Mundo Negro

Pais denunciam caso de racismo contra o filho: “Tudo que eu quero é uma escola que fosse boazinha comigo”, diz criança

Foto: Reprodução/Instagram

ALERTA GATILHO!

Celebridades e autoridades políticas estão se mobilizando contra mais um caso de racismo sofrido por uma criança de 7 anos na instituição de ensino Fundação Fito, localizada em Osasco, na Grande São Paulo, denunciado pelos pais Aline Gabriel e Fernando Gabriel, nas redes sociais.

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Em vídeo publicado nesta sexta-feira (11), os pais deram detalhes da perseguição que vem ocorrendo com o filho desde o primeiro dia de aula na escola. “Ele tinha que ser deixado numa ala destinada às peruas escolares, que busca ele, e a professora deixou ele em uma outra recepção, praticamente na saída da escola, onde meu filho poderia ter saído pela saída principal da escola e ido embora”, relata o pai, que só soube porque o filho mais velho, que estuda na mesma escola, viu o irmão sozinho e com medo e o levou até a ala certa e segura. Depois do ocorrido, os pais relatam que foram até a coordenação e eles disseram que não iria mais se repetir.

Além da denúncia da negligência com a falta de cuidado com ele, o filho, sendo o único o aluno negro da sala, os pais detalham a omissão da professora com relação aos bullyings, exclusão dos alunos e da própria professora durante brincadeiras e atividades pedagógicas, isolamento social com consentimento da professora e coordenação. As denúncias também incluem a marginalização contra uma prima do menino da mesma escola, que ao tentar questionar a professora pelo o isolamento dele, foi acusada de assédio moral, na ausência de um responsável.

Tudo que eu quero é uma escola que fosse boazinha comigo, que os anos fossem mais legais, que ninguém fosse falar do meu time, tudo isso acontece lá na perua, na escola, na sala. Em qualquer lugar da escola parece que acontece isso. Eu quero mudar de escola”, diz a criança para a mãe, em uma das conversas divulgadas por ela.

Todo o contexto racista afetou o estímulo e aprendizagem da criança, o que também levou a professora na insistência de que ele fosse um menino atípico, um diagnóstico já refutado pelos profissionais.

Aline e Fernanda também contam que houve uma reunião com a diretora Silvia, a vice-diretora Sueli, com a coordenadora Daniele, a professora Laís e o psicólogo Carlos. Com todo o despreparo relato pelos profissionais, nesta sexta-feira, foi anunciado o afastamento da criança.

Comovida pelo caso em que foi marcada, repercutido entre famosos, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se pronunciou na publicação da cantora Luedji Luna. “QUE ABSURDO! Medidas serão tomadas”, afirmou. 

O vereador Emerson Osasco (Rede), também se manifestou no post da mãe Aline. “Estou revoltado e me solidarizo com todo esse horror que vocês estão passando. Irei juntos com vocês cobrar medidas urgentes”. 

Na manhã deste sábado (11), a mãe Aline anunciou que ela e o pai irão ao Conselho Tutelar para denunciar o racismo na escola contra o filho. Já a Fundação Fito publicou nas redes sociais uma nota de esclarecimento. Leia na íntegra:

A FUNDAÇÃO INSTITUTO TECNOLÓGICO DE OSASCO – FITO, vem a público esclarecer que está consternada com os fatos relatados em relação ao nosso aluno.

Informamos a todos que já conversamos com a família e estamos apurando todo o ocorrido.

A Fundação repudia veementemente qualquer ato de racismo ou conduta discriminatória em nossa escola, e reforça o seu compromisso em combater com todo rigor qualquer suspeita ou indício deste tipo de conduta.

Ressaltamos que trabalhamos com afinco para promover um ambiente inclusivo, acolhedor e respeitoso sempre, para todos os alunos e servidores, promovendo o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

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