Em “Província Negra”, Luiz Gama vira personagem de história em quadrinhos

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Ilustração: Kris Zullo

Considerado o maior abolicionista do Brasil, Luiz Gama ganha história em quadrinhos para fortalecer ainda mais a significância de sua luta. Intitulada “Província Negra“, a obra tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2019. Este ano, ele também foi homenageado com uma ala de desfile da Mangueira, campeã do carnaval carioca.

A história é ambientada na São Paulo de 1869 e transporta os leitores para um momento em que a maior cidade do país tinha pouco mais de 40 mil habitantes, muita garoa e muita efervescência cultural. Província Negra mistura ficção e realidade, produzindo uma graphic novel policial que agrada aos interessados em história, política, Direito e no movimento negro no Brasil. E, principalmente, aos interessados em histórias em quadrinhos.

O roteiro é assinado por Kaled Kanbour e as artes por Kris Zullo. A parceria artística é reeditada depois de quase duas mil páginas de quadrinhos criadas pela dupla, ao longo de cinco anos para a Editora Abril e Caras. Segundo Kaled, o objetivo do projeto é “divulgar a figura histórica de Luiz Gama para o maior número de pessoas e refletir sobre as terríveis condições em que ele se criou, resistiu e lutou pela abolição da escravidão. Personagem que ainda é relevante e fundamental no contexto atual”.

Conheça o enredo: Província de São Paulo, 1869. Luiz Gama, jurista negro, o mais combativo abolicionista do país, é envolvido numa série de assassinatos de proprietários rurais, sendo considerado pela força policial como o principal suspeito. Com a ajuda de seu aprendiz, o jovem e aspirante a advogado, Saul Pompeu, Luiz Gama percorre os labirintos e cenários da cidade provincial, numa sociedade escravagista e violenta, para resolver por conta própria o mistério e provar sua inocência.

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