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“Importunação sexual não é questão política, é crime”, diz ministra da igualdade racial sobre entrevista de ex-Ministro

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Foto: Reprodução

“O direito à defesa é assegurado, mas não pode ser usado como instrumento de desinformação e revitimização”. A Ministra da Igualdade Racial Anielle Franco veio a público, por meio de suas redes sociais, contestar as afirmações do ex- ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, feitas em uma entrevista para o TAB UOL publicada nesta segunda-feira (24) . Nela, Almeida afirma que as acusações de assédio feitas contra ele são “intrigas” dentro do governo, o que a ministra Anielle Franco, uma das acusadoras, classificou como uma justificativa “inaceitável”. Até agora, de acordo com notícias da imprensa, existem duas denúncias feitas contra Almeida. Além de Anielle, uma ex-aluna do advogado também veio a público fazer acusações. 

Vale ressaltar que, diferentemente do que foi divulgado na imprensa, o site Metrópoles não informou que existem 14 vítimas de assédio sexual por parte do ex-ministro. O site apontou que conversou com 14 pessoas sobre como teriam ocorrido os episódios. As acusações mais graves feitas ao ex-ministro partiram de Anielle Franco, que relatou à revista Veja ter sido vítima de importunação sexual por parte de Almeida durante a transição de governo. Além dela, outra mulher, ex-aluna de Almeida fez denúncias. Ele, no entanto, nega as alegações e afirma que a convivência entre ele e a ministra foi mínima.

“Na véspera de prestar depoimento à Polícia Federal como investigado, o acusado escolheu utilizar um espaço público para atacar e desqualificar as denúncias, adotando uma postura que perpetua o ciclo de violência e intimida outras vítimas”. Cinco meses após o caso ser revelado, Silvio Almeida se prepara para prestar depoimento na Polícia Federal, em São Paulo, na próxima terça-feira (25), onde será ouvido por videoconferência e uma delegada de Brasília deve colher as informações.  O advogado irá depor sem ter tido acesso aos documentos que comprovariam o assédio, material que juristas consideram fundamental para pessoas acusadas de crime. 

Na nota, a ministra declarou ainda que “Insinuar retaliações descabidas contra quem denuncia é uma estratégia repulsiva que reforça estruturas de silenciamento e impunidade”.

Confira a nota da ministra na íntegra:

A tentativa de descredibilizar vítimas de assédio sexual, minimizar suas dores e transformar relatos graves em “fofocas” e “brigas políticas” é inaceitável.

Na véspera de prestar depoimento à Polícia Federal como investigado, o acusado escolheu utilizar um espaço público para atacar e desqualificar as denúncias, adotando uma postura que perpetua o ciclo de violência e intimida outras vítimas.

O direito à defesa é assegurado, mas não pode ser usado como instrumento de desinformação e revitimização. Insinuar retaliações descabidas contra quem denuncia é uma estratégia repulsiva que reforça estruturas de silenciamento e impunidade.

Importunação sexual não é questão política, é crime. Sendo assim, reitero minha confiança na seriedade das investigações conduzidas pela Polícia Federal e reforço meu compromisso com a defesa das vítimas e o combate à violência de gênero e raça.

Morre Roberta Flack, grande voz do soul, aos 88 anos

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Foto: Jack Robinson / Hulton Archive via Getty Images

A cantora de soul Roberta Flack morreu aos 88 anos, em casa e cercada pela família, informou Elaine Schock, assessora da artista para a CNN, nesta segunda-feira (24). Dona de grandes sucessos como “Killing Me Softly With His Song”, a longo da carreira, ela conquistou cinco estatuetas do Grammy.

Nos últimos anos, Flack enfrentou problemas de saúde, incluindo um diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), revelado publicamente no fim de 2022. A doença progressiva, também conhecida como mal de Lou Gehrig, a impediu de continuar cantando, conforme seus representantes divulgaram na época.

Com uma formação clássica e raízes na música gospel, Flack se destacou como uma das grandes vozes de sua geração. Além de intérprete, também escrevia suas próprias músicas. Ao todo, foi indicada ao Grammy 14 vezes, ganhando cinco, incluindo um prêmio pelo conjunto da obra em 2020 e vitórias consecutivas na categoria Gravação do Ano.

Em 1973, Flack lançou o álbum “Killing Me Softly”, com a faixa-título que virou um fenômeno e dominou o topo da Billboard por cinco semanas. No ano seguinte, faturou mais dois Grammys: Gravação do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Feminina. Em seu quinto álbum solo, “Feel Like Makin’ Love”, assumiu a produção do disco — uma função raramente ocupada por mulheres na indústria fonográfica — assinando como Rubina Flake, seu alter ego.

Embora suas músicas mais conhecidas falem de amor, Flack nunca fugiu de temas sociais e políticos. Denunciou injustiças raciais em “Tryin’ Times”, abordou desigualdade social em “Compared to What” e fez referência aos desafios da comunidade LGBTQ+ em sua versão de “Ballad of the Sad Young Men”. O reverendo Jesse Jackson chegou a descrevê-la como “socialmente relevante e politicamente destemida”, segundo o site oficial da cantora.

Com o passar dos anos, Flack lamentava que questões abordadas em suas músicas ainda seguissem atuais. “Estou profundamente triste que muitas das músicas que gravei há 50 anos sobre direitos civis, igualdade de direitos, pobreza, fome e sofrimento em nossa sociedade ainda sejam relevantes em 2020”, disse ela à AARP naquele ano. Na ocasião, mencionou conexões entre seu trabalho e movimentos como o Black Lives Matter, além de debates sobre brutalidade policial e desigualdade econômica.

Sua influência atravessou gerações, inspirando artistas como Lauryn Hill e os Fugees, que lançaram uma versão de “Killing Me Softly” em 1996, além de nomes como Lizzo, Lady Gaga e Ariana Grande.

Seja em canções de protesto ou românticas, Flack sempre deixou sua marca. “Cada música que gravei expressou algo profundo e pessoal para mim”, disse ela à NPR em 2020. “Cada uma era meu foco singular, seja no estúdio ou no palco.”

Marlom Wayans confirma sequência de “As Branquelas” após conclusão de “Todo Mundo em Pânico 6”

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Foto: Reprodução

Os irmãos Shawn e Marlon Wayans estão planejando uma sequência do filme “As Branquelas”, clássico de 2004. A notícia foi confirmada pelo próprio Marlon em uma entrevista ao Good Morning America, durante o realizada no NAACP Image Awards 2025, em que ele adiantou que o projeto deve ganhar forma após a conclusão de “Todo Mundo em Pânico 6”, previsto para 2026.

“Estamos finalizando “Todo Mundo em Pânico 6” e, em seguida, vamos trazer ‘As branquelas’ de volta”, disse Marlon, referindo-se à aguardada sequência. O filme original, que completa 20 anos em 2024, acompanha dois agentes do FBI que se disfarçam de irmãs loiras para investigar um caso. A comédia se tornou um fenômeno cultural, com fãs cobrando uma continuação há anos.

Não é a primeira vez que Marlon fala sobre o interesse em reviver a franquia. Em 2021, ele já havia comentado com a Variety sobre o potencial de uma sequência: “Não acho que Hollywood entenda o quão gigante As Branquelas 2 seria”. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele reforçou que conversas com seus irmãos sobre o projeto estão em andamento. “Se as coisas derem certo, esperamos fazer um As Branquelas 2“, afirmou.

No ano passado, o comediante apareceu em um vídeo ao lado de seu irmão Shawn, onde se reuniu com Terry Crews para recriar a icônica cena em que o personagem de Crews canta Thousand Miles do filme.

Se é para chorar, não mande áudio. Cale-se!

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Foto: Reprodução/Freepik

Texto: Ricardo Corrêa

Olá, Branco 

Mesmo com um pouco de má vontade, escrevo esta carta. E caso não saiba, o que ocorre é que as pessoas negras estão cansadas de repetir o básico para os brancos; nesse sentido, eu não sou exceção. Nós chegamos à conclusão de que vocês não se esforçam para compreender a complexidade do racismo e nem mudam o comportamento em busca da democratização da sociedade. 

Você tem culpado os movimentos negros pela ascensão da extrema-direita. Reclama que não tem espaço para o debate, que os negros são identitários, se comportando como fascistas e afastando os brancos aliados. Cara, eu dou muita risada com tanta asneira. Não faz sentido colocar-se como vítima. Os brancos são os únicos que têm, e sempre tiveram, liberdade neste país. Os negros não têm poder institucional para censurá-los. 

Na realidade, vocês não se acostumaram com as vozes insurgentes do povo negro, situação incomum se compararmos ao passado. Hoje estamos em diversos espaços. Os hábitos e os olhares da sociedade acerca da realidade mudaram.  Avançamos no campo político, na cultura e tecnologia, na medicina e educação,  etc. O conhecimento, antes restrito aos brancos privilegiados, está mais acessível.  A população negra, produtora de conhecimento nas comunidades e periferias, também está nos espaços acadêmicos. Debatendo de igual para igual. Se você prestasse atenção nas palavras do escritor Jean-Paul Sartre, não passaria vergonha nessa vitimização descabida: “O que esperáveis que acontecesse, quando tirastes a mordaça que tapava as bocas negras? Que vos entoariam louvores? Estas cabeças que nossos pais haviam dobrado pela força até o chão, pensáveis, quando se erguessem, que leríeis a adoração em seus olhos”. Porém, eu só trouxe o Sartre para a conversa porque é branco, quem sabe te convença. Pois, você é um típico antirracista não leitor de livros escritos por pessoas negras. Recomendar intelectuais negros é perda de tempo. 

Particularmente, não sinto remorso algum quando vocês dizem se sentirem  tolhidos pelos negros do direito de opinarem sobre o racismo. Se não vai somar com  as nossas percepções, o silêncio é uma ótima contribuição. Não aceitamos ser  tutelados. Passamos muito tempo ouvindo suas falácias que só tinham como  objetivo a manutenção dos privilégios. Basta! 

Por fim, esse é o meu recado de forma clara, apesar de saber que no seu círculo de  brancos acadêmicos a verborragia é melhor aceita; deixo o título desta carta como  sugestão. Releia.

Silvio Almeida afirma que ele e Anielle Franco foram alvo de armadilhas políticas e menciona interesses do Me Too em sua pasta

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Às vésperas de prestar depoimento na sede da Polícia Federal na terça-feira (25) sobre as acusações de assédio feitas pela ONG Me Too Brasil e que foram divulgadas pelo colunista do Metrópoles, Guilherme Amado, no início de setembro de 2024, o ex-ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, concedeu uma entrevista o TAB Uol, onde falou pela primeira vez, de maneira mais detalhada sobre o caso, que tem entre as denunciantes a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O jurista nega as acusações e atribui a crise a uma série de “intrigas” dentro do governo.

As acusações mais graves feitas ao ex-ministro partiram de Anielle Franco, que relatou à revista Veja ter sido vítima de importunação sexual por parte de Almeida durante a transição de governo. Além dela, outra mulher, ex-aluna de Almeida fez denúncias. Ele, no entanto, nega as alegações e afirma que a convivência entre os dois foi mínima: “Não convivemos durante a transição. Tenho lembrança de tê-la encontrado em duas ocasiões: num jantar, em que minha esposa, grávida, conversou com ela, e no dia em que anunciamos os ministros”.

Ao ser questionado se a ministra Anielle Franco não teria muito a perder inventando a acusação de importunação sexual, Silvio Almeida diz que ministra da Igualdade Racial “caiu numa armadilha”. “Acho que ela caiu numa armadilha, a falta de compreensão de como funciona a política — a armadilha em que eu caí também. Não prestei atenção em coisas que deveriam ter prestado mais atenção. Ela, da mesma forma. Ela se perdeu num personagem. Para tentar me destruir, ela fez esse espalhamento de fofocas e intrigas sobre mim”, disse.

Almeida alega ainda que a ministra “perdeu o controle da narrativa”, ao lembrar que a denúncia feita ao Me Too se tornou interesse da imprensa, das autoridades policiais e gerou uma crise no governo. “Diante do tamanho da crise, sobraram para ela duas opções”, afirmou. “Ou ela disse que não aconteceu; ou dobrava a aposta na história inverídica, destruindo políticas importantes, a minha vida pessoal e da minha família. Ela escolheu o caminho da destruição”.

O jurista destacou ainda que “Tem pessoas que foram demitidas do ministério e apareceram em profunda ligação com pessoas de organizações. Vamos falar disso no momento certo”. E afirmou que o Me Too, ONG acusada de denunciá-lo, tentou interferir em uma licitação do ministério: “No dia em que os fatos estouraram, me disseram que havia alguma relação do Me Too com o ministério. Procurei saber qual era o envolvimento. Documentos demonstraram que havia uma tentativa de relacionamento. Mandamos investigar. Mas quem vai decidir sobre isso é a Justiça.”

Ele destacou ainda o fato de as denúncias terem vindo a público na imprensa: “Sobre o Me Too: supostas denúncias contra mim foram levadas diretamente para um jornalista . Isso viola o dever de proteção de dados e sigilo. Coloca em risco a vida das mulheres que tiveram a coragem de procurar essas entidades e as pessoas que podem ser inocentes”.

Chef confeiteira de São Paulo faz doces inspirados no continente africano: “Conexão com nossos ancestrais”

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Fotos: Quanto Vale Esse Doce/GNT e Divulgação

“Nossa confeitaria é mais do que apenas um doce, é uma conexão com nossos ancestrais e com a riqueza da cultura africana”, declara Domênica Sousa, a Dona DÔ’s Doces, no Instagram, sobre o seu trabalho dedicado a uma confeitaria afrocentrada, com doces inspirados no sabores africanos, com um toque de brasilidade.

“Eu tenho uma conexão muito boa com os meus ancestrais, a começar pela minha mãe, meu pai, minhas avós. Mas eu acho que mais significativo do que a palavra é a vivência, né? Então sempre teve essa necessidade de resgatar mais”, disse a vencedora do reality show ‘Que Seja Doce’, da GNT, na edição de 2021. três anos após iniciar a carreira na gastronomia. 

As delícias da chef confeiteira garantiram que ela fosse eleita como um dos 10 melhores empreendimentos periféricos do estado de São Paulo pela Expo Favela Innovation em 2024.

“A gente trouxe todos esses doces inspirados em doces africanos, para a gente poder resgatar essa ancestralidade, para as pessoas poderem sentir e viver a ancestralidade que a gente está oferecendo” completa. 

A Linha Origens, por exemplo, vende ‘Joás da África’, uma caixa de trufas com sabores deliciosos como Qumbe, Malva pudding, Licor Africano, Adis Abeba e Melktert, e ‘Realeza Africana’, uma caixa de presente com trufas acompanhado por um colar Ubuntu Saúda Afro. 

Acesse https://www.donadosdoces.com/ e confira o catálogo! 

Psicanalista Elisama Santos lança “Ensaios de despedida”, livro que explora carga mental feminina e silêncio em cartas de uma mãe à filha

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Após o sucesso de obras como Educação não violenta e o romance Mesmo rio, a psicanalista e escritora Elisama Santos retorna às livrarias com Ensaios de despedida, um livro que mergulha na história de Cristina, uma mulher que enfrenta as amarguras da carga mental em silêncio. A obra, que chega ao mercado editorial no fim de fevereiro, é composta por uma série de cartas escritas por uma mãe de família que nutre o desejo secreto de abandonar o lar.

Cristina, personagem central do livro, é uma advogada que, após 20 anos de um casamento falido, decide escrever uma carta de despedida. No entanto, o medo de deixar a família a faz retornar à caneta e ao papel, transformando-os em instrumentos de expressão. Nas correspondências destinadas à filha Maria Izabel, ela despeja sentimentos viscerais, revelando segredos íntimos e ressentimentos sobre o destino que lhe foi imposto como mulher.

Elisama Santos, conhecida por sua didática em ajudar leitores a nomear e expressar sentimentos, constrói personagens que poderiam facilmente ser encontrados na vida real. Em Ensaios de despedida, a autora não ignora tabus e explora pensamentos que cercam a mente de Cristina, uma mulher que precisou se reduzir para caber nos papéis sociais que lhe foram atribuídos.

“A quem quero enganar, Maria Izabel? Você vai me odiar, e isso é mais que expectativa, é fato. Uma mãe que vai embora é odiável, não há nada que mude isso”, escreve Cristina em uma das cartas. A personagem não apenas relata as décadas que passou anulando a si mesma em prol de uma fantasia de família, mas também reescreve a história de linhagens de mulheres, explorando o impacto do dito e do não dito entre gerações.

Elisama Santos, nascida em 1985 na Bahia, é autora de best-sellers como Por que gritamos e Conversas corajosas, além de apresentadora de TV. Mãe de Miguel e Helena, ela compartilha nas redes sociais reflexões sobre maternidade, relacionamentos amorosos e equidade de gênero. Em suas publicações, a autora descreveu o processo de criação de Ensaios de despedida como uma experiência intensa e emocional.

“Acordei com a Cristina falando em minha cabeça. Uma história forte, uma mãe que, depois de 18 anos de dedicação ininterrupta, quer ir embora. Uma esposa cansada de cuidar e não receber cuidado”, escreveu Elisama em suas redes sociais. “Acompanhei a Cristina em seu envelhecimento, dei as mãos às suas histórias, a vi desabrochar. A vida só acaba quando acaba, ela me ensinou.”

Com mais de 200 mil livros vendidos, Elisama Santos consolida-se como uma das vozes mais importantes na discussão sobre desenvolvimento humano e mediação de conflitos. Em Ensaios de despedida, a autora oferece uma narrativa crua e sincera, que promete gerar reflexões sobre os papéis sociais atribuídos às mulheres e o peso da carga mental silenciosa.

Luana Xavier estreia série “Mutirão Saúde”, do canal Futura, que promove transformações na saúde física e mental de participantes

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Foto: Reprodução

O Canal Futura lançou, no dia 20 de fevereiro, a série Mutirão Saúde, que traz histórias reais de pessoas em busca de uma vida mais saudável. Com 13 episódios, a produção é apresentada por Luana Xavier e conta com uma equipe multidisciplinar formada pela médica Simone Nascimento, a preparadora física Ari Carmona e o psicólogo Lucas Veiga. A série estará disponível também no Globoplay, de forma gratuita.

Foto: Reprodução

Luana Xavier, que além de apresentadora é formada em Serviço Social, assume um papel central na série, atuando como mediadora entre a equipe de saúde e os participantes. “Embora não exerça a profissão, minha formação me fez olhar profundamente cada participante, enxergar seus potenciais e trocar afeto. Eu entrava na casa das pessoas e no primeiro minuto já parecia ser da família”, conta Luana, que também foi mestre de cerimônia no evento de lançamento da série, realizado no último dia 18 de fevereiro, em São Paulo.

A médica Simone Nascimento, especialista em medicina do estilo de vida, reforça a importância de uma abordagem humanizada e acessível no cuidado com a saúde. “Meu papel é reforçar a noção de uma saúde possível, sem restrições radicais, mas conectada com uma vida de prazer e propósito, sempre dentro da realidade de cada pessoa. Nas minhas consultas, sempre faço questão de me divertir com os pacientes, com os quais crio uma conexão real, porque cuidar do corpo e da mente pode e deve ser leve e humano”, destaca Simone.

A preparadora física Ari Carmona completa a equipe, trazendo sua expertise para ajudar os participantes a incorporarem atividades físicas em suas rotinas. Juntos, os profissionais buscam identificar os desafios enfrentados por cada indivíduo e propor soluções práticas, sempre com foco na prevenção e no bem-estar.

Carnaval 2025: Conheça as mulheres negras que são rainhas de bateria de SP e RJ no Grupo Especial

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Foto: Renata Xavier

Falta uma semana para iniciar os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval. Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, as agremiações de São Paulo desfilam no sambódromo do Anhembi, e entre os dias 3 e 5 de março, será a vez das escolas do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí. 

No Rio de Janeiro, as mulheres negras são maioria nos cargos de rainha de bateria, levando muito samba no pé para a avenida. Entre elas, se destacam a veterana Erika Januza, rainha de bateria da Unidos do Viradouro desde 2021, e Mayara Lima, rainha de bateria da Tuiuti desde 2022, após ganhar destaque no Carnaval ao viralizar nas redes sociais com um vídeo em que sambava de forma sincronizada com os ritmistas da escola, quando assumia o posto de princesa da bateria.

Enquanto no Rio a negritude tem uma presença marcante entre as rainhas, em São Paulo, apenas duas mulheres negras ocupam o cargo de 14 escolas de samba. São elas: Theba Pitylla, do Império de Casa Verde, coroada em 2023, e Madu Fraga, que estreou como rainha de bateria da Vai-Vai no ano passado. 

Veja quem são as rainhas de bateria negras do Grupo Especial de SP e RJ:

Mayara Lima, rainha de bateria da Tuiuti (RJ) | Instagram: @sou_mayaralima

Foto: Emerson Castro

Erika Januza, rainha de bateria da Unidos do Viradouro (RJ) | Instagram: @erikajanuza

Foto: Guilherme Lima

Theba Pitylla, rainha de bateria do Império de Casa Verde (SP) | Instagram: @thebapitylla

Foto: Bruno Giannelli

Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira (RJ) | Instagram: @evelynbastosoficial

Foto: Pedro Bastos

Maria Mariá, rainha da Imperatriz Leopoldinense (RJ) | Instagram: @maria_fxc

Foto: Deivid Maldonado

Madu Fraga, rainha de bateria do Vai-Vai (SP) | Instagram: @madufraga

Foto: Reprodução/Instagram

Lorena Raissa, rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis (RJ) | Instagram: @eulorenaraissa

Foto: Reprodução/Instagram

Andressa Marinho, rainha de bateria da Unidos de Padre Miguel (RJ) | Instagram: @rainha.andressamarinho

Foto: Deivid Maldonado

Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela (RJ) | Instagram: @biancamonteirooficial

Foto: Wando Silva/Agência Brazil News

Caetano Veloso e os evangélicos negros

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Foto: Reprodução/Instagram

Texto: Luciano Ramos 

A primeira vez que ouvi a música “Deus cuida de mim” na voz de Caetano Veloso e do pastor Kleber Lucas eu fui tomado por um misto de críticas, estranhamentos. Todavia, como alguém que tem um estranho e profundo amor por Caetano Veloso, eu fui tentar entender o que ele queria dizer por trás daquelas letras cantadas, mas não só pelos versos, mas por sua decisão política de cantar aqueles versos. Fui tentar conhecer melhor Kleber Lucas, que por ignorância, eu desconhecia. Ali, eu descubro um homem preto, líder religioso evangélico que prega um Jesus para todos. Sobretudo, como ele mesmo diz, para os imperfeitos. Ali, eu fui começando a entender a mensagem de Caetano. 

Em seguida, eu quis entender mais sobre o percentual de evangélicos no Brasil. Segundo o Jornal da USP, em 2023, a cada 03 brasileiros, 01 se identifica como evangélico. Segundo a Revista Veja, por meio de pesquisa realizada pelo DataFolha 59% dos evangélicos são negros. Quando vejo esses dados, eles me ajudam a entender, ainda mais a mensagem de Caetano. As canções do filho de Dona Canô, sejam as compostas por ele, quanto as interpretadas, sempre buscaram fazer o Brasil se conectar com o Brasil mais profundo.

Na atual turnê de Caetano Veloso e de Maria Bethânia, ele, mais uma vez, surpreende. Caetano coloca a canção religiosa de Kleber Lucas. Provavelmente, a música menos cantada do show e que recebeu muitas críticas. Mais uma vez eu fiquei tentando entender os sinais “caetaneanos” em volta disso. E eles vieram quando no show de Salvador, eu me deparo com a imagem que rodou o Brasil de um trabalhador do show, um homem preto, cantando atento e com muita fé a canção. Ali, para mim estava a mensagem que confirmava todas as outras mensagens. 

Para um homem de Xangô e Oxum, como eu sou, olhar para tudo isso a partir de outra fé, que não é a minha, foi importante e desafiador. Também, não é a fé de Caetano. Porém, ele que sempre foi alguém antenado com seu tempo e o seu Brasil, mais uma vez nos convida a fazer o mesmo. Aqui não desprezamos, ao contrário, repudiamos o quanto o fanatismo religioso de parte dos cristãos, sejam evangélicos ou católicos, chega a matar os que professam fé diferente das que eles expressam. Todavia, olhar para esse Brasil real é tentarmos não perder os nossos. Ainda que eles professem uma fé diferente da nossa, eles são os nossos irmãos. Aproximarmo-nos, seja por meio da música, que é um passo pequeno, mas necessário ou das pautas que apontam para as convivências religiosas (aqui não vou usar o termo “tolerância religiosa”, pois ele não me agrada.), se mostra um movimento preciso, uma vez que os dados apontam quem são as pessoas que estão ali: homens e mulheres negros e negras. 

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