“Escravização significa desumanizar corpos pretos até que eles sejam vistos como objeto”. Essa é a fala de Roger Cipó, fotógrafo ativista, importante voz nas discussões sobre masculinidade negra, que defende que amor preto é uma ação anti-racista: “Amor preto é um dos maiores pesadelos da branquitude”.

O assunto amor interracial e palmitagem tomou a Internet no começo desse ano.

Falar de amor preto, mesmo entre nós, ainda não é consenso.

Há quem defenda que amor não tem cor e tem os casos preocupantes, de quem acha que amor preto é algo similar à escolha que brancos fizeram e fazem quando escolhem se relacionar com pessoas parecidas com eles. Como se os negros que amam entre si, estivesse tramando algo como uma eugenia negra.

Nesse vídeo, que Cipó publicou em seu perfil do Instagram, ele destaca que não se pode desassociar amor negro de contextos históricos e de como os corpos negros sempre foram lidos como os que não merecem ser amados.

Também não se pode pensar em amor preto sem falar em violência em genocídio, de como isso impacta homens e mulheres de pele escura.

São muitos aspectos. É preciso responsabilidade, literatura e informação para falar sobre relações e racismo. Roger manda super bem. Confira o vídeo:

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Qualquer expressão de amor entre pessoas pretas é uma ação anti-racista. Qualquer ação de amor preto é um ato de cura, proteção e cuidado. O sonho de nós, pessoas pretas, em condição de opressão racial é viver a liberdade de nossas humanidades. É sobre isso. Esse vídeo é uma contribuição para a conversa sobre amor preto. É para construir diálogo com quem quer amar, e com quem ama, pois parte dessa luta é subverter a lógica do desamor entre corpos pretos. Bora conversar, se amar. Focar em nós, como cuidado. No vídeo, cito e indico as leituras de: bell hooks, Sobonfu Somé Carlos Moore Amílcar Cabral (no vídeo, há um erro na escrita do nome do professor! Aqui, escrito corretamente) Marimba Ani

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