Ícone do site Mundo Negro

Entreviste um Negro: por um jornalismo plural e inclusivo

*O projeto Entreviste um negro é uma parceria entre a jornalista Helaine Martins, criadora do projeto e o site Mundo Negro que apoia projetos criativos de inclusão racial)

Dizem que o menino jornalismo está agonizando, respirando por aparelhos, quase morto.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Notícias Relacionadas


É inegável que ele já teve dias melhores. Mas, nós, do Entreviste um Negro, não acreditamos em últimos suspiros. Acreditamos em mudanças – de modelos de negócios, de habilidades, de interesses.

Acreditamos que o pleno exercício da democracia, e por consequência a superação dos problemas raciais, perpassa estratégica e fundamentalmente pela prática de um jornalismo transformador. De pessoas e realidades. E para isso o jornalismo precisa, antes de tudo, ser menos concentrado, mais plural e inclusivo. Por dentro e por fora. Do contrário, ele se torna arma de intolerância.

Em um país com 53% da população autodeclarada parda e negra, é de se espantar que apenas 23% dos jornalistas brasileiros sejam negros. Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), essa é uma das profissões com a menor proporção de negros no país. E se a pluralidade não começa dentro do processo jornalístico não há como encontrá-la no produto final.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Até entre as fontes jornalísticas, ou seja, personagens e profissionais qualificados para entrevistas – como psicólogos, antropólogas, médicas ou engenheiros, por exemplo – o negro também é minoria e aparece quase sempre em papel secundário, mesmo quando questões raciais estão em pauta. Essa ausência de fala torna o debate – seja sobre economia, política, esporte ou cultura – inconsistente e tendencioso. Por vezes, desonesto.

O resultado dessa estrutura excludente é a difusão de um discurso fortemente racista e naturalizado na imprensa; a invisibilidade do negro; o desinteresse por pautas que contemplem suas causas e ações; o reforço de estereótipos dos quais se tenta tanto fugir; e a publicação recorrente de equívocos grosseiros, demonstrando total desconhecimento da temática étnico racial dentro das redações.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Inspirada pela proposta do Entreviste uma Mulher, da Think Olga, a jornalista Helaine Martins criou este projeto, o Entreviste um Negro, um banco de fontes colaborativo que busca aproximar mulheres e homens negros, especialistas nas mais diversas áreas ou que têm experiências para contar, a jornalistas e produtores de conteúdo que procuram fontes especializadas, seja para pautas com recorte étnico racial ou não.

Nosso objetivo é ser uma ferramenta na luta por um jornalismo mais plural e que busque um equilíbrio em seus pontos de vista. Um jornalismo que reconheça seu compromisso de ser uma plataforma que nos dê voz, não mais dentro dos padrões racistas e estereotipados que há anos ocupamos involuntariamente, mas como fontes jornalísticas, protagonizando nossas histórias e lutas, compartilhando ideias e opiniões.

Que o Entreviste Um Negro seja um passo nesse sentido.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Como participar

O funcionamento é básico. Se você é jornalista, é só acessar o banco de fontes e procurar pelo profissional que melhor se encaixa na sua pauta a partir das palavras-chaves e entrar em contato diretamente com ele. http://bit.ly/1PPkcAt

Se você quer ser fonte ou indicar uma, é só mandar para e-mail entrevisteumnegro@gmail.com o nome, uma mini biografia, as áreas de expertise (os assuntos que você pode abordar numa entrevista em formato de palavra-chave), contato (site, portfólio, telefone e/ou e-mail), e cidade onde a entrevista será realizada, caso seja feita pessoalmente. Ou, ainda, se cadastrar pela fanpage https://www.facebook.com/entrevisteumnegro

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Notícias Recentes

Participe de nosso grupo no Telegram

Receba notícias quentinhas do site pelo nosso Telegram, clique no
botão abaixo para acessar as novidades.

Comments

Sair da versão mobile