Celebridades usam as redes sociais para falar sobre Consciência Negra

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A queda do jornalista William Waak mostram que a comunidade negra tem usado as redes sociais para se manifestar contra o preconceito e racismo. Hoje, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a hashtag #Consciência Negra foi generosamente compartilhada, pelo Twitter Facebook e Instagram.

Nós mesmo fizemos um Moments bem special no Twitter.

Pelo Insta, rede queridinha das celebridades muitos artistas negros e brancos, aproveitaram a data simbólica para falar sobre negritude.

Confira:

https://www.instagram.com/p/Bbtfy9YBnmc/?taken-by=jessicaellen

https://www.instagram.com/p/BbufZR3n8fj/?taken-by=brunogagliasso

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Estou em Cacheu (Guiné-Bissau/África), observando o rio por onde 142 mil escravos foram mandados para Amazônia. Mais 5 milhões foram mandados para o restante do Brasil de outras regiões da África… escravos que vieram em navios negreiros em condições deploráveis, um genocídio que foi amenizado nos livros de história da minha infância. Mas eu vim aqui pra agradecer, pra emanar amor à esta terra, pra abraçar seus descendentes, tocar nas árvores, aprender e pra mergulhar nas raizes do Brasil. Foi difícil visitar o Memorial da Escravatura, aperta o peito mas eu respirei e só pensei em gratidão, postei muitos “stories” e espero que vocês assistam, respirem e também emanem amor para os nossos antepassados e que nesta corrente de amor possamos curar nosso país dessa doença que é o racismo. A cura começa através da nossa tomada de consciência! . . . . . #consciencianegra #vidasnegras #coisadepreto #guinebissau #cacheu #orgulho #gabyturbantes #empoderamentonegro #mulhernegra #african #africanstyle #blackisbeautiful

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https://www.instagram.com/p/BbttPmLnhtY/?taken-by=gilbertogil

https://www.instagram.com/p/Bbur-CPHctT/?taken-by=fillardis

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Eu, que sempre lutei por liberdade e igualdade, que sempre me indignei contra a injustiça, intolerância, machismo e preconceito. Eu, que sempre me considerei politizada e consciente, cai na terra quando fui mãe. De alguma forma, a maternidade intensificou isso tudo. Acho que toda mãe passa por esse processo: tem medo desse mundo, tem dúvidas de como criar sua filha para ser forte e potente, capaz de autonomia e enfrentamento. Capaz de amar o outro como a si próprio. Ser mãe me fez uma pessoa muito mais conectada ao outro. Agradeço tudo o que eu venho vivendo. A descoberta desse amor e dessa vida, dessa consciência nova, desse novo olhar para o mundo. Dessa vontade de construir um novo normal com a minha filha. Mas eu, como branca, mãe de uma menina negra, abre-se um outro portal nesse Brasil de hoje. Eu me abri e me coloquei num lugar que, por mais que eu tivesse consciência da sua existência, eu não sentia. E pior, eu nunca vou sentir. Eu nunca vou poder de fato compartilhar o sentimento da minha filha ao sofrer preconceito. Eu vou me indignar junto, vou consolar, vou lutar junto, vou fazer de tudo para que ela tenha autoestima forte, mas essa experiência vai ser só dela. O que eu posso fazer é tornar essa luta minha também. É criá-la forte, como minha mãe me criou, é dar autoestima, consciência, liberdade e amor. É dentro do meu lugar de fala, contar para outros brancos como nós somos privilegiados e como precisamos abrir mão desses privilégios! Como não precisamos ficar provando com discursos que nós não somos racistas, quando na verdade precisamos ouvir quem passa por isso e reconhecer que o buraco é muito mais embaixo. Reconhecer que somos, sim, resultado de um processo histórico onde alguns foram privilegiados e muitos, excluídos. Hoje pode ser um dia para nós, como sociedade, buscarmos a compreensão da nossa realidade: uma sociedade que é diversa, plural, desigual e racista. Eu, como mãe da Julia, agradeço infinitamente a oportunidade de ser sua mãe e me comprometo a estar do seu lado nessa luta, minha filha. Para todo o sempre.

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