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	<title>Arquivos CULTURA - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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	<title>Arquivos CULTURA - Mundo Negro</title>
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		<title>CultureCon 2026 reúne estrelas negras de Hollywood em Nova York</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Pierre]]></category>
		<category><![CDATA[criativos negros]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Festival de criativos negros no Brooklyn, em Nova York, teve Aaron Pierre, Michael B. Jordan e Mahershala Ali no lineup, com foco em carreira e neg&#243;cios O CultureCon, festival anual que re&#250;ne empreendedores criativos, criadores de conte&#250;do e lideran&#231;as culturais negras e multiculturais dos Estados Unidos, realizou sua edi&#231;&#227;o de 2026 nos dias 3 e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Festival de criativos negros no Brooklyn, em Nova York, teve Aaron Pierre, Michael B. Jordan e Mahershala Ali no lineup, com foco em carreira e negócios</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O CultureCon, festival anual que reúne empreendedores criativos, criadores de conteúdo e lideranças culturais negras e multiculturais dos Estados Unidos, realizou sua edição de 2026 nos dias 3 e 4 de outubro, no Duggal Greenhouse, espaço de eventos do Brooklyn Navy Yard, em Nova York. Com o tema &#8220;Museum of Us&#8221; (Museu de Nós, em tradução livre), o evento teve no lineup o vencedor do Oscar Michael B. Jordan, Mahershala Ali, Daniel Kaluuya, Aaron Pierre e John Legend, em uma programação dedicada a carreira, negócios e conexão entre profissionais de áreas como audiovisual, moda, música, publicidade e redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização apresenta o CultureCon como o maior festival de cultura e criatividade do mundo e estima reunir cerca de 12 mil participantes ao longo da programação. O público busca no evento contato direto com grandes marcas, recrutadores e referências de seus mercados, em um ambiente pensado para profissionais negros que atuam na chamada economia criativa, setor que inclui desde produtoras e agências até criadores independentes que vivem de conteúdo digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Encontro começou em um apartamento no Harlem</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O CultureCon foi criado há oito anos por Imani Ellis, fundadora e CEO do The Creative Collective NYC, coletivo que reúne criativos negros em Nova York. O evento começou como um encontro em um apartamento no Harlem e cresceu até ocupar espaços de grande porte, com patrocínio de empresas como Chase Ink, HBO Max, TikTok, Audible, Google, Pinterest, Meta e ESPN. Edições anteriores receberam nomes como Michelle Obama, Will Smith, Issa Rae, Spike Lee, Tracee Ellis Ross, Colman Domingo e Teyana Taylor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o público brasileiro, o formato se aproxima de uma convenção profissional com estrutura de festival. Durante dois dias, os participantes circulam entre palcos de palestras, oficinas práticas, salas de networking e espaços de marcas, com o objetivo declarado de sair do evento com novos contatos, habilidades de carreira e oportunidades de negócio. A entrada é restrita a maiores de 18 anos, e estudantes contam com categoria própria de ingresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Michael B. Jordan chegou ao festival meses após o Oscar por &#8220;Pecadores&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação de Michael B. Jordan foi anunciada em setembro, meses depois de o ator conquistar o Oscar de Melhor Ator por &#8220;Pecadores&#8221;, de Ryan Coogler, filme em que interpretou irmãos gêmeos e que rendeu a primeira estatueta de sua carreira. Miles Caton, que estreou como ator ao lado de Jordan no longa, também integrou a programação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lineup reuniu ainda Mahershala Ali, vencedor de dois Oscars, Daniel Kaluuya, premiado por &#8220;Judas e o Messias Negro&#8221;, e Aaron Pierre, protagonista da série &#8220;Lanterns&#8221;, da DC. Da música, participaram John Legend, o rapper Wale e o casal Tobe Nwigwe e Fat Nwigwe. A lista incluiu também as apresentadoras Niecy Nash-Betts e Sherri Shepherd, o ex-quarterback e ativista Colin Kaepernick, o jogador da NBA Karl-Anthony Towns e Jordyn Woods-Towns, Olandria Carthen, conhecida pelo reality &#8220;Love Island USA&#8221;, a empresária de beleza Danessa Myricks, o piloto da NASCAR Rajah Caruth e o apresentador Scott Evans.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Programação priorizou carreira, negócios e networking</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Kaepernick, que ficou conhecido mundialmente ao se ajoelhar durante o hino americano em protesto contra o racismo e a violência policial, conduziu a sessão &#8220;Beyond the Playbook&#8221;, promovida pela Audible, sobre seu projeto &#8220;The Perilous Fight&#8221;. A Lincoln levou ao festival o painel &#8220;Flow State&#8221;, sobre o descanso como estratégia criativa, com os criadores Joshua Kissi, Brittney Janae e Nneka Julia. A Cricket Wireless promoveu um encontro sobre construção de visibilidade nas redes, e a programação manteve o Founder Summit, voltado a fundadores de pequenos negócios, e o Creator Summit, dedicado a criadores de conteúdo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição de 2026 estreou a Creative Business School, com formação para quem quer transformar trabalho criativo em empresa, e as sessões Braindate, encontros agendados entre participantes com interesses em comum. O Career Lounge voltou a colocar o público frente a frente com recrutadores de marcas como HBO Max e Nike, em rodadas de networking ao longo do fim de semana, enquanto o Small Business Market reuniu marcas fundadas por empreendedores negros para venda direta ao público.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tema propõe o público como obra em construção</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema &#8220;Museum of Us&#8221; parte da ideia de que as pessoas que produzem cultura hoje merecem reconhecimento enquanto ainda constroem suas trajetórias, sem esperar a validação posterior da história. &#8220;Toda pessoa que passa pelas nossas portas é uma obra de arte em processo, não uma peça acabada. E essa é a parte que mais amamos&#8221;, afirmou Imani Ellis ao apresentar a edição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes do fim de semana principal, Nova York recebeu a CultureCon Week, entre 28 de setembro e 2 de outubro, com jantares, exibições e encontros promovidos com marcas parceiras pela cidade. Quem não esteve no Brooklyn pode acompanhar as gravações dos painéis pelo CultureCon Digital Pass, ingresso digital que dá acesso aos replays de qualquer lugar do mundo. As informações sobre o acesso e as próximas edições são divulgadas no perfil @cultureconcollective, no Instagram.</p>
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		<title>Aos 11 anos, Dandara Freitas transforma sonhos, vivências e pertencimento em livro infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2026 16:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[literatura infantil]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aos 11 anos, Dandara Freitas manifestou sua vontade de escrever um livro &#224; m&#227;e, Isa Freitas, de 32 anos. Criadora de conte&#250;do e atriz conhecida como Isa Black Woman, ela logo se animou com a ideia e incentivou a escrita da filha que, mais tarde, se tornaria no livro &#8220;Brincando de Sonhar&#8221;, lan&#231;ado pela editora [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Aos 11 anos, Dandara Freitas manifestou sua vontade de escrever um livro à mãe, Isa Freitas, de 32 anos. Criadora de conteúdo e atriz conhecida como Isa Black Woman, ela logo se animou com a ideia e incentivou a escrita da filha que, mais tarde, se tornaria no livro “Brincando de Sonhar”, lançado pela editora Afeto. A história é baseada nas vivências da própria autora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De São Gonçalo, mas morando em Maricá, no Rio de Janeiro, Isa sempre foi uma entusiasta da educação e da leitura. Segundo ela, incentivou a filha a ler desde criancinha, criando um hábito e um gosto na menina, que hoje se tornou autora de sua própria obra. Dandara até brinca que, quando não ia bem na escola, a mãe lhe colocava a tarefa de ler algum livro e depois apresentar a história, para incentivá-la nos estudos, leitura e pensamento crítico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para mim sempre foi importante incentivar a leitura nos meus filhos, é algo que eu queria que minha mãe tivesse feito comigo”, conta Isa. “A Dandara, aos 11 anos, tem um repertório e uns gostos que são muito diferentes das crianças da idade dela, muito porque eu a coloquei para ler desde cedo, dando livros e visitando bibliotecas”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dandara diz que sentiu vontade de escrever o livro depois de ver um vídeo na internet em que uma menina de sua idade também fazia um livro, e que a animação da mãe a incentivou. A temática e narrativa sobre sonhos e o poder de sonhar veio da menina: “Eu queria mostrar que todas crianças mais simples e sem muita condição financeira também podem sonhar alto, não precisa sonhar tão baixo quanto a gente acha e aprende a achar”, diz Dandara.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com pouca idade, ela entendeu que meninas negras, assim como ela, que não possuem tantos recursos, por vezes acabam deixando seus sonhos de lado. Ela revela que, apesar de ter realizado alguns sonhos particulares, como viajar de avião, ir à um parque aquático e ter um carro, ela ainda sonha com coisas que quer alcançar: “Ir à Disney, Itália e Paris, além de viajar com toda a minha família”.</p>



<h2 id="h-o-processo-de-escrita" class="wp-block-heading"><strong>O processo de escrita</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia e a escrita do livro começaram em meados de maio. O incentivo e ajuda de Isa foram primordiais para que Dandara finalizasse suas páginas. Ela escreveu a maioria do livro, mas foi a mãe que o finalizou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final, apesar de contrariada, o nome de Isa também está estampado na capa do “Brincando de Sonhar”, como coautora. Ela diz que Dandara insistiu para que ela aceitasse os créditos e diz que, apesar de no início negar, aceitou, porque a ação ensina uma válida lição para a menina de 11 anos: “No futuro, ela vai ter outras oportunidades de trabalhar em coletivo e, se uma pessoa participou, nem que seja de um trechinho, ela tem que dar o crédito à essa pessoa. Se eu não aceitasse ter meu nome como autora também, eu estaria ensinando errado à ela”.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-99427" style="width:771px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-1024x1024.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-300x300.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-150x150.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-768x768.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-420x420.jpg 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-696x696.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar-1068x1068.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/10/livro-brincando-de-sonhar.jpg 1500w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O processo veio como uma fase de muita união entre mãe e filha. Isa conta que ao escreverem a história juntas, as duas tinham muita conexão, a ponto de uma complementar o pensamento da outra. Além disso, a escrita do livro também trouxe uma certa autoestima para Dandara, que por anos vinha sofrendo com racismo e bullying na escola.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As pessoas da minha sala começaram a me zoar. Falaram que eu era suja, falaram que eu não era bonita, que eu era feia por causa da minha cor. E isso foi me fazendo acreditar”, conta Dandara. “E o cabelo também: falavam que era de bombril. Isso fez com que eu acreditasse em tudo o que falavam, mesmo que eu sempre me arrumasse”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foram anos fáceis para Dandara. Durante esses ataques, que perduraram cerca de dois anos, houve uma mudança de turma, conversas com a mãe, com as famílias e processos de autoaceitação. Os meses foram passando e Dandara deixou de ser uma menina tímida, fechada e que não se expressava muito na escola, para ser alguém com muita atitude.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o livro, sua notoriedade na escola também decolou: ela recebe abraços, elogios e cumprimentos alegres dos colegas e amigos da escola, que sentem orgulho e felicidade ao saber que, agora, Dandara é uma escritora. Os professores e diretora da escola também a valorizam e reconhecem a pessoa que ela é, ainda mais com tão pouca idade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isa também relata sua satisfação ao ver como os alunos agora recebem Dandara na escola: “As crianças me veem, quando vou levá-la na escola, e dizem: ‘nossa, tia, sou fã da sua filha’. Ela é aclamada pelos amiguinhos e isso não tem dinheiro que pague”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dandara conta que, apesar de não ter sido uma jornada fácil para ela, o final é recompensador: “No início eu estava muito feliz com a participação da minha mãe na escrita do livro. Depois, foi surgindo um medo”, conta Dandara, sobre o processo de construção do livro. “Aconteceu de eu ‘nem ligar mais’ para o livro, e fui jogando [a responsabilidade] para minha mãe. Porém, no final, eu lembrei que o livro ia dar muitos benefícios legais, que eu ia gostar muito dele. Eu sabia disso e fiquei muito feliz de novo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dandara espera que seu livro impacte positivamente as meninas como ela: “Eu acho que muitas meninas não vão entender no início, mas depois elas vão compreender que isso é normal, que toda pessoa deve sonhar”.&nbsp;</p>



<h2 id="h-sobre-o-livro" class="wp-block-heading"><strong>Sobre o livro</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">“Brincando de Sonhar” conta a história de Dandara, uma menina preta, de 11 anos, que transforma suas experiências em histórias sobre sonhos, desejos e descobertas de sua infância. No livro, Dandara sonha com viagens, conhecer o mar, andar de avião e viver momentos ao lado de sua família, mas aprende que esperar por essas realizações também faz parte da trajetória.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, Dandara vivencia questões como amizade, bullying, racismo, ancestralidade, coragem e pertencimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O livro é voltado para crianças e adolescentes e está em fase de pré-venda, pelo <a href="https://afetoeditora.com.br/produto/brincando-de-sonhar-pre-venda/?utm_source=ig&amp;utm_medium=social&amp;utm_content=link_in_bio&amp;fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAcGRvZgJzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAaflCzaSMYJYEjJXLZMfaSft0QeIbNXFxRvhCTnsk_o0Zix1_UBRzugNbGoHww_aem_h6DngzfyoD_VbvvSLd6LhQ">site da editora Afeto</a>, por R$ 49,90.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento deve ocorrer na FLIM (Festa Literária Internacional de Maricá), de 30 de outubro a 8 de novembro, com sessão de autógrafos com Dandara Freitas.</p>
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		<title>Stevie Wonder lança quatro gravações inéditas para celebrar 50 anos de &#8216;Songs in the Key of Life&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 20:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[songs in the key of life]]></category>
		<category><![CDATA[Stevie Wonder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EP re&#250;ne faixas registradas durante as sess&#245;es do &#225;lbum cl&#225;ssico, lan&#231;ado originalmente em 1976; m&#250;sicas foram selecionadas pelo pr&#243;prio artista e remixadas pelos engenheiros originais Stevie Wonder celebra os 50 anos de &#8220;Songs in the Key of Life&#8221; com quatro grava&#231;&#245;es in&#233;ditas registradas durante as sess&#245;es de est&#250;dio do &#225;lbum. O novo EP, lan&#231;ado nesta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>EP reúne faixas registradas durante as sessões do álbum clássico, lançado originalmente em 1976; músicas foram selecionadas pelo próprio artista e remixadas pelos engenheiros originais</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Stevie Wonder celebra os 50 anos de “Songs in the Key of Life” com quatro gravações inéditas registradas durante as sessões de estúdio do álbum. O novo EP, lançado nesta segunda-feira (28), aniversário do disco, reúne as faixas “It’s Easier”, “My Life Story of Love”, “I Can See the Sun In Late December” e “I’m Into Livin’”. O disco está disponível nas principais plataformas de streaming de áudio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As músicas foram selecionadas pessoalmente por Wonder e receberam novas mixagens dos engenheiros de gravação e mixagem originais do álbum, John Fischbach e Gary O Adante, creditado no LP original como Gary Olazabal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento também recupera uma história dos bastidores das sessões. Às 4h54 da manhã, quando a última sessão de “Songs in the Key of Life” chegou ao fim, Nathan Watts, baixista de longa data de Wonder, exclamou “Fo’FiftyFo’!”. A expressão se tornou uma brincadeira interna entre as pessoas próximas ao artista e passou a representar o encerramento de uma sessão de estúdio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, 50 anos depois, o horário ganha novo significado com a divulgação das quatro gravações inéditas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Convivemos com ‘Songs in the Key of Life’ por cinquenta anos, mas ainda há mais para ouvir”, afirmou Wonder. Segundo o artista, as músicas não foram incluídas no álbum original, mas fizeram parte do processo criativo daquele período. “Elas me levam de volta àquela época da minha vida e, agora, passam a fazer parte das vidas de vocês também”, declarou.</p>



<h2 id="h-gravacoes-das-sessoes-originais" class="wp-block-heading"><strong>Gravações das sessões originais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As quatro faixas foram compostas e produzidas por Stevie Wonder durante as sessões de “Songs in the Key of Life”. “My Life Story of Love” tem letra escrita em parceria com Susaye Greene, ex-integrante do grupo The Supremes e artista da Motown. Greene também foi coautora de “I Can’t Help It”, música de Michael Jackson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O EP reúne ainda músicos que participaram daquele período da carreira de Wonder. Entre eles estão o tecladista Gregory Phillinganes, então no início de sua carreira profissional com o Wonderlove; os guitarristas Michael Sembello, coautor de “Saturn”, e Ben Bridges; o saxofonista Jim Horn; o baterista Raymond Pounds; e Nathan Watts, baixista que iniciou suas primeiras sessões de gravação com Wonder após uma turnê e construiu uma parceria que permanece até hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A faixa “I’m Into Livin’” conta com backing vocals de Shirley Brewer, que também participou de “Ordinary Pain”, do álbum original; Thelma Houston, que posteriormente alcançaria o primeiro lugar nas paradas com “Don’t Leave Me This Way”; e Deniece Williams, então vocalista do Wonderlove e que pouco depois iniciaria sua trajetória como artista solo.</p>



<h3 id="h-faixas-do-ep" class="wp-block-heading"><strong>Faixas do EP</strong></h3>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>“It’s Easier”</strong> </li>



<li><strong>“My Life Story of Love”</strong> </li>



<li><strong>“I Can See the Sun In Late December”</strong> </li>



<li><strong>“I’m Into Livin’”</strong> </li>
</ol>



<h2 id="h-50-anos-de-um-album-historico" class="wp-block-heading"><strong>50 anos de um álbum histórico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado originalmente em 28 de setembro de 1976, “Songs in the Key of Life” rendeu a Stevie Wonder o terceiro de seus três prêmios Grammy de Álbum do Ano. O disco recebeu certificação Diamante e foi incluído no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as músicas que integram o álbum estão “Love’s in Need of Love Today”, “Sir Duke”, “Isn’t She Lovely” e “As”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho aborda temas como amor, fé, desigualdade, oportunidade e consciência social, transitando entre celebração, protesto, experiências pessoais e esperança coletiva. As quatro gravações inéditas agora divulgadas ampliam o registro do processo criativo que deu origem ao álbum.</p>



<h2 id="h-turne-de-50-anos" class="wp-block-heading"><strong>Turnê de 50 anos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A celebração continua com a “Songs in the Key of Life Performances – 50th Anniversary Tour”, promovida pela Live Nation e produzida pela Wonder Productions Inc. Stevie Wonder apresentará o álbum na íntegra a partir de 13 de outubro, na Utilita Arena Birmingham, na Inglaterra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A turnê seguirá por cidades da Europa, incluindo Paris, Copenhague, Oslo, Estocolmo, Hannover, Colônia, Amsterdã e Dublin, antes de retornar ao Reino Unido para apresentações em Londres, Manchester e Glasgow.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa norte-americana começa em 19 de novembro, no Madison Square Garden, em Nova York. Depois, a turnê passará por Chicago, Washington D.C. e Detroit, com encerramento marcado para 19 de dezembro, no Intuit Dome, em Los Angeles.</p>



<h2 id="h-quem-e-stevie-wonder" class="wp-block-heading"><strong>Quem é Stevie Wonder</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Stevie Wonder é um dos artistas mais premiados da música popular mundial. Ao longo da carreira, vendeu mais de 100 milhões de discos e recebeu 25 prêmios Grammy, além de um Grammy pelo Conjunto da Obra, um Oscar e um Globo de Ouro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O músico também recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, o Kennedy Center Honors e o Prêmio Gershwin da Canção Popular. “Songs in the Key of Life” integra o Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da carreira musical, Wonder participou da campanha pela criação do Dia de Martin Luther King Jr. como feriado nacional nos Estados Unidos e atua em defesa dos direitos civis, da inclusão de pessoas com deficiência e de causas humanitárias. Como Mensageiro da Paz das Nações Unidas, mantém sua atuação voltada à promoção da igualdade e da dignidade humana.</p>
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		<title>‘Feitiço’: Spartakus ganha prêmio internacional por videoclipe filmado na Bahia baseado na história de Obaluaê</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/feitico-spartakus-ganha-premio-internacional-por-videoclipe-filmado-na-bahia-baseado-na-historia-de-obaluae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Duda Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[premiação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O videoclipe &#8220;Feiti&#231;o&#8221;, dirigido pelo artista e cineasta baiano Spartakus, recebeu o pr&#234;mio de Best Music Short no New Renaissance Film Festival London, em Londres. O festival celebra e destaca produ&#231;&#245;es independentes com forte apelo art&#237;stico e narrativas inovadoras. Em sua 11&#170; edi&#231;&#227;o, o New Renaissance Film Festival j&#225; premiou cineastas que posteriormente receberam importantes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O videoclipe “Feitiço”, dirigido pelo artista e cineasta baiano Spartakus, recebeu o prêmio de <strong>Best Music Short </strong>no <strong>New Renaissance Film Festival London</strong>, em Londres. O festival celebra e destaca produções independentes com forte apelo artístico e narrativas inovadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua 11ª edição, o New Renaissance Film Festival já premiou cineastas que posteriormente receberam importantes reconhecimentos, como premiações internacionais e o Oscar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Feitiço”, de Spartakus, foi gravado em Itabuna, no sul da Bahia, sua cidade natal, e contou com a participação de profissionais e artistas da região. Parte das filmagens ocorreu na Escola Curumim, onde o diretor estudou na sua infância. O ator mirim Sol Benedito, também de Itabuna, interpreta Spartakus durante a infância.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa do videoclipe celebra a <strong>história de Obaluaê</strong>, orixá associado às curas, às doenças e à transformação. Na produção, as feridas do orixá são utilizadas como metáfora para as feridas internas causadas pela rejeição enfrentada por <strong>pessoas negras e LGBTQIA+ durante a infância</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais elementos é o manto de Obaluaê, confeccionado por Junior Camini e finalizado por Dona Lourdes, avó de Spartakus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O clipe faz parte do EP Livre Com Fiança, que também possui clipes inspirados em outros orixás, como Exu, Oxóssi e Iemanjá.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="zzK8HHwA1Hw"><iframe title="Spartakus - FEITIÇO (Clipe Oficial)" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/zzK8HHwA1Hw?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h3 id="h-reconhecimento-internacional" class="wp-block-heading"><strong>Reconhecimento internacional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O prêmio em Londres soma-se à trajetória internacional de “Feitiço”. O videoclipe já foi selecionado para o Denton Black Film Festival, no Texas, e para o NewFilmmakers, em Las Vegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O álbum visual Livre Com Fiança, que contém o clipe de Feitiço, também foi premiado no The Peoples Film Festiva<strong>l</strong>, em Nova York.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção contou com a colaboração de Thierry Brito na produção executiva, Augusto Santos na assistência de direção e Raone Calixto na direção de fotografia. O clipe é assinado pela Haus of Spartta, produtora independente de Spartakus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Tim Maia, o Síndico que levou o soul às rádios, faria 84 anos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tim-maia-o-sindico-que-levou-o-soul-as-radios-faria-84-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 10:13:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[black rio]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[música preta]]></category>
		<category><![CDATA[soul brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Maia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pioneiro do soul em portugu&#234;s e refer&#234;ncia do Black Rio, o cantor carioca nasceu em 28 de setembro de 1942 e ganhou o apelido em m&#250;sica de Jorge Ben Jor Tim Maia completaria 84 anos nesta segunda-feira (28), e o apelido de S&#237;ndico, registrado por Jorge Ben Jor na m&#250;sica &#8220;W/Brasil (Chama o S&#237;ndico)&#8221;, ainda [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Pioneiro do soul em português e referência do Black Rio, o cantor carioca nasceu em 28 de setembro de 1942 e ganhou o apelido em música de Jorge Ben Jor<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tim Maia completaria 84 anos nesta segunda-feira (28), e o apelido de Síndico, registrado por Jorge Ben Jor na música &#8220;W/Brasil (Chama o Síndico)&#8221;, ainda é a forma como músicos e fãs se referem a ele. Morto em 1998, aos 55 anos, Sebastião Rodrigues Maia foi um dos primeiros artistas a cantar soul em português e a levar o gênero às rádios do país, e é citado como referência por artistas de diferentes gerações, o que faz dele o cantor preferido de muitos dos cantores que o público mais ouve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascido na Tijuca, na zona norte do Rio, o cantor era o penúltimo de 19 filhos e entregava as marmitas da pensão da família, o que lhe rendeu o apelido de Tião Marmiteiro. Começou a compor aos 8 anos, tocou bateria em um grupo do bairro aos 14 e depois passou a dar aulas de violão para garotos da vizinhança, entre eles Erasmo Carlos. No fim dos anos 1950, integrou os Sputniks, conjunto que tinha Roberto Carlos na formação, e dividia com Jorge Ben Jor o gosto pelo rock norte-americano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1959, aos 17 anos, viajou sozinho para os Estados Unidos, onde viveu na região de Nova York, trabalhou em empregos temporários e cantou no grupo vocal The Ideals, período em que passou a usar o nome pelo qual ficaria conhecido. Voltou ao Brasil em 1964, depois de quatro anos ouvindo e cantando o soul feito por artistas negros norte-americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeiro disco saiu seis anos depois da volta ao Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os anos seguintes foram de portas fechadas em gravadoras e entre antigos colegas que já faziam sucesso na Jovem Guarda, sem espaço para o soul que ele cantava. A situação começou a mudar quando &#8220;Não Vou Ficar&#8221;, composição dele, chegou às paradas em 1969. No ano seguinte, gravou com Elis Regina e lançou o primeiro LP, que tinha &#8220;Azul da Cor do Mar&#8221;, &#8220;Coroné Antônio Bento&#8221; e &#8220;Primavera&#8221;, música de Cassiano, e em 1971 emplacou &#8220;Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses discos, o cantor juntou os metais e o groove do soul ao samba, ao baião e às baladas românticas, alternando letras em português e em inglês. O som tomou as rádios e se tornou uma das principais referências do movimento Black Rio, que nos anos 1970 reuniu milhares de jovens negros em bailes nos subúrbios cariocas. Ao lado de nomes como Cassiano e Hyldon, ele consolidou uma produção de soul brasileiro que influenciou Sandra de Sá, sua parceira no dueto &#8220;Vale Tudo&#8221;, de 1983, o sobrinho Ed Motta e gerações seguintes da música preta do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em meados daquela década, aderiu à Cultura Racional, deixou o álcool e as drogas e gravou os discos &#8220;Racional&#8221; volumes 1 e 2, que renegou ao se afastar da seita, em 1976. Os álbuns saíram pelo Seroma, selo criado por ele e considerado o primeiro independente do Brasil, ficaram anos fora de catálogo e, depois de relançados, se tornaram alguns dos mais citados de sua discografia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apelido de Síndico nasceu de uma brincadeira</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O apelido surgiu de uma conversa entre Jorge Ben Jor e o publicitário Washington Olivetto sobre a situação do país no governo Collor, quando Olivetto brincou que o Brasil estava tão bagunçado que Tim Maia poderia virar o síndico da nação. Jorge transformou a brincadeira em &#8220;W/Brasil (Chama o Síndico)&#8221;, lançada no início dos anos 1990, e o próprio cantor adotou o título com humor. Com o tempo, muitas leituras passaram a associar o apelido à revolução que ele propôs na música brasileira, como alguém que reorganizou a casa por dentro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cantor acumulou uma reputação de atrasar, interromper e cancelar apresentações, e nunca escondeu que não gostava de fazer shows. Costumava brincar que os contratantes fariam melhor negócio se não o contratassem e, quando subia ao palco, repetia ao técnico de som os pedidos de &#8220;mais grave, mais agudo, mais retorno&#8221;, frase que músicos e fãs usam até hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os próprios hábitos também viravam piada, e uma das frases mais repetidas dele é &#8220;Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco&#8221;. Sobre as dietas, contava que tinha cortado álcool, gordura e açúcar e que, em duas semanas, havia perdido 14 dias. Em 8 de março de 1998, passou mal no palco do Teatro Municipal de Niterói, durante a gravação de um show, e morreu uma semana depois, no dia 15.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gravadora de David Byrne apresentou o cantor ao público dos Estados Unidos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento internacional ganhou escala em 2012, quando a Luaka Bop, gravadora criada por David Byrne, ex-líder dos Talking Heads, lançou &#8220;Nobody Can Live Forever: The Existential Soul of Tim Maia&#8221;. A coletânea reuniu 15 gravações dos anos 1970, incluindo faixas da fase Racional, exigiu dez anos de negociação de direitos e foi lançada junto com festas pelo aniversário de 70 anos do cantor em cidades de quatro continentes. Na época, a revista Rolling Stone descreveu seu som como uma versão brasileira de Curtis Mayfield e Barry White.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro deste ano, a orquestra da pré-cerimônia do Grammy tocou &#8220;O Descobridor dos Sete Mares&#8221;, gravada por ele em 1983, durante a entrega de um dos prêmios da noite. O selo espanhol Vampisoul relançou em 2026 o álbum de 1973, apontado por críticos como um dos melhores da carreira, e &#8220;Acenda o Farol&#8221;, de 1978, chegou a um público jovem no fim de 2024 depois de viralizar no TikTok com vídeos sobre supostos significados escondidos na letra. Lançamentos e homenagens ao cantor são divulgados no perfil oficial @timmaia.oficial.</p>
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		<title>Sidnei Nogueira e Hédio Silva Jr. debatem livro sobre fé e poder</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/sidnei-nogueira-e-hedio-silva-jr-debatem-livro-sobre-fe-e-poder/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 09:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[estado laico]]></category>
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		<category><![CDATA[Sidnei Nogueira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em &#8220;O perigo de uma religi&#227;o &#250;nica&#8221;, os autores analisam o uso da f&#233; na pol&#237;tica; debate gratuito ser&#225; em 7 de outubro na C&#226;mara Municipal de S&#227;o Paulo O babalorix&#225; e linguista Sidnei Nogueira e o advogado H&#233;dio Silva Jr. apresentam no dia 7 de outubro, na C&#226;mara Municipal de S&#227;o Paulo, o livro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em &#8220;O perigo de uma religião única&#8221;, os autores analisam o uso da fé na política; debate gratuito será em 7 de outubro na Câmara Municipal de São Paulo<br></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O babalorixá e linguista Sidnei Nogueira e o advogado Hédio Silva Jr. apresentam no dia 7 de outubro, na Câmara Municipal de São Paulo, o livro &#8220;O perigo de uma religião única&#8221;, lançado em junho pela editora Planeta. A obra analisa como grupos políticos têm usado a fé para impor uma teologia e práticas religiosas particulares como se fossem universais, projeto que, segundo os autores, sustenta políticas racistas, misóginas e LGBTfóbicas no Brasil e em outros países. O debate público acontece das 19h às 21h30, no Auditório Sérgio Vieira de Mello, com entrada gratuita mediante retirada de ingresso.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-99257" style="width:732px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-1024x1024.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-300x300.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-150x150.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-768x768.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-420x420.png 420w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-696x696.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA-1068x1068.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/operigodeumareligiaounica-mockupIA.png 1254w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O título dialoga com a palestra &#8220;O perigo de uma história única&#8221;, apresentada em 2009 pela escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, na qual ela alerta para a adoção sem questionamento de uma perspectiva dominante, cuja imposição faz parte de um projeto de poder. Sidnei Nogueira e Hédio Silva Jr. levam esse raciocínio para o campo religioso e examinam o que acontece quando uma única crença passa a orientar as decisões do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 224 páginas, os autores combinam epistemologias do Candomblé, a legislação brasileira e análises de geopolítica e discurso público para mostrar como forças autoritárias vêm se apoiando na religião. O livro não condena experiências de fé, embora aponte o papel de setores do cristianismo contemporâneo nesse processo, e defende a pluralidade de crenças, o direito de não ter crença e a laicidade do Estado. Para os autores, a disputa religiosa é hoje um dos campos em que se decide o futuro da democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obra reúne Candomblé, linguística e Direito</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sidnei Nogueira é escritor, pesquisador, arte-educador e mestre e doutor em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo (USP). Iniciado há 40 anos para Xangô, comanda a Casa de Xangô e integra como membro consultivo a Cátedra de Sustentabilidade da Unesco. Entre seus livros está &#8220;Intolerância Religiosa&#8221;, finalista do Prêmio Jabuti.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hédio Silva Jr., que é ogã, é mestre e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e construiu sua carreira na defesa dos direitos raciais e da liberdade religiosa. Ele fundou o Jusracial e o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), onde atua em casos ligados à igualdade racial e às religiões de matriz africana. No livro, a formação de Sidnei em linguagem e os saberes do Candomblé se somam à experiência jurídica de Hédio para discutir como religião, linguagem e poder interferem na vida em sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segunda atividade acontece durante festividade em terreiro de Mairiporã</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores voltam a se encontrar com o público no dia 17 de outubro, na Comunidade da Compreensão e da Restauração Ilè Asé Sàngó (CCRIAS), em Mairiporã, na Grande São Paulo. A atividade faz parte das festividades do Ipeté de Oxum e terá sessão de autógrafos e venda de exemplares, com horário ainda a ser confirmado pela organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Debate público &#8220;O perigo de uma religião única&#8221;</strong><br>Com Sidnei Nogueira e Hédio Silva Jr.<br>Data: 7 de outubro de 2026<br>Horário: das 19h às 21h30<br>Local: Câmara Municipal de São Paulo, Auditório Sérgio Vieira de Mello<br>Entrada: gratuita, com retirada de ingressos pelo Sympla <strong><a href="https://www.sympla.com.br/evento/debate-publico-o-perigo-de-uma-religiao-unica/3593703">(aqui)</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Livro &#8220;O perigo de uma religião única&#8221;</strong><br>Autores: Sidnei Nogueira e Hédio Silva Jr.<br>Editora: Planeta<br>Páginas: 224<br>Instagram dos autores: @professor.sidnei e @drhediosilva</p>
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		<title>“Amor Preto”: Carla Akotirene lança obra sobre afeto entre pessoas pretas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/amor-preto-carla-akotirene-livro-afeto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karina Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Negra]]></category>
		<category><![CDATA[amor preto]]></category>
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		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escritora baiana parte de suas pr&#243;prias experi&#234;ncias para refletir sobre amor, racismo e interseccionalidades em livro publicado pela Record. A escritora e intelectual baiana Carla Akotirene lan&#231;ou &#8220;Amor Preto: Escreviv&#234;ncias sobre racismo e interseccionalidades&#8221;, novo livro publicado pela Editora Record. A obra, lan&#231;ada em agosto de 2026, coloca as rela&#231;&#245;es amorosas entre pessoas pretas no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Escritora baiana parte de suas próprias experiências para refletir sobre amor, racismo e interseccionalidades em livro publicado pela Record.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A escritora e intelectual baiana Carla Akotirene lançou <strong>“Amor Preto: Escrevivências sobre racismo e interseccionalidades”</strong>, novo livro publicado pela Editora Record. A obra, lançada em agosto de 2026, coloca as relações amorosas entre pessoas pretas no centro de uma reflexão sobre afeto, cuidado, ancestralidade e estruturas raciais.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="658" height="1000" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_.jpg" alt="" class="wp-image-99233" style="width:384px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_.jpg 658w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_-197x300.jpg 197w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_-99x150.jpg 99w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_-276x420.jpg 276w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_-150x228.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/71B2wPGcDPL._UF10001000_QL80_-300x456.jpg 300w" sizes="(max-width: 658px) 100vw, 658px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento presencial aconteceu durante a <strong>28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo</strong>, em 12 de setembro. A ocasião marcou a apresentação pública do novo trabalho da autora, conhecida também pelo livro <em>Interseccionalidade</em>, publicado pela Coleção Feminismos Plurais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autora investiga como as relações entre mulheres pretas e homens pretos também são atravessadas pelas marcas sociais e raciais que estruturam a vida cotidiana, apesar de serem definidas na maioria das vezes somente como uma experiência individual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O amor como campo de reflexão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <em>Amor Preto</em>, Carla Akotirene apresenta o que chama de uma perspectiva antirracista para pensar o afeto. O livro associa amor, alinhamento, cuidado e respeito espiritual, propondo que as relações também podem ser espaços de construção de vínculos e de enfrentamento de processos de autorrejeição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela organiza parte dessa reflexão em seu chamado <strong>“diário de Iyabá”</strong>, formato em que registra suas escrevivências e aproxima experiência pessoal, produção intelectual e saberes ancestrais. A proposta dialoga com a tradição da escrevivência associada à obra de Conceição Evaristo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a apresentação da Editora Record, o livro propõe um caminho voltado ao <strong>bem-viver da comunidade negra</strong>, afirmando o afeto afrocentrado como uma dimensão da contracolonialidade. A publicação também relaciona cuidado e respeito espiritual à construção e ao fortalecimento dos laços afetivos.</p>



<h2 id="h-escrevivencias-feminismo-negro-e-contracolonialidade" class="wp-block-heading"><strong>Escrevivências, feminismo negro e contracolonialidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A reflexão de Akotirene se aproxima de diferentes tradições do pensamento negro. O texto-base do lançamento aponta como referências a crítica feminista negra de autoras como <strong>Toni Morrison, Alice Walker e bell hooks</strong>, a produção poética de <strong>Lande Onawale</strong> e debates contemporâneos sobre relações afetivas entre pessoas pretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse percurso, <em>Amor Preto</em> aproxima teoria e experiência, em um espaço em que a autora utiliza suas próprias vivências para discutir como relações amorosas podem ser atravessadas por expectativas, rejeições e formas de identificação construídas em uma sociedade racializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra também aborda a chamada <strong>“descolonização psíquica”</strong>, conceito utilizado por Akotirene para pensar a possibilidade de romper com padrões de autorrejeição e com marcas produzidas historicamente pelo racismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Doutora em Estudos Feministas e natural de Salvador, Carla Akotirene tem uma trajetória dedicada à produção intelectual sobre raça, gênero e desigualdades. É autora de <em>Interseccionalidade</em>, obra que ajudou a ampliar o debate sobre o conceito no Brasil, além de <em>Ó pa í, prezada!</em> e <em>É fragrante fojado dôtor vossa excelência</em>.</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading"><strong>Serviço</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Livro:</strong> <em>Amor Preto: Escrevivências sobre racismo e interseccionalidades</em><em><br></em><strong>Autora:</strong> Carla Akotirene<br><strong>Editora:</strong> Record<br><strong>Edição:</strong> 1ª edição, 2026<br><strong>Páginas:</strong> 126<br><strong>Idioma:</strong> Português<br><strong>Formato:</strong> Capa comum<br><strong>ISBN:</strong> 978-85-01-92683-8<br><strong>Lançamento:</strong> agosto de 2026<br><strong>Preço da edição física:</strong> R$ 59,90<br><strong>E-book:</strong> R$ 39,90 na Apple Books</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Os preços podem variar de acordo com a loja e a edição.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Cosme e Damião, Ibeji e erê, o que celebra o 27 de setembro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/cosme-e-damiao-ibeji-e-ere-o-que-celebra-o-27-de-setembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2026 08:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[27 de setembro]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Cosme e Damião]]></category>
		<category><![CDATA[Erê]]></category>
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		<category><![CDATA[umbanda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda a origem de Cosme e Dami&#227;o, do orix&#225; Ibeji e dos er&#234;s, o significado de cada palavra e o que a festa de 27 de setembro ensina sobre a inf&#226;ncia Quem cresceu nos sub&#250;rbios e nas periferias do Brasil guarda na mem&#243;ria um dia do ano em que as crian&#231;as corriam de port&#227;o em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda a origem de Cosme e Damião, do orixá Ibeji e dos erês, o significado de cada palavra e o que a festa de 27 de setembro ensina sobre a infância</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem cresceu nos subúrbios e nas periferias do Brasil guarda na memória um dia do ano em que as crianças corriam de portão em portão atrás de saquinhos de cocada, maria-mole e pé de moleque, enquanto na Bahia as casas se enchiam de gente em volta de uma bacia de caruru. Neste domingo (27), devotos católicos, umbandistas e candomblecistas celebram Cosme e Damião e os Ibejis numa mesma data que reúne tradições nascidas em lugares e tempos muito distantes e que, justamente por isso, costumam ser confundidas. Separar o que é orixá, o que é erê e o que é santo ajuda a enxergar a sofisticação daquilo que o povo negro construiu no Brasil a partir desse encontro, e a entender por que uma festa dedicada às crianças diz tanto sobre a vida dos adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os gêmeos sagrados dos iorubás</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A história começa na África Ocidental, no território que hoje corresponde ao sudoeste da Nigéria e a partes do Benin. O nome Ibeji vem da junção dos termos iorubás ibi, nascimento, e ji, dois, e designa o orixá jeje-nagô que protege e guarda os gêmeos. Nos candomblés, a saudação Oní Ibeji anuncia o senhor dos gêmeos, e o grito Béjèrò, que especialistas na língua descrevem como uma contração entre Ibeji e eró, palavra que remete à calma e à tranquilidade, lembra que a presença dessas divindades serena quem as recebe. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="533" height="800" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27.png" alt="" class="wp-image-99166" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27.png 533w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27-200x300.png 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27-100x150.png 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27-280x420.png 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27-150x225.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-27-300x450.png 300w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A importância dos gêmeos nessa cultura tem base concreta, já que as sociedades iorubanas estão entre as que registram as maiores taxas de nascimento de gêmeos do mundo. O primeiro a nascer recebe o nome de Taiwo e o segundo, de Kehinde, e a tradição considera Kehinde o mais velho, porque teria sido ele a mandar o irmão na frente para inspecionar o mundo. A reverência nem sempre existiu. Estudos sobre o tema apontam que o culto teria surgido em Ìṣokùn e que, durante muito tempo, o nascimento duplo foi visto como desequilíbrio, a ponto de os gêmeos serem sacrificados antes de passarem a ser venerados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa virada transformou os gêmeos em portadores de sorte e prosperidade para a família. Quando um deles morre, a família e o irmão sobrevivente seguem cultuando o gêmeo falecido por meio de uma estatueta de madeira, a ère ìbejì, que recebe parte de tudo o que o outro ganha. A tradição também dá nome a quem vem depois, pois a criança nascida após os gêmeos é chamada Idòwú, enquanto entre os povos de língua gbe o vodum protetor dos gêmeos se chama Hoho e o caçula recebe o nome de Dosú. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os santos médicos que não cobravam</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro ponto do mapa, na Ásia Menor, nasceu a segunda metade desta história. Segundo a tradição cristã, Cosme e Damião eram gêmeos nascidos em Egeia, na Cilícia, atual Turquia, exerciam a medicina sem aceitar pagamento e por isso ficaram conhecidos como anárgiros, termo grego para os desapegados do dinheiro. Os irmãos foram martirizados no início do século IV, durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador Diocleciano, e o martírio é associado à cidade de Ciro, na antiga Síria. </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-1024x768.png" alt="" class="wp-image-99167" style="width:689px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-1024x768.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-300x225.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-150x113.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-768x576.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-560x420.png 560w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-80x60.png 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-696x522.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-1068x801.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28-265x198.png 265w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-28.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A devoção se espalhou pelo Mediterrâneo e chegou a Portugal, de onde atravessou o Atlântico com a colonização. Duarte Coelho trouxe o culto ao Brasil por volta de 1530, os santos se tornaram padroeiros de Igarassu, em Pernambuco, e passaram a ser invocados no Nordeste contra epidemias. A Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião, em Igarassu, é considerada o templo mais antigo do país ainda em funcionamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O dia 27 de setembro vem desse calendário. A Igreja Católica celebrou os santos nessa data até 1969, quando a reforma litúrgica transferiu a memória para o dia 26, já que o 27 também homenageava São Vicente de Paulo, cuja data de morte era conhecida. A decisão de Roma não mudou o costume popular brasileiro, que manteve o 27 como o dia dos santos gêmeos nas casas, nas ruas e nos terreiros. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O encontro nas encruzilhadas do Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os povos escravizados reconheceram nos santos gêmeos da Igreja a imagem de Ibeji, e a aproximação produziu algo que não pertence por inteiro a nenhuma das duas origens. O pesquisador Michael Iyanaga, que analisou jornais de Salvador entre o século XIX e o início do XX, mostrou que o culto a Cosme e Damião só ganhou força na cidade quando surgiu já associado ao mundo negro, e defende que a devoção baiana é uma criação própria, que se apoia em cosmologias europeias e africanas sem se reduzir a nenhuma delas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O exemplo mais evidente dessa invenção é Doum, o menino que aparece ao lado dos santos nas imagens vendidas em mercados populares. Ele descende do Idòwú iorubá, e o antropólogo Vivaldo da Costa Lima sugere que o nome talvez venha de owú, palavra que significa ciúme, o que faria dele o caçula enciumado dos irmãos mais velhos. Vivaldo registra ainda que a fama de travessos desses caçulas deu origem ao ditado nagô Exu lehin Ibeji, que diz que Exu vem depois dos Ibeji. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Erê, a brincadeira que virou criança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O erê completa o trio e costuma ser o mais confundido. Em iorubá, a palavra não significa criança, que se diz omodé, e omodé kekerê quando se trata da criancinha, do filho pequeno. Erê é o jogo, a diversão, o próprio ato de brincar, e foi na diáspora, nos terreiros, nas rodas de samba e nas letras de música, que o termo passou a nomear as crianças.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="601" height="378" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-29.png" alt="" class="wp-image-99168" style="aspect-ratio:1.5900372054568004;width:706px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-29.png 601w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-29-300x189.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-29-150x94.png 150w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: reprodução</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No candomblé, o erê não é um orixá nem um espírito de criança morta. Ele se manifesta no transe do iniciado como intermediário entre a pessoa e o orixá e transmite as mensagens da divindade, já que no candomblé o orixá não fala. Os erês recebem nomes ligados ao orixá de cada iniciado, como Pipocão para filhos de Obaluaiê, Pingo Verde para os de Oxóssi e Rosinha para os de Oxum. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A umbanda desenvolveu outra compreensão. Nela, os erês são entidades autônomas, com história e nome próprios, como Mariazinha e Pedrinho da Cachoeira, que formam uma falange sob a vibração de Ibeji e são sincretizadas com Cosme e Damião. É essa falange que os umbandistas chamam de Ibejada, e é por isso que, nas giras de setembro, a saudação Oní Ibejada ecoa entre doces, refrigerante e risadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O caruru dos sete meninos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Bahia, a festa tem cheiro de dendê e quiabo. O escritor Odorico Tavares registrou em &#8220;Bahia, imagens da terra e do povo&#8221;, de 1951, a tradição afro-luso-baiana segundo a qual existiam sete irmãos, Cosme, Damião, Doú, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi. Cada um deles é representado por um menino, e o rito pede que sete crianças sejam chamadas para comer primeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesa dos meninos é montada com uma toalha branca estendida no chão, as crianças sentadas em roda, a imagem dos santos ao centro e o alguidar com a comida, que é comida com as mãos ao som de cantigas próprias da ocasião. Só depois que os sete terminam o caruru é servido aos adultos, e a crença diz que o gesto traz saúde, alegria e sorte a quem oferece. O babalorixá André Nery conta que, segundo a tradição, um caruru foi preparado para curar uma pessoa doente, e os sete meninos esfregaram no corpo do enfermo as mãos com que haviam comido, livrando-o da doença. A relação com a saúde atravessa a festa até hoje, já que, segundo quem prepara o prato em Salvador, quase todos os devotos oferecem o caruru em agradecimento a graças ligadas à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio de Janeiro, a festa ganhou a forma dos saquinhos de doce. O Laboratório de Antropologia do Lúdico e do Sagrado do Museu Nacional, coordenado pela antropóloga Renata Menezes, pesquisa a tradição desde 2013 e registrou que os festejos começam por volta de 26 de setembro e se estendem até 25 de outubro, dia de Crispim e Crispiniano, outra dupla de santos gêmeos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que o culto importa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ritos dedicados às crianças sagradas funcionam como uma pedagogia que se aprende com o corpo, e o primeiro ensinamento está na ordem da mesa. Quando sete meninos comem antes de todos os adultos da casa, a tradição inverte a hierarquia que organiza o resto do ano e lembra que uma comunidade se mede pelo modo como alimenta os seus menores. O caruru só chega ao prato dos mais velhos depois que as crianças se fartam, e ninguém ali entende essa espera como perda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesma mesa ensina o adulto a abrir mão da compostura. Comer com as mãos, sentado numa toalha estendida no chão, lambuzado de dendê, devolve uma intimidade com a comida e com o outro que a vida formal faz desaprender, e a promessa só se cumpre quando todo mundo divide o mesmo alimento. A saúde que o caruru promete passa pela partilha, pela casa cheia e pela vizinhança que atende ao chamado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gêmeos iorubás existem em par, e quando um deles parte a família talha a ère ìbejì para que o irmão que ficou continue inteiro, oferecendo à estatueta parte de tudo o que ele recebe, como se a ausência também precisasse de cuidado. Béjèrò, a saudação que pede calma, completa o ensinamento ao lembrar que a alegria dessas divindades também é repouso, respiro e pausa no meio da pressa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as pessoas negras, esses ensinamentos ganham a força de uma reparação. Muitos adultos negros foram chamados de maduros cedo demais, cuidaram de irmãos, trabalharam antes da hora e aprenderam a desconfiar da própria leveza, carregando dentro de si uma infância interrompida. A imagem da ère ìbejì cabe nessa história, porque cultuar os erês e os Ibejis é também esculpir, a cada setembro, a criança que ficou pelo caminho, oferecer a ela o doce e o caruru e mantê-la viva ao nosso lado. Doum, o caçula que chegou depois e ganhou lugar na imagem dos santos, lembra que sempre há espaço na roda para quem ainda não foi acolhido.</p>
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		<title>Mesmo Rio, de Elisama Santos, ganha montagem no Sesc Copacabana</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/mesmo-rio-de-elisama-santos-ganha-montagem-no-sesc-copacabana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 11:49:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Elisama Santos]]></category>
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		<category><![CDATA[renata tavares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com Sirl&#233;a Aleixo no elenco e dire&#231;&#227;o de Renata Tavares, pe&#231;a sobre m&#227;e e filhas numa ceia de Natal fica no Sesc Copacabana at&#233; 18 de outubro O Teatro de Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, apresenta at&#233; 18 de outubro &#8220;Mesmo Rio&#8221;, adapta&#231;&#227;o teatral do primeiro romance da escritora e psicanalista Elisama [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Com Sirléa Aleixo no elenco e direção de Renata Tavares, peça sobre mãe e filhas numa ceia de Natal fica no Sesc Copacabana até 18 de outubro</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Teatro de Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, apresenta até 18 de outubro &#8220;Mesmo Rio&#8221;, adaptação teatral do primeiro romance da escritora e psicanalista Elisama Santos. A peça acompanha Maria Lúcia e as filhas Marília e Rita, mulheres da família Soares, que interrompem a ceia de Natal para uma conversa adiada por anos e descobrem guardar lembranças muito diferentes dos mesmos acontecimentos. A montagem tem dramaturgia de Rafael Souza-Ribeiro, encenação de Renata Tavares e foi contemplada pelo edital Cultura Sesc RJ Pulsar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rafael Souza-Ribeiro não transportou o livro para o palco de forma literal e criou um dispositivo próprio, que reúne as três personagens numa mesma noite e faz desse encontro a ação da peça. &#8220;O tempo deixa de ser cronológico e a memória invade o presente&#8221;, explica o dramaturgo, que aprofunda no espetáculo uma pesquisa sobre melodrama e relações familiares, agora a partir da experiência de uma família negra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeira mulher negra a receber os prêmios Shell e APTR de Melhor Direção, por &#8220;Nem todo filho vinga&#8221;, Renata Tavares afirma que a montagem evita julgar as personagens pela lógica do bem e do mal. &#8220;São seres humanos. E cada pessoa carrega em si a sua bondade e a sua maldade&#8221;, diz. Para Elisama Santos, autora de best-sellers como &#8220;Educação Não Violenta&#8221; e &#8220;Por que Gritamos&#8221;, a peça preserva uma dimensão central do romance, a de uma família negra que não existe apenas em torno da dor. &#8220;É tão importante nos vermos vivendo, casando, namorando, simplesmente existindo, para além da resistência e das histórias de dor&#8221;, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O elenco reúne Sirléa Aleixo, vencedora do Prêmio Shell de Melhor Atriz por &#8220;Furacão&#8221;, no papel de Maria Lúcia, além de Graciana Valladares, premiada com o APTR de Melhor Atriz Coadjuvante por &#8220;Salina, a última vértebra&#8221;, e Mila Moura, que interpretam Marília e Rita. A direção musical é de Ifátókí Maíra Freitas. O projeto é idealizado pela Pagu Produções Culturais, que em 16 anos de trajetória assina pela primeira vez a concepção artística de um espetáculo próprio.</p>



<h3 id="h-servico" class="wp-block-heading">Serviço</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Espetáculo:</strong> Mesmo Rio<br><strong>Temporada:</strong> até 18 de outubro de 2026 (sem apresentações de 1º a 4 de outubro)<br><strong>Horários:</strong> quinta e sexta, às 20h; sábado e domingo, às 18h<br><strong>Local:</strong> Teatro de Arena do Sesc Copacabana, Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro<br><strong>Ingressos:</strong> R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia-entrada), com valores reduzidos para conveniados e credencial Sesc; gratuito para o público PCG<br><strong>Duração:</strong> 75 minutos<br><strong>Classificação:</strong> 12 anos<br><strong>Acessibilidade:</strong> Libras nos dias 26/9 e 10/10; audiodescrição em 27/9</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Padre Victor: primeiro sacerdote negro beatificado no Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/padre-victor-primeiro-sacerdote-negro-beatificado-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 10:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[beato padre victor]]></category>
		<category><![CDATA[história negra]]></category>
		<category><![CDATA[igreja católica]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[padre victor]]></category>
		<category><![CDATA[três pontas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ordenado em 1851, Francisco de Paula Victor enfrentou o racismo, serviu 53 anos em Tr&#234;s Pontas (MG) e foi beatificado em 2015, 110 anos ap&#243;s a morte Devotos de diferentes cidades participam nesta quarta-feira (23), em Tr&#234;s Pontas, no Sul de Minas, do encerramento da festa do beato Francisco de Paula Victor, o Padre Victor, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ordenado em 1851, Francisco de Paula Victor enfrentou o racismo, serviu 53 anos em Três Pontas (MG) e foi beatificado em 2015, 110 anos após a morte</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devotos de diferentes cidades participam nesta quarta-feira (23), em Três Pontas, no Sul de Minas, do encerramento da festa do beato Francisco de Paula Victor, o Padre Victor, que morreu nessa mesma data em 1905. A programação integra a novena realizada no Santuário Diocesano Nossa Senhora d&#8217;Ajuda, que em 2026 tem como tema &#8220;Beato Padre Victor: homem de comunhão e unidade na Igreja&#8221;. A celebração lembra os 121 anos da morte de um homem negro que chegou ao sacerdócio numa sociedade organizada pela escravidão e que se tornou, ao longo de mais de meio século, a principal referência religiosa e educacional da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Francisco de Paula Victor nasceu em 12 de abril de 1827, na cidade da Campanha, no sul de Minas Gerais. Era filho de Lourença Maria de Jesus, mulher escravizada, e o nome de seu pai não é conhecido. Na juventude trabalhou como alfaiate, ofício que exercia quando, em 1848, procurou dom Antônio Ferreira Viçoso, então bispo de Mariana, durante uma visita à Campanha, para manifestar o desejo de seguir a vida religiosa, e com o apoio da madrinha ingressou no seminário de Mariana em 5 de junho de 1849.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="620" height="465" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23.png" alt="" class="wp-image-99114" style="aspect-ratio:1.3333893406814974;width:855px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23.png 620w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23-300x225.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23-150x113.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23-560x420.png 560w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23-80x60.png 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-23-265x198.png 265w" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Info/Prelado da Igreja Católica</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A condição jurídica de Victor ao nascer é tema de debate entre pesquisadores. O historiador Marcus Vinícius Fonseca, da Universidade Federal de Ouro Preto, sustenta em artigo de 2020 que ele nasceu livre e observa que, à medida que a canonização avança, consolida-se a imagem de um homem que teria saído da escravidão para a santidade. O estudo propõe tratá-lo como um ser humano que agiu a partir das condições e possibilidades do Brasil do século XIX, o que desloca o foco da narrativa devocional para sua atuação concreta como padre e professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os anos de formação foram marcados pelo racismo. Colegas de seminário o humilhavam e o submetiam a serviços braçais, segundo relatos reunidos pela Igreja. Ordenado em 14 de junho de 1851, trabalhou por 14 meses como vigário paroquial na Campanha antes de receber a missão que ocuparia o restante de sua vida.</p>



<h3 id="h-meio-seculo-em-tres-pontas" class="wp-block-heading">Meio século em Três Pontas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Victor chegou a Três Pontas em junho de 1852. Parte da população o rejeitou no início por ser um &#8220;padre negro&#8221;, reação que expressava o racismo de uma sociedade em que pessoas negras eram mantidas sob cativeiro e raramente ocupavam posições de autoridade. O vigário permaneceu na paróquia até morrer, ampliou a Igreja Matriz e se dedicou à catequese e à instrução dos moradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação foi o eixo de seu trabalho na cidade. Victor fundou o Colégio Sagrada Família, onde atuou como professor de francês e latim. Muitos estudantes eram admitidos sem pagar, e um historiador da Campanha registra que, em 1874, 186 alunos recebiam formação no colégio. Entre os ex-alunos estava João de Almeida Ferrão, que se tornaria o primeiro bispo da Diocese da Campanha. Em 1891, o jornal Monitor Sul Mineiro afirmava que as famílias três-pontanas traziam a marca do ensino ministrado no colégio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A caridade completou a reputação construída em sala de aula e no altar. Victor morava em um casarão simples, vivia de doações e repassava o que recebia, conduta que lhe rendeu o título de &#8220;Anjo Tutelar de Três Pontas&#8221;. Ele viveu para ver a abolição da escravatura, assinada em 13 de maio de 1888.</p>



<h3 id="h-morte-e-devocao-popular" class="wp-block-heading">Morte e devoção popular</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O padre morreu em 23 de setembro de 1905, e o corpo ficou exposto por três dias e, diante do grande número de pessoas no sepultamento, foi organizada uma procissão pelas ruas da cidade antes do enterro na Matriz. Seus restos mortais estão ao lado esquerdo do altar central da Matriz de Nossa Senhora d&#8217;Ajuda, e em 1929 a cidade ergueu uma herma em sua homenagem.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="714" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25.png" alt="" class="wp-image-99116" style="width:881px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25.png 984w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25-300x218.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25-150x109.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25-768x557.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25-579x420.png 579w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25-696x505.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-25-324x235.png 324w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A fama de santidade nasceu entre os moradores e atravessou o século XX até chegar a Roma. O processo de beatificação começou em 13 de julho de 1993 e foi aceito pela Congregação das Causas dos Santos em 2002. Bento XVI reconheceu suas virtudes heroicas, etapa que lhe deu o título de venerável, e em junho de 2015 o Vaticano aprovou o milagre atribuído à sua intercessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso reconhecido envolve a professora Maria Isabel de Figueiredo, que havia retirado uma trompa após uma gravidez ectópica e tinha a outra obstruída. Ela pediu a intercessão do padre durante a novena de 2009 e, um ano depois, engravidou da filha Sofia. A beatificação ocorreu em 14 de novembro de 2015, no aeroporto de Três Pontas, conduzida pelo cardeal Angelo Amato, diante de cerca de 15 mil pessoas. No dia seguinte, o papa Francisco citou Victor na Praça de São Pedro e apresentou sua humildade como modelo para os sacerdotes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Diocese da Campanha já havia vivido experiência semelhante dois anos antes. Em maio de 2013, Nhá Chica foi proclamada beata em Baependi; também negra e filha de mãe escravizada, ela divide com Victor o lugar de referência para católicos negros do Sul de Minas.</p>



<h3 id="h-festa-e-canonizacao" class="wp-block-heading">Festa e canonização</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A programação deste ano concentrou atos de fé nas ruas e no santuário. Na véspera, os fiéis participaram da Procissão da Penitência às 5h, da tradicional queima dos pedidos em frente à herma do beato e da Procissão Luminosa pelas ruas da cidade. A novena é rezada também pela canonização do beato, cujos restos mortais estão na Matriz que ele próprio construiu.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="984" height="616" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24.png" alt="" class="wp-image-99115" style="aspect-ratio:1.5974431169621794;width:819px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24.png 984w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24-300x188.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24-150x94.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24-768x481.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24-671x420.png 671w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/09/image-24-696x436.png 696w" sizes="(max-width: 984px) 100vw, 984px" /><figcaption class="wp-element-caption"> Foto: Reprodução EPTV</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de canonização segue em andamento em Três Pontas. Para que Victor seja declarado santo, a Igreja precisa reconhecer um segundo milagre atribuído à sua intercessão, ocorrido depois da beatificação. Informações sobre a causa, a agenda do santuário e as celebrações estão disponíveis no site padrevictor.com.br e nos perfis oficiais do santuário nas redes sociais.</p>
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