Exaltados em novembro, influenciadores negros lutam para sobreviver à pandemia

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(Crédito: nappy.co)

A procura por influenciadores e criadores de conteúdo cresceu durante a pandemia que estamos enfrentando provocada pelo Covid-19. Isso aconteceu porque o consumo de internet aumentou, uma vez que as pessoas estão praticando o isolamento social e há então uma necessidade de criação de conteúdo – especialidade dos influenciadores ou criadores de conteúdo, como são popularmente conhecidos.

O uso desses profissionais passa então a ser estratégico pelas marcas, uma vez que eles já estão inseridos no ambiente digital e o conhecem melhor do que ninguém. Então é mais efetivo se comunicar dessa forma, contextualizando o uso de algum produto ou serviço no cotidiano dessas pessoas, que já possuem uma base de seguidores fieis, que costumam engajar com seus conteúdos.

A reflexão que quero propor é com relação ao perfil desses influenciadores que estão sendo contratados e sobre a falta de oportunidade na contratação de novos criadores que estão em alta na comunidade, mas que não são devidamente explorados pelas marcas, que muitas vezes acabam reféns a somente um perfil – e que não necessariamente está alinhado ou acredita nos mesmos valores da empresa e acaba prejudicando a sua imagem apenas com uma postagem indevida.

O momento é propício para explorar a diversidade de influenciadores – que agregam muito valor ao negócio – e trazem olhares diferentes sobre o mesmo assunto que é por muitas vezes contado a partir do mesmo viés e da mesma narrativa.

Que tal dar mais oportunidades para influenciadores negros que só têm visibilidade em novembro – no mês da consciência negra – que é quando as marcas se mobilizam para se comunicar com os consumidores negros que somam quase 60% da população brasileira?

Como não costumam ser contratados com frequência pelas marcas, eles precisam inovar, criar alternativas de sobrevivência e muitas vezes são obrigados a desenvolver novas habilidades para conseguir se manter e pagar suas contas.

A análise é feita pelo publicitário Ricardo Silvestre, fundador da Black Influence, agência que conecta marcas à consumidores através de influenciadores negros ou de periferia.

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