Em entrevista, Lázaro Ramos lembra histórias de sua carreira e conta da primeira vez em que viu Tais Araujo

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Em entrevista, Lázaro Ramos lembra histórias de sua carreia e conta da primeira vez em que viu Tais Araujo

Na noite de ontem, quinta-feira (30), a Globo reprisou o episódio do Lady Night no qual Tatá Werneck recebe Lázaro Ramos. Na atração, que originalmente é do canal pago Multishow, Lazaro contou a origem do nome artístico que já usou, Lula Somar.  Contou também que gosta de cozinhar e testa pratos diferentes, chegando a inventar uma feijoada de pinhão.

Dentre as histórias que Lázaro Ramos contou no programa, está a história de como conheceu Taís Araújo, que segundo ele, na época “ela era noiva”.

“Ela era noiva e eu estava um dia gravando ‘Sexo Frágil’, o Bruno Garcia do meu lado, ela passou e eu, do nada, falei para o Bruno: ‘Cara, vou casar com essa menina e vai durar’.”

O início do relacionamento, no entanto, foi conturbado, Lázaro mandou flores para Taís e ela, em retribuição, também lhe enviou um buquê – e é aí é que a história fica divertida: “Eu tinha uma ficante e peguei um táxi para pegá-la em casa com o buquê de flores. Ela, quando entrou no táxi, falou: ‘Para mim?’. O que eu disse? ‘É…’. Só que essa ficante era amiga de uma amiga de Taís, que chega no dia seguinte e fala: ‘Uma amiga minha fica com Lázaro e ele deu flores para ela, o relacionamento está lindo, é um girassol’. Aí ela viu que era a mesma flor! Eu, sem saber de nada, um dia encontro Taís numa festa, ela só bate no meu ombro e fala assim: ‘Se eu soubesse que tu ia dar a flor que dei para você para outra mulher, não tinha mandado!'”, divertiu-se, emendando um mea culpa. “Sei que errei, pago por isso até hoje!”.

Mas, ao longo desses 15 anos de casamento, o que prevalece é o companheirismo: “A gente conversa muito, quando está longe fica no celular o tempo todo contando história… Acho que é isso que alimenta o relacionamento. Nos falamos todo dia, temos piada para contar ao outro todo dia. Nos divertimos muito juntos”, disse o ator, contando que não sentem a necessidade de opinar no trabalho um do outro: “Entendemos que já tem tanto crítico no mundo, que temos é que apoiar um ao outro”.

Lázaro lembrou que, na infância, foi uma criança tímida. “Era um menino criado preso, numa casa com quintal, muito estudioso, seríssimo! A minha família não deixava eu brincar na rua, mas ao mesmo tempo era muito afetuosa. Era uma família que se reunia muito para rir junto. Isso é uma grande memória que tenho e acho que desenha um pouco quem sou até hoje”, diz.

Ele só se tornou mais extrovertido quando começou a estudar em uma escola pública e a fazer teatro. Quando decidiu que queria ser ator profissional, seu pai não apoiou a escolha logo de cara. Ao assistir à sua primeira peça com o Bando de Teatro Olodum, em Salvador, no entanto, mudou de ideia. “Tem uma cena que é linda para mim, marcante, e é o que faz com que eu continue, inclusive”, recordou.

“Meu pai foi um homem que, a princípio, não queria que eu fizesse teatro, pelas dificuldades de você se manter como ator. E um dia ele foi ver minha primeira peça e, quando acabou, me segurou. Ele não me disse nada, mas pelo olhar senti que ele não podia dizer com palavras que entendia a minha paixão e que autorizava eu ir atrás do meu sonho. Foi muito lindo e não esqueço esse olhar dele nunca.”
Além de momentos emocionantes, o início de Lázaro na arte também tem histórias que rendem boas risadas, como, por exemplo, a escolha de seu primeiro nome artístico: Lula Somar. Ele se divertiu ao explicar como surgiu a ideia. “Meu nome é Luís Lázaro Sacramento de Araújo Ramos. Então, o ‘Lu’ é do Luís, o ‘La’ é do Lázaro: Lula. E ‘Somar’ é o Ramos ao contrário. Quando cheguei para entregar para o diretor colocar no programa, ele falou: ‘Você está maluco! Nunca! Seu nome é Lázaro Ramos!’. Não tive nem tempo de escolher”, disse.

Com uma carreira repleta de sucessos no teatro, no cinema e na televisão, o ator lembrou a importância de seu primeiro papel em novelas, em 2006, quando interpretou o protagonista Foguinho, em Cobras & Lagartos. “Jamais imaginei que fosse acontecer o que aconteceu. O que eu queria era só experimentar novela”, lembrou, falando que chegou a se assustar com o sucesso do personagem. “Quando começou a acontecer, tomei um certo susto, aí foi que experimentei aquela fama grandona. Ficava assustado quando ia na rua e as pessoas falavam comigo, gente imitando aquele bigode horroroso!”, contou.

Mesmo com tantas realizações profissionais, Lázaro destacou que a maior alegria de sua vida foi o nascimento dos filhos, João Vicente e Maria Antônia, de 8 e 5 anos, respectivamente. Já a história de como conheceu a mulher, a atriz Taís Araújo, rendeu boas risadas.

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