_kuanza) e Abrahão Costa (@abrahao_costaoficial) trazem profundidade e delicadeza às cenas, enquanto Luiz Otavio (@luizotavio.oficial) equilibra técnica e sensibilidade com precisão. Flávio Bauraqui (@flavio.bauraqui), em uma performance inesquecível, transita com maestria entre a dramaticidade e a leveza, arrancando aplausos e suspiros em cada aparição.

Leticia Soares (@letsoartes), com uma voz que parece abraçar o público, une carisma e domínio cênico. Luci Salutes (@lucisalutes), Lu Vieira (@luvieirali), e Roberta Ribeiro (@robertaribeiroeu) completam o elenco com atuações e interpretações vocais impecáveis, harmonizando o palco com energia e talento.

Foto: Ale Catan

Já as crianças Caio Santos (@caio.santoss24) e Victor Morais (@victordbmorais) iluminam a trama com atuações sensíveis e autênticas, que cativam e emocionam. É uma equipe que não apenas dá vida aos personagens, mas também eleva a narrativa a um nível sublime.

A direção musical de Claudia Elizeu (@claudiaelizeu) e André Muato (@muatomuato) é um espetáculo à parte. A escolha de manter as canções na língua original é uma decisão corajosa e acertada, que respeita a essência da obra de Ray Charles e permite que o público seja transportado diretamente para o universo do artista. A banda ao vivo, composta por piano, baixo, bateria e sopros, não apenas acompanha, mas é personagem ativa da narrativa, guiando o espectador pelas nuances emocionais da trama. Os arranjos são precisos, entregando tanto a força dos momentos apoteóticos quanto a delicadeza das cenas mais intimistas. É um trabalho que não só respeita o legado de Ray, mas também o reinventa com maestria para o palco.

Carmem Luz (@carmenfilmdance), que assina a direção de movimento, coreografia e preparação corporal, é um dos pilares na construção desse espetáculo. Sua expertise e sensibilidade são evidentes no modo como os atores habitam seus papéis, como se cada um fosse não apenas guiado, mas também desafiado a explorar camadas mais profundas de seus personagens. Carmem não apenas propicia técnica, mas também inspira uma compreensão mais ampla da história e da cultura afro-americana que permeiam o espetáculo. Seu trabalho é um lembrete de que, por trás de grandes produções, há mentes e corações que dedicam suas vidas à arte, e seu impacto vai além do que se vê no palco – Carmem é luz é uma das maiores artistas que este país tem.

Foto: Ale Catan

Os músicos — Luiz Otavio, Dan Motta, Jonas Ricarte, Johny Capler, Ramon Medina, e Rafael Gomes — são o alicerce sonoro da peça, entregando uma trilha ao vivo que pulsa com intensidade, guiando cada cena com precisão e arte. A simbiose entre músicos e elenco é tão perfeita que ambos se tornam um só organismo no palco, traduzindo a genialidade de Ray Charles em uma experiência sensorial única.

Um espetáculo transformador

“Ray”, escrito e dirigido por Rodrigo Portella e idealizado por Felipe Heráclito Lima, é mais do que uma celebração da obra de Ray Charles: é uma experiência que une música, teatro e história em um espetáculo inesquecível. A dramaturgia, ao explorar a relação entre pai e filho, toca em questões universais, ao mesmo tempo em que resgata um legado essencial para a cultura negra. A deslumbrante encenação propicia a integração perfeita entre elenco, direção musical, movimento e a força de uma equipe dedicada faz de “Ray” um espetáculo que não apenas emociona, mas transforma. Para quem o assiste, é impossível sair do teatro da mesma forma que entrou.

Se o legado de Ray Charles é o de romper barreiras e criar pontes culturais, essa montagem cumpre, no palco, esse mesmo papel. Um convite à reflexão e à celebração de uma vida que mudou a música e a luta por direitos civis. A temporada no Teatro B32 é uma oportunidade imperdível para vivenciar o que há de melhor no teatro brasileiro contemporâneo. O espetáculo voltará em 2025. 

Ressalto que este texto não se propõe a ser uma crítica jornalística ao espetáculo, mas sim um olhar atento e apaixonado de alguém que é espectador, operário e amante da arte. É uma reflexão pessoal sobre as emoções, os detalhes e a grandiosidade que essa obra provoca em quem a vivencia. Uma celebração ao talento e à dedicação de todos os envolvidos, com a sensibilidade de quem também constrói e se inspira no universo artístico.

Ficha Técnica:

Elenco adulto: Cesar Mello, Sidney Santiago Kuanza, Abrahão Costa, Luiz Otavio, Flávio Bauraqui, Leticia Soares, Luci Salutes, Lu Vieira, Roberta Ribeiro. Elenco infantil: Caio Santos e Victor Morais. Músicos: Luiz Otavio, Dan Motta, Jonas Ricarte, Johny Capler; Ramon Medina e Rafael Gomes Idealização e Direção Artística: Felipe Heráclito Lima. Dramaturgia e Direção: Rodrigo Portella. Direção Musical e Arranjos: Claudia Elizeu e André Muato. Cenografia e Direção de arte: Gustavo Greco. Figurinos: Karen Brusttolin. Preparação corporal: Carmen Luz. Visagismo: Fabiane Monteiro. Tecladista e músico ensaiador: Dan Motta. Diretora Assistente: Glaucia da Fonseca. Programação Visual: Beto Martins. Fotos: Ale Catan. Consultoria de Dramaturgia: Luh Mazza. Colaboração de Dramaturgia: Milla Fernandez. Desenho de Luz: Gabriele Souza. Sound design: André Breda. Coordenação geral: Maria Angela Menezes. Direção de produção: Amanda Menezes. Produção executiva: Juliana Domingos. Assistente de produção: Carolina Camelo. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Manutenção de Mídias Sociais: Jéssica Christina. Gestão de Tráfego: Lead Tráfego. Captação de apoios: Gerardo Franco. Operador de som: Bob Reis. Camareira: Rosa. Gestão de projeto e prestação de contas: Felipe Valle e Mariana Sobreira (Fomenta Soluções Culturais). Supervisora de projeto: Juliana Trimer. Analista de projetos incentivados: Thiago Monte. Assistente de projetos: Bayron Alencar. Patrocínios: Chilli Beans e Hospital de Olhos. Apoios: Oncoclínicas, EAI?! e Casa Almeida. Apoio Institucional: Fundação Dorina Nowill para Cegos.

“Esse é um presente para a Nala e para os meus fãs”, diz Iza sobre clipe em que revela rosto da filha

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Foto: Reprodução

A cantora Iza presenteou os fãs na última quarta-feira (18) com o lançamento do clipe de sua nova música, “Como Posso Amar Assim?”, uma homenagem repleta de emoção para sua filha, Nala, nascida em outubro. Pela primeira vez, a cantora revelou o rostinho da pequena, encantando o público com esse momento especial e íntimo.

A canção, que surgiu após o nascimento de Nala, foi composta por Iza ao lado de Pedro Breder, Carolzinha e Bruno Calliman, e inicialmente faria parte de um novo álbum. Porém, a cantora decidiu lançá-la antes, como um single. “Resolvi lançar antes porque sei que meus fãs estão curiosos para ver o rostinho dela. É assim que eu gosto de me comunicar com meu público”, explicou.

O clipe mistura imagens do acervo pessoal de Iza com momentos da preparação para o parto, revelando o lado mais íntimo e sensível da cantora. “Foi diferente gravar com a Nala. Tudo foi pensado nos horários dela, e ela foi maravilhosa, ajudou o trabalho da mamãe e ainda olhou para a câmera algumas vezes”, contou Iza sobre a experiência inesquecível.

Além de ser um tributo à filha, a música é um presente de Natal para os fãs e pais que se identificarão com sua mensagem. “Espero que as mamães e papais cantem para seus filhos dormirem e que se emocionem tanto quanto eu. Nada melhor do que lançar isso às vésperas do Natal”, comemorou a artista.

“Como Posso Amar Assim?” transporta os fãs para uma experiência de amor e entrega, mostrando a transformação que a maternidade trouxe para Iza. “Hoje eu entendo que nada supera a oportunidade de ser mãe e nada é tão intenso quanto isso. A maternidade abre os nossos olhos para o que realmente importa”, refletiu a cantora.

Confira o clipe completo:

Ruanda oficialmente na corrida pela Fórmula 1

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Foto: Centric Hotel

Ruanda, um país que há décadas vem superando expectativas e desafiando estereótipos comumente associados a países africanos, está prestes a dar mais um passo ousado: sediar uma etapa da Fórmula 1. Isso não só poderá mudar o mapa da F1, como também ser uma grande vitrine para as conquistas de Ruanda nos pilares de ESG (sigla em inglês para as áreas ambiental, social e governança), já que o país tem se destacado globalmente como um exemplo de transformação. 

Em 2017, 23 anos após o genocídio que foi retratado no filme Hotel Ruanda, foi reconhecido pelo Fórum Econômico Mundial como um dos 10 países mais seguros do mundo. Esse nível de segurança é um reflexo direto de sua política de governança sólida e seu compromisso em criar um ambiente estável para residentes e visitantes.

Outro aspecto marcante é a limpeza do país. Em Ruanda, o uso de sacolas plásticas é proibido desde 2008, uma medida pioneira que tornou suas cidades, especialmente a capital, Kigali, um modelo de sustentabilidade ambiental. Imagine assistir a um Grande Prêmio da Fórmula 1 em um cenário limpo, organizado e alinhado com os objetivos globais de sustentabilidade!

Paul Kagame, presidente do país desde 2000, é conhecido por priorizar a reconciliação nacional, reduzir tensões étnicas e capacitar as mulheres, destacando-se como um defensor do empoderamento feminino. Ruanda, sob sua liderança, foi o primeiro país do mundo a ter um parlamento com maioria feminina, em 2003. Essa ênfase na igualdade de gênero coloca Ruanda como uma referência em governança moderna e impacta diretamente o desenvolvimento social.

O heptacampeão da F1, Lewis Hamilton é um dos grandes defensores do retorno do esporte ao continente africano, afirmou ser este o momento certo. Em entrevista à BBC News, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, expressou seu entusiasmo com a oficialização da candidatura: “Estamos muito felizes em anunciar que Ruanda está concorrendo para trazer a emoção das corridas de volta à África, sediando um Grande Prêmio de Fórmula 1.”

Não seria a primeira vez de uma F1 em solo africano, visto que Marrocos e África do Sul já sediaram, mas a última competição no continente aconteceu em 1993, quando a nação de Mandela ainda sofria com resquícios do apartheid, o que gerou boicotes e pressões para que a Fórmula 1 deixasse de correr no país.

Se concretizada, essa parceria entre Ruanda e a F1 representará muito mais do que corridas emocionantes, pois trará discussões importantes sobre como eventos globais podem colaborar para o desenvolvimento sustentável de países emergentes, mostrará ao mundo a beleza e a diversidade do continente africano, estará dando um importante passo para promover a diversidade e a inclusão no esporte, além de causar um impacto positivo na economia local, gerando empregos e atraindo turistas. Será um exemplo de como esporte, inovação e sustentabilidade podem caminhar juntos, enquanto Ruanda mostra ao mundo que a África é potência e merece estar no centro do palco global.

Câmara de Salvador aprova projeto para adaptar capelos de formatura a cabelos afro

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Foto: Divulgação/Agência Gut//Vult

A Câmara Municipal de Salvador aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei que estabelece que as escolas da rede municipal de ensino da capital baiana utilizem capelos adaptados para cabelos afro, cacheados, crespos e volumosos durante as cerimônias de formatura.

“A aprovação do projeto por unanimidade demonstra que esta Casa compreende a importância da inclusão, sobretudo no campo da educação. Esperamos que o prefeito tenha a sensibilidade de sancionar essa lei”, afirmou a vereadora responsável pela apresentação do Projeto de Lei nº 80/2024, Marta Rodrigues (PT).

A parlamentar destacou que a proposta visa combater o racismo estrutural, promover a inclusão e garantir que estudantes com cabelos afro sintam-se representados em eventos marcantes, como formaturas. “Os capelos têm um forte simbolismo para os estudantes e fazem parte de um rito de passagem. É constrangedor que muitos precisem segurá-los na mão em um momento tão importante porque o modelo não foi pensado para eles”, justificou.

A proposta também busca inspirar mudanças na esfera estadual e federal. “Os espaços de poder e produção de conhecimento precisam ser transformados para não reproduzir o racismo estrutural. Apesar da política de cotas ter ampliado o acesso de pessoas negras às universidades, esses espaços ainda valorizam a padronização estética eurocêntrica. A identidade e a estética do povo negro continuam sendo invisibilizadas. Espero que todas as instituições de ensino, incluindo as universidades, se adequem a essa nova realidade”, declarou Marta.

O projeto foi inspirado na campanha #RespeitaMeuCapelo, desenvolvida pela agência GUT São Paulo e pela marca de beleza Vult, em parceria com a grife baiana Dendezeiro. Salvador, com 83,2% da população autodeclarada preta ou parda, segundo o IBGE de 2022, é a cidade com maior população negra fora do continente africano.

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