Ativista Antonio Isupério recebe ameaça de morte por supremacista

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Ativista Antonio Isupério recebe ameaça de morte por supremacista
Antonio Isuperio. Foto: Reprodução.

Em 31/08/2021 Antonio Isupério expôs o post de Israel Soares (21 anos), que faz declarações e sudações nazistas. Três dias após a denúncia, Israel sofre mandado de busca e apreensão em casa, suspeito de cometer apologia ao nazismo. Foram apreendidos HD’s, celular, computador, rádios comunicadores, pendrives, canivete, nunchaku, cartão de memórias e capacete. Israel continua livre.

O post é excluído pelo Instagram e Antonio Isupério reposta o vídeo que está aqui. No mesmo dia do post (dia 31/08), o ativista começa a receber uma série de ameaças em seu Instagram, mas uma em especial bem séria. Aristides Braga, morador de Novo Hamburgo envia uma ameaça por inbox para Antonio: “Cara, faz agora mas tu faz agora o BO porque o tanto de gente que tá atrás de ti. A gente vai te achar e oque a gente vai fazer contigo é do tamanho patamar de aqueles vídeos dos chilenos cortando a cabeça dos caras. Ouve bem tu não ta mechendo com 2 3 pessoas tu ta mechendo com um vespeiro de mais de 5 mil pessoas que ODEIAM judeus e agora sabem que tu é judeu.

Aristides Braga é filho de Alexandre Braga, comissário de polícia e ambos moram em Novo Hamburgo Rio Grande do Sul. Antonio tem um video postado pelo infrator em uma tentativa de falar alemão que pode ser um indício de ligação com células neonazistas, assim como o discurso anti semita da mensagem.

Ele alerta sobre a pesquisa de Adriana Dias que demostra a existência de 530 células supremacistas que cresceram desde 2019 alimentados por discursos do atual presidente. No setembro o ativista teve sua conta suspensa do Instagram por discurso de ódio, que retornou alguns dias depois.

Antonio Isupério é um ativista de direitos humanos negro, lgbt+ e utiliza seu Instagram como plataforma de exposição dos casos de violência que acontece corriqueiramente nas redes sociais. Sempre levantando pautas importantes, foi o ativista que expôs Victor Sorrentino (o médico que foi preso no Egito) por sua fala misógina assim como Sikera Júnior por suas falas homofóbicas, sendo inclusive um dos autores da representação no ministério público contra o apresentador.

Antonio deu entrada no ministério público sobre o protocolo MPF 20210079114 e aguarda por uma reposta da instituição.

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