
Nesta quarta-feira (2), o Dia Mundial de Conscientização do Autismo reforça a importância da inclusão e da luta contra o preconceito. Criada pela ONU, a data também evidencia a necessidade de ampliar a representatividade de pessoas autistas, especialmente as negras, que enfrentam diagnósticos tardios e errados — como aponta um levantamento do Adapte: crianças negras com TEA têm 2,6 vezes mais chances de serem diagnosticadas erroneamente com outros transtornos antes de receberem a identificação correta.
Para além dos dados, a conscientização também passa pelo trabalho de ativistas e famílias que compartilham suas vivências. O Mundo Negro destaca cinco perfis fundamentais para entender a diversidade do espectro autista:
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@humaninhostdl – A luta pela maternidade atípica
Glaucia Batista, economista e especialista em direitos humanos, criou o perfil para dar visibilidade às mães atípicas. Mãe de Thales, 10 (com Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem), e Breno, 6 (autista), ela discute os desafios de garantir saúde e educação inclusiva. “Somos invisibilizadas, mas não caladas”, diz.
@familiaafroatipica – Instituto que acolhe outras famílias
Gabriela e Moisés Luiz, autistas e com TDAH, e o filho Benyamin, 10 (autista, surdo e com síndrome de Down) fundaram o perfil Família Afro Atípica, vivem em Sorocaba (SP) e fundaram o Instituto Ampara. O espaço oferece apoio psicológico, jurídico e social a famílias atípicas. A família também compartilha sua rotina nas redes sociais.
@heyautista – Akin Sá, ativismo e representatividade
Aos 24 anos, o estudante de Farmácia da UFPR tem diagnósticos de autismo, TDAH e altas habilidades. Homem trans, ele participa da Global Disability Summit em Berlim, que acontece nos dias 2 e 3 de abril, e integra o Instituto Vidas Negras com Deficiência Importam.
@uma.autista.diferentona – Sabrina e o diagnóstico tardio
Funcionária pública e mestranda em Educação, Sabrina Nascimento descobriu ser autista aos 37 anos, após o diagnóstico das filhas gêmeas. Seu perfil aborda autismo em adultos e os estereótipos raciais.
@lucianaviegas_ – Do diagnóstico ao ativismo institucional
Diretora do Instituto VNDI, Luciana Viegas recebeu o diagnóstico de autismo aos 25 anos, depois de identificar traços semelhantes no filho. Em publicação das Nações Unidas, a executiva destacou que “o processo de diagnóstico, tanto dela como do filho, foram marcados por incompreensões e preconceitos. Com frequência, eles tiveram suas características associadas à “agressividade e violência”’.
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