
A Prefeitura de Salvador publicou, no último domingo (30), uma lei que dispensa o uso obrigatório do capelo tradicional em solenidades de formatura para pessoas com cabelos crespos ou volumosos. A norma também determina que as instituições de ensino do município ofereçam modelos alternativos, como turbantes, durags, tiaras e penteados em formato de garfo, além do acessório convencional.
A distribuição ou aluguel desses modelos deverá ser garantida pelas entidades responsáveis pelas cerimônias. A lei sancionada teve origem em um projeto da vereadora Marta Rodrigues (PT), inspirado na campanha #RespeitaMeuCapelo, liderada pela marca baiana Dendezeiro em parceria com a Vult. As empresas desenvolveram capelos adaptados para cabelos volumosos, usados em formaturas da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).
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Marta Rodrigues destacou que a medida busca combater a “estética embranquecida do academicismo”, que historicamente exclui traços da população negra. “Salvador é uma Roma negra, e o povo negro muitas vezes não se vê representado nos espaços acadêmicos”, afirmou. “Essa lei garante que, no ápice da intelectualidade, a essência dos formandos seja respeitada.”
A lei entra em vigor imediatamente, valendo para as próximas cerimônias de formatura em Salvador.
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