Da estreia na TV Globo ao trono de Batanga em ‘A Nobreza do Amor’, relembre os momentos que marcam a carreira de Erika Januza como atriz e apresentadora.
Nascida em Contagem, Minas Gerais, Erika Januza chegou à TV Globo em 2012 depois de ser escolhida entre duas mil candidatas para protagonizar a minissérie “Subúrbia”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho e Paulo Lins. De lá para cá, construiu uma carreira que atravessa a dramaturgia, o carnaval e a moda, acumulando papéis de destaque em novelas de horário nobre, quatro anos como rainha de bateria de uma das maiores escolas de samba do Rio de Janeiro e, mais recentemente, uma cadeira fixa em um dos programas mais tradicionais da televisão por assinatura brasileira. Ao longo desse percurso, a representatividade negra se consolidou como eixo de boa parte das escolhas profissionais da atriz, da dramaturgia ao debate que hoje conduz na televisão.
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Da estreia às novelas de horário nobre
Depois de “Subúrbia”, Erika seguiu construindo repertório em produções como “Em Família” e “Sol Nascente”, até chegar a “O Outro Lado do Paraíso”, novela das nove exibida em 2017, na qual viveu a juíza Raquel. O papel consolidou seu espaço nos horários nobres da emissora e ampliou a visibilidade nacional conquistada nos anos anteriores.
Corte de cabelo e um gesto de representatividade
Ao interpretar a tenista Marina em “Amor de Mãe” (2019), Erika decidiu cortar o cabelo bem curto e assumir a textura natural dos fios, inspirada na tenista norte-americana Serena Williams. Em entrevista à revista “Glamour”, contou que a escolha nasceu de um desejo genuíno de representar mais mulheres e falou sobre o próprio processo de reconexão com a imagem e com a ancestralidade negra. A repercussão nas redes sociais foi imediata, e a atriz reagiu com bom humor às críticas sobre a nova aparência. Em entrevista ao Purepeople, afirmou seguir sendo ela mesma, “apenas renovada”, e comemorou o número de fãs que decidiram copiar o corte depois de vê-la na tela.
Quatro carnavais à frente da bateria da Viradouro
Fora das novelas, Erika também construiu história na Sapucaí. Por quatro anos seguidos, ocupou o posto de rainha de bateria da Viradouro, escola de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, desfilando em fantasias que reforçaram sua ligação com o carnaval e com a cultura afro-brasileira, sempre descrita por ela mesma como uma paixão genuína pela festa.
De rainha a apresentadora de rainhas
A vivência no posto rendeu, em 2025, o convite para comandar “Rainhas Além da Avenida”, produção do GNT exibida durante o período de carnaval, na qual entrevistou rainhas de bateria de escolas de samba do Rio e de São Paulo, dando espaço às histórias, às delícias e aos desafios de quem está por trás da fantasia. A experiência à frente do documentário pesou diretamente na escolha da atriz para integrar o “Saia Justa” a partir de abril daquele mesmo ano, ao lado de Eliana, Bela Gil e Tati Machado, ocupando um posto que já teve nomes como Rita Lee, Fernanda Young, Marisa Orth e Astrid Fontenelle na história do programa.
Um lugar de fala no sofá mais tradicional do GNT
Como integrante fixa da atração, Erika tem usado o espaço para trazer ao debate temas ligados à vivência das mulheres negras no Brasil, unindo sua bagagem como atriz, apresentadora e ex-rainha de bateria em um só lugar de fala dentro de um dos programas mais longevos da TV por assinatura brasileira.
Estilo e moda além das telas
No universo fashion, Erika também é reconhecida como referência de estilo, ousa nas escolhas de look e acompanha de perto as tendências, características que reforçam seu papel de fashionista para além do trabalho como atriz e apresentadora.
Novos papéis em produções de época
Em 2026, Erika viveu a personagem Candinha em “Dona Beja”, novela de época da TV Globo, ampliando um currículo que já passou por dramas contemporâneos, comédias e produções voltadas à valorização da cultura popular brasileira. No mesmo ano, assumiu Niara, rainha de Batanga e mãe da protagonista, em “A Nobreza do Amor”, primeira novela da faixa das 18h a retratar reis, rainhas e guerreiros negros em uma fábula africana, com elenco majoritariamente negro.
Entre a estreia em 2012 e a cadeira fixa no “Saia Justa”, Erika Januza consolidou um percurso que combina atuação, apresentação e Carnaval, mantendo a representatividade negra como fio condutor de boa parte de suas escolhas profissionais, do corte de cabelo em “Amor de Mãe” ao trono de Batanga em “A Nobreza do Amor”. A atriz segue com a agenda cheia entre a TV Globo e o GNT, dividindo o tempo entre o set de gravação, o sofá do programa e os preparativos para os próximos desfiles de carnaval, mantendo viva a ligação com a Sapucaí mesmo depois de deixar o posto de rainha de bateria da Viradouro.
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