Mundo Negro

Espetáculo “O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King Jr” estreia no Brasil em outubro

O espetáculo “O Encontro – Malcolm X e Martin Luther King Jr” propõe um debate sobre rumos e estratégias pelo fim da discriminação racial fundamentados nas ideologias dos dois ícones norte-americanos e estreia no Brasil dia 4 de outubro, às 19h, sempre de quinta à sabado, abrindo temporada no Rio de Janeiro, no Teatro Sesi.

Dirigida por Isaac Bernat, a encenação narra, num encontro fictício de Malcolm X e Martin Luther King Jr. num hotel do Harlem, as diferentes ideias, atuações e estratégias dos dois maiores líderes negros de todos os tempos. Temática global e urgente, a luta contra a opressão, discriminação e exclusão dos negros na sociedade é o ponto de partida para desenvolvimento do espetáculo. O texto é do norte-americano Jeff Stetson, com tradução e adaptação de Rogério Corrêa.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas


Estamos diante de uma dramaturgia irretocável, contundente, terna e humana, que trata de questões como o racismo, a discriminação e a injustiça social, condutas que impedem a sociedade de ser justa e igualitária. As visões e as práticas de Malcolm e Martin têm muito a nos inspirar e ensinar neste momento onde a humanidade parece perdida e sem esperança. Aline Mohamad e eu estamos há anos tentando encená-lo e agora chegou a hora”, diz Isaac.

O texto segue atual, enfatizando a luta pelos Direitos Civis Americanos no fim do século passado, uma vez que existe um debate dentro dos segmentos progressistas da população sobre como lidar com a desigualdade e a enorme segregação racial do Brasil, que se apresenta de forma mais sutil e insidiosa do que nos Estados Unidos.

A montagem é importante neste momento porque vivemos um período de fortes polarizações e intolerâncias de diversas ordens. Nós, negros, ainda estamos em situações de muita desigualdade. Esse diagnóstico se tornou clichê, mas é uma realidade”, observa Izak Dahora, intérprete de Malcolm. “Ele era cerebral e estrategista e, ao mesmo tempo, instintivo e dono de uma intuição poderosa e uma força demolidora”.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Rodrigo França, que vive Luther King Jr., engrossa o coro. “Embora seja um crime, ainda temos uma tendência de escamotear o racismo, que no Brasil mata, fere, exclui e enlouquece. Esta montagem é mais uma para tocar nessa ferida. À medida que espetáculos trabalham essa temática, a gente contribui para a reflexão sobre esta realidade. Martin mostrou que vale a pena lutar e buscar uma sociedade mais igualitária e com mais equidade, sempre se valendo da diplomacia, cordialidade e pedagogia como ferramentas”.

Apesar de terem vivido na mesma época, historicamente os ativistas fizeram diferentes trajetórias e só se encontraram durante poucos minutos, num rápido aperto de mãos. Além disso, ambos foram assassinados na década de 1960 e com a mesma idade: aos 39 anos. Cada um, ao seu modo e com suas crenças, deu a vida por um ideal que continua sendo buscado em vários países, inclusive o Brasil, e deixaram marcas eternas na luta pelos direitos humanos.

Para obter informações sobre ingresso, ligue: (21) 2563-4163.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Notícias Recentes

Participe de nosso grupo no Telegram

Receba notícias quentinhas do site pelo nosso Telegram, clique no
botão abaixo para acessar as novidades.

Comments

Sair da versão mobile