Claudia, empregada da Isis Valverde, ( e que é cidadã como a patroa), tem direito à licença remunerada

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Crédito: Reprodução Instagram

A atitude da atriz Isis Valverde, de manter sua empregada doméstica em casa durante o confinamento coletivo que visa combater o alastramento da Covid-19 enfureceu a Internet nessa última terça, 17.

Elegantemente calma, a Betina de “Amor de Mãe” fazia Stories sobre sua nova rotina de confinada, quando sua câmera flagrou sua empregada, Cláudia, lavando louça próxima aos pacotes de papel higiênico empilhados. Não pegou bem.

Ela logo em seguida deu um esclarecimento aos seus seguidores:

Apesar de Isis se gabar em ser  “uma cidadã consciente” e ter negociado a permanência Cláudia, ela esqueceu de lembrar durante a polêmica, que além de dispensar os funcionários, os patrões devem negociar com cada um a melhor forma de lidar com esse período e não esquecer a questão financeira dessas pessoas.

A babá Cláudia, domésticas, seguranças podem pedir aos patrões licença remunerada ou antecipação de férias. Caso fiquem doentes, eles podem sacar auxílio-doença desde que contribuam com o INSS.

O jornal O Globo detalha que se o trabalhador não comparecer por estar de quarentena, por suspeita de doença ou contaminação efetiva, as faltas não podem ser descontadas. Isso também vale para casos suspeitos na família do empregado ou do empregador e ainda pelas dificuldades de acesso ao trabalho por conta da diminuição da circulação de transportes públicos.

Ainda para O Globo,  a advogada Juliana Bracks explica que caso um ou mais patrões estejam infectados, o funcionário também pode se negar a ir trabalhar, atitude protegida pela Lei 13.979, que autorizou a repatriação de brasileiros isolados na China e que já citava que trabalhadores não deveriam ter os dias descontados por falta.

De acordo com Isis Valverde, ela e Claudia fizeram um acordo. O ideal é não esconder os direitos dos funcionários antes de selar um compromisso que funcione para os dois lados.

 

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