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	<title>Arquivos Cultura - Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Coletivo ‘HHWC’ une hip hop e dança para transformar a relação de mulheres negras com o treino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 14:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Muito antes de se tornar gênero musical, muito antes das batalhas de rap e dos campeonatos de breakdance, o movimento do corpo já era, para o povo negro, um ato político. Na África, a dança era linguagem sagrada, forma de reverenciar ancestrais, celebrar colheitas, comunicar guerras e curar. Quando africanos escravizados foram arrancados de seus territórios e jogados em terras desconhecidas, o corpo continuou sendo o único território que ainda lhes pertencia. </p>



<p>Séculos depois, em 1973, no Bronx, bairro negro e periférico de Nova York destruído por políticas de reurbanização que forçaram comunidades afro-americanas e latinas a viver entre escombros, essa mesma energia ganhou nome novo. O DJ Kool Herc organizou a primeira festa de rua onde nasceria o hip hop. Afrika Bambaataa, ex-líder de gangue que havia sido transformado por uma viagem à África e pelos discursos de Malcolm X e dos Panteras Negras, fundou a Universal Zulu Nation com um objetivo claro: substituir a violência entre jovens negros pela dança, pela música, pelo grafite e pelo rap. </p>



<p>Essa cultura atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil nos anos 1980, encontrando na periferia de São Paulo um terreno fértil. Na estação São Bento, na Galeria 24 de Maio, jovens negros se reuniam para dançar break e ouvir rap em rádios boombox. Os Racionais MC&#8217;s, Thaíde, os grafiteiros Os Gêmeos, todos filhos dessa mesma raiz, todos herdeiros de uma filosofia que colocava o corpo negro no centro da cena, como sujeito e não como objeto. É dentro dessa linhagem que nasce, em São Paulo, o <strong>HipHop Workout Collective, o <em>HHWC</em>.</strong></p>



<p><strong>O coletivo que juntou treino e ancestralidade</strong></p>



<p>Juliana Oliveira, Caroline Araujo e Juliane Daianny são personal trainers, professoras de educação física, atletas e, acima de tudo, mulheres negras que conhecem na própria pele o que significa não se reconhecer em um espaço de autocuidado. As academias convencionais, com seus espelhos, seus padrões e seus silêncios, raramente foram lugares onde corpos como os delas se sentiram bem-vindos.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95430" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95430" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_1984-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
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<p>A resposta que criaram não foi apenas um treino diferente. Foi um espaço diferente. Com trilhas sonoras guiadas pelo hip hop, dinâmicas que estimulam o coletivo tanto quanto o físico e uma proposta que rompe com os padrões tradicionais do fitness, o HHWC transforma cada encontro em uma experiência cultural.</p>



<p><strong><em>&#8220;O HHWC é potência em movimento.&#8221;</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="264" height="406" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="" class="wp-image-95434" style="aspect-ratio:0.6502828990416073;width:374px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-195x300.png 195w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-98x150.png 98w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-150x231.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em> — Juliane Daianny, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Juliane, formada em Marketing e Educação Física, é proprietária do Studio JD, espaço de treinamento exclusivo para mulheres na Zona Norte de São Paulo. Amante da black music desde sempre, ela traz esse amor para o cotidiano do coletivo. Caroline Araujo, personal há sete anos e atleta de powerlifting com especialização em Ortopedia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, cuida da parte administrativa e da experiência dos encontros. Juliana Oliveira, personal trainer e professora de boxe desde 2019, campeã de levantamento terra, é responsável pelas redes sociais e pelas parcerias comerciais do projeto. Três mulheres, três trajetórias diferentes, uma visão comum: de que o treino pode ser, e deve ser, cultura.</p>



<p><strong>Quando não se mover é também uma questão estrutural</strong></p>



<p>Dados recentes revelam que apenas cerca de 33% das mulheres negras no Brasil praticam atividade física regularmente. Esse número, que poderia ser lido como desinteresse, é na verdade o retrato de uma equação estrutural: sem tempo, sem renda, sem representatividade, sem um lugar onde o próprio corpo se sinta em casa, o movimento se torna um luxo que o sistema não oferece.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" data-id="95431" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95431" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-768x1024.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-225x300.jpg 225w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-113x150.jpg 113w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-315x420.jpg 315w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-150x200.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-300x400.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-696x928.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n-1068x1424.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/SaveClip.App_653909227_17881665396475747_2295578303086482925_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: divulgação</figcaption></figure>
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<p><em><strong>&#8220;Transformamos treino em cultura e movimento em pertencimento. O Hip Hop Workout Collective nasce também da urgência de criar espaços onde mais mulheres se sintam seguras para se movimentar. Quando olhamos para dados que mostram que mulheres negras ainda se movimentam menos, entendemos que não é sobre falta de interesse, mas sobre acesso, identificação e oportunidade. O HHWC surge como esse espaço de conexão, onde o corpo, a cultura e a comunidade caminham juntos.&#8221;</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="264" height="385" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png" alt="" class="wp-image-95435" style="aspect-ratio:0.6857571944636116;width:470px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1.png 264w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-206x300.png 206w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-103x150.png 103w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-1-150x219.png 150w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>



<p><em>— Caroline Araujo, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>E as consequências dessa ausência de movimento vão muito além do peso na balança. Pesquisas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), da Unicamp e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica apontam que o sedentarismo está diretamente relacionado ao desenvolvimento de tumores, e que mulheres negras pagam um preço desproporcional por essa equação.</p>



<p>Um estudo publicado na revista científica Breast Cancer Research and Treatment, analisando casos entre 2010 e 2015, constatou que mulheres negras são diagnosticadas em estágios mais avançados da doença do que mulheres brancas, e enfrentam uma taxa de mortalidade quase quatro vezes maior. O INCA, por sua vez, aponta que mulheres negras têm 57% mais chance de morrer de câncer de mama do que brancas, com especial incidência do subtipo triplo negativo, o mais agressivo da doença. Pesquisadores da Unicamp identificaram ainda uma tendência perturbadora: enquanto a mortalidade por câncer de mama cai entre mulheres brancas, ela continua subindo entre pretas e pardas, sinal de que as melhorias no diagnóstico e tratamento ainda não chegam a quem mais precisa.</p>



<p>E é aqui que o movimento entra como resposta. Estudos da Universidade Charles, na República Tcheca, analisando mais de 130 mil mulheres, concluíram que a atividade física regular pode reduzir em até 40% o risco de desenvolver câncer de mama. A American Cancer Society aponta que manter um nível regular de exercícios diminui entre 10% e 20% a chance de desenvolver um tumor. O sedentarismo, por outro lado, pode chegar a dobrar o risco de desenvolvimento da doença. O INCA confirma: a atividade física regula hormônios como estrogênio e progesterona, reduz inflamações crônicas e fortalece o sistema imunológico — mecanismos diretamente ligados à prevenção.</p>



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<p><strong>Hip hop como filosofia, treino como filosofia</strong></p>



<p>Há uma coerência profunda no HHWC que vai além da playlist. O hip hop, em sua essência, sempre foi sobre transformação social através da arte, sobre pegar o que o sistema jogou fora e fazer disso cultura, identidade, orgulho. É o que Afrika Bambaataa chamava de quinto elemento do hip hop: o conhecimento de si, da realidade histórica e cultural dos grupos oprimidos.</p>



<p>O HHWC opera nessa mesma frequência. Cada sessão de treino é também um ritual de pertencimento — a música que pulsa, os corpos que se movem juntos, a instrutora que se parece com você, o espaço que foi construído pensando em você. Isso não é detalhe. Para uma mulher negra que cresceu achando que academia não era lugar para ela, isso é transformação.</p>



<p><em><strong>&#8220;O HHWC leva o hip hop para o treino como cultura viva, traduzindo esse movimento em comunidade, liberdade e transformação social.&#8221;<br></strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="263" height="387" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png" alt="" class="wp-image-95436" style="aspect-ratio:0.6796010659775499;width:446px;height:auto" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2.png 263w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-204x300.png 204w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-102x150.png 102w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/04/image-2-150x221.png 150w" sizes="(max-width: 263px) 100vw, 263px" /></figure>



<p><em> — Juliana Oliveira, idealizadora do HHWC</em></p>



<p>Em 2025, o Hip Hop Workout Collective deu um passo que marca uma nova fase da sua história: a expansão para o Rio de Janeiro. O que nasceu como um encontro entre amigas em São Paulo agora conecta territórios, amplia redes e consolida o projeto como um movimento, com tudo o que essa palavra carrega de político, de histórico e de esperança.</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DWCxIz7jmuN/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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<p>Ao lado das fundadoras, uma equipe de staff, voluntários, audiovisual, o DJ Pink Jay e a produtora Jufa Balshoy, todos pertencentes à mesma comunidade, todos com histórias de vida que se encontram nesse projeto. Como dizem as idealizadoras: <em>isso vai muito além de ser mais um coletivo de treino.</em></p>



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		<title>O impacto de Pecadores no audiovisual, na cultura e na economia do povo negro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-impacto-de-pecadores-no-audiovisual-na-cultura-e-na-economia-do-povo-negro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 19:13:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rachel Maia O lan&#231;amento do filme Pecadores n&#227;o provocou apenas rea&#231;&#245;es est&#233;ticas ou narrativas. Especialmente ap&#243;s sua indica&#231;&#227;o ao Oscar 2026, que ampliou sua visibilidade internacional, o longa escancarou as estruturas da ind&#250;stria cinematogr&#225;fica &#8212; e, mais do que isso, revelou como o audiovisual pode impactar diretamente a cultura e a economia do povo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Por Rachel Maia</p>



<p>O lançamento do filme <em>Pecadores</em> não provocou apenas reações estéticas ou narrativas. Especialmente após sua indicação ao Oscar 2026, que ampliou sua visibilidade internacional, o longa escancarou as estruturas da indústria cinematográfica — e, mais do que isso, revelou como o audiovisual pode impactar diretamente a cultura e a economia do povo negro.&nbsp;</p>



<p>Não se trata apenas da história contada na tela, mas daquilo que aconteceu fora dela: Ryan Coogler, o diretor, garantiu o corte final do filme e uma porcentagem dos lucros das exibições nos cinemas desde o início — diferentemente do modelo tradicional de Hollywood, no qual os diretores recebem parte dos ganhos após a comprovação do sucesso financeiro do filme.</p>



<p>Ao mesmo tempo em que o filme se propõe a discutir exploração, poder e desigualdade racial, os bastidores de sua produção ecoam essas questões, transformando a obra em um marco que vai além da tela e tensiona as estruturas do próprio mercado.</p>



<p>Em um setor historicamente marcado por assimetrias, sobretudo quando se trata de profissionais negros, essa iniciativa foi vista como uma ameaça ao modelo vigente. E isso é mais um fator que torna <em>Pecadores</em> tão relevante: o filme não apenas denuncia desigualdades, mas exige, na prática, medidas mais equitativas capazes de reestruturar a indústria. Afinal, se um projeto demonstra que é possível valorizar adequadamente roteiristas, diretores e equipes —&nbsp; o que nos faz vislumbrar um mundo mais justo para todos —, vale a ousadia.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-cover"><img loading="lazy" decoding="async" width="1008" height="567" class="wp-block-cover__image-background wp-image-95412" alt="" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png" data-object-fit="cover" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png 1008w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-696x392.png 696w" sizes="(max-width: 1008px) 100vw, 1008px" /><span aria-hidden="true" class="wp-block-cover__background has-background-dim"></span><div class="wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-large-font-size">Foto: divulgação</p>
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<p>Para Letícia Castor, jornalista e crítica de cinema, que atua no mundo corporativo como comunicadora especializada em Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&amp;I), o filme vai na contramão do que os estúdios estão dispostos a investir.</p>



<p>“Ryan Coogler, diretor de obras como <em>Pantera Negra</em> e <em>Creed: Nascido para Lutar,</em> conseguiu trazer em um filme de horror, <em>Pecadores</em>, uma analogia sobre como aqueles com mais poder sugam a vida e os direitos dos subjugados no Mississippi da década de 1930, na era Jim Crow”, destaca Letícia, reforçando que a escolha do gênero não é acidental — é estratégica. O horror, aqui, não está apenas nas criaturas da tela. Essa escolha estética amplia a discussão e reforça que o audiovisual movimenta todo um ecossistema, já que é por meio da cultura que construímos contextualizações de inclusão e conexão com a sociedade.</p>



<p><em>Pecadores </em>opera em duas camadas. Na superfície, apresenta uma narrativa que denuncia a exploração de pessoas negras por estruturas de poder. Em um plano mais profundo, porém, o filme se torna um espelho da própria indústria que o produziu. A ficção e a realidade se cruzam de forma quase inevitável: o que é denunciado na trama se manifesta, de maneira concreta, nas reações do mercado.</p>



<p>“Ryan protegeu o trabalho de pessoas historicamente excluídas e se recusou a jogar o jogo de Hollywood, assegurando que todo lucro (cinemas, streamings, merchandising) vá diretamente para o seu bolso, e não para o dos estúdios e distribuidoras. Mais do que isso, ele protegeu a propriedade intelectual de sua criação e o legado de sua obra ao conseguir em seu acordo com a distribuidora que os direitos autorais retornassem a ele após 25 anos. E que obra! <em>Pecadores </em>bateu o recorde de indicações ao Oscar, com 16 nomeações. O filme levou para casa as estatuetas de Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Principal para Michael B. Jordan. Aqui, temos uma vitória agridoce, já que Michael é o sexto homem negro na história do Oscar a vencer na categoria. É motivo de celebração? Com certeza. Mas é também de reflexão sobre os vieses da Academia (e de toda indústria), afinal, estamos falando da 98ª edição da cerimônia”, enfatiza a jornalista.&nbsp;</p>



<p>A resistência a mudanças estruturais não é novidade. Ao longo da história do cinema e do meio corporativo, avanços em DE&amp;I e impacto social frequentemente enfrentam barreiras — muitas vezes veladas, outras explícitas. O que diferencia o momento atual é a crescente visibilidade dessas tensões. O público está mais atento, os profissionais mais organizados e as narrativas mais conscientes de seu papel político.</p>



<p>O filme cumpre uma função que vai além do entretenimento. Ele gera discussão, provoca e, sobretudo, evidencia que oportunidade, ética e reconhecimento — quando aplicados de fato — redistribuem o poder, principalmente o econômico.</p>
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		<title>&#8220;Minha formação culinária é de fundo de quintal&#8221;: Mestra Kelma Zenaide, de Letras à gastronomia ancestral afro-brasileira</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/minha-formacao-culinaria-e-de-fundo-de-quintal-mestra-kelma-zenaide-de-letras-a-gastronomia-ancestral-afro-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 19:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[mulher negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>H&#225; uma pergunta que percorre o trabalho de Mestra Kelma Zenaide: por que o alimento produzido no quintal da sua casa n&#227;o tinha reconhecimento comercial e cultural? Foi essa indaga&#231;&#227;o, registrada por ela mesma, que se tornou o motor de uma trajet&#243;ria singular na gastronomia afro-brasileira. Remanescente do quilombo de Pinh&#245;es, nascida em Contagem (MG), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há uma pergunta que percorre o trabalho de Mestra Kelma Zenaide: por que o alimento produzido no quintal da sua casa não tinha reconhecimento comercial e cultural? Foi essa indagação, registrada por ela mesma, que se tornou o motor de uma trajetória singular na gastronomia afro-brasileira.</p>



<p>Remanescente do quilombo de Pinhões, nascida em Contagem (MG), Kelma Zenaide é umbandista, lésbica, sommelier de cerveja, graduada em Letras e pós-graduada em literatura africana. É palestrante em universidades e centros culturais, e matrigestora da Kitutu, empresa de gastronomia afro-brasileira especializada em buffets conceituais. Sua formação culinária, ela define sem hesitar: é de fundo de quintal, aprendida com a mãe, o pai, a avó e, nas palavras dela, com mais uma pancada de gente.</p>



<p>O que poderia parecer contradição, a pós-graduação em literatura africana ao lado da cozinha aprendida em casa, é na prática a base do que faz a Kitutu ser o que é. Kelma usa a comida para contar a história do seu povo e para dar protagonismo e valor financeiro ao ofício da mulher negra cozinheira, categoria que, segundo ela, segue sendo invisibilizada apesar de ser fundadora da culinária brasileira.</p>



<p>&#8220;Cozinhar para uma mulher preta, muitas vezes, é uma obrigação. Ainda uma pequena parcela recebe reconhecimento, credibilidade e consegue ascensão. Muitas de nós passamos a vida na cozinha das casas como domésticas, nos afazeres do próprio lar ou na escravidão moderna dos grandes restaurantes, liderados por pessoas brancas, sobretudo empresários héteros masculinos&#8221;, escreve Kelma.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-tiktok wp-block-embed-tiktok"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="tiktok-embed" cite="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610462727122767112" data-video-id="7610462727122767112" data-embed-from="oembed" style="max-width:605px; min-width:325px;"> <section> <a target="_blank" title="@sitemundonegro" href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro?refer=embed">@sitemundonegro</a> <p>A banana da terra é muito mais do que acompanhamento: rica em potássio, fibras e carboidratos de absorção lenta, ela sustenta, nutre e ainda cabe no bolso. Nesse vídeo, a Mestra Kelma Zenaide (@kitutuafrogastronomia) mostra como esse ingrediente ancestral vira protagonista numa preparação inusitada. O ceviche é uma técnica de &#8220;cocção a frio&#8221; com ácido cítrico (limão ou laranja), que preserva os nutrientes dos ingredientes e realça sabores sem precisar de fogo. Na mão da Mestra Kelma, a tradição encontra a ancestralidade: comer bem é, antes de tudo, voltar pras raízes. <a title="ingredienteprincipal" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/ingredienteprincipal?refer=embed">#IngredientePrincipal</a> <a title="themainingredient" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/themainingredient?refer=embed">#TheMainIngredient</a> <a title="bananadaterra" target="_blank" href="https://www.tiktok.com/tag/bananadaterra?refer=embed">#BananaDaTerra</a></p> <a target="_blank" title="♬ som original - MundoNegro" href="https://www.tiktok.com/music/som-original-7610466020087597842?refer=embed">♬ som original &#8211; MundoNegro</a> </section> </blockquote> <script async src="https://www.tiktok.com/embed.js"></script>
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<p>Ela aponta a chegada das escolas de gastronomia na virada do século como um fator que aprofundou essa segregação, tornando ainda mais invisível o que sempre esteve nos quintais e nas cozinhas coletivas das comunidades negras. &#8220;A história que nos contaram oculta a presença dos africanos, afrodescendentes e povos originários na construção das técnicas, tecnologias e hábitos alimentares da sociedade brasileira&#8221;, afirma.</p>



<p>Ao mesmo tempo, Kelma não faz do seu trabalho um discurso de lamento. Ela faz comida. E faz bem. Torresmo, mingau de fubá, frango com quiabo, feijoada: pratos que resistem porque carregam memória afetiva e coletiva. &#8220;Tradição nunca será algo estático. Ela se adequa ao tempo sem perder a essência&#8221;, diz.</p>



<p>É esse entendimento que a conecta ao conceito da campanha #IngredientePrincipal: comer bem é voltar pras raízes, não como nostalgia, mas como ato político e cultural. O TikTok escolheu o Brasil para inaugurar essa campanha global, que conta com o Mundo Negro e o Guia Black Chefs como parceiros estratégicos na produção de conteúdo com 20 profissionais negros da gastronomia e nutrição. Mestra Kelma Zenaide é uma deles.</p>



<p>Para os jovens, ela deixa um compromisso: &#8220;Saliento a importância de manter a tradição, de não deixar a nossa história se esvair.&#8221; Não como peso, mas como potência.</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/minha-formacao-culinaria-e-de-fundo-de-quintal-mestra-kelma-zenaide-de-letras-a-gastronomia-ancestral-afro-brasileira/">&#8220;Minha formação culinária é de fundo de quintal&#8221;: Mestra Kelma Zenaide, de Letras à gastronomia ancestral afro-brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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		<title>Joélho Caetano: o gastrólogo quilombola que transforma saberes ancestrais em voz, pesquisa e empreendimento</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/joelho-caetano-o-gastrologo-quilombola-que-transforma-saberes-ancestrais-em-voz-pesquisa-e-empreendimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 13:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Afro Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Vozes Influentes]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A farinha de mandioca n&#227;o &#233; s&#243; um ingrediente para Jo&#233;lho Caetano. &#201; mem&#243;ria, &#233; territ&#243;rio, &#233; pol&#237;tica. Para quem cresceu no quilombo de Concei&#231;&#227;o dos Caetanos, no interior do Cear&#225;, a mandioca sempre esteve no centro da vida comunit&#225;ria. O que mudou &#233; que agora ela tamb&#233;m est&#225; no sorvete, reposicionando um saber ancestral [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A farinha de mandioca não é só um ingrediente para Joélho Caetano. É memória, é território, é política. Para quem cresceu no quilombo de Conceição dos Caetanos, no interior do Ceará, a mandioca sempre esteve no centro da vida comunitária. O que mudou é que agora ela também está no sorvete, reposicionando um saber ancestral dentro da gastronomia contemporânea.</p>



<p>Com 23 anos, Joélho é gastrólogo por formação, pesquisador de culturas alimentares e empreendedor criador da Sorvete Caetanos, marca que pensa sorvetes de verdade com ingredientes da terra, valorizando os saberes e sabores do seu povo. A trajetória não começa na faculdade nem no empreendimento: começa na cozinha de dona Bibiu, sua avó e matriarca do quilombo, e nas mulheres que ele cresceu observando.</p>



<p>&#8220;O que me motivou a seguir na gastronomia foi a beleza que eu via nas cozinheiras que cresci vendo, como minha mãe, e a possibilidade de atuar como voz na minha comunidade através da cozinha e da cultura alimentar, porque comer é um ato político e um ato cultural lindo&#8221;, diz Joélho.</p>



<p>Foi ao revalorizar a Farinhada, prática coletiva ancestral do seu território, que Joélho ganhou destaque e visibilidade. A partir daí, criou um sorvete com base de mandioca que incorpora também farinha de mandioca e outros elementos que representam a cultura alimentar do seu quilombo. Mais do que uma receita, o produto é uma declaração: o que a comunidade produz tem valor gastronômico, cultural e comercial.</p>



<p>Ao trazer esse universo para o <a href="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610524614715919624" type="link" id="https://www.tiktok.com/@sitemundonegro/video/7610524614715919624">TikTok</a>, Joélho explicita o quanto a cultura alimentar quilombola carrega sofisticação e ciência própria, desafiando a ideia de que gastronomia é um território que pertence a outros. A casca de banana, presente nos vídeos da campanha, aparece como extensão dessa lógica: o aproveitamento integral dos alimentos não é tendência nova, é prática que comunidades como a sua já conhecem há gerações.</p>



<p>É exatamente esse tipo de conhecimento que a campanha #IngredientePrincipal veio amplificar. Escolhido pelo TikTok para inaugurar a campanha global, o Brasil recebe um projeto que une tecnologia, educação e impacto social para democratizar o acesso à informação sobre alimentação saudável. O Mundo Negro, com o suporte do Guia Black Chefs, entra como parceiro estratégico, produzindo conteúdo com 20 profissionais negros que são referência na gastronomia e nutrição brasileira. Joélho Caetano é um deles.</p>



<figure class="wp-block-video"><video height="1024" style="aspect-ratio: 576 / 1024;" width="576" controls src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/02/ssstik.io_@sitemundonegro_1772110172573.mp4"></video></figure>



<p>Para quem vem de um contexto em que as oportunidades chegam de forma desigual, transformar esse legado em negócio e em narrativa pública tem peso adicional. Joélho sabe disso e fala diretamente para quem se identifica: &#8220;As oportunidades nem sempre são iguais para todos, mas sonhar é o caminho mais fácil para chegar nas oportunidades.&#8221;</p>



<p>Comer bem, no universo de Joélho Caetano, é voltar ao quilombo. É reconhecer que a farinha de mandioca que sempre esteve na mesa da sua avó é também gastronomia, é ciência, é identidade.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ação promove a retificação gratuita de nome e gênero em documentos oficiais</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/acao-promove-a-retificacao-gratuita-de-nome-e-genero-em-documentos-oficiais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 08:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[NEGRX E LGTB]]></category>
		<category><![CDATA[Oportunidades de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 26 de janeiro de 2026, o Grupo L&#8217;Or&#233;al no Brasil realizou uma mobiliza&#231;&#227;o hist&#243;rica em sua sede, no Rio de Janeiro, em prol da dignidade e do reconhecimento da identidade de g&#234;nero. Como parte das a&#231;&#245;es do M&#234;s da Visibilidade Trans, a companhia promoveu o mutir&#227;o &#8220;Meu Nome de Verdade&#8221;, permitindo que colaboradores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No dia 26 de janeiro de 2026, o <strong>Grupo L’Oréal no Brasil</strong> realizou uma mobilização histórica em sua sede, no Rio de Janeiro, em prol da dignidade e do reconhecimento da identidade de gênero. Como parte das ações do Mês da Visibilidade Trans, a companhia promoveu o mutirão <strong>“Meu Nome de Verdade”</strong>, permitindo que colaboradores e parceiros realizassem, de forma gratuita, a retificação de nome e gênero em documentos oficiais.</p>



<p>A ação, desenvolvida em parceria com a <strong>Fiocruz</strong>, ofereceu suporte completo para até 150 pessoas, incluindo o custeio de transporte, alimentação, subsídio para emissão de documentos e abono de horas. O objetivo central foi remover barreiras burocráticas e financeiras que dificultam o acesso ao direito fundamental à identidade.</p>



<p>Além do mutirão, a sede da empresa recebeu, no período da manhã, o <strong>Encontro Regional do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+</strong>. O evento reuniu representantes de mais de 60 organizações para debater estratégias de acolhimento e empregabilidade para a população trans. O Grupo L’Oréal no Brasil, que é signatário do Fórum desde 2018, reforçou seu papel na liderança de pautas de impacto social e direitos humanos.</p>



<p>A agenda de 2026 trouxe ainda avanços significativos nos benefícios internos da companhia. Entre as novidades estão o lançamento da <strong>Mentoria TRANSformar</strong>, voltada para o desenvolvimento de carreira de talentos trans e não binários, e a implementação de um auxílio financeiro para o processo de hormonização de colaboradores e estagiários.</p>



<p>Para o Grupo L’Oréal no Brasil, essas iniciativas refletem uma cultura organizacional onde o respeito é prioridade. Atualmente, 17% do quadro de colaboradores da empresa se identifica como parte da comunidade LGBTQIAPN+, um reflexo do compromisso contínuo com a construção de um ambiente de trabalho seguro e plural.</p>
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		<item>
		<title>APCA anuncia os finalistas da categoria TV de 2026; confira</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/apca-anuncia-os-finalistas-da-categoria-tv-de-2026-confira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 20:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associa&#231;&#227;o Paulista de Cr&#237;ticos de Artes (APCA) divulgou a lista de finalistas da categoria Televis&#227;o, referente &#224; produ&#231;&#227;o de 2025. O an&#250;ncio confirma a consolida&#231;&#227;o do streaming na disputa direta com a TV aberta, mas o dado mais relevante desta edi&#231;&#227;o &#233; a forte presen&#231;a de narrativas e talentos negros nas principais categorias, tanto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) divulgou a lista de finalistas da categoria Televisão, referente à produção de 2025. O anúncio confirma a consolidação do streaming na disputa direta com a TV aberta, mas o dado mais relevante desta edição é a forte presença de narrativas e talentos negros nas principais categorias, tanto em dramas históricos quanto em produções contemporâneas.</p>



<p>Entre as novelas, a disputa reflete a diversidade de gêneros. <strong>Garota do Momento</strong> (Globo), trama das seis que trouxe o protagonismo negro para a estética dos anos 50, concorre com o remake de <strong>Vale Tudo</strong> e a inédita <strong>Três Graças</strong>. No streaming, a HBO/Max aparece com <strong>Beleza Fatal</strong>, enquanto o Globoplay marca presença com a supersérie <strong>Guerreiros do Sol</strong>.</p>



<p>Nas séries, o tom é de relevância social. <strong>Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente</strong> foca na crise do HIV nos anos 80, trazendo à tona a vulnerabilidade de corpos marginalizados. No campo do humor e da crônica urbana, <strong>Pablo &amp; Luisão</strong> (Globoplay) se destaca ao adaptar as histórias de amizade e periferia que viralizaram nas redes.</p>



<p>A categoria de Melhor Atriz evidencia a força de <strong>Camila Pitanga</strong>. Sua atuação em <em>Beleza Fatal</em> é um dos pilares da indicação da obra, colocando-a ao lado de nomes como Carol Castro (de <em>Garota do Momento</em>) e Marjorie Estiano.</p>



<p>Nas categorias masculinas, o reconhecimento de atores negros como <strong>Thomás Aquino</strong> (por <em>Guerreiros do Sol</em>) reforça a tendência da APCA de premiar interpretações que fogem do óbvio e trazem densidade para a tela.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong> Lista Completa de Finalistas – APCA 2026 (Categoria TV)</strong></h3>



<p><strong>NOVELA</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Beleza Fatal</em> (Max)</li>



<li><em>Garota do Momento</em> (Globo)</li>



<li><em>Guerreiros do Sol</em> (Globoplay)</li>



<li><em>Três Graças</em> (Globo)</li>



<li><em>Vale Tudo</em> (Globo)</li>
</ul>



<p><strong>SÉRIE</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Ângela Diniz</em> (HBO)</li>



<li><em>Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente</em> (HBO)</li>



<li><em>Os Donos do Jogo</em> (Globoplay)</li>



<li><em>Pablo &amp; Luisão</em> (Globoplay)</li>



<li><em>Tremembé</em> (Prime Video)</li>
</ul>



<p><strong>ATRIZ</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Camila Pitanga</strong> (<em>Beleza Fatal</em>)</li>



<li>Carol Castro (<em>Garota do Momento</em>)</li>



<li>Débora Bloch (<em>Vale Tudo</em>)</li>



<li>Marjorie Estiano (<em>Ângela Diniz</em>)</li>



<li>Suely Franco (<em>Dona de Mim</em>)</li>
</ul>



<p><strong>ATOR</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>André Lamoglia (<em>Os Donos do Jogo</em>)</li>



<li>Irandhir Santos (<em>Guerreiros do Sol</em>)</li>



<li>Jaffar Bambirra (<em>Dias Perfeitos</em>)</li>



<li>Jhonny Massaro (<em>Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente</em>)</li>



<li>Thomás Aquino (<em>Guerreiros do Sol</em>)</li>
</ul>



<p></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>“Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”: Jorge Aragão é a voz oficial do Carnaval Globeleza 2026</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/respeite-quem-pode-chegar-onde-a-gente-chegou-jorge-aragao-e-a-voz-oficial-do-carnaval-globeleza-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 19:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Carnaval de 2026 marca um rito de passagem na televis&#227;o brasileira. A nova campanha da Globo para a folia mergulha na pr&#243;pria raiz para contar a hist&#243;ria da festa sob uma nova perspectiva. A pe&#231;a central n&#227;o &#233; apenas uma vinheta, mas uma homenagem aos 50 anos de carreira de Jorge Arag&#227;o, o Poeta [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/respeite-quem-pode-chegar-onde-a-gente-chegou-jorge-aragao-e-a-voz-oficial-do-carnaval-globeleza-2026/">“Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”: Jorge Aragão é a voz oficial do Carnaval Globeleza 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Carnaval de 2026 marca um rito de passagem na televisão brasileira. A nova campanha da Globo para a folia mergulha na própria raiz para contar a história da festa sob uma nova perspectiva. A peça central não é apenas uma vinheta, mas uma homenagem aos 50 anos de carreira de Jorge Aragão, o Poeta do Samba. O público agora ouve a icônica trilha “Lá Vou Eu”, que embala o imaginário nacional desde 1991, com uma diferença fundamental: após 35 anos, o próprio Jorge assume o microfone para cantar sua composição na campanha oficial.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95169" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95169" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD004-Credito-Beatriz-Damy-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Beatriz Damy/Globo<br></figcaption></figure>
</figure>



<p>A narrativa se constrói dentro de uma roda de samba, espaço onde o tempo não é linear, mas circular. Ali, o saber não se impõe, se compartilha. O antigo e o novo coexistem, lado a lado, no mesmo compasso. É nesse território simbólico que a campanha encontra sua maior profundidade histórica.</p>



<p>Ao lado de Jorge, estão Sombrinha, Sereno e Nei Lopes. Para entender o peso desse encontro, é preciso voltar ao Rio de Janeiro dos anos 1970, quando esses nomes operaram uma revolução silenciosa no Cacique de Ramos. Juntos, eles não apenas fundaram o Fundo de Quintal, como reinventaram a forma de fazer samba no Brasil. A música saiu das grandes orquestras e passou a caber nas mãos, nos corpos e na invenção: o tantã, o repique de mão, a palma, o coro. Uma transformação que alterou para sempre a pulsação das rodas de samba em todo o país.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="95170" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-95170" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-630x420.jpg 630w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD032-Credito-Beatriz-Damy-1920x1280.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Beatriz Damy/Globo</figcaption></figure>
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<p>É nesse reencontro que a campanha ganha densidade emocional. Não se trata apenas de revisitar uma obra, mas de reconhecer o tempo vivido dentro dela. O próprio Jorge traduz esse sentimento ao falar da experiência:</p>



<p><em>“Chega a ser difícil descrever, de tamanha alegria. É uma honra ver minha obra sendo celebrada, uma satisfação enorme. É saber que tudo valeu a pena. Me senti em casa, brinquei, cantei. Foi como se eu estivesse antigamente no Cacique de Ramos. Me senti felicíssimo por ter ao meu lado Nei Lopes, Sereno, Sombrinha, meus grandes parceiros, além dessas mulheres que viraram ícone dessa vinheta de Carnaval, a Valéria e a Erika. Gostaria de conseguir expressar exatamente o que eu, como um compositor, com a idade que tenho, sinto nesse momento. Foi inesquecível e espero que vocês gostem do que verão na tela da Globo.”</em></p>



<p>É nesse ponto que a campanha deixa de ser apenas observada e passa a ser sentida. Ao longo dos anos, a vinheta da Globeleza marcou um momento muito específico: o instante em que o Carnaval começava, em que a televisão avisava que algo mudava no ritmo do país. Não era só abertura de programa, era um sinal que atravessava gerações.</p>



<p><em>“O carnaval na televisão é a fonte de muitas memórias lindas da minha adolescência. Era a época que a gente dormia a tarde, para virar a noite vendo os desfiles com meus pais e tios. Era samba, comida boa, aulas sobre os temas das escolas e ver quem decorou melhor os sambas-enredo. Então quando chegava fevereiro eu aguardava o momento de ver a Globeleza, os efeitos do Hans Donner e a proximidade da temporada de desfiles na Globo&#8221;, relata Silvia Nascimento, jornalista e Head de Conteúdo do Mundo Negro.&nbsp;</em></p>



<p>Essa dimensão subjetiva reforça uma máxima antiga do samba: o compositor é aquele que traduz o que o povo sente, mas ainda não sabe como dizer. Se essa regra for verdadeira, Jorge Aragão é um de seus maiores intérpretes. Em 2026, ao colocá-lo no centro da roda para cantar a canção que batiza o Carnaval brasileiro, a Globo não apresenta apenas uma campanha. Faz, simbolicamente, um acerto de contas com a própria história.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95171" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95171" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-Credito-Beto-Roma-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Beto Roma/Globo</figcaption></figure>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>JORGE ARAGÃO É UMA LENDA VIVA NA HISTÓRIA DO SAMBA</strong></h3>



<p>Sua carreira ganhou projeção nacional em 1976, quando Elza Soares apresentou ao Brasil “Malandro”. Vieram depois hinos como “Vou Festejar” e “Coisinha do Pai”, eternizados na voz de Beth Carvalho. O que torna Jorge uma figura vital é seu ecletismo e sua sofisticação musical: ele transita do samba-rock de “Cabelo Pixaim” às influências eruditas de Bach e Villa-Lobos, provando que o sambista é um músico completo, capaz de harmonias complexas que desafiam qualquer tentativa de reduzir a cultura preta à simplicidade.</p>



<p>O que Jorge Aragão e o Fundo de Quintal fizeram nos anos 1980 foi mudar o eixo do samba sem romper com sua essência. A música seguiu sendo tradição, mas ganhou outra proximidade: passou a caber no corpo, na palma da mão, na conversa em volta da mesa. O samba permaneceu o mesmo, apenas circulando de forma mais direta, mais próxima, mais compartilhada.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="690" height="541" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/image.png" alt="" class="wp-image-95167" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/image.png 690w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/image-300x235.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/image-150x118.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/image-536x420.png 536w" sizes="(max-width: 690px) 100vw, 690px" /></figure>



<p>Essa história não é apenas contada: ela é encenada na nova vinheta da Globeleza 2026. O cenário da roda de samba foi pensado como um espaço de memória ativa, onde cada elemento carrega sentido. Nas paredes, os quadros de Tia Ciata e Clementina de Jesus não funcionam como decoração, mas como fundamento. Ciata foi quem abriu sua casa, na Pequena África, para que o samba sobrevivesse quando era criminalizado. Clementina levou a voz ancestral para o rádio. Na vinheta, elas aparecem como sentinelas simbólicas, garantindo que o caminho percorrido por Jorge Aragão tenha raiz, chão e continuidade.</p>



<p>Também dentro da vinheta, a presença de Valéria Valenssa e Érika Moura ao lado de Jorge carrega um significado profundo. Em um tempo de esvaziamento simbólico do Carnaval, em que referências negras são frequentemente diluídas, vê-las nesse mesmo enquadramento é um gesto de afirmação. Valéria construiu um imaginário de possibilidade ao coroar a beleza negra em rede nacional. Érika deu sequência a essa linhagem, sustentando com o corpo e a presença uma representação que o racismo insiste em apagar. Colocá-las ao lado do Poeta é afirmar, visual e simbolicamente, que o Carnaval tem memória, rosto e pertencimento.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95172" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95172" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/20251217-Carnaval-2026-BD021-Credito-Beatriz-Damy-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Beatriz Damy/Globo</figcaption></figure>
</figure>



<p>O Carnaval Globeleza de 2026 sela um reencontro essencial: a obra, finalmente, reconhece a voz de seu autor. Ver Jorge Aragão assumir o microfone da canção que ele mesmo criou para o imaginário nacional é a consagração de meio século de maestria suburbana. Como ele próprio canta: “Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”. O que o Brasil assiste agora é exatamente isso, o respeito ao caminho trilhado.</p>



<p>Reforçando esse compromisso com a ancestralidade e o futuro, <strong>Samantha Almeida, Diretora de Marketing da TV Globo</strong>, destaca a intenção por trás deste movimento:</p>



<p><em>“Gosto de dizer que o futuro é algo que estamos construindo agora, a partir das escolhas que fazemos no presente. E essa campanha nasce exatamente desse entendimento. Ao resgatar a memória afetiva do Globeleza, fazemos uma escolha intencional de celebrar uma referência fundamental da nossa cultura em vida, reverenciar nossos mestres e criar conexão entre gerações.”</em></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="95173" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-95173" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-683x1024.jpg 683w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-200x300.jpg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-100x150.jpg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-768x1152.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-1024x1536.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-1365x2048.jpg 1365w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-280x420.jpg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-150x225.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-300x450.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-696x1044.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-1068x1602.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-1920x2880.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/Jorge-Aragao-2-Credito-Beto-Roma-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Beto Roma/Globo</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>FICHA TÉCNICA | GLOBELEZA 2026</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Diretor de Marca &amp; Comunicação:</strong> Manuel Falcão</li>



<li><strong>Direção de Criação:</strong> Ricardo Moyano</li>



<li><strong>Gerente Sr de Criação:</strong> Victor Seabra e Julio Marcello</li>



<li><strong>Criação:</strong> Pedro Henrique Maroni Costa e Julia Custodio</li>



<li><strong>Roteiro:</strong> Pedro Henrique Maroni Costa</li>



<li><strong>Direção de Arte:</strong> Julia Custodio</li>
</ul>



<p><strong>PLANEJAMENTO E ATENDIMENTO</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Direção Estratégia de Marca &amp; Comunicação:</strong> Bernardo Magalhães</li>



<li><strong>Gerente Sr de Planejamento:</strong> Bruno Altieri</li>



<li><strong>Planejamento:</strong> Lorena Carvalho</li>



<li><strong>Direção de Marketing &amp; Operações:</strong> Mariana Novaes</li>



<li><strong>Gerente Sr de Atendimento:</strong> Suzana Prista</li>



<li><strong>Atendimento:</strong> Dryelle Primo e Flavio Carrijo</li>
</ul>



<p><strong>PRODUÇÃO E RTV</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Gerente de Produção:</strong> Ricardo Leo</li>



<li><strong>Coordenação RTV:</strong> Gabriela Bonn</li>



<li><strong>RTV:</strong> Fernanda Ribeiro</li>



<li><strong>Coordenação de Produção:</strong> Klemerson Cantalice</li>



<li><strong>Produção:</strong> Cristiano Gesualdo e Camila Xavier</li>



<li><strong>Estagiária de Produção:</strong> Maria Firmino</li>
</ul>



<p><strong>EQUIPE DE SET (FILMAGEM)</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Diretor de Cena:</strong> Leandro Rial</li>



<li><strong>Assistente de Direção:</strong> Fernanda Baudaue</li>



<li><strong>Diretor de Fotografia:</strong> Caio Humb</li>



<li><strong>Produtor:</strong> Diego Costa</li>



<li><strong>Diretor de Arte:</strong> Macerla Escafura</li>



<li><strong>Técnico de Som:</strong> Helio</li>



<li><strong>Figurinista:</strong> Athria Gomes</li>



<li><strong>Maquiagem:</strong> Capa</li>
</ul>



<p><strong>PÓS-PRODUÇÃO</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Produtora de Pós:</strong> Arpoador Filmes</li>



<li><strong>Supervisão Artística:</strong> Debora Indio do Brasil</li>



<li><strong>Produtora de Pós:</strong> Rebeca Montenegro</li>



<li><strong>Edição:</strong> Lucas Vieira e Diego Gomes</li>



<li><strong>Correção de Cor:</strong> Irineu Lima</li>



<li><strong>Finalização:</strong> Lucas Vieira</li>
</ul>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Guia inédito mapeia 100 experiências de gastronomia negra em todo o Brasil</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/guia-inedito-mapeia-100-experiencias-de-gastronomia-negra-em-todo-o-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 20:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Home]]></category>
		<category><![CDATA[Guia Black Chefs]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Black Money]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[são Paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mundonegro.inf.br/?p=95133</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lan&#231;amento aproveita ano com 10 feriados nacionais; publica&#231;&#227;o resolve lacuna hist&#243;rica de visibilidade Onde comer bem e apoiar o empreendedorismo negro durante as viagens? Essa pergunta, comum entre quem busca consumo consciente, tinha at&#233; agora uma resposta fragmentada. O Guia Black Chef&#8217;s 2026, lan&#231;ado neste domingo (5) pelo Mundo Negro em parceria com o Guia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Lançamento aproveita ano com 10 feriados nacionais; publicação resolve lacuna histórica de visibilidade</em><br></p>



<p>Onde comer bem e apoiar o empreendedorismo negro durante as viagens? Essa pergunta, comum entre quem busca consumo consciente, tinha até agora uma resposta fragmentada. O Guia Black Chef&#8217;s 2026, lançado neste domingo (5) pelo Mundo Negro em parceria com o Guia Black Chef&#8217;s, resolve esse problema com uma curadoria inédita: 100 experiências gastronômicas de empreendedorismo negro em todo o Brasil, organizadas em formato prático e acessível.</p>



<p>&#8220;Pela primeira vez, existe um mapeamento nacional dedicado exclusivamente a isso&#8221;, afirma Silvia Nascimento, coordenadora editorial do guia. &#8220;Não existe um veículo no Brasil com mais credibilidade que o Mundo Negro para lançar um produto como esse, inédito, construído com um trabalho que é resultado de uma marca comprometida em promover a comunidade negra por meio de conteúdo há mais de 20 anos.&#8221;</p>



<p>O lançamento não é por acaso. 2026 começa com 10 feriados nacionais &#8211; incluindo Carnaval, Páscoa e diversos feriados prolongados &#8211; tornando-se um ano ideal para viagens pelo Brasil. O guia chega justamente no momento em que brasileiros começam a planejar seus roteiros.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="793" data-id="95135" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-1024x793.jpeg" alt="" class="wp-image-95135" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-1024x793.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-300x232.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-150x116.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-768x594.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-543x420.jpeg 543w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-696x539.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv-1068x827.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2026/01/zvzvv.jpeg 1398w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema da invisibilidade</strong></h3>



<p>Estabelecimentos de proprietários negros frequentemente não aparecem em guias gastronômicos tradicionais ou plataformas de turismo. Mesmo com qualidade técnica e proposta diferenciada, faltava visibilidade organizada. &#8220;Cada estabelecimento aqui presente representa uma história de excelência, técnica e paixão que o mercado tradicional não enxerga&#8221;, destaca a publicação.</p>



<p>O Guia Black Chef&#8217;s existe desde 2023 e já apresentou mais de 200 estabelecimentos, consolidando-se como referência no setor. Esta edição reúne o melhor dessa curadoria: das praias do nordeste aos bistrôs do sul, passando por casas de sushi, pizzarias, sorveterias, cafeterias, hamburguerias e refúgios à beira-mar.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cinco categorias para facilitar escolhas</strong></h3>



<p>O guia organiza as experiências para atender diferentes momentos: Pé na areia e verão (sabores litorâneos), Comida ancestral (tradições preservadas), Alta gastronomia (técnica apurada), Happy Hour &amp; Burgers (descontração) e Sabores do Mundo &amp; Cafés (sushi, pizzas, sorvetes, cafés autorais).</p>



<p>&#8220;Do sushi artesanal aos pratos de raiz, das sorveterias aos cafés, a diversidade é a essência&#8221;, afirma o guia. Entre os destaques estão o Ú Bistrô em Tibau do Sul (RN), refúgio contemporâneo na Praia da Pipa com vista para o mar; o Velas do Cumbuco no Ceará, onde kitesurf encontra gastronomia; e o Zé Barbudo Lounge em Trancoso (BA), que une o charme da Bahia com drinks e cozinha sofisticada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Formato pensado para quem viaja</strong></h3>



<p>Em 16 páginas com design editorial, o guia facilita decisões rápidas. Um PDF bônus traz Instagram clicável de cada estabelecimento &#8211; basta tocar para acessar cardápio, horários e fazer reservas. &#8220;Nesta edição, convidamos você a descobrir destinos onde a ancestralidade dialoga com a inovação e cada prato conta uma narrativa única&#8221;, apresenta a publicação.</p>



<p>&#8220;O Guia Black Chef&#8217;s é mais novinho, mas já se tornou um projeto referência jornalística em conteúdos afrocentrados de gastronomia&#8221;, completa Silvia Nascimento.</p>



<p>O Guia Black Chef&#8217;s 2026 está disponível por R$ 67. <strong>Assinantes pagantes</strong> da Newsletter Hub Mundo Negro recebem um link exclusivo por e-mail com desconto especial, pagando apenas R$ 47.</p>



<p><strong><a href="https://go.hotmart.com/D103446985N">ACESSE O GUIA AQUI</a></strong></p>



<p><strong>Sobre o Guia Black Chef&#8217;s</strong><strong><br></strong>Criado em 2023, o Guia Black Chef&#8217;s é a principal referência no mapeamento da gastronomia negra brasileira, tendo apresentado mais de 200 estabelecimentos em todo o território nacional.</p>



<p><strong>Sobre o Mundo Negro</strong><strong><br></strong>Há mais de 20 anos, o Mundo Negro é referência em conteúdo sobre cultura, empreendedorismo e representatividade negra no Brasil.</p>
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		<title>Prêmio Ubuntu é cancelado após o Estado não liberar os recursos previstos</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/premio-ubuntu-e-cancelado-apos-o-estado-nao-liberar-os-recursos-previstos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 19:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreira e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Pr&#234;mio Ubuntu de Cultura Negra, que chegaria &#224; sua 5&#170; edi&#231;&#227;o em novembro, estava previsto para ocupar o Parque Bondinho P&#227;o de A&#231;&#250;car em uma celebra&#231;&#227;o dedicada ao tema &#8220;Conex&#245;es Ancestrais&#8221;. A cerim&#244;nia reuniria artistas, produtores e agentes culturais em um dos cart&#245;es-postais mais emblem&#225;ticos do pa&#237;s. No entanto, o evento foi adiado sem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Prêmio Ubuntu de Cultura Negra, que chegaria à sua 5ª edição em novembro, estava previsto para ocupar o Parque Bondinho Pão de Açúcar em uma celebração dedicada ao tema “Conexões Ancestrais”. A cerimônia reuniria artistas, produtores e agentes culturais em um dos cartões-postais mais emblemáticos do país. No entanto, o evento foi adiado sem previsão de nova data após a falta de retorno dos órgãos estaduais responsáveis pela liberação dos recursos, o que inviabilizou sua execução.</p>



<p>Segundo a idealizadora e presidente da ONG Afrotribo, Paula Tanga, a decisão não teve origem na organização, mas na ausência de compromisso institucional com a continuidade do prêmio. “Estamos com tudo pronto. Dói, gente. Dói muito estar aqui”, afirmou, destacando que meses de planejamento foram interrompidos por falta de resposta formal do poder público.</p>



<p>Emocionada, Paula gravou um vídeo em que expõe a dimensão humana desse cancelamento. Ela enfrenta, ao mesmo tempo, a internação da irmã, em tratamento contra um câncer, e a frustração de ver um projeto de 20 anos de luta ser interrompido por falta de sensibilidade do poder público. “<strong>Não estou bem, não estou legal. Foi o cancelamento do prêmio devido à responsabilidade do Poder Público. Desde agosto a gente vem dialogando, que nos deu certeza</strong>”, disse, reforçando que o atraso e o silêncio das autoridades desmontaram meses de trabalho.</p>



<p>O impacto é ainda maior porque o Prêmio Ubuntu nunca foi só uma cerimônia. Ele sempre foi um gesto político: colocar lado a lado famosos e anônimos, reconhecer trajetórias que transformam territórios, criar caminhos onde a cidade costuma erguer barreiras. “<strong>O prêmio não incentiva a disputa entre os nossos. Ele incentiva a igualdade entre os nossos</strong>”, afirma Paula. E ocupar o Pão de Açúcar, neste ano, seria também afirmar o direito à cidade — especialmente no Novembro Negro.</p>



<p>Mesmo diante da dor, Paula fez questão de agradecer quem não soltou a mão, como a equipe do Parque Bondinho. Mas não aliviou a crítica. “<strong>A falta de incentivo para esse tipo de projeto só mostra o quanto temos que evoluir. Fala-se de equidade racial, fala-se de Ubuntu. Muitas pessoas falam de Ubuntu, mas não praticam Ubuntu, e eu tô sentindo isso na pele</strong>.” É um recado direto sobre como políticas culturais seguem falhando com iniciativas negras, mesmo quando elas já provaram sua relevância e capacidade de mobilização.</p>



<p>Paula afirma que seguirá lutando para garantir uma nova data e retomar o prêmio na dimensão que ele merece. <strong>“Eu vou lutar para que o prêmio aconteça, e que aconteça grandão”</strong>, diz. O adiamento, porém, expõe um cenário mais amplo: não se trata de um caso isolado. Em todo o país, projetos e movimentos negros vêm enfrentando cortes, atrasos e falta de resposta institucional, um padrão que se repetiu de forma ainda mais cruel neste Novembro Negro, mês que deveria fortalecer, e não fragilizar, iniciativas dedicadas à memória, arte e existência preta. </p>
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		<title>Novo Raio-X do Data Favela detalha os sonhos, os hábitos de consumo e a cultura de quem vive no tráfico</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/novo-raio-x-do-data-favela-detalha-os-sonhos-os-habitos-de-consumo-e-a-cultura-de-quem-vive-no-trafico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2025 13:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Saiu na impresa]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pesquisa &#8220;Raio-X da Vida Real&#8221;, conduzida pelo Data Favela, Central &#218;nica das Favelas (CUFA) e Favela Holding, oferece uma lente rara e inc&#244;moda sobre a din&#226;mica do tr&#225;fico de drogas no Brasil. O M&#243;dulo 3 &#8212; Viv&#234;ncias, Consumo e Cultura &#8212; &#233; particularmente revelador: ao contr&#225;rio do que prega o senso comum, a vida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A pesquisa &#8220;Raio-X da Vida Real&#8221;, conduzida pelo Data Favela, Central Única das Favelas (CUFA) e Favela Holding, oferece uma lente rara e incômoda sobre a dinâmica do tráfico de drogas no Brasil. O Módulo 3 — Vivências, Consumo e Cultura — é particularmente revelador: ao contrário do que prega o senso comum, a vida no crime, para a maioria dos entrevistados, não é um caminho para a opulência, mas sim uma rota de subsistência marcada pelo desejo de estabilidade e uma forte conexão com a cultura negra.</p>



<p>O que o estudo sublinha de forma contundente é que a maioria dos entrevistados não está engajada no crime pela busca desenfreada por bens de luxo, mas sim pela urgência de estabilidade social e familiar. O maior sonho de consumo não é um carro importado, mas sim a conquista da <strong>casa própria</strong>, desejo que mobiliza mais da metade dos respondentes (<strong>53%</strong>), sendo que <strong>25%</strong> especificamente almejam comprar uma casa para a sua família. Este dado é um poderoso contraponto ao estereótipo do criminoso ostentador, demonstrando que, para este público, o crime serve como uma fonte de sustento e ancoragem, e não de enriquecimento desmedido, reforçando a ideia de que a motivação principal é a necessidade econômica</p>



<p>Apesar da vida na ilegalidade, os padrões de consumo dos entrevistados seguem de perto as tendências de mercado das favelas e periferias<sup></sup>. A lealdade a marcas é alta, com poucas empresas dominando a preferência em nichos-chave<sup></sup>.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Eletrônicos:</strong> Apple (<strong>32%</strong>) e Samsung (<strong>31%</strong>) somam quase dois terços da preferência.</li>



<li><strong>Vestuário e Calçados:</strong> A Nike é a favorita em roupas (<strong>23%</strong>) e calçados, liderando o ranking de tênis e chuteiras com uma preferência agregada de <strong>60%</strong> (juntamente com Adidas).</li>



<li><strong>Cerveja:</strong> A Heineken aparece no topo das cervejas mais citadas (<strong>19%</strong>), à frente de Brahma e Skol.</li>
</ul>



<p>No entanto, o uso do sistema bancário tradicional, como Bradesco, Itaú e Caixa Econômica Federal , por parte de quem vive na clandestinidade, sugere a intensa necessidade de terceiros, os chamados &#8220;laranjas&#8221;, para movimentar o dinheiro, evidenciando as complexas pontes entre o lícito e o ilícito na vida financeira.</p>



<p>Quando o assunto é cultura, o estudo ressalta a importância dos laços de sociabilidade e pertencimento<sup></sup>. Os hobbies preferidos são coletivos: <strong>jogar futebol (23%)</strong>, <strong>acessar a internet (19%)</strong> e <strong>socializar com amigos (15%)</strong><sup></sup>.</p>



<p>O pódio musical é dominado pelos gêneros de matriz negra:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Pagode/Samba</strong> (23%) </li>



<li><strong>Funk</strong> (21%) </li>



<li><strong>Rap</strong> (12%) </li>
</ul>



<p>As vozes e rostos da cultura negra também são os mais admirados: a cantora <strong>Ludmilla (16%)</strong> e o cantor <strong>Belo (11,6%)</strong>  lideram as preferências. Entre os atores, <strong>Taís Araújo (27%)</strong> e <strong>Lázaro Ramos (17%)</strong> são as figuras mais importantes para os entrevistados.</p>



<p>O que a pesquisa consegue captar de forma pungente, para além dos números, é o dilema existencial. A vida no crime não apenas impõe riscos físicos e mentais (com altos índices de insônia, ansiedade e depressão <sup></sup><sup></sup><sup></sup><sup></sup>), como também restringe a liberdade a ponto de o sonho de uma viagem para &#8220;qualquer lugar do mundo&#8221; ser inacessível para <strong>66%</strong> dos entrevistados<sup></sup>.</p>



<p>O Data Favela nos força a ir além da manchete simplista e a compreender que a motivação do crime é, essencialmente, econômica. Não é a busca por iates, mas sim por uma <strong>casa segura</strong> e pelo sustento da família. A tragédia se completa com a constatação de que, embora não se orgulhem do que fazem (<strong>68%</strong> disseram não sentir orgulho ) e proíbam seus filhos de seguir o mesmo caminho, a falta de oportunidade lícita, a que se refere a mulher de 27-31 anos: <strong>“A falta de oportunidade e também o desejo de coisas melhores”</strong> , os mantém aprisionados nesse ciclo.</p>
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