Obras de autores negros para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil

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Obras de autores negros para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil
Crédito: Preta Ilustra

Neste Dia Internacional do Livro Infantil, comemorado em 2 de abril, o Mundo Negro selecionou uma lista de obras escritas por autores negros que contribuem para a formação social e cultura de pequenos leitores, com uma literatura mais diversa e representativa. 

A literatura infantil desempenha um papel fundamental na construção da identidade e da autoestima das crianças. Ao se verem refletidas em histórias, elas se sentem pertencentes e valorizadas, entendendo que suas vivências, traços e cultura são igualmente importantes. 

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Veja a lista completa abaixo:

O menino e sua árvore

O livro de Rodrigo França narra a encantadora jornada de Sol, um menino feliz cuja bisavó é uma árvore centenária. A obra explora a importância de fortalecer as raízes afetivas para um crescimento saudável, a sabedoria dos mais velhos, o acolhimento da família e o amor que fomenta a conexão com as origens.

A menina que não sabia que era bonita

Lançado no início deste ano, o primeiro livro infantil da Tia Má convida as leitoras a uma jornada de autodescoberta e valorização da própria beleza, especialmente direcionada a meninas negras. A obra é inspirada nos desafios enfrentados pela própria autora para desenvolver sua autoestima desde cedo. 

Sinto o que sinto: um passeio pelos sentimentos 

O novo livro infantil do Lázaro Ramos, em parceria com o Mundo Bita, aborda de forma lúdica a importância de identificar e lidar com as emoções desde a infância. A história acompanha Dan, um menino negro que, ao viver situações do cotidiano, descobre que é possível sentir uma série de emoções – como raiva, alegria, orgulho e tristeza – e que aprender a reconhecê-las é essencial para lidar com elas de maneira saudável.

Meu crespo é de rainha

O clássico publicado pela renomada escritora bell hooks em 1999, apresenta diferentes penteados e cortes de cabelo crespo às meninas negras para valorização e autoestima do cabelo natural, em forma de poesia.

Chupim

No primeiro livro infantil do premiado Itamar Vieira Jr., ele convida as crianças a conhecer o campo, por intermédio do menino Julim, que é enviado pelo pai para espantar o Chupim, passarinho considerado uma praga por comer as plantações. 

Azizi, o presente precioso

Inspirado em casos reais e de muito afeto, a obra escrita por Lucimar Rosa Dias aborda o racismo estrutural brasileiro e fala sobre a possibilidade de pessoas de diferentes raças se tornarem uma família. A história narra a jornada de Azizi, um menino negro adotado por uma família branca, que encontra nas diferenças da cor a unidade da vida, do abraço e do amor.

Kakopi, kakopi! Brincando e jogando com as crianças de vinte países africanos

O livro escrito pelo moçambicano Rogério Andrade Barbosa é uma continuação de “Ndule Ndule – Assim brincam as crianças africanas” e foi criado a partir do mapa do continente africanos e dessa maneira, as crianças têm conhecimento quais são as brincadeiras mais comuns em cada país. Gadidé, Surumba-Surumba, Chakyti-Cha, Corrida de Três, Osani, A Serpente e Nngapi são algumas das brincadeiras presentes na obra. Entender e descobrir o que elas são e como se brinca, faz parte da brincadeira do livro.

História pretinha das coisas: as descobertas de Ori

Para transformar trazer referências afrocentradas para crianças negras, a professora Bárbara Carine Soares Pinheiro escreveu este livro que apresenta uma narrativa fictícia que se passa nos dias atuais. Localizada entre a cidade de Salvador, na Bahia, e a cidade histórica de Meroé, no Sudão, a história remonta a invenções e personalidades reais históricas africanas e afrodiaspóricas. 

Meu nome é Maalum

Maalum é uma menina negra brasileira que nasce e cresce em um lar rodeado de amor e de referências afrocentradas. Logo que a menina sai do seio de sua casa, ela se depara com os desafios impostos pelos discursos e práticas de uma sociedade racista: O negro é visto como diferente e fora do “padrão”. Por meio desta personagem os autores Magna Domingues e Eduardo Lurnel apresentam histórias da cultura africana que fazem parte da construção da identidade do povo brasileiro.

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