Evento promove discussões, debates, entrevistas e trocas entre autores, leitores e criadores de conteúdo
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista. Com o tema “Palavra e Futuro”, o evento terá programação voltada à literatura, tecnologia, inclusão e sustentabilidade e espera receber mais de 700 mil visitantes ao longo dos dez dias.
A edição deste ano reunirá cerca de 350 autores nacionais e internacionais, além de 269 expositores. Entre os nomes confirmados estão Alice Oseman, Elena Armas, Ana Huang e Lynn Painter, no grupo internacional, e Conceição Evaristo, Itamar Vieira Junior, Raphael Montes, Ana Suy e Paula Pimenta, entre os brasileiros.
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Além dos encontros com escritores, a programação inclui sessões de autógrafos, lançamentos de livros, debates e atividades voltadas ao público infantil e juvenil. A Bienal também terá espaços dedicados ao mercado editorial e à formação profissional, ampliando a programação para além da venda de livros.
Uma das novidades desta edição é o sistema de cashback para estimular a visita durante a semana. De segunda a quinta-feira, após as 17h, o ingresso custa R$ 30 e dá direito a 100% de cashback para compras na feira. A meia-entrada custa R$ 15 e também oferece o benefício. Nos demais períodos, os ingressos variam de R$ 20 a R$ 42.
O evento funcionará das 9h às 22h nos dias úteis e das 10h às 22h aos fins de semana. No último dia, 13 de setembro, o encerramento será às 21h. Para facilitar o acesso, haverá transporte gratuito entre a estação Portuguesa-Tietê e o Distrito Anhembi, onde será realizada a Bienal.
Conheça os autores negros que irão palestrar
Para destacar a presença negra na programação da Bienal do Livro de São Paulo 2026, o evento reúne escritores, artistas, pesquisadores e intelectuais que têm trajetórias marcadas pela literatura, pela educação, pela cultura e pela representação da população negra. Entre nomes consagrados e novos expoentes, confira alguns dos autores negros que participam desta edição e as datas em que estarão no evento.
Conceição Evaristo
Conceição Evaristo é escritora, poeta, contista e ensaísta mineira, uma das principais vozes da literatura afro-brasileira contemporânea. Doutora em Literatura Comparada, estreou na literatura em 1990, com publicações nos Cadernos Negros. É autora de obras como Ponciá Vicêncio, Becos da Memória e Olhos d’água, vencedora do Prêmio Jabuti. Sua produção é marcada pelo conceito de “escrevivência”, que transforma experiências individuais e coletivas da população negra em matéria literária.
Presença na Bienal: 4 de setembro, às 15h30, na Arena Cultural, para a mesa “Conceição Evaristo: 80 anos de escrevivência”
Eliana Alves Cruz
Eliana Alves Cruz é escritora e jornalista carioca. Formada em Comunicação Social, construiu carreira na área de comunicação esportiva antes de se dedicar também à literatura. Estreou com Água de Barrela, romance baseado em pesquisas sobre a história de sua própria família desde o período da escravidão. Também é autora de O Crime do Cais do Valongo e A Vestida, livro vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Contos em 2022. Sua obra aborda memória, ancestralidade, racismo e a experiência da população negra no Brasil.
Presença na Bienal: 4 de setembro, às 17h30, na mesa “Escreviventes: A gente combinamos de escrever”, ao lado de Estevão Ribeiro e Marcelino Freire.
Estevão Ribeiro
Estevão Ribeiro é escritor, quadrinista, ilustrador, diretor e roteirista audiovisual. Natural de Vitória (ES), é criador das tirinhas Os Passarinhos e de Rê Tinta, personagem que acompanha uma menina negra e empoderada. Também participou de projetos como Pequenos Heróis e Futuros Heróis. Em sua produção, destaca-se a representação da negritude e a criação de personagens negros na literatura e nos quadrinhos.
Presença na Bienal: 4 de setembro, às 17h30, na mesa “Escreviventes: A gente combinamos de escrever”, com Eliana Alves Cruz e Marcelino Freire.
Itamar Vieira Junior
Itamar Vieira Junior é escritor e geógrafo baiano, autor de Torto Arado, um dos grandes fenômenos da literatura brasileira contemporânea. O romance recebeu o Prêmio Leya, o Prêmio Jabuti e o Oceanos, entre outros. Doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o autor também pesquisou comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, tema que dialoga com sua produção literária.
Presença na Bienal: 13 de setembro, às 14h45, na mesa “Esse livro dá samba: quando a literatura entra na avenida”, ao lado de Socorro Acioli.
Michel Alcoforado
Michel Alcoforado é antropólogo, professor, escritor, palestrante e especialista em comportamento, consumo e inovação. Fundador do Grupo Consumoteca, tornou-se conhecido por pesquisas sobre comportamento e consumo e pela investigação sobre as elites brasileiras. É autor de De Tédio Ninguém Morre e Coisa de Rico, livro baseado em anos de pesquisa sobre os hábitos e códigos sociais dos brasileiros mais ricos.
Presença na Bienal: 4 de setembro, Às 17h30, na mesa “Coisa de Quem? Dinheiro, corpo e o direito de pertencer”.
Alcimar Frazão
Alcimar Frazão é quadrinista, ilustrador e gestor cultural, formado em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É autor de romances gráficos como Ronda Noturna, Cadafalso e Lovistori, este último em parceria com o roteirista Lobo. Também atua como curador de programação cultural no Sesc São Paulo e participou da curadoria de exposições dedicadas à produção de quadrinhos brasileiros.
Presença na Bienal: 12 de setembro, às 19h30, na mesa “Quadrinhos e Literatura”
Bárbara Carine
Bárbara Carine é professora, escritora, palestrante e pesquisadora baiana, formada em Química e Filosofia pela UFBA, com mestrado e doutorado em Ensino de Química. É idealizadora da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira registrada em uma Secretaria de Educação no país. Autora de livros como Como ser um educador antirracista, vencedor do Prêmio Jabuti de 2024 na categoria Educação, dedica sua produção à educação antirracista, à ciência e à valorização dos saberes negros.
Presença na Bienal: 6 de setembro, às 10h30, na mesa “Descobrir quem somos começa cedo: letramento racial é coisa de criança”, com Kiusam de Oliveira. Ela também participa de sessão de autógrafos às 11h30.
Renato Noguera
Renato Noguera é filósofo, professor, escritor e pesquisador, com trabalhos voltados principalmente às relações entre filosofia, educação, relações raciais e questões de gênero. Autor de livros como Por que amamos: o que os mitos têm a ver com o amor? e Mulheres e deusas, Noguera também é conhecido por sua atuação na divulgação do pensamento filosófico e na reflexão sobre masculinidades e relações humanas.
Presença na Bienal: 12 de setembro, às 17h30, na mesa “Masculinidades possíveis: ser homem em 2026”, ao lado de Milly Lacombe, Alexandre Coimbra Amaral e João Silvério Trevisan, no Salão de Ideias.
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