Mundo Negro

Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto lançam álbum “Afrossinfonicidade”, gravado ao vivo em Salvador

📸: Lucas Leawry / Divulgação

Depois de reunir multidões em apresentações que transformaram praças e teatros em grandes celebrações populares, Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto eternizam um dos encontros mais singulares da música brasileira no álbum “Afrossinfonicidade”. Gravado ao vivo na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, o projeto será lançado em dois volumes, com estreia nas plataformas nos dias 5 e 26 de junho.

O trabalho nasce do encontro entre a tradição percussiva afro-brasileira e a linguagem sinfônica. No palco, tambores, cordas e vozes deixam de ocupar universos distintos para construir uma experiência musical que atravessa gêneros, territórios e gerações.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas


O repertório percorre diferentes momentos da obra de Brown, com nova roupagem sinfônica assinada por Paulo Malheiros e regência do maestro Rodrigo Toffolo. Entre os destaques do Volume 1 está “Frases Ventias”, faixa originalmente lançada no clássico “Alfagamabetizado”, álbum que completa 30 anos em 2026. A canção reaparece em uma releitura que aproxima a força do barroco à poesia afro-brasileira. O volume também revela a delicadeza e a intensidade de faixas como “Dois Grudados”, “Argila”, “Ocaso”, “Segue o Seco” e “Muito Obrigado Axé”.

No Volume 2, composições criadas por Brown ao lado dos Tribalistas, Marisa Monte e Arnaldo Antunes, como “Vilarejo”, “Velha Infância” e “Já Sei Namorar”, ganham novas e profundas interpretações. O mesmo acontece com sucessos que atravessaram gerações, como “A Namorada” e “Amor I Love You”. Junto ao Volume 2, será lançado ainda o audiovisual do show completo gravado na Concha Acústica.

Nascido no Candeal Pequeno, em Salvador, Carlinhos Brown construiu uma obra que resiste a rótulos. Compositor de canções que viraram patrimônio coletivo, criador da Timbalada e parceiro de artistas como Marisa Monte, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Arnaldo Antunes, Brown sempre tratou a música como experiência coletiva e manifestação cultural profundamente ligada à ancestralidade e à percussão.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Reconhecida como uma das formações mais inventivas do país, a Orquestra Ouro Preto construiu sua trajetória aproximando o universo sinfônico de diferentes linguagens populares. Sob direção artística e regência do maestro Rodrigo Toffolo, o grupo mineiro encontrou em “Afrossinfonicidade” um espaço de experimentação, rigor técnico e liberdade criativa.

“Afrossinfonicidade é um encontro de linguagens que sempre estiveram destinadas a caminhar juntas. O tambor já nasce sinfônico porque organiza pessoas, emoções e memórias. Quando a Orquestra Ouro Preto abraça essa pulsação, nasce uma música que celebra o Brasil em toda a sua grandeza. Gravar esse trabalho ao vivo era fundamental, porque existe uma energia acontecendo ali que não cabe apenas na partitura ou no estúdio. O público canta, responde, vibra. O projeto nasceu para ser vivido de forma coletiva”, afirma Brown.

Para o maestro Rodrigo Toffolo, o disco retrata um encontro profundamente ligado às relações culturais entre Ouro Preto e Salvador, duas cidades fundamentais na formação do Brasil. “Quando as cordas da Orquestra Ouro Preto se encontram com a percussão e a força criativa de Brown, criamos uma experiência sonora singular, potente e surpreendente”, comenta.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Gravado ao vivo, o álbum preserva o que o estúdio dificilmente capturaria: a forma orgânica como os músicos se escutam, os contracantos que nascem do instante, a sensação de que aquilo está acontecendo pela primeira e última vez ao mesmo tempo. O disco não propõe reconciliar mundos opostos. Pelo contrário: revela que essas linguagens sempre estiveram mais próximas do que aparentavam. Entre o tambor e o violino, entre o terreiro e o teatro, entre Minas e Bahia, entre Castro Lobo e Castro Alves, há uma continuidade que a música brasileira conhece bem, mas que raramente encontra forma tão bem acabada para se expressar.

O primeiro encontro entre Brown e a Orquestra Ouro Preto aconteceu em 2024, em um concerto aberto na Avenida Paulista, em São Paulo. A sintonia entre os músicos foi imediata e rapidamente conquistou o público. Desde então, o projeto passou por cidades como Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Ouro Preto, sempre transformando cada apresentação em uma celebração coletiva marcada por coro, emoção e festa.

Notícias Recentes

Participe de nosso grupo no Telegram

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Receba notícias quentinhas do site pelo nosso Telegram, clique no
botão abaixo para acessar as novidades.

Comments

Sair da versão mobile