Converse retira campanha após imagem ser comparada a capuz do KKK e cena de enforcamento

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Converse retira campanha após imagem ser comparada a capuz do KKK e cena de enforcamento
A Converse retirou campanha do ar e pediu desculpas/Foto: Reprodução/Redes sociais

A Converse retirou uma imagem de divulgação do Chuck 70 X após a campanha provocar forte repercussão nas redes sociais. Usuários associaram a composição visual da peça ao capuz branco da Ku Klux Klan (KKK) e a imagens históricas de linchamentos e enforcamentos de pessoas negras nos Estados Unidos.

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Na fotografia, uma figura vestida de branco aparece carregando um par de tênis. O formato do tecido, o enquadramento e a posição dos calçados fizeram com que parte do público identificasse referências visuais à violência racial. A associação, porém, partiu dos usuários: não há evidências públicas de que a Converse tenha criado a imagem com a intenção de fazer referência ao KKK ou a linchamentos.

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A discussão também foi ampliada porque internautas recuperaram outra imagem de uma campanha recente da Converse com a marca dinamarquesa Palmes. Nela, uma pessoa aparece sobre uma escada segurando tênis junto a uma árvore, e usuários passaram a interpretar a composição como uma referência semelhante.

O Ku Klux Klan é um movimento supremacista branco criado nos Estados Unidos após a Guerra Civil. Ao longo de sua história, o grupo esteve associado à intimidação, à perseguição e à violência contra pessoas negras, especialmente durante o período da Reconstrução. O capuz branco e pontudo se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do grupo.

A associação com linchamentos também tem um peso histórico. Milhares de pessoas negras foram vítimas de linchamentos nos Estados Unidos entre o final do século 19 e o século 20. Esses episódios fazem parte de uma história de violência racial que continua influenciando a maneira como determinadas imagens e símbolos são percebidos pela população negra.

Diante da repercussão, a Converse pediu desculpas e reconheceu que a imagem provocou uma reação “profundamente perturbadora”. A empresa afirmou que “errou” e informou que trabalhava para retirar a peça dos canais em que havia sido publicada.

O episódio reacende uma discussão sobre os limites da linguagem visual na publicidade e sobre a responsabilidade das marcas na avaliação de suas campanhas. Mesmo quando uma referência não é declarada como intencional, o contexto histórico pode mudar completamente a forma como uma imagem é recebida, especialmente quando envolve símbolos relacionados à supremacia branca e à violência contra pessoas negras.

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