Mundo Negro

Unegro lança candidaturas coletivas negras em Minas Gerais

Hoje, conforme dados da União Nacional dos Vereadores há 57.420 mil cargos de vereanças e 5.567 Câmaras Municiais, dessas a população negra não chega a 9% dos eleitos e 20% na Câmara dos Deputados, em Brasília. Para a Unegro existe um apartheid social que separa negros e brancos no Brasil no quesito representação parlamentar exemplo claro do racismo estrutural que permeia as relações de poder no País.

No contexto da renovação política que o País vive , a Unegro pretende lançar a “Nigéria”: coletivo de negros em mandatos coletivos no estado. Totalizando 9 lideranças, em Belo Horizonte (Alexandre Braga (PCdoB) a vereador), Betim (Negra Ágil (PCdoB) a vereadora), Bocaiúva (Vanessa quilombola (PCdoB) a vereadora), Cataguases (Rita a (Rede) a vereadora), Januária (Lucilene quilombola (PCdoB) a vereadora, Januária (Sidnéia quilombola (PCdoB a vereadora), Montes Claros (Hilário Bispo (PCdoB) a vereador), Paracatu (Lara (PDT) a prefeita), Sabinópolis ( Ivanilde (PT) a vereadora), Uberaba (Mestre Café (PDT) a vereador), além de outras cidades e lideranças negras cuja lista final será divulgada nas redes sociais.

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Relação com a Nigéria

O pais escolhido para ser homenageado foi a Nigéria, país que guarda uma relação afetiva muito grande, não só porque Brasil e Nigéria são os dois países que mais possuem as maiores populações negras do mundo, mas também porque a Nigéria foi de onde vieram as grandes levas de escravos nas Américas, tanto Central como Latina.

Lagos, maior cidade da Nigéria com 10 milhões de habitantes, é cidade-irmã de Belo Horizonte em projeto aprovado de Lei nº 1.529/2011. BH e Lagos são grandes metrópoles que vivem processos de conurbação semelhantes. Além disso, as cidades, agora irmãs, têm cultura rica e diversa, sem falar na religiosidade comum, características geográficas e climáticas comuns. Além da necessidade de combate á pobreza e exclusão social que marcam as duas cidades.

Ente as propostas do Mandato Coletivo Nigéria, a Unegro pretende a volta da Escola Plural, cuja experiência foi adotada em BH nos anos 1994, a de uma unidade da Casa da Mulher Brasileira, entrega para uso das mulheres da Maternidade Leonina Leonor, revitalização do Centro de Referência da Juventude, criação do Conselho Municipal de Direitos Humanos, relançar o Orçamento Participativo de BH e adoção da Tarifa Zero na cidade.

Serviço:

Lançamento das candidaturas coletivas negras em Minas Gerais

Data: 23 de agosto

Horário: 10 hora

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