HaloBraid foi exibido pela primeira vez nesta quarta (28); a trancista começa cada trança e o aparelho faz o entrelaçamento, com lançamento previsto em 2026
O HaloBraid (@halo.braid), anunciado em junho de 2026, começou a ser apresentado ao público nesta quarta-feira (28) com o primeiro vídeo do aparelho em funcionamento. O robô foi criado pela engenheira nigeriana Yinka Ogunbiyi, formada em Harvard, com o sócio David Afolabi. Ele assume a etapa mais repetitiva do trançado, e a empresa afirma que assim reduz o tempo de atendimento e o desgaste físico das trancistas. A demonstração circulou em portais e redes sociais quatro meses depois de a Halo, empresa de Ogunbiyi, anunciar US$ 7 milhões em investimento semente.
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No vídeo, a trancista separa o cabelo, aplica os produtos e começa cada trança à mão, definindo o tamanho e o formato. Depois, encaixa a mecha no aparelho, que usa fluxo de ar para guiar os fios por canais de trançado e continua o entrelaçamento ao longo do comprimento. A profissional volta no fim para finalizar as pontas. Segundo a empresa, o HaloBraid funciona com box braids e nagô sem nó e corta o tempo do atendimento pela metade. O site dá um exemplo: numa sessão de box braids, a cliente que chega às 9h sai ao meio-dia com o aparelho e só às 15h sem ele. Em uma palestra, Ogunbiyi resumiu a proposta: “As trancistas começam a trança, a Halo termina, e reduzimos o tempo de trançado de horas para minutos, tornando o trançar prazeroso, e não doloroso, e permitindo que a trancista faça o negócio crescer sem acabar com as mãos.”
A ideia surgiu em 2020, durante o isolamento da pandemia, quando a engenheira levou quatro dias para trançar o próprio cabelo. Na carta publicada no site da empresa, ela conta que a mãe trançou seu cabelo pela primeira vez quando ela tinha quatro anos. Ela diz ainda que criou o aparelho para a mãe, as tias e as trancistas que a atenderam ao longo da vida. Antes do aporte, o projeto venceu o President’s Innovation Challenge de Harvard, que tem prêmio de US$ 75 mil. A rodada de junho foi liderada pela Seven Seven Six, fundo de Alexis Ohanian, cofundador do Reddit e marido de Serena Williams, e teve participação da AlleyCorp e da Bling Capital. Os recursos vão para os testes com trancistas, a preparação da fabricação e as parcerias com salões.
O vídeo também gerou dúvidas nas redes. Usuários do X questionaram se o aparelho pode danificar o cabelo, se o acabamento fica uniforme e se ele funciona em diferentes texturas, além do custo do equipamento. A empresa diz que a tecnologia reproduz a técnica da trancista e solta os fios sem tração excessiva. Trancistas ouvidas pelo site theGrio relataram dores crônicas e lesões por esforço repetitivo, um problema comum em atendimentos que duram de 4 a 12 horas.
Próximos passos
Segundo a empresa, mais de 7 mil salões já manifestaram interesse no HaloBraid. Pelo site, as trancistas podem se inscrever em um programa de acesso antecipado, que permite reservar o aparelho e inclui treinamento e suporte dedicados. A Halo ainda não divulgou o preço nem a data exata de chegada ao mercado, e mantém a previsão de lançamento até o fim de 2026.