Cultura afro-brasileira é celebrada em roda online dos grupos ‘Afrolaje’ e ‘Memória Ancestral’

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Cultura afro-brasileira é celebrada em roda online dos grupos ‘Afrolaje’ e ‘Memória Ancestral’
Foto: Reprodução

O Grupo Afrolaje apresenta a sua roda virtual de Jongo, dança afro-brasileira criada por africanos na diáspora, e o projeto Memória Ancestral, com participação do Mestre griô Sana Cissokho, de Senegal. 

O evento acontece no dia 31 de janeiro, às 18h30 e traz muita música, dança, percussão e troca, numa roda ao vivo, que será transmitida pelo Facebook do grupo. Segundo a coreógrafa e atriz Flavia Souza que, com o professor Ivan Karu, coordena o Grupo Afrolaje., a roda contribui para a valorização da autoestima das crianças, jovens e adultos, desmistificando a visão sobre o corpo afro-negro e das culturas de matriz africana.

O projeto foi idealizado com o auxílio de pesquisas de campo, encontros e debates com mestres das culturas populares de matriz afro, o grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para seus integrantes e consequentemente para a sociedade. 

A roda é aberta á todos os públicos, o objetivo do projeto é resgatar, preservar e difundir a diversidade através da dança, música, percussão, apresentações e divulgação junto às escolas e espaços públicos e privados. 

“A música percussiva e as danças de matriz africana são um dos principais símbolos culturais do país. Temos uma história rica, mas pouca difundida”, analisa Flavia.

Confira a página do grupo: Afro Laje

Sobre a Afrolaje:

 A ASSOCIAÇÃO CULTURAL GRUPO AFROLAJE – dança música, percussão e pesquisa – foi fundada, em 2012, no Engenho de Dentro, região do Grande Méier, no Rio de Janeiro, pela coreógrafa, atriz e professora Flavia Souza, ativista cultural e pesquisadora, e pelo professor de capoeira Ivan Jr (Karu).

O projeto surgiu na laje da casa de Flavia, como uma releitura da ressignificação da laje das casas de comunidades carentes do Rio de Janeiro, lugar reconhecido como um espaço de encontro de guetos e foco de resistência cultural. Através do Jongo, capoeira angola e outras manifestações de patrimônio imaterial do Brasil, o Afrolaje reúne apresentações pelo Theatro Municipal do Rio, Teatro Carlos Gomes, Circo Voador, Engenhão, Festival Madalenas em Berlim, turnê pela Itália, cerimônia no consulado da Angola, participação nas Olimpíadas 2016 e diversos shows, oficinas e cerimoniais pelo Brasil e exterior.

Também recebeu variados prêmios como o Fazedores do Bem, em 2017, pelo recorde de inserções em mais de 300 escolas e Menção Honrosa Ubuntu, no teatro Carlos Gomes, em 2020. Memória Ancestral Criado pelo Grupo em maio de 2020, o projeto tem como objetivo dar visibilidade e voz aos Mestres e Mestras do Jongo e demais manifestações populares afro-culturais, que tanto se dedicaram a manter a cultura popular de matriz afro viva, não só na sua comunidade, mas em todos os espaços possíveis. E em tempos de pandemia através das redes sociais do Afrolaje foi possível dar continuidade ao conhecimento e proporcionar diálogos culturais à distância.

Sobre o Memória Ancestral:

Criado pelo Grupo em maio de 2020, o projeto visa dar visibilidade e voz aos Mestres e Mestras do Jongo e demais manifestações populares afro-culturais, que tanto se dedicaram a manter a cultura popular de matriz afro viva, não só na sua comunidade, mas em todos os espaços possíveis. Através das redes sociais do Afrolaje foi possível dar continuidade ao conhecimento e proporcionar diálogos culturais à distância.

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