O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi flagrado cochilando durante dois momentos em uma reunião com líderes africanos no porto de Lobito, em Angola, na quarta-feira, 4. O episódio, registrado em vídeo, ocorreu enquanto o vice-presidente da Tanzânia, Philip Mpango, discursava. Sentado ao centro de uma mesa com representantes de países africanos, Biden foi visto inclinando a cabeça e apoiando-a com a mão esquerda. A postura permaneceu por mais de um minuto. Em resposta às imagens, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA negou que o presidente tenha cochilado, afirmando que ele estava ouvindo atentamente o discurso, segundo a emissora Fox News.
Esta não é a primeira vez que Biden é visto em situação semelhante. Em novembro de 2021, durante a COP26, na Escócia, o presidente também foi gravado com os olhos fechados e de braços cruzados durante um discurso. Na ocasião, ele reagiu ao ser abordado por um assessor, esfregando os olhos e aplaudindo ao final da fala.
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A reunião da qual Joe Biden participou parte da visita de três dias do presidente norte-americano a Angola, encerrada com uma reunião multilateral sobre o Corredor do Lobito, que contou com a presença de representantes de Angola, República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia, Tanzânia e Estados Unidos. Durante o encontro, Biden anunciou um aumento de 600 milhões de dólares no investimento dos EUA para o projeto, que visa melhorar a infraestrutura da região e facilitar o transporte de minerais e outros recursos entre os países envolvidos.
Esta foi a primeira visita de um presidente norte-americano ao país em mais de 30 anos de relações diplomáticas. O encontro também reforçou o interesse dos EUA em contrapor a crescente influência chinesa na região, com foco no desenvolvimento econômico e na criação de novas oportunidades de comércio e investimentos.
Em um cenário de receios sobre o futuro do projeto, a Associação dos Industriais de Angola (AIA) e a Câmara de Comércio Angola-Estados Unidos mantêm a expectativa de que o Corredor do Lobito possa beneficiar, além da mineração, a exportação de produtos agrícolas e o fortalecimento da economia local.
De acordo com o Deutsche Welle, o presidente do partido de oposição FNLA, Nimi a Nsimbi, destaca que o acordo de cooperação pode sofrer mudanças sob a administração de Donald Trump, que assumirá a presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025: “Os americanos defendem os interesses deles. Como vão investir no Corredor do Lobito, aí pouca coisa pode mudar. Mas em termos diplomáticos, alguma coisa vai mudar porque Biden não é Trump”.
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