O Instituto Desvelando Oris, fundado pela advogada e empreendedora social Juliana Souza, realiza nesta quarta-feira (24) a 3ª edição do AJEUM, jantar e leilão beneficente que tem como objetivo arrecadar recursos para projetos de redução das desigualdades raciais e de gênero no país. O evento acontece na Pinacoteca de São Paulo, com presença de cerca de 150 convidados, incluindo personalidades, empresários e representantes da sociedade civil.
A apresentação ficará a cargo de Astrid Fontenelle e seu filho, Gabriel Fontenelle, enquanto a atriz e apresentadora Sabrina Sato reforça seu apoio à causa pelo segundo ano consecutivo. Além disso, a programação inclui um jantar assinado pelo chef Paulo Shibata, um leilão com itens exclusivos e um pocket show do cantor Jota.Pe, vencedor do Grammy Latino em 2024 em três categorias.
“O AJEUM é mais que um evento; é um encontro de propósitos para transformar realidades”, destacou Juliana Souza. Toda a arrecadação será destinada à manutenção e expansão dos projetos do instituto, que foi criado em 2022 e já impactou 35 mil pessoas por meio de iniciativas estruturadas em três eixos: Educação, Justiça e Cultura.
A fundadora, Juliana Souza – eleita uma das 15 mulheres mais poderosas do Brasil pela Forbes –, recebe os convidados ao lado de Donata Meirelles, diretora da ForbesLife Fashion e consultora honorária da organização.
A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) realizará, entre os dias 5 e 9 de maio, o curso “Teoria Crítica sobre Raça e Racismo à brasileira”. Com inscrições gratuitas, a iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes a construção de um letramento racial, capacitando-os a se protegerem e a se engajarem na luta antirracista.
O evento acontecerá no Auditório Rubino de Oliveira, localizado no Largo São Francisco, 95, 1º andar, no centro da capital paulista. A coordenação é da professora sênior da Faculdade de Direito Eunice Aparecida de Jesus Prudente e do professor do Departamento de Estado Paulo Henrique Rodrigues Pereira.
O curso tem como objetivo permitir aos interessados a construção de um letramento racial para se protegerem e se engajarem na luta antirracista. As vagas são limitadas, e os participantes que obtiverem 75% de frequência receberão certificado. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://encr.pw/7kYtK.
Serviço Curso: Teoria Crítica sobre Raça e Racismo à brasileira Data: 5 a 9 de maio Local: Auditório Rubino de Oliveira – Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco, 95, 1º andar, Centro – São Paulo) Inscrições gratuitas:https://encr.pw/7kYtK
Alunos do colégio Equipe, localizado na região central de São Paulo, farão um ato nesta quarta-feira (23), às 13h, no Shopping Higienópolis, em apoio a dois colegas que relataram ter sido vítimas de uma abordagem racista por uma segurança do local na semana passada. A concentração acontece em frente ao Colégio Equipe.
A convocação para o ato foi feita pelo filho do deputado federal Orlando Silva em um vídeo publicado nas redes sociais do pai. Pedro, de 12 anos, que é colega de sala das vítimas afirmou que “é um absurdo que existam espaços na nossa sociedade que a população negra seja privada de frequentar”.
O caso ocorreu na tarde da última quarta-feira (16), quando uma adolescente negra de 12 anos e um amigo, ambos estudantes do colégio Equipe — vizinho ao shopping —, foram questionados por uma funcionária do estabelecimento se estariam “incomodando e pedindo dinheiro” a uma colega branca que os acompanhava.
Horas antes do ocorrido, os alunos haviam participado de uma aula sobre letramento racial e condutas antirracistas. Um professor da escola, que estava na praça de alimentação no momento, prestou depoimento sobre o caso. Membros da coordenação do Equipe também compareceram ao shopping para registrar uma queixa formal.
Leni Pires das Mercês, mãe da adolescente, afirmou que a filha ficou profundamente abalada. “Ela e os outros colegas choraram muito. Mas eu disse que ela iria até o shopping comigo para registrar o ocorrido. Ela precisa saber que pode frequentar esses espaços”, declarou à Folha.
Este não é o primeiro episódio do tipo envolvendo estudantes do Equipe no Pátio Higienópolis. Em 2022, Evie Santiago, líder da comissão antirracista de pais e alunos da escola, registrou um boletim de ocorrência após seu filho, Isac, então com 14 anos, ser seguido por uma segurança dentro de uma loja do shopping. Na ocasião, ela relatou ter conversado com a administração, mas afirma que nenhuma medida foi tomada.
Happy American American women wearing minimal outfit closeup
Apesar da fama de um envelhecimento mais tardio, a pele negra, como qualquer outra, precisa de cuidados específicos para lidar com as perdas que se acumulam ao longo do tempo.
A dermatologista Dra. Júlia Rocha confirma que as mudanças hormonais da menopausa afetam a qualidade da pele de mulheres negras de forma semelhante às mulheres brancas, levando à perda de tônus, firmeza e colágeno. “Na pele negra, vejo persistir a queixa da oleosidade em idades mais avançadas, porque temos um número maior de glândulas sebáceas, maiores e mais ativas”, explica. Mas ela complementa: “Mesmo que a percepção seja mais tardia de rugas, de linhas de expressão, de marcas, se você for comparar com uma pessoa branca, o envelhecimento vai chegar para todos nós”.
Segundo a médica, um dos fatores de maior impacto no envelhecimento da pele negra são os melasmas. O mito de que peles escuras não precisam de proteção solar afetou uma geração, que agora sofre com manchas. “O melasma é muito comum em países tropicais de uma maneira geral, porque tem uma ligação direta com fotoexposição. E quando você vai jogar isso em linha do tempo, se você tem 60, 70 anos, você acumulou essa fotoexposição ao longo da vida, e isso vai estar mais presente na sua pele”, ressalta.
Outro ponto de atenção, ainda relacionado à luz, é que a pele negra é mais afetada pela radiação UVA, de maior comprimento de onda, e também pela luz visível, que inclui a luz azul emitida por telas e iluminação artificial. Estudos internacionais, publicados em revistas como Pigment Cell & Melanoma Research e International Journal of Cosmetic Science, mostram que a luz azul pode causar hiperpigmentação mais intensa e duradoura em fototipos mais altos, contribuindo para manchas, tom irregular e sinais de envelhecimento precoce. Além disso, a Dra. Júlia destaca o surgimento de pequenas lesões conhecidas como “verruguinhas” ou “pintinhas”, cujo nome técnico é dermatose papulosa nigra: “É uma outra questão também, essas pintinhas que são comuns na pele negra. O nome chique seria dermatose papulosa nigra, e elas têm uma associação com o avançar da idade”. Ela reforça que o uso precoce do protetor solar pode influenciar na menor presença dessas lesões com o passar dos anos.
A limpeza faz toda a diferença no skincare da pele negra
Complementando a discussão sobre o envelhecimento da pele negra, é fundamental destacar o papel da limpeza na rotina de cuidados. Segundo Priscila Moncayo, gerente de P&D da Natura, a higienização da pele vai além da remoção de impurezas: “A limpeza é parte do tratamento de skincare, não há dúvida. É ela que prepara a pele para receber os outros ativos e, quando bem feita, já entrega benefícios importantes”.
Para peles negras, que tendem a apresentar oleosidade por mais tempo, esse cuidado deve ser ainda mais estratégico. “Na pele negra, temos glândulas sebáceas em maior número, maiores e mais ativas. Isso significa uma produção de sebo mais intensa, então precisamos tomar cuidado para não causar um efeito rebote com produtos agressivos”, explica. Ela alerta que o excesso de limpeza pode ser prejudicial: “Se essa limpeza não for gentil, se não for adequada, você pode estar trazendo mais danos à barreira da sua pele do que benefícios”.
No contexto do envelhecimento, escolher um bom produto de limpeza faz diferença no estímulo à renovação celular, essencial para manter a pele com viço e textura uniforme. “Produtos com ácido glicólico, como o sabonete mousse, já estimulam essa renovação, o que é bastante importante para quem está buscando uma limpeza mais intensiva”, aponta. “Os resultados podem ser muito interessantes, especialmente quando pensamos em uma rotina de longo prazo.”
Moncayo também destaca opções suaves para peles mais maduras ou sensibilizadas. “Apesar de chamar ácido, o ácido lático é um componente da nossa barreira de hidratação. Ele ajuda nesse processo de proteção, por isso funciona muito bem em espumas de limpeza para quem sente a pele mais frágil.” Ela ainda recomenda o uso do cleansing oil: “Ele tem uma parte lipídica similar à da nossa pele, o que promove uma limpeza eficaz sem agredir”.
A especialista finaliza reforçando que os cuidados começam desde o primeiro passo. “É possível tratar desde a limpeza. Ingredientes como ácido glicólico, ácido lático, vitamina E e glicerina já começam a agir ali. E para quem tem manchas, uma queixa comum em peles negras, vale investir na esfoliação pelo menos duas vezes por semana.” Ela cita como exemplo o esfoliante de Chronos, que combina partículas vegetais, papaína, ácido glicólico e microesferas de bambu, auxiliando tanto na renovação celular quanto no controle da oleosidade.
Ninguém superou o segundo episódio da nova temporada de‘The Last os Us’, com tantas emoções que chocaram até quem já viveu a história pelo video game. Quem conhece o jogo, sabe que essa segunda temporada reserva uma mudança entre os protagonistas, o que por consequência dá a oportunidade ao público de conhecer mais profundamente alguns personagens. Esse é o caso de Maria, interpretada pela atriz a atriz Rutina Wesley. Já no primeiro episódio da primeira temporada, ela aparece como líder do conselho da cidade Jackson e no seu segundo episódio ela também mostra suas habilidades como mediadora de conflitos e também com armas quando a cidade se coloca em uma situação de risco eminente.
Em uma entrevista recente ao Collider, a atriz Rutina Wesley comentou sobre o que os fãs podem esperar da série e a evolução da sua personagem Maria, após cinco anos que separam os eventos da primeira temporada para a segunda.
Foto: Liane Hentsche / HBO
“O que mudou Maria foi o filho dela, o filho que ela tem com o Tommy (Gabriel Luna). Sinto que isso literalmente a abriu e a suavizou de uma forma que nunca a vimos antes. Talvez ela esteja um pouco mais empática e compassiva. Ela se importa com a comunidade que tem, mas também começa a se importar: ‘Quem mais podemos ajudar fora desses muros que também estão fugindo dos infectados? Como podemos ajudar essas pessoas?’ Benji, nosso filho, trouxe essa luz de volta para Maria. Para mim, Maria parece um pouco mais leve do que na primeira temporada”, disse Wesley.
Essa transformação, no entanto, vem com novos desafios. Maria agora precisa equilibrar o papel de líder, esposa e mãe. “Para ela, a prioridade sempre será Benji e garantir que ele esteja seguro, assim como sua família, mesmo a família que ela escolheu. Acho que ela fará o que for preciso para garantir que sobrevivamos a qualquer coisa. Ela sempre teve uma mentalidade de sobrevivente, mas agora, com uma criança envolvida, isso só intensifica tudo. Agora, ela precisa fazer o impensável, seja lá o que for, para garantir que seu filho esteja bem”, completa.
Foto: Liane Hentsche / HBO
Rutina admite que essa confiança dos moradores de Jackson contra os perigos externos pode ser ilusória. “Eles acham que estão preparados, com certeza, mas veremos se estão ou não. Eu acho que há uma confiança de que eles estão se preparando para o desconhecido e para a situação com a qual estão lidando. Eles têm tudo em mãos, mas acho que tudo pode acontecer. Nunca sabemos se esses planos vão funcionar”, declara.
Todo domingo, às 22h, a Max lança um novo episódio da segunda temporada de ‘The Last of Us’.
A eleição de um novo Papa, através do conclave, sempre mobiliza olhares atentos do mundo inteiro. Mas para os povos negros – especialmente nas Américas, onde a experiência da fé foi profundamente atravessada pelo colonialismo – esse momento carrega uma pergunta que permanece sem resposta: a Igreja Católica está disposta a se reaproximar, de forma real, da população negra?
Historicamente, a Igreja teve um papel ambíguo na escravização dos povos africanos. Por um lado, legitimou regimes escravistas; por outro, em casos pontuais abrigou quilombolas e deu espaço para resistências espirituais, por meio de algumas poucas lideranças religiosas. Essa contradição moldou uma relação de fé marcada por tensões, afeto e também exclusão. Em muitos territórios, o catolicismo foi ressignificado à força, fundido com cosmologias africanas para garantir sobrevivência e dignidade diante da opressão. No entanto, nenhum Papa negro foi eleito desde São Gelásio I, no século V, e apenas uma pequena fração dos mais de 200 cardeais atuais tem origem africana ou afrodescendente.
No Brasil, país com a maior população negra fora da África, essa dívida histórica permanece latente. Segundo o Datafolha (2020), apenas 36% dos negros brasileiros se declaram católicos, enquanto esse percentual é de 51% entre brancos. O distanciamento crescente da juventude negra em relação ao catolicismo revela não apenas uma migração de fé, mas uma busca por espaços de espiritualidade onde sejam reconhecidos e respeitados. A Pastoral Afro-Brasileira luta há décadas por representatividade e contra o racismo dentro da Igreja, mas segue invisibilizada na estrutura oficial, e cada vez com menos força. Apesar disso, nenhum santo ou santa negra brasileiro(a) foi canonizado até hoje.
O Papa Francisco fez gestos importantes. Em 2021, afirmou que “o racismo é um pecado que ainda persiste no mundo” e, em visita à África, declarou que “a escravidão foi um crime contra a humanidade”. Ainda assim, a Igreja jamais fez um pedido oficial de perdão coletivo pela escravidão colonial, o que evidencia uma lacuna profunda entre discurso e reparação histórica. A eleição de líderes negros para cargos centrais continua sendo exceção — como no caso do cardeal ganês Peter Turkson — e não uma regra representativa.
A cada novo conclave, a fumaça branca anuncia mais que um novo Papa. Ela revela também as escolhas de uma estrutura que, apesar de milenar, precisa responder às urgências do presente. Em tempos de recrudescimento do racismo, das desigualdades e da violência religiosa contra povos de terreiro, a neutralidade institucional já é uma forma de cumplicidade.
Reaproximar-se da população negra não é apenas reconhecer a sua fé — é enfrentar o racismo que ainda habita as igrejas, os púlpitos e os discursos. É escutar o grito de mães pretas, de juventudes periféricas, de lideranças quilombolas. É admitir que não existe fé sem justiça. Nem salvação sem reparação.
Chef Tanea Romão, renomada cozinheira e pesquisadora da cultura alimentar brasileira, faleceu no último sábado, 19 de abril, aos 58 anos, após ser internada com cetoacidose diabética. A informação foi confirmada pela revista Prazeres da Mesa.
“Sempre bem humorada, disposta e ensinar e a levar a paixão que a movia por gastronomia a todos, Tanea era uma mulher incansável, lutadora e dedicada. Há cerca de dois anos vendeu seu restaurante em São Paulo e mudou-se para São Gabriel da Cachoeira, Amazonas”, informou o texto da revista.
“Ativista, trabalhou em prol do Movimento Slow Food, e foi atuante na Aliança dos Cozinheiros. Juntos, também percorremos os salões do Terra Madre, em Turim, onde promovia os produtos e produtores brasileiros, com seu sorriso permanente e disponível a colaborar com todos”, completou.
Para a revista, o amigo da Tanea, o Chef Carlos Ribeiro, disse que uma de usas últimas atividades no Amazonas foi como merendeira em uma escola do município e estava muito feliz. Além disso, atuava como consultora em estabelecimentos gastronômicos locais e tinha o desejo de abrir a Casa de Tanea na região. Eles estiveram juntos por duas semanas, em novembro do ano passado, quando Carlos foi visitá-la.
“Nós cozinhamos juntos, fomos a aldeia indígena, feiras, e saímos para tomar banhos inesquecíveis de rio. De manhã e à noite, porque lá era muito quente. E ela me contou histórias sobre o rio que me deram medo”, relembrou. “Ali não era o fim da história dela, mas um recomeço. Ela dizia ‘aqui eu sou Tanea, não Tanea Romão.”
Tanea também integrou a 3ª temporada do programa ‘Pesadelo na Cozinha’, exibido pela Band em 2021. Na ocasião, o restaurante Kitanda Brasil passou por uma transformação com consultoria do chef Erick Jacquin e foi rebatizado como Casa da Tanea.
A humorista Juliana Oliveira será ouvida pela Polícia Civil de Osasco na próxima quarta-feira (23) como parte do inquérito que apura a denúncia de estupro que ela fez contra o apresentador Otávio Mesquita. O caso remonta a 2016, durante a gravação do programa The Noite, comandado por Danilo Gentili no SBT, onde Juliana trabalhava como assistente de palco e produtora até o ano passado. Mesquita nega as acusações.
De acordo com a colunista Mônica Bérgamo, na semana passada, o 7º Distrito Policial de Osasco, na Grande São Paulo, acatou pedido do Ministério Público para investigar a denúncia. Segundo a representação, imagens e transcrições do programa mostrariam que Mesquita tocou os seios e as partes íntimas de Juliana, mesmo com ela tentando se esquivar e demonstrando desconforto. O advogado Dr. Hédio Silva Jr., que defende a humorista, afirma que a legislação penal “considera que a prática de atos libidinosos mediante violência configura estupro, ainda que não haja penetração”.
Em resposta à reportagem, Mesquita disse que se tratava de uma “brincadeira” combinada informalmente antes da gravação. Ele argumenta que, caso Juliana não tivesse consentido, poderia ter pedido ao SBT para cortar a cena.
O apresentador também afirmou que sua ex-mulher e filho estavam na plateia no dia e que “não houve estupro”. Ele move um processo contra Juliana por danos morais, pedindo R$ 50 mil de indenização.
De acordo com a denúncia, o episódio teria ocorrido nos primeiros minutos do programa, quando Mesquita, convidado do quadro, entrou no palco pendurado de cabeça para baixo, ao som da música-tema do Batman. Ao ser auxiliado por Juliana para retirar os equipamentos de segurança, ele teria tocado seus seios e genitália. Em seguida, ao se virar, a prendeu com as pernas e simulou ato sexual.
O SBT não se manifestou sobre o caso. A polícia aguarda o depoimento de Juliana para dar continuidade às investigações.
A empresária Tina Knowles, mãe das cantoras Beyoncé e Solange, abriu-se sobre sua recente luta contra o câncer de mama em uma entrevista emocionante ao CBS Mornings, apresentado por Gayle King. Aos 71 anos, ela contou como descobriu a doença e o papel fundamental da família em sua recuperação.
Knowles revelou que foi diagnosticada com câncer de mama em estágio 1 após dois tumores serem detectados em uma mamografia de rotina, que havia sido adiada devido à pandemia de Covid-19. “Sempre tentei cuidar de mim mesma. Eu simplesmente… não conseguia acreditar”, disse.
Foto: Reprodução/Instagram
De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, mulheres acima de 55 anos devem realizar o exame a cada um ou dois anos. A empresária admitiu que, se tivesse mantido os exames em dia, o tumor poderia ter sido identificado ainda no estágio inicial, quando a doença não se espalha além do tecido mamário. Apesar do atraso, o câncer foi considerado de crescimento lento e não havia se disseminado. Em agosto de 2024, ela passou por uma lumpectomia (cirurgia para remoção do tumor) e hoje está livre da doença.
Em agosto de 2024, ela passou por uma lumpectomia (cirurgia para remoção do tumor) e hoje está livre da doença. Antes do procedimento, Beyoncé, Solange e amigos próximos a acompanharam no hospital. “Eu estava nervosa, e então eles começaram a brincar comigo”, lembrou, citando um momento em que Solange mostrou um vídeo engraçado para aliviar a tensão.
Knowles também destacou o apoio espiritual da família. Solange e sua sobrinha Angie Beyincé cantaram Walk With Me, música que fala sobre proteção divina. “Entrei [na cirurgia] sentindo como se Deus tivesse me protegido”, disse, emocionada.
Mesmo após a recuperação, ela enfrentou um susto ao desenvolver uma infecção pós-cirúrgica grave, quase a impedindo de comparecer ao evento Mulheres do Ano, da revista Glamour, em outubro de 2024. Beyoncé a aconselhou a priorizar a saúde, mas Knowles insistiu em ir. “Durante grande parte da minha vida, me recusei a ser reconhecida. Este foi o meu lema: ‘Eu mereço isso'”, afirmou.
A entrevista completa com Tina Knowles será exibida nesta quarta-feira (23) no CBS Mornings.
Um registro histórico encontrado pelo jornal Folha de S. Paulo no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul expõe como proprietários de escravizados evitaram o recrutamento militar durante a Guerra da Cisplatina (1825-1828). O manuscrito, datado do período do conflito, mostra que os senhores enviavam cativos e libertos para lutar em seu lugar.
O documento contém um abaixo-assinado de fazendeiros da Vila de Cachoeira, liderados por Antônio José de Menezes. Nele, os estancieiros argumentam que já cumpriam seu dever ao fornecer homens para a guerra: “O suplicante (…) pagou a seus próprios custos homens libertos e escravos, vestiu-os, armou-os e proveu-os de tudo necessário para a guerra (…), colocando-os em campanha”. Os senhores pediam isenção do alistamento alegando que sua ausência prejudicaria a segurança local. “Se nos retirarmos, os desertores e malfeitores se unirão aos escravos”, advertiam no documento.
A Guerra da Cisplatina, entre o Império brasileiro e as Províncias Unidas do Rio da Prata, foi marcada por dificuldades de recrutamento. Como explicou o historiador Mário José Maestri Filho, “no século 19, os ricos e seus filhos só iam para guerra quando queriam”. A prática de enviar substitutos, principalmente escravizados, era comum desde o período colonial.
Alguns escravizados, porém, viam no conflito uma chance de liberdade. Tropas adversárias ofereciam alforria aos que desertassem. O naturalista francês Augustin de Saint-Hilaire registrou que os soldados negros das tropas inimigas se destacavam por sua coragem, pois “lutavam por sua própria liberdade”.
Legado
O documento ilustra como a escravidão se entrelaçou com as estratégias militares do Império. A descoberta reforça o papel dos escravizados como instrumento nas disputas de poder do Brasil Imperial, onde eram frequentemente usados como recursos descartáveis.