FBI investiga Federação Argentina de Futebol por suspeita de fraudes milionárias nos EUA

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FBI investiga Federação Argentina de Futebol por suspeita de fraudes milionárias nos EUA
Presidente da FIFA Gianni Infantino e o presidente da AFA Claudio Tapia (Foto: Getty Images)

O FBI e procuradores federais dos Estados Unidos investigam transações da Associação de Futebol Argentino (AFA) que teriam movimentado mais de US$ 300 milhões no sistema financeiro norte‑americano, em apuração que avalia possíveis crimes como lavagem de dinheiro e fraude bancária.

Fontes do jornal La Nación indicam que agentes do FBI e integrantes do Departamento de Justiça já colhem depoimentos relacionados às operações financeiras da entidade, presidida por Claudio Tapia. A investigação também mira a relação da AFA com a empresa americana TourProdEnter LLC, que passou a atuar como agente de cobrança dos contratos internacionais da federação.

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Segundo relatos, investigadores ouviram por videoconferência o empresário Guilherme Tofoni em diligência sobre transferências e estruturas de pagamento vinculadas à AFA. O objetivo é determinar se parte das transações realizadas em solo americano se enquadra em delitos sob a jurisdição dos Estados Unidos.

As apurações, iniciadas em 2025, são conduzidas pelos procuradores-gerais Patrick Gushue e Christopher Ting, em Washington, com participação de Michael Berger, do Distrito Sul da Flórida. Gushue integra a Unidade de Integridade Bancária do Departamento de Justiça, especializada em crimes financeiros. Berger tem histórico em casos de lavagem de dinheiro, incluindo a condenação do ex-controlador-geral do Equador Carlos Ramón Polit Faggioni em Miami.

A TourProdEnter LLC passou a ser investigada após receber responsabilidade pelos recebimentos de contratos internacionais da AFA. De acordo com o La Nación, a empresa teria canalizado centenas de milhões de dólares oriundos de acordos com multinacionais. Entre os contratos citados estão supostos repasses de US$ 60 milhões com a Adidas e US$ 40 milhões com a Warner.

As investigações ocorrem enquanto a seleção argentina se prepara para disputar as quartas de final da Copa do Mundo de 2026, em meio a acusações de favorecimento da arbitragem nos jogos contra o Egito e contra Cabo Verde.

Procurada pela imprensa, a AFA não se manifestou até o momento.

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